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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de inauguração do Píer Sul do Aeroporto Internacional de Brasília - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 16/04/2014 18h14, última modificação 04/07/2014 20h21

 Brasília, 16 de abril de 2014

 

Boa tarde a todos.

Eu queria iniciar cumprimentando todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores. Eu encontrei alguns desde a entrada do aeroporto até aqui e queria saudá-los porque representam a força do nosso país.

Saúdo também os empresários que tornaram esse aeroporto essa realidade,

Cumprimentar o nosso governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e a querida Ilza Queiroz, primeira-dama.

Dirigir um cumprimento todo especial ao embaixador da Argentina, Luiz Kreckler.

            Cumprimentar os ministros de Estado que me acompanham aqui, nesta cerimônia: o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wellington Moreira Franco; o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante; o ministro interino da Defesa, Juniti Saito; o ministro do Turismo, Vinicius Nobre Lage; o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini.

            Dirigir um cumprimento ao nosso senador Valdir Raupp.

            Cumprimentar os deputados federais aqui presentes: deputado Geraldo Magela, deputado Pedro Eugênio, deputado Roberto Policarpo.

            Dirigir um cumprimento especial ao representante dos 49% deste aeroporto, Gustavo do Vale, presidente da Infraero.

            Cumprimentar o diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Aviação Civil, o Cláudio Pastro.

            Dirigir um cumprimento todo especial aos parceiros do Consórcio Inframérica: José Antunes Sobrinho e Gérson de Melo Almada, da Infravix e Engevix. Dizer para o José Antunes Sobrinho que ele tem razão, as coisas são movidas com paixão.

            Cumprimentar o Martín Eurnekian, o Hugo Eurnekian, Matías Eurnekian e o Rafael Bielsa, da Corporación América.

            Cumprimentar o diretor-presidente da Inframérica, Alysson Paulinelli.

            Dirigir um cumprimento ao ex-ministro de Energia, Minas e Energia, Silas Rondeau Cavalcante, ex-presidente, também, da Eletrobrás.

            Cumprimentar as senhoras e os senhores empresários e representantes do setor de aviação civil.

            Cumprimentar as senhoras e os senhores jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Eu queria dizer para vocês que eu lembro de duas datas aqui e agora. A primeira, dia 6 de fevereiro e a segunda dia 1º de dezembro de 2012. Na primeira data, dia 6 de fevereiro, nós fizemos o leilão de concessão do Aeroporto de Brasília. Na segunda data, a concessionária Inframérica assumiu a gestão do aeroporto, nessa parceria entre a Inframérica e a Infraero.

Eu falo dessas datas porque a rapidez e a qualidade obtidas na realização desses investimentos, que era um dos motivos para que nós compartilhássemos a gestão dos aeroportos com a iniciativa privada se mostrou muito bem escolhida. Essa parceria mostra, após 16 meses em que a Inframérica assume a gestão, que o aeroporto de Brasília está transformado.

Com esse novo píer, os usuários terão à disposição mais 10 novas pontes de embarque. No próximo mês, ao ser concluído o píer norte, nós teremos mais 8 novas pontes de embarque. Isso é muito importante para o nosso país, significa conforto e segurança para os passageiros.

Aliás, os passageiros que estão em conexão e que, portanto, ficam mais tempo dentro dos aeroportos, eles são aqueles muito beneficiados por um aeroporto com essa qualificação e com esse conforto. Até porque aqui, em Brasília, 43% dos passageiros que por aqui passam estão num voo de conexão. Daí porque nós temos também que contemplar esse aspecto específico aqui do Aeroporto de Brasília. Na verdade, Brasília funciona muito como um hub, e esses passageiros encontrarão espaços menos congestionados e serão também tratados e despachados com muito maior rapidez.

Nós sabemos que todos os que conviveram, que passaram por aqui, conviveram por meses com tapumes, com máquinas, com várias obras em andamento. Agora é a hora de todos os usuários perceberem e começarem a sentir a diferença e perceber o quanto essas obras que, inicialmente, incomodaram serão justamente aquelas que darão mais conforto, mais rapidez, mais qualificação e mais segurança aqui no aeroporto.

Não só devemos falar de terminais, mas também dos pátios e das pistas. As obrigações da concessionária não acabam com a entrega dessas obras, e eu tenho certeza que mais mudanças virão. Eu queria lembrar que o aeroporto internacional de Brasília traz o nome do ex-presidente idealizador e criador de Brasília, Juscelino Kubitschek, e, portanto, é muito bom ver que esse aeroporto honra o nome de um dos grandes presidentes da República do nosso país, tanto pelo seu pioneirismo quanto pela sua modernidade à época em que governou.

Por isso, eu queria fazer uma pequena reflexão aqui com vocês. O Brasil, como nós todos sentimos, vem passando por uma verdadeira revolução na demanda de serviços públicos. Milhões de brasileiros, em torno de 42 milhões de brasileiros, ascenderam à classe média, o que implicou em um aumento expressivo da sua renda. E isso implicou em novas demandas, novas necessidades, novos anseios, novos desejos. Quarenta e dois milhões de pessoas passaram a poder enfrentar o tamanho do nosso país, usando a força da aviação civil. Daí por que viajar de avião passou a ser parte da realidade cotidiana de milhões de cidadãos e cidadãs do Brasil. Esses números impressionam quando a gente vê que, de 2013 a... aliás, de 2003 a 2013, o número de passageiros/ano em nossos aeroportos saltou de 33 milhões de passageiros para em torno de 113 milhões de passageiros. É um crescimento médio asiático, em torno de 11%.

Isso mostra que o nosso país, ao se preparar para um grande evento, como é a Copa, ele não está se preparando exclusivamente para a Copa. Ele está se preparando é para atender os milhões de consumidores que se manterão demandando a aviação civil pelos próximos anos, e que essa demanda é crescente. A capacidade desse aeroporto, quando for entregue o Píer Norte, ela é adequada para o crescimento do Brasil hoje, mas eu tenho certeza que o consórcio Inframérica vai ter muitas obras pela frente, porque o Brasil vai continuar crescendo, distribuindo renda e trazendo, para consumidor toda a população deste nosso país. Até porque um país continental exige aeroportos.

E aí eu queria fazer um parêntese, antes de dizer que só aqui em Brasília nós temos 16,5 milhões de passageiros, no ano de 2013, para mostrar a pujança do que nós aqui estamos atendendo. Mas eu queria fazer um parêntese e dizer da importância dessa parceria para a Infraero. A Infraero é a maior empresa de aviação civil do Brasil. Conta com um corpo de funcionários qualificado. Essas parcerias que nós estabelecemos aqui, no Aeroporto de Brasília, que estabelecemos no Aeroporto de Congonhas e no Aeroporto de Viracopos, além do Galeão, de Confins, e também toda a concessão feita no aeroporto São Gonçalo do Amarante, vão permitir que a Infraero conviva numa gestão parceria com empresas de alta qualidade no desempenho das suas funções. A Infraero, portanto, vai passar por uma grande renovação, eu tenho certeza, por uma modernização. E óbvio, o dinheiro que nós arrecadamos da outorga onerosa das concessões aeroportuárias, ele vai ser destinado para a construção de 270 aeroportos nessa primeira fase, aeroportos essenciais, essenciais, neste país, para que nós tenhamos de fato uma logística aeroportuária, logística que vai beneficiar a nossa população do interior deste Brasil, lembrando sempre o potencial das cidades médias desse interior, que são regiões que mais crescem em nosso país.

Daí por que eu queria dizer que eu agradeço aos funcionários da Infraero e lembro também que desde... nesse período do meu governo, a Infraero investiu, aqui em Brasília, 4,3 bilhões de reais. Eu considero que essa estratégia de parceria com a iniciativa privada, contando com grandes empresas brasileiras, com parceiros internacionais, ela é muito importante. Queria destacar aqui essa parceria em especial, a parceria com uma empresa do nosso querido Mercosul e de um nosso vizinho que é um vizinho que o único jeito da gente não se entender é só no futebol. No futebol, de fato, a gente não se entende porque disputamos a mesma posição, mas, no mais, em aeroportos, na relação entre os nossos povos, nas nossas atividades, em geral, nós somos parceiros estratégicos. Daí por que eu queria dizer paro o nosso empresário argentino, para essa empresa argentina: sejam muito bem-vindos, muito bem-vindos.

Eu quero dizer que todo mundo ganha nessa parceria. A Infraero ganha, pela ampliação dessa capacidade, os empresários que aqui investiram, os empresários privados que aqui investiram também ganham, tanto no que se refere à ampliação do aeroporto, mas, sobretudo também, pela exploração dos espaços comerciais, pelos serviços, pela publicidade. Esse é um aeroporto moderno, portanto, ele é um espaço, um grande espaço onde serviços, comércio serão sempre unificados. Serviços aeroportuários, serviços de todos os tipos, e comércio terão lugar aqui. Eu tenho certeza também que as companhias aéreas se beneficiam por tudo o que se passa aqui em termos de rapidez, eficiência e conforto dos passageiros.

Finalmente, eu queria me referir à Copa. Necessariamente, fica claro ao se entregar este aeroporto e sabendo das limitações de capacidade que ele tinha para atender o movimento normal extra Copa, que a Copa será beneficiada por esse aeroporto, e é, de fato, um cartão de visita. Parece sim que aqui é o Brasil. Eu entendo o passageiro, a surpresa de passageiro, mas eu quero dizer para vocês que parece sim que isso aqui é o Brasil. Porque quando a gente começa um caminho como esse dos 42 milhões de brasileiros elevados à classe média, a gente tem uma responsabilidade e um compromisso com eles. Nós elevamos a renda dos 42 milhões de brasileiros, tiramos 36 milhões de brasileiros da pobreza, criamos 4,8 milhões vagas, empregos com carteira assassinada. Há um crescente aumento do micro e do pequeno empreendedor, microempreendedor em torno de 3,8 milhões. E o microempreendedor mais o pequeno empresário, nós temos hoje em torno de uns 8 milhões de pessoas jurídicas.

Então, essas pessoas melhoraram a renda, e agora nós temos de garantir serviço público de qualidade. E eu quero dizer que aqui, hoje, está sendo entregue, por essa parceria, serviço público e privado, porque é uma parceria, mas é serviço público no sentido amplo da palavra, de alta qualidade. E, com isso, eu tenho certeza que na educação, na saúde, e na mobilidade urbana, nós estamos dando os passos necessários.

Eu queria cumprimentar os empresários, porque, em 16 meses eles realizaram essa obra. Quero cumprimentar, eu sei do imenso esforço que deve ter sido, eu sei da imensa dedicação que vocês tiveram. Agora, quero cumprimentar também os trabalhadores, porque outro dia eu escutei um elogio aos trabalhadores brasileiros, um elogio vindo de um empresário da Ásia, que disse o seguinte: é uma das mãos de obra mais criativas, que aprende mais rápido e que tem uma imensa capacidade de trabalho. Então, eu cumprimento mais uma vez aqueles que construíram esse aeroporto.

Muito obrigada e vamos todos aproveitar e viajar sempre que pudermos. Obrigada.

 

Ouça a íntegra do discurso (18min52s) da Presidenta Dilma Rousseff