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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de repactuação do Programa Brasil sem Miséria com o RS Mais Igual e formatura do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec)

por Portal do Planalto publicado 12/04/2013 14h31, última modificação 04/07/2014 20h15

Porto Alegre-RS, 12 de abril de 2013


Vou quebrar o protocolo e cumprimentar aqui os formandos e as formandas do Pronatec. Cumprimentar esses homens e mulheres jovens, esses homens e mulheres que olham o futuro com otimismo, porque foram atrás, correram atrás e mostraram que é possível. Eu, ao cumprimentar cada um de vocês, vou saudar uma pessoa: a Elza. A Elza, beneficiária de dois programas. A Elza, que era engenheira elétrica... engenheira... mas vai ser, heim, Elza, olha aí, olha isso, olha isso. Técnica em eletricidade de baixa tensão e, agora, também fez o curso para técnica em eletricidade industrial. Os dois, esses dois são cursos, Elza, que o Brasil precisa. E, por isso, é um imenso prazer a gente ver que a Elza foi atrás, correu atrás, fez o curso. Devia ser muito chato, não é, Elza, andar em Candiota, com aquela usina que produz... à base de carvão produz eletricidade, andar aquilo ali e não entender direito. Agora você vai andar ali e mandar ver. Por isso, meus parabéns.

Ao cumprimentar vocês, eu queria dizer que o Pronatec está em 120 municípios. E aí eu queria saudar os municípios que hoje estão aqui. Saudar o município, obviamente, de Porto Alegre, o município de Alvorada, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Viamão, Pelotas, e saudar os demais municípios que participam do Pronatec. Palmas para eles.

Eu queria cumprimentar, primeiro, os grandes parceiros nessa nossa atividade aqui, hoje, que é a formatura de vocês. Começar cumprimentando o governador Tarso Genro, parceiro da gente aqui no Rio Grande do Sul, o que faz a diferença, porque aqui nós vimos a importância também do secretário Lara, do governo estadual, no sentido de assegurar que haja mais matrículas do Pronatec.

Cumprimentar o Fortunati, prefeito de Porto Alegre, que está entre os cinco, as cinco prefeituras melhores colocadas, no que se refere a dar condições para brasileiros e brasileiras estudarem, se formarem e, tecnicamente, melhorarem o nosso país.

E eu queria destacar, eu queria destacar algo muito importante do Pronatec, que é a presença dos empresários, o terceiro grupo de parceiros.

Queria cumprimentar, aqui, os empresários, as entidades, o Senai e o Senac, que apóiam o Pronatec, cumprimentando o presidente em exercício da Fiergs, José Antônio Fernandes Martins; o Paulo Safady Simão, presidente da CBIC; o Zildo De Marchi, presidente da Fecomércio do Rio Grande do Sul. Cumprimentar também o Carlos Artur Trein, diretor do Senai do Rio Grande do Sul; o José Paulo da Rosa, diretor do Senac do Rio Grande do Sul.

Queria cumprimentar duas pessoas: o secretário-executivo do Ministério da Educação e Cultura, nosso querido Paim, e ao cumprimentá-lo, cumprimento também da reitora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Cláudia Schiedeck.

E, completando, e representando todo esse processo, uma pessoa que é responsável, no governo federal, por essa atividade, e que é incansável em provar que, de fato, a superação da extrema pobreza é só o começo. Cumprimento a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Agradeço também, a presença aqui, no estado, dos ministros que me acompanham: Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; a Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos.

E queria cumprimentar também os senhores secretários estaduais: Carlos Pestana Neto, da Casa Civil; Luiz Augusto Lara, do Trabalho e do Desenvolvimento Social.

Gostaria também de cumprimentar aqui os deputados federais aqui presentes: o deputado Bohn Gass, deputado Fernando Marrone, deputado Henrique Fontana, deputada Manuela D’ávila, deputado Marcon, deputado Paulo Ferreira, deputado Ronaldo Zulke. Cumprimento a todos eles e quero agradecer por toda a parceria ao aprovar a legislação que dá sustentação tanto ao Pronatec como ao Brasil Sem Miséria.

Queria cumprimentar o deputado Pedro Westphalen, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

E dirigir um cumprimento especial ao presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, Ary Vanazzi, por meio de quem cumprimentos todos os prefeitos do Rio Grande aqui presentes.

Queria saudar, de forma muito especial, os representantes sindicais aqui nesta reunião: o presidente da CGTB do Rio Grande do Sul, Daniel Santos; o presidente da Força Sindical no Rio Grande do Sul, Dionísio Mazui; o presidente da CUT no Rio Grande do Sul, Antônio Guntzel; o presidente da Nova Central Sindical, Walter Souza; o presidente da CTB no Rio Grande do Sul, Guiomar Vidor.

Queria cumprimentar também as senhoras e os senhores jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Senhoras e senhores,

Ah ... bem lembrado. Muito bem lembrado. Vou te contratar para ser do meu protocolo. Falta absurda se esquecer dos professores. Mas agora, eu queria só lembrar que eu cumprimentei por isso a reitora.

 

Sem dúvida, gente, hoje, nós estamos aqui e o ambiente mostra isso, nós estamos numa festa, nós estamos celebrando a formatura de vocês, de cada um de vocês. E, uma formatura é uma história de superação, de luta e de conquista. É também um momento de vitória. E quando a gente tem momento de vitória, a gente tem de comemorar. Não para depois descansar e achar que conquistou tudo. Não. Mas para perceber que conquistar é algo que só engrandece cada um dos que conquistaram. E por isso, eu fico muito feliz de estar aqui hoje.

Esta formatura de vocês, ela marca o início de uma caminhada, ela marca o início de uma caminhada para cada um. E eu desejo que o esforço de vocês retorne sobre a forma de uma melhor colocação no mercado de trabalho, melhor salário, e ainda, mais oportunidades para que vocês percebam que é importante sempre continuar se aperfeiçoando, estudando, trabalhando e progredindo na vida.

Se tem um conselho que eu poderia dar para vocês, e esse, além de ser gratuito, faz parte da sabedoria que a gente só adquire ao viver, é que vocês nunca parem de estudar, nunca parem de se preparar. E aí tem uma história que foi contada aqui e que eu queria relembrar. É a história da Franciele, que se formou em usinagem e da mãe da Franciele, que vai começar a estudar para pintora. A gente, em qualquer idade, sempre, tem de estudar e se aperfeiçoar. Homens e mulheres. Vale também para presidentas da República. A gente sempre, sempre, tem de estudar, tem de ler, tem de discutir, tem de ter uma vida ativa e tem de ser capaz, sempre de perceber que nós podemos, enquanto estamos vivos, melhorar.

Daí porque eu fico muito feliz de estar aqui. Vocês sabem que este ano, em março, nós completamos um ciclo. Nós completamos um ciclo que foi superar a pobreza extrema com a decisão de estender para todo cadastro do Bolsa Família, o pagamento do benefício de R$ 70,00 per capita, por pessoa, para todos eles, os 22 milhões que integram aquela parte do cadastro que nós ainda não tínhamos retirado da pobreza extrema.

Este fato é um fato fundamental para o Brasil. Porque o Brasil... e aí eu tenho muito orgulho do que está escrito quando a gente assina, o governo federal assina qualquer projeto, qualquer papel, qualquer programa, lá embaixo está escrito assim: Brasil País Rico é País em Pobreza. Por que nós somos obrigados a escrever uma coisa óbvia como essa? Como diziam óbvia ululante é porque na vida, às vezes, o óbvio ululante não é reconhecido politicamente. País rico é país sem pobreza. Mas já houve época no nosso país que o país podia, e achava que era rico, e tinha dois terços da sua população na pobreza e na pobreza extrema. Por isso, nós colocamos: Governo federal – Brasil País Rico é País Sem Pobreza, porque esse país só será rico se nós superarmos a pobreza.

E superar a pobreza é o que nós estamos fazendo aqui hoje. É isso que nós estamos fazendo. Porque a gente tem dois caminhos para superar a pobreza, e esses caminhos eles têm de se juntar. Um caminho é melhorar renda, dar acesso ao emprego, garantir um salário. O outro, é educação, educação e mais educação. É formar, formar os brasileiros e as brasileiras. Formar tecnicamente, formar os brasileirinhos e as brasileirinhas, colocando-os nas creches. Porque nós sabemos – aqui tem muita mulher, eu fiquei muito orgulhosa, 65%, parabéns para elas. Agora, os companheiros não precisam se preocupar...eu vou só fazer um parêntese aqui e contar uma coisa para vocês: Uma vez, numa discussão sobre esta questão: metade do Brasil é  mulher... e mulher é muito importante, tem de ter seus direitos. E aí, os homens estavam meio tristes e uma companheira, metalúrgica, disse o seguinte: “não tem problema, metade é mulher e a outra metade é filho desta primeira metade, então, fica todo mundo em casa”. E é verdade.

Mas voltando à nossa conversa. É muito importante num país como o Brasil que nós ataquemos com educação todas as faixas etárias. Para as crianças menores, nós sabemos que -  toda a literatura técnica demonstra - que quanto mais cedo a criança é estimulada, mais e maior é o seu desenvolvimento, mais ela se desenvolve, maior o  seu desenvolvimento.

Por isso é importantíssimo garantir creches. Porque se ataca a raiz da desigualdade. E qual é a raiz da desigualdade? Nós não queremos e sabemos que cada pessoa é diferente da outra. Mas nós sabemos também que a raiz da desigualdade são oportunidades diferentes. E que nós queremos garantir são oportunidades iguais, é garantir que uma criança ... e quanto mais pobre for essa criança, mais ela tem de ter acesso à uma educação de qualidade, ela tem de ter acesso à estímulos,  porque ela vai se desenvolver e ter condições de disputar as oportunidades que vão ocorrer ao longo da sua vida. A primeira, é se alfabetizar na idade certa. A segunda, é fazer parte de uma geração de brasileiros e brasileiras que têm de ter acesso à escola de tempo integral. Porque a escola de tempo integral é o caminho. E aqui eu sempre digo para o Paim: Paim, a escola de tempo integral no segundo período, não é aprender a tricotar, fazer bolo ou crochê. É aprender novamente português, matemática, uma língua e ciências. A segunda ou terceira etapa do nosso caminho é isso que vocês fizeram.

O Brasil tem de ter trabalhadores técnicos de qualidade. Isso, não é que é fundamental para o Brasil, é superfundamental para o Brasil. É fundamental para cada um de vocês. Mas esse país precisa disso como nós precisamos de ar para respirar. É através da formação profissional, de pessoas como cada um de vocês, que este país vai ser de fato um país desenvolvido. Nós precisamos de técnicos que, nas diferentes atividades, agreguem valor, melhorem a qualidade do trabalho, garanta para o país um crescimento de outra qualidade.

Por isso, esse é de fato o grande começo. Nós estamos aqui num grande começo. E nós temos de assegurar que esse caminho da educação técnica e profissionalizante seja extremamente valorizado pela sociedade. Como ocorre nos países desenvolvidos do mundo, onde, sem trabalhadores especializados, tecnicamente formados, o país não avança. Porque são esses, esse conjunto da população que sustenta o crescimento econômico de um país. É importante que tenham os universitários, os engenheiros, aqueles que se formam em outro nível, mas eles não superam, nem vão conseguir superar a importância também dos trabalhadores e das trabalhadoras, porque é muito orgulho, aqui, a gente ver que 65% são mulheres. Os homens já passaram por uma parte da formação, agora é a nossa hora e a nossa vez. Tenho certeza, tenho certeza que este país é um país que precisa de cada um dos brasileiros, precisa de todos os seus homens, de todas as suas mulheres e, sobretudo, de todas as suas crianças.

Queria também dizer para vocês que formar num curso técnico é algo que abre um caminho importante para vocês. E abre um caminho principalmente neste caminho em que o país está. O Brasil, hoje, tem uma das menores taxas de desemprego do mundo, das menores taxas.

Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos de reduzir, reduzir o emprego, porque isso é perigoso: “ah, tem de desempregar”. Tem muita gente falando isso. Muita também não é, é pouca, mas faz barulho. Essas pessoas estão equivocadas. Isto aqui que nós estamos presenciando hoje, que é a formação das senhoras e dos senhores, é o melhor instrumento para que a gente tenha um mercado de trabalho saudável, que é melhorar a qualidade desse mercado, assegurar que homens e mulheres brasileiras terão mais produtividade no trabalho que fizer, seja na usinagem, seja como eletricista, seja como pintor, seja como pedreiro especializado, seja onde for.

Daí porque eu tenho orgulho do Pronatec, porque o Pronatec é uma combinação das melhores escolas. Primeiro, da inequívoca competência do Sistema S, Senai e Senac; depois, a presença dos institutos federais de educação tecnológica, das escolas técnicas e, também, de toda a estrutura universitária do nosso país. Bons professores, bons cursos, significa, necessariamente, uma melhoria da produtividade do nosso país, produtividade do trabalho, produtividade daquilo que gera riqueza, que é o braço e cérebro dos homens e das mulheres deste país.

Por isso, eu fico muito feliz de ver as diferentes modalidades nas quais nós estamos formando trabalhadores e trabalhadoras, fico feliz. Mais feliz ainda quando vejo, aqui, nós termos aquela assinatura da carteira de trabalho, e o que nós vemos hoje, aqui fora, que é a feira de oportunidades de trabalho, porque nós temos de casar as duas coisas, nós temos de casar a formação de vocês com a oportunidade de trabalho, nós temos de aproximar uma coisa da outra para que isso dê certo. Daí porque eu peço também para vocês deixarem seus currículos, irem olhar, ver as oportunidades que vocês tenham e que vocês têm, e fazer essa que é a melhor trajetória do mundo, melhorar sempre, sempre perceber que é possível mudar, sempre é possível mudar, e mudar para melhor.

Eu queria dizer também que o nosso país muda, que quando ele muda, nós mudamos com ele. Logo no início, a mãe que recebia o Bolsa Família, ela recebia o Bolsa Família e, a partir daí, ela começava a querer mais, ela começava a querer que seu filho fosse para uma escola melhor. Agora, ela que recebe o Bolsa Família e quer estudar. Dentro da família dela, ela vê uma mãe, ou um pai, ou um irmão que também quer estudar.

Em nosso país quanto mais nós avançarmos na trajetória de virarmos um país de classe média, diminuindo as desigualdades sociais, mais novos anseios, novos desejos, novas aspirações vão aparecer para as pessoas. E é isso que faz, faz a diferença, e faz o mundo ser melhor e a sociedade ser mais aberta.

Eu tenho certeza que hoje vocês, cada vez mais, vão ser mais exigentes, cada vez mais vocês vão olhar as coisas com olhos tristes. Por isso que é obrigação do governo, obrigação do governo, melhorar sempre a qualidade do serviço público. Porque uma coisa leva à outra: saiu da pobreza extrema... ah, tem de ter melhor educação, melhor saúde, tem de ter garantia de consumidor: quer comprar uma televisão e quer que ela funcione direito, quer comprar uma geladeira e quer que ela funcione direito, quer que seu celular – o sinal – esteja correto. E isso é algo que o governo federal assume a responsabilidade de fazer, junto com vocês, porque sempre tem de ser junto com a sociedade. Um governo que se afastar da sociedade, que abrir mão de olhar que o centro da sua preocupação são as pessoas, e não pura e simplesmente uma construção ou um prédio, esse governo perde as condições de fazer políticas – como disse o governador: com P maiúsculo. E política com P maiúsculo é política que faz a diferença para a população, que faz a diferença para cada um de nós. Que muda a nossa vida dentro de casa e também muda a vida na hora que a gente abre a porta, a gente quer o serviço de transporte.

Eu fico muito feliz, prefeito, quando o senhor fala que aqui nós estamos mudando as condições de mobilidade da cidade do meu neto – porque avó tem, não só, de prestar contas para todos os brasileiros e brasileiras, mas também para um menininho pequeno. E me orgulha muito. O senhor falou do BRT, o senhor falou de todas as avenidas: da Avenida Tronco... e de fato é muito importante que nós modifiquemos as condições de trafegabilidade ali na Avenida Tronco. Mas eu tenho muito interesse, prefeito, no metrô, muito interesse no metrô. Nós participamos aqui, do metrô, não é com financiamento apenas, nós participamos com R$ 1 bilhão.

Então, prefeito, eu dou muita importância ao metrô pelo seguinte: eu acredito que no Brasil havia um complexo, que é um complexo que uma vez um dos grandes teatrólogos brasileiros, chamado Nelson Rodrigues, chamou de um “complexo de vira-lata”. Eu tenho certeza que nesses últimos 10 anos, se complexo algum houve, ele desapareceu, porque nós hoje temos muita auto-estima, olhamos todos de igual para igual. E aí essa questão do metrô é essencial.

Eu não sei se vocês sabem, mas na década de 80 tentaram fazer metrô no Brasil. E houve... Tem sempre aquele pessoal que fala: “Não faz metrô, isso não é adequado porque o Brasil é pobre, metrô é coisa de gente rica”. E não fizeram o metrô e o que acontece nas nossas grandes cidades? Nós temos grandes problemas de trafegabildiade, as pessoas ficam muito tempo dentro dos ônibus indo para o trabalho e do trabalho para os ônibus. Nós temos de fazer metrô porque é a única forma racional de transporte coletivo de massa. É a única forma racional que está à altura do nosso país. Nosso país tem todas as condições de ter metrô.

É por isso que nós, nosso governo fez o seguinte: nós estamos dando contribuição para todas as prefeituras, algumas vezes é prefeitura, como é o caso aqui, de Porto Alegre, e algumas vezes é o estado, mas nós viemos dando condições para todas as grandes cidades fazerem metrô: aqui em Porto Alegre, em Curitiba, em Belo Horizonte, em Salvador, Fortaleza, além de São Paulo e Rio. Mas isso é crucial, faz parte da qualidade de vida urbana. Fiquei muito feliz com a sua referência, prefeito, e te agradeço.

Por isso, antes de encerrar eu, mais uma vez volto à questão desse momento histórico, também para as suas mães, seus pais, seus namorados, para as namoradas, os maridos, os noivos, um momento especial para as esposas, para os filhos e para as filhas. Nesse caso, quem ganha é toda a família, toda a família de cada um de vocês. Ganham em orgulho, porque é um orgulho ver um filho se formando.

Eu queria lembrar a vocês uma fala do presidente Lula quando recebeu o diploma, pela primeira vez, quando ele foi eleito, recebeu o diploma de presidente, ele falou o seguinte, e eu não esqueci: “Esse é o segundo diploma mais importante da minha vida. O primeiro foi quando eu me formei em torneiro mecânico pelo Senai”.

E eu estou citando isso para mostrar como que este país mudou. E ele mudou porque justamente um torneiro mecânico virou presidente e, segundo, porque uma mulher também virou presidenta. Isso significa que as oportunidades, elas são assim: elas, quando abrem a porta, ela não abre uma frestinha, não, ela escancara a porta. E o que nós estamos fazendo no nosso país, nos últimos 10 anos, é escancarando a porta para todos os brasileiros e as brasileiras entrarem nos benefícios da riqueza deste enorme país, deste país tão diverso, deste país que tem etnias as mais diferentes, brancos, negros, índios, convivem aqui japoneses, convivem aqui pessoas das mais diferentes origens.

E nós seremos capazes de construir um Brasil que caiba, e caiba com espaço, cada um dos brasileiros e das brasileiras. E, sobretudo, com a certeza de que este Brasil será sempre cada vez melhor para os nossos filhos e os nossos netos do que foi para cada um de nós.

Muito obrigada.

Ouça a íntegra do discurso (34min44s) da Presidenta Dilma