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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de sanção das leis que criam as universidades federais do sul da Bahia, do oeste da Bahia, do sul e sudeste do Pará e do Cariri/CE

por Portal do Planalto publicado 05/06/2013 18h22, última modificação 04/07/2014 20h17

 

Palácio do Planalto, 05 de junho de 2013

 

Eu queria iniciar cumprimentando aqui os senhores governadores Jaques Wagner, da Bahia; Cid Gomes, do Ceará; Simão Jatene, do Pará.

Queria cumprimentar também dois ministros: o ministro [Aloizio] Mercadante, da Educação, e o Ministro Celso Amorim, da Defesa.

Cumprimentar os dois comandantes militares aqui presentes: Enzo Martins Peri, do Exército; e Juniti Saito, da Aeronáutica.

Queria cumprimentar os senhores senadores Eunício Oliveira, Flexa Ribeiro, Inácio Arruda, Lídice da Mata.

Queria cumprimentar os senhores e senhoras prefeitos municipais. Cumprimentar o prefeito Amaro dos Santos Santana, de Santa Maria da Vitória, na Bahia; o prefeito, também baiano, Antônio Henrique de Souza Moreira, de Barreiras; o prefeito de Barra, na Bahia, Artur Silva Filho; o prefeito de Itabuna, Bahia, Claudevane Moreira Leite; o prefeito Humberto Santa Cruz Filho, de Luiz Eduardo Magalhães, Bahia; o prefeito de São Félix do Xingu, Pará, Humberto... Não, desculpa, João Cléber de Souza Torres; o prefeito de Marabá, Pará, João Salame Neto; o prefeito de Xinguara, Pará, Osvaldo de Oliveira Assunção; a prefeita do Pará, de Rondon do Pará, Shirley Cristina de Barros Malcher.

Queria também cumprimentar todos os deputados federais aqui presentes.

Cumprimentar as senhoras e os senhores reitores de universidades federais.

A presidente da União Nacional dos Estudantes-UNE, Virgínia Barros.   Queria cumprimentar também os senhores jornalistas, as senhoras jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

 

Sem sombra de dúvida, essa é uma cerimônia especial. Por que criar universidades é um ato importante? Porque além de criar oportunidades, ele tem um efeito transformador nas pessoas, nas regiões e no país, e esse efeito transformador é algo que gratifica e torna todas as pessoas alegres, viu, Wagner? Não é só os baianos, não. Eu vi aqui o pessoal todo muito alegre.

E principalmente quando a gente sabe que o Brasil teve um processo longo para que essa questão – que é uma questão crucial, que é a questão do acesso à educação, principalmente da educação universitária – fosse colocada como uma questão fundamental de governo. Eu tenho muito orgulho de ter participado de todo o esforço durante o governo do presidente Lula e agora no meu governo, no sentido de um processo de democratização da universidade baseado em dois pilares: o acesso social de vários segmentos da população que nunca chegaram à universidade. E uma outra questão crucial que vários dos governadores aqui apontaram que é a questão da interiorização da educação. Porque a inexistência de um processo educacional nos lugares mais recônditos do país é uma forma de discriminação. Sem sombra de dúvida, e aí foi muito bem dito aqui pelo ministro Mercadante e pelo ministro Celso Amorim, a existência de certas universidades é responsável pelo ressurgimento de cadeias industriais. É o caso do ITA, por exemplo, que foi dado aqui como exemplo.

Mas, o que nós acreditamos é que as potencialidades de uma região, elas se desenvolvem e se expandem quando se cria, naquela população daquela região, formação educacional capaz de tornar essa educação um elemento transformador, transformador da realidade, como muito bem disse o governador Simão Jatene. Eu acredito que esse é um processo extremamente virtuoso.

Nós hoje estamos aqui criando quatro universidades: duas na Bahia, uma no Ceará e uma no Pará. Nós, quando fizemos esse processo de seleção, olhamos muito esse problema da capacidade de irradiação que aquela universidade tem numa determinação região. Mesmo que a sede seja, por exemplo, lá na Bahia, em Itabuna, em Barreiras, nós não temos dúvida de que você terá efeitos em toda uma região próxima, e, portanto, quanto mais – e aí eu acho que os pleitos dos governadores têm que ser levados em conta –, quanto mais a gente conseguir, de fato, preencher essa capacidade de irradiação, ou seja, quanto mais nós conseguirmos criar polos educacionais que criem essa irradiação, vai ser melhor para todos nós.

Eu acho que tem uns dados, que o Mercadante falou, e que eu queria acentuar, mas eu vou me dedicar a um deles. Eu quero falar a respeito do fato de que, em 2002, eram 114 municípios que tinham... que sediavam universidades. Hoje nós temos... ou temos pelo menos um campus de universidade em 275 municípios. Esses 275 municípios respondem por uma parte significativa da população brasileira, mas isso não significa que devemos parar por aqui. O processo de interiorização, ele vai continuar. Ele é complementado também pelas escolas técnicas, pelos IFETs. Ele... não se pode olhar hoje no Brasil a estrutura do ensino superior sem considerar os IFETs e as universidades. Eles cumprem funções distintas, mas cobrem, eu acho, uma demanda comum, que é a demanda pelo ensino superior científico, tecnológico e o tradicional, no Brasil.

Eu considero que cada vez mais brasileiros, em todos os estados, em mais municípios e mais regiões, estão tendo acesso à educação. É isso um dado fundamental que a gente pode comemorar, ao lançar essas quatro universidades, e comemorar o fato de que tanto Marabá, no Pará, quanto Juazeiro do Norte vão ter, terão uma nova perspectiva, inequivocamente terão uma nova perspectiva, junto com Itabuna, na Bahia.

Eu tenho certeza de uma coisa: nós temos de buscar nessas universidades a excelência. Em cada uma delas, nós devemos buscar a excelência. É fundamental que se faça, de fato, acordos com o ITA e o IME.

Eu, quando cheguei no governo como presidente, eu propus a duplicação do ITA, mas já disse para eles que eu aceito a triplicação. Não, não, não, não, não é tão simples assim, sabe por quê? Porque também eles me retrucaram uma coisa: nós queremos fazê-lo com qualidade. Ótimo, nós vamos fazê-lo com qualidade. E esse é um desafio que nós temos de fazer, a gente tem de ampliar com qualidade, e aumentar o número de pessoas com acesso. E, obviamente, uma das formas é a parceria e interinstitucional, com várias universidades diferenciadas. Porque todo mundo sabe, no Brasil, onde estão as melhores universidades na área de engenharia, que é a área que o Brasil precisa de forma especial.

Tanto é assim, essa excelência – viu, Celso? – do setor militar, na área educacional, que em todas as Olimpíadas da Matemática, além de ganhar cearense, lá do Ciro, e piauiense também, a gente vê que os colégios militares têm tido uma função muito importante, os colégios militares do Exército, que formam essa juventude que vai ter acesso a um nível de qualificação que é o que nós queremos para todas as escolas. Não podia deixar de lembrar isso e fazer uma justiça aos nossos colégios militares, general Enzo.

E eu considero que, dentro desse quadro, eu queria fazer um anúncio: nós iremos, agora, introduzir uma novidade, nós iremos introduzir as escolas militares no Ciência sem Fronteiras, tanto na formação... principalmente na pós-graduação.

Aloizio Mercadante: Eles não batem palma, a gente bate.

Presidenta: Eu bato para vocês.

Nada mais merecido, eu sei, mas...

Celso Amorim: Tem que aumentar.

Presidenta: É, 500, assim, eu disse que era pouco. Eu te dei mil. Eu dou mais dois, eu dei mil. Eu avisei que eram mil, eu avisei, porque você pode dar e não contar. Não, foi contado devidamente que... e acho que isso tem que ser algo que seja generalizado, na medida em que faz parte da... eu acho que faz parte do conhecimento do Brasil instituições que civis e militares, e elas têm de ser devidamente contempladas.

Eu queria encerrar dizendo o seguinte. Eu fico muito feliz de estar aqui com os governadores do Nordeste e do Norte. E fico muito feliz porque eu acredito que o grande esforço que nós devemos fazer é nessas regiões do país. Essas regiões, elas precisam de um diferencial.

E aí eu vou concluir falando... fazendo uma reflexão que eu gostei muito, do governador Simão Jatene, que disse que a gente tem de buscar a forma de transformar a nossa diversidade não num fator de desigualdade, mas num fator de crescimento, de desenvolvimento, de distribuição de renda e de prosperidade do nosso país.

Parabéns para vocês aqui presentes. Parabéns a todos os que participaram desta cerimônia.

Eu queria chamar os senhores prefeitos porque eu entendo a emoção deles. Eu também fiquei emocionada.

Aloizio Mercadante: Depois os parlamentares.

Presidenta: Todo mundo, todo mundo. Vamos fazer uma foto por etapas. Primeiro os prefeitos, depois... Ah, vocês querem bancada? Então, a bancada da Bahia. Vambora com a bancada da Bahia. Depois a bancada do Ceará. Ah, é para ficar sentado?

 

Ouça a íntegra (13min33s) do discurso da Presidenta Dilma