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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante o evento Dialoga Brasil - Recife/PE

por Portal Planalto publicado 22/08/2015 00h06, última modificação 22/08/2015 00h06

Recife-PE, 21 de agosto de 2015

 

 

Boa noite, boa noite. Queria começar cumprimentando as mulheres aqui. Queria cumprimentar esse festival de bandeiras, mas não podemos também esquecer os nossos companheiros homens. E também nossos brasileiros e brasileirinhas, pernambucanozinhos e pernambucanazinhas. Boa noite a todos vocês, muito boa noite. Eu estou muito feliz de estar aqui.

Cumprimento o governador,

Os ministros

Cumprimento os deputados e os senadores,

Cumprimento os movimentos sociais,

Cumprimento todas as pessoas, cidadãos e cidadãs deste País.

 

Eu estou muito feliz de estar aqui, porque este é um estado muito especial. Aqui as pessoas lutaram, lutaram pelo Brasil, pela independência do Brasil desde o início da nossa história recente. Aqui você teve também pessoas que pensaram o Brasil. E aqui teve pessoas que sonharam o Brasil. Nós temos grandes políticos pernambucanos. E aí eu estou me referindo a Arraes, a Eduardo Campos, estou me referindo a Lula, a Luiz Inácio Lula da Silva. Pessoas que pensaram o Brasil. Pensaram o Brasil, como Josué de Castro pensou o Brasil, olhou para o Brasil e viu que ele tinha fome.

Estou me referindo.também  ao pensador que eu respeito. Eu estou  me referindo a Gilberto Freyre.  Pessoas que sonharam com o Brasil, desde Gonzagão,  passando por Gonzaga e também chegando a um poeta como João Cabral de Mello Neto.

Aqui é um estado especial.  Eu estou no Nordeste,  mas eu estou em  Pernambuco. Pernambuco sempre teve uma tradição, uma tradição  de ser um estado que adotava ideias avançadas. Apesar de ter sofrido todas as garras do atraso. Aqui nasceram as ligas camponesas. Que eu acho que as ligas camponesas  são ancestrais do MST. Aqui nós tínhamos Julião. E por isso o Dialoga Brasil aqui é um Dialoga todo especial, porque é Dialoga Pernambuco.  Porque que estou falando isso? Não é um jogo de palavra, é que  não existe como a gente olhar o Brasil se a gente não olhar a diversidade imensa desse País, que é a riqueza dele. Pernambuco  representa um grande patrimônio cultural político e intelectual do País. Isso que faz com que o diálogo seja extremamente rico.

Eu escutei atentamente todos os ministros e a interação com vocês. As  perguntas, as perguntas que vieram da internet. E quero dizer para vocês que algumas coisas, para mim, me fizeram  aqui pensar, pensar muito. Eu acho que o que caracteriza tudo isso que nos estamos fazendo, que nós viemos lutando desde 2003, todos nós aqui. Porque está certo aqueles que puxaram a palavra de ordem: “Vai avançar , vai avançar a unidade popular”. Estão certos.A gente só avança com tolerância, a gente só avança com respeito, a gente só avança se a gente tiver a paciência, a humildade de escutar a voz do outro. Diálogo é isso: é escutar a voz do outro.

Você não precisaria de dialogar se todo mundo pensasse a mesma coisa. Aí não tinha sentido dialogar, para quê? Mas é justamente o que nos aqui estamos fazendo. Nós estamos abrindo o diálogo. E, aí, o dialogo faz a gente pensar. Aí, quando as pessoas começam a falar, você começa a pensar. Aí você começa... Eu comecei a pensar uma coisa: qual é a característica maior, o que une toda a fala, aqui, dos ministros?

Considerando que cada pessoa, cada um, cada uma pessoa é diferente da outra, cada região do País é diferente da outra, o que é que um governo que tem compromisso com seu povo tem que fazer? Primeiro, se ele olhar para o povo e achar que o povo é sujeito, que as pessoas são capazes de lutar pelo que querem. O  governo não é um governo paternalista, que vai achar que é ele que vai resolver o problema sozinho. Mas tem uma coisa que é obrigação do governo fazer: se as pessoas são diferentes, se as regiões sao diferentes,  as oportunidades para as pessoas e para as regiões têm que ser iguais. É isso que une a fala de cada um dos ministros aqui presentes.

Nós podemos perfeitamente saber que uma pessoa conquista com a educação, um diploma na universidade, um curso no Pronatec, pelo seu próprio esforço, pelo apoio da sua família, pela - e aí, minhas queridas mulheres -, pelo apoio das mães. Porque mãe a gente sabe como funciona, todos nós temos, mãe fica ali: “Menino, estuda; menina, estuda; menino, trabalha; menina, trabalha”. Mãe é assim. É assim que as pessoas se esforçam e conseguem as coisas. Mas como que elas não conseguiam antes? Por que não conseguiam antes? Porque elas não tinham oportunidades, porque este País só dava oportunidade para alguns.

Uma das coisas que o ministro da Educação falou foi a diferença sobre os pontos de uma pessoa que vem, um jovem que vem das classes mais ricas e um jovem que vem das classes populares. E ele disse que a diferença é 200. Eu acredito que o papel do governo é reduzir essa diferença primeiro e, segundo, garantir que todo mundo parta de uma base igual. Daí porque nós fizemos alguns programas.

Eu escutei aqui, por exemplo, uma pergunta sobre o Pronatec, sobre se o Enem podia ser um caminho para Pronatec. É verdade que o Enem é um caminho de oportunidades, mas o Pronatec não é só para pessoa que fez o ensino médio, esse é uma parte do Pronatec. A maior parte do Pronatec é para os trabalhadores e para as trabalhadoras deste País poderem diminuir a diferença que, ao longo da vida, tiveram porque não tiveram acesso a um curso técnico profissionalizante.

Então eu assisti formaturas comoventes. Eu assisti formaturas em que - quero dizer para as mulheres - 52% dos formandos eram mulheres. Porque a mulher tem também uma desigualdade vinda do gênero. E aí, quando falam que não pode haver discussão sobre educação envolvendo a mulher,  nós não podemos ficar quietas diante disso. A gente não pode aceitar isso, porque essa desigualdade existe.

Mas, voltando, eu assisti formaturas em que ele começou - era um homem - ele começou como eletricista predial, fazia só consertos nos prédios. E o Pronatec oferecia o curso de eletricista predial, depois oferecia um curso básico de eletrotécnica e depois oferecia um curso de eletricista avançado. Pois ele estava fazendo sabe o que? Ele chegou a fazer a eletricidade,  a fazer todos os procedimentos elétricos nos estaleiros que estavam construindo plataformas nesse País.

É  isso que nós queremos. Nós queremos que as pessoas tenham uma trajetória de crescimento, que elas possam ter acesso a empregos  melhores, que elas possam ter acesso a uma renda maior. A mesma coisa com a ministra Tereza Campello, nós fizemos o Bolsa Família. Lá atrás começou quando o presidente Lula mostrou seu empenho numa questão que, no Brasil, sempre tratada ou como caso de polícia ou ignorada, a questão social desse País. A imensa desigualdade social deste País, que nós herdamos de quase 300 anos, no mínimo, de escravidão. E a gente sabe perfeitamente que,  no Brasil, a pobreza tem sexo, a pobreza tem cor e  e a pobreza tinha também região. Ela tinha essas três coisas.

Eu acredito, eu tenho certeza - eu falo eu acredito, mas no fundo eu tenho certeza - que o programa que tem maior efeito sobre a vida das crianças mais pobres, foi o Bolsa Família. Ele não chamou família por acaso. Ele chamou  família porque a família tem uma relação profunda com a criança. Com o menino  pequeno, a menina pequena. Porque ali começa a desigualdade. Quando a gente começa a fazer o Bolsa Família e exige que as crianças vão para a escola, exige que as crianças recebam vacinação e atendimento médico, exige  que a mãe, principalmente a mãe que está grávida, tenha acesso à saúde, para dar acompanhamento para a sua gravidez, nós estamos  atacando a raiz da desigualdade e da diferença de oportunidade. Porque uma criança.ela tem, desde o inicio, desde pequenininha que se alimentar, ela tem que se alimentar. Ela tem que ter incentivos, ela tem de ir para a escola e a gente também  introduziu uma coisa que a gente não  falou que é a creche. Nós mulheres,  achávamos que a creche era algo importantíssimo para gente poder trabalhar com tranquilidade. É, mas não é para isso que creche existe. Isso também, mas a principal coisa é que todo mundo hoje sabe que de zero a  três anos começa a criança a ter os incentivos que eles chamam de não cognitivos, que são aqueles que vão  assegurar que ela tenha condições de ter uma trajetória como o resto da sua infância, jovem e adulta mais bem-sucedida. Então a creche e a creche, não sei se vocês já viram,  a gente tenta fazer a creche de  melhor qualidade possível, para que a gente compense o fato de que ela não tem os mesmos estímulos que ela tem em famílias que tenham acesso a mais cultura, a maior recurso. Então  a criança vai olhar livro, a criança vai fazer jogo, a criança vai olhar computador, a criança vai brincar bastante, a criança tem de ter tudo, porque ali está a raiz da desigualdade.

E garantir  oportunidades iguais,  passa por garantir creches, passa por garantir que o jovem tenha acesso ao ensino universitário. Nós não vamos conseguir fazer isso de uma vez  só, porque tem de pegar o que atrasou lá atrás. Mas a  gente se esforça  para assegurar que mais gente entre na universidade. Por que? Porque a  gente sabe que, entrou na universidade, é um caminho de oportunidades. A gente chamava o Enem “caminho de oportunidades”. Tinha uma porta, que era o concurso do Enem e tinha várias portas paralelas, que era, ou entra na universidade federal ou entra numa faculdade privada, por que a gente não cobra o imposto do dono da faculdade e aí  ele paga o governo  federal através de vagas nas escolas. Ou entra através da garantia do financiamento educacional. Isso nós  buscamos fazer de forma sistemática. Esse ano, e vocês sabem todos que é um ano de dificuldades, nós vamos garantir todas as 906 mil vagas. Se você somar 70 mil dos cursos tercnológicos dá 976 mil, não tem volta trás.

Aí eu passo, para o ministro da Saúde. Por que que nós fizemos o Mais Médicos? Porque nós sabemos que há uma diferença entre  no acesso das pessoas à saúde. Aliás, no Brasil tem umas coisas estranhas, não é Chioro? Tem muita gente que pode e que  usa o SUS. Falam muito mal do SUS, mas tem muita gente que pode  e que vai lá e usa o SUS. E depois fala muito mal do SUS. Bom, a gente sabe que o SUS é um grande esforço, não está pronto e na saúde, cá entre nós, o governo sabe que tem muita coisa que nós ainda temos que fazer. A gente não acha e a gente não está aqui, por isso é que a gente quer sugestões. A gente não está aqui dizendo que está uma maravilha. Mas eu tento explicar para vocês porque a gente fez o Mais Médicos. Porque tinha um dado, um dado  que era terrível. Tinha município desse País que não tinha um único médico, primeiro. Segundo, nos chamados Departamentos de Saúde Indígena não tinha médico e a gente via aquelas notícias…. ah tá morrendo indiozinho, tá morrendo índia. Ninguém num país pode concordar com isso. Além disso, o que a gente sabia? Que tinha médico nas grandes cidades, principalmente nos bairros mais ricos de classe média. Agora, me perguntem se tinha médico na periferia? Não tinha médico na periferia. Não tinha médico em muita cidade do interior e os prefeitos, coitados dos prefeitos, passavam o tempo todo dizendo pra gente..”Eu pago uma grana para o médico e ele só atende uma vez por semana”. Falavam e a gente sabia que era verdade, que ninguém estava.mentindo.

O Mais Médicos é fruto de outra igualdade de oportunidades, que é garantir o mesmo acesso à saúde. Qualquer um de nós, qualquer um de nós  quer o quê? Quer que quando você vai no médico, ele escute o que você quer falar para ele. Toda a ladainha que cada um quer contar. Eu sei, eu faço a minha ladainha, a senhora deve fazer a sua. Nós queremos que o médico nos atenda, escute e nos trate como gente, não é? É isso que nós queremos. O que eu acho que nós conseguimos com o Mais Médicos é assegurar que 63 milhões de brasileiros que não tinham isso, passassem a ter. Então, igualdade de oportunidades, eu acho, é a palavra que explica o governo do presidente Lula e o meu governo.

A mesma coisa com habitação popular. Neste País não se fazia habitação popular. E nós passamos a fazê-la. Para o caso da Cultura, o Juca foi claro: nós queremos, quando for possível, universalizar o acesso à cultura. E a gente universaliza o acesso à cultura dando cultura àqueles que não têm acesso. Dar cultura a quem não tem acesso é aqueles que não conseguem pagar um livro,  uma peça de teatro, um filme. É a eles que nós devemos isso.

Então, nós começamos pelos trabalhadores, usando as empresas. E nós temos de dar prioridade para esses. Ter uma política que preze a igualdade de oportunidades é saber que você tem de ficar olhando a sua política, para ela nao tomar um caminho errado. Não garantir um caminho errado. É igual o Luz para Todos, o Luz para Todos. Vocês hoje não ouvem falar muito mais do Luz para Todos, mas o Luz para Todos ocorreu porque tinha uma parte da população brasileira que nunca tinha visto luz elétrica. Eu fui em muito lugar da zona rural e o que eu vi? Sabe o que eu vi? A pessoa acendendo e apagando a luz,  porque ela nunca tinha visto acender e apagar a luz. Teve uma senhora que falou a coisa mais comovente para mim. Ela disse: “Agora eu vou ver meu filho dormir, eu vou ver de noite. Eu vou lá, acendo a luz e olho e vejo ele dormindo” Então, é isso que nós estamos fazendo aqui.

Tem  muita coisa que diz respeito à região. E hoje eu quero compartilhar com vocês uma coisa importante: nós hoje vimos funcionar a integração do Rio São Francisco. Eu e o Lula, eu e o Lula, no dia 21 de agosto de 2014, estivemos aqui. E aí, o Lula até achou que tinha pouca água, porque foi um pouquinho só de água que correu ali, no canal. Mas hoje eu vi correr no canal 45,9 quilômetros de água. Começou a chegar a água no canal do São Francisco, da integração do São Francisco.

E aí, é importante, nós tomamos uma decisão, e eu me refiro aqui a uma parceira, agradeço imensamente ao governador pela parceira. Não era correto que a água chegasse e só beneficiasse, depois, uma grande cidade. Não, a água tem de beneficiar a todos. São 12 milhões de pessoas que serão beneficiadas pela integração do São Francisco. Mas a gente tem de dar atenção para aquelas comunidades, pequenas comunidades, que vivem na beira ali do canal, não é Rio São Francisco, na beira do canal, e são integradas por agricultores familiares, assentados da reforma agrária, indígenas e quilombolas, e garantir que a gente leve a água, esta água que começou a correr no canal, que a gente leve a essas populações, porque dá a elas igualdade de oportunidades. Não só a grande cidade vai ter,  mas também a pequena.

E aí quero dizer para vocês que o governador, e os governadores por onde passa o canal, todos assumiram o seguinte programa conosco, que eu chamo Água do São Francisco esse programa, até em homenagem ao Papa Francisco, que é o seguinte: a gente coloca o recurso, ele faz e opera o sistema de abastecimento d’água. Essa parceria é uma parceria do bem . É uma parceria que vai levar água a cada uma das famílias e das comunidades dessa região na beira do canal do São Francisco - não do Rio São Francisco.

E queria também dizer a vocês  uma palavra sobre a questão da segurança pública. Eu  acho que uma das coisas que mais devem preocupar um governo  é a violência. Sob todas as formas que ela assumir. A violência contra nós, mulheres, que nós que fizemos  um grande esforço com a lei Maria da Penha, com a Lei do Feminicídio, com a Casa das Mulheres. Mas eu acho que esse pacto e essa luta de todos nós contra homicídio é talvez um dos mais importantes mecanismos, uma das mais importantes iniciativas para combater a violência. A  forma mais grave de violência é tirar uma vida de outro ser humano. Essa é a forma mais grave, não tem nada mais grave do que isso. Dai porque eu acredito nesse fato,  principalmente porque  tem duas características que a gente tem que considerar - e depois vou falar da maioridade penal. A primeira característica é que não tem cabimento acreditar que nós resolvemos o problema  da violência construindo presídio. A gente constrói presídio porque não tem outro jeito. Mas a tecnologia evoluiu, hoje tem tornozeleira.

O governador estava me dizendo que um preso custa R$ 3.100. O mInistro está falando que uma tornozeleira está R$ 600, o preso custa  R$ 3.500 por mês. A tornozeleira custa R$ 600. Você bota a tornozeleira no preso e manda ele ir para casa almoçar, jantar, tomar café da manhã. A tornozeleira é uma forma pela qual o Estado pode  controlar os presos, pode perfeitamente controlar os presos, além disso, eu acredito que o pessoal que perguntou se preso pode  trabalhar, eu acho.evitando a exploração do preso. Porque todos nós assistimos filmes de preso sendo explorado em fazenda, todos nós aqui já assistimos. Então, desde que a gente evite a exploração do preso, ele tem direito de trabalhar, ser remunerado e o dinheiro vir para o bolso dele, porque é o trabalho dele que está sendo pago. Então, eu sou a favor. Agora, sou a favor também a formar o preso, a dar para aquele preso que quiser estudar, condições de estudar e de incorporá-lo à sociedade. O custo de incorporação é menor que qualquer outro custo.

E acho que é um escândalo nós olharmos a questão da violência juvenil e propormos a redução da maioridade penal. Quando eles estavam no auge dessa discussão, nós propusemos o Pronatec Jovem Aprendiz para as micro e pequenas empresas, que é a que mais emprega. É, é uma microempresa que pode virar uma macrofamília para um jovem aprendiz. Você vai garantir que ele tenha uma remuneração, você vai garantir que ele tenha um período de estudo e você vai dar uma alternativa para ele ser um aprendiz numa empresa. Com isso, você vai estar dando um caminho. Esse é um programa do Pronatec, que é o Pronatec Jovem Aprendiz.

Mas tem uma outra coisa que eu não vi o José Eduardo falando. Nós somos a favor de uma outra questão: muitas quadrilhas usam o jovem como escudo, trazem o jovem para o crime, aproveitando do fato que a lei proíbe que ele seja condenado nos mesmos termos do adulto. Aí tem gente que diz: “Ah, não, então reduz a maioridade penal”. Nem ver. Nós temos é de penalizar o adulto que faz isso, é o adulto que é responsável. Então, nós propusemos… O que nós propusemos? Quadrilha que usar jovem, a pena do adulto tem de aumentar, é óbvio que é isso.

Eu fico, aqui, muito feliz com uma coisa, muito feliz mesmo. Eu acho que nós todos aqui temos um pensamento em comum. Desafio, agora, em vez de a plateia perguntar para mim, eu pergunto para vocês: o que vocês acham que nos une aqui, nessa.nesse grupo de gente, o que que nos une? ela disse o amor. Essa me disse que é o projeto político. Ela  disse que é a democracia, a opção pelo diálogo. expressão popular, direitos sociais, o Brasil Para Todos. Bom, eu acredito, cidadania, a luta.. bom eu não  vou falar mais, porque eu acho que todas essas coisas nos unem. Aqui nós estamos fazendo o diálogo, não tem uma coisa só que nos une. A que falou em amor, tem razão,  a que falou em luta têm razão, o que falou um Brasil para Todos, a união, a cidadania. Mas, de tudo isso, a gente tira o seguinte, aqui tem pessoas que tem dois compromissos, um com nosso Pais, é o que nos une. E a segunda coisa que nos une também é o compromisso com nosso povo. É  dai que somos a favor da democracia, dos direitos sociais, do crescimento do País,de mais emprego,  de segurança pública, de saúde de qualidade, de  educação de qualidade. E sabemos que acabar com a pobreza é só o começo, não se acaba com a pobreza e acha que está tudo certo. A Tereza sabe e defendeu sempre isso. O fim da miséria é só um começo e é isso que nos temos um desafio de responder.  Nós temos o desafio de construir um país mais rico, um país que gere mais empregos, que esses empregos sejam de qualidade. Agora, tem uma coisa que nós precisamos garantir mais que todas as outras..É que, de fato, nós tenhamos uma pátria educadora. Porque você combate a desigualdade, você garante que tudo que você conquistou seja perene, se você melhorar a qualidade e garantir o acesso a todos para todos os brasileiros, com igualdade de oportunidades.

E também, vamos lembrar, nós vivemos num mundo, o mundo da internet, um mundo em que a ciência, a capacidade de inovação, a geração de tecnologia faz diferença.

Ontem eu recebi a chanceler da Alemanha. E quero dizer para vocês que nós… eles são a 4ª economia, nós somos a 7ª, mas se você perguntar para mim: em quem que você aposta como sendo a economia mais forte? E não quero falar isso só em relação à Alemanha. Eu aposto neste País. Neste País onde nós não temos intolerância, onde nós viemos das mais diversas origens, onde nós não fazemos perseguição religiosa, onde nós temos essa imensa alegria de viver, essa capacidade de brigar e de lutar pelo que nós queremos. Este País que tem riquezas que nós vamos proteger e protegeremos sempre, como é o caso do petróleo e da Petrobras.

Por isso, eu aposto no Brasil. Mas eu aposto mesmo é porque eu acho o povo brasileiro capaz de todas as transformações. O povo brasileiro junto é capaz de mudar o Brasil. E eu tenho certeza que, daqui para frente, nós vamos superar nossas dificuldades, pegar o túnel, porque a chamada “luz do fim do túnel”, quem, como dizem em Minas Gerais, alumia, somos nós mesmos. Vamos alumiar a luz do fim do túnel, com a nossa esperança, com o nosso otimismo e com a nossa capacidade de construir um Brasil para todos.

Muito obrigada.

 

 Ouça a íntegra (24min30) do discurso da Presidenta Dilma Rousseff