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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de inauguração da Policlínica Regional e anúncio da ampliação do Samu

por Portal do Planalto publicado 11/08/2011 17h54, última modificação 04/07/2014 20h06
A Policlínica Regional de Pacajus vai ampliar a oferta de serviços de saúde para cerca de 245 mil habitantes das cidades de Cascavel, Chorozinho, Horizonte, Ocara, Pindoretama, Fortaleza e Pacajus

 

Pacajus-CE, 11 de agosto de 2011

 

Boa tarde às mulheres aqui presentes. Boa tarde aos homens aqui presentes. Boa tarde a todos os cidadãos de Pacajus. Boa tarde a todos os cearenses. Ah, desculpa, desculpa. É que eu ia falar “boa tarde a todos os pacajuenses”, aí não saiu, mas agora saiu. Mas não só a todos os pacajuenses, boa tarde a todo o pessoal aqui dessa grande macrorregião que hoje recebe uma policlínica com o nome de Doutora Márcia Meneses. Márcia Meneses, que foi uma militante da causa da saúde.

Então, eu queria começar cumprimentando, aqui, seus filhos. Porque na vida a gente sabe que os filhos são aquele tesouro que cada um de nós tem. E, sem sombra de dúvida a Márcia teve dois tesouros: a Isabelle, que esteve aqui e... A Isabelle, que é essa menina maravilhosa, e o Newton, que está ali ao fundo. Então, eu começo cumprimentando os dois e dizendo para eles que o exemplo da Márcia é um exemplo que orgulha a todos nós, brasileiros. E, aí, é uma homenagem muito sincera, que o governo do estado do Ceará, através do governador Cid Gomes, faz à doutora Márcia Moreira Meneses, que o governo federal, por intermédio da sua Presidenta, faz à Márcia Moreira Meneses.

E eu queria dizer, também, que nós estamos aqui muito orgulhosos e muito felizes de estar com todos vocês, para fazer uma das atividades que mais gratificam um dirigente neste país: tratar da saúde das pessoas.

E aí, eu queria cumprimentar o governador do Ceará, Cid Gomes, e fazer aqui um reconhecimento público. O governador Cid Gomes tem desenvolvido uma política na área de saúde que deve ser considerada uma política de referência para o Brasil. O que é uma política de referência? Uma política de referência é aquela política eu você olha e vê que é boa, que é consistente, que resolve o problema da população, porque o que nós queremos é resolver o problema da população.

E aqui, eu queria dizer para vocês, tem política de saúde cujo o objetivo é fazer um SUS de qualidade, porque o que nós queremos é um SUS de qualidade. O que é um Sistema Único de Saúde de qualidade? É, primeiro, um sistema de saúde que atenda de forma humana as pessoas, que olhe para as pessoas e veja pessoas, gente, e não apenas um doente ou um paciente; que olhe de forma humana, que atenda de forma humana, que acolha e que proteja, porque no momento em que as pessoas estão doentes, e nós sabemos porque cada um de nós fica doente, a pessoa fica mais frágil. Depois, é um sistema com consulta, com data e hora marcada. Isso é muito importante porque o que nós queremos é ter acesso ao médico com hora marcada, sabendo que, se nós chegarmos, nós vamos ser atendidos.

A terceira coisa que eu queria falar é que aqui tem também equipamento de tecnologia avançada, que a gente pode falar que é equipamento de última geração, que é o que o povo tem o direito. Não só... não é possível que tenha uma Saúde para os ricos e uma Saúde para os pobres. A Saúde tem de ser algo único e universal. Nós queremos equipamentos de última geração, e é esse o modelo. E também queremos profissionais capacitados, bons médicos, boas enfermeiras, bons auxiliares de enfermagem, bons socorristas, e nós estamos aqui também com esse objetivo, e vendo isso acontecer. Por isso, Governador, eu digo que aqui nós estamos vendo um sistema que é uma referência para o Brasil.

Queria também saudar o ministro Alexandre Padilha, que hoje tem, nas suas costas, um grande desafio que eu tenho certeza que o Padilha, que tem uma imensa capacidade de trabalho, vai conseguir cumprir e vai se esforçar muito para garantir que o nosso povo tenha uma atenção de qualidade.

Queria cumprimentar também o Secretário do Governador, secretário estadual de Saúde Arruda Bastos. Porque nós precisamos de ministros e secretários da Saúde como o Padilha e o Arruda Bastos para mudar esse sistema de saúde do Brasil, para melhorar esse sistema de saúde do Brasil.

Queria cumprimentar também o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, um cearense que não é o Lobão, o Lobão é maranhense, mas eu queria cumprimentar um ministro cearense que é o ministro José Leônidas Cristino, que é o ministro, o meu ministro dos Portos.

Queria cumprimentar o deputado Roberto Cláudio Bezerra, presidente da Assembleia [Legislativa] do Ceará,

Os senadores Inácio Arruda e José Pimentel, senadores cearenses que muito me auxiliam no governo,

E os nossos deputados federais Chico Lopes, Edson Silva, João Ananias, José... ...engasguei... chegou no Guido Guimarães, eu engasguei... então, o nosso senador José Guimarães, meu vice-líder. É que o José Guimarães engordou, como vocês podem ver, então o “Gui” ficou pesado, não é?

Também, eu queria cumprimentar o prefeito de Pacajus, Pedro Filomeno Figueiredo [Pedro José Filomeno Gomes],

Queria cumprimentar também os prefeitos dos municípios beneficiados por esta Policlínica Regional, o prefeito Décio Paulo Bonilha Munhoz, de Cascavel, o prefeito Francisco Airton Lima Filho, de Chorozinho, o prefeito de Horizonte, Manoel Gomes de Farias Neto, o prefeito de Ocara, Leonildo Peixoto Farias,

Queria cumprimentar também o presidente da Câmara Municipal de Pacajus, senhor Francisco Carlos Martins,

Quando eu cumprimentei os prefeitos, eu queria também destacar uma outra iniciativa muito importante que está sendo aqui realizada e construída com a parceria, o incentivo do governador e a decisiva participação dos prefeitos que são os consórcios municipais nesta área da saúde. Com os consórcios municipais eu vejo aqui acontecendo no Ceará também uma ação muito inovadora e revolucionária. Trata-se, basicamente, de juntar forças, de unir forças, de unir esforços, de unir iniciativas para atender melhor a população. Quando se faz um consórcio e esse consórcio utiliza as forças de todos os municípios, de cada um deles, e a partir daí se usa o que tiver melhor em cada um dos municípios, sabe o que a gente está fazendo? A gente está fazendo uma coisa muito importante. Está unindo os esforços pelo bem do povo de cada um dos municípios. Por isso, prefeitos, meus parabéns!

Eu queria também cumprimentar os senhores e as senhoras jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos que nos acompanham.

Eu estou aqui mais... em mais um dia, aqui no Ceará. Mas é a minha primeira vez como presidente da República. E eu tenho uma grande responsabilidade quando eu venho aqui, porque eu sei que vocês, majoritariamente, me deram o voto, a confiança e o apoio de vocês. E eu vou fazer por onde retribuir essa confiança e esse apoio.

Eu assumi um compromisso com a saúde de qualidade e nos quatro anos do meu mandato eu vou fazer um grande esforço para transformar, como eu disse, o SUS em um sistema de qualidade. Eu acredito que a parceria que nós temos com o governador Cid Gomes vai, aqui, facilitar muito o nosso caminho. Eu queria dizer para vocês que nesse caminho nós já demos alguns passos. Queria mencionar, por exemplo, um programa muito importante que foi o Saúde Não Tem Preço. O Saúde Não Tem Preço foi o seguinte: nós vimos que no Brasil muitas pessoas têm dois tipos de doenças. A chamada pressão alta e a diabetes. E quando a pessoa tem uma ou outra, eu não sou médica também, mas tem coisas que cada um de nós que não é médico sabe direitinho. Se a pessoa precisa de tomar todos os dias um remédio, e se ele custa caro, o que acontece? Compromete a renda daquele cidadão, daquela família. Por isso, quando nós, logo depois que eu assumi a Presidência, eu chamei o ministro Padilha e disse: “Ministro Padilha, é fundamental que a gente resolva a questão da hipertensão, que é pressão alta, e do diabetes”. E aí nós fizemos um levantamento e achamos que tinha uma medida que a gente tinha de tomar: não cobrar, não cobrar os remédios para pressão alta e para diabetes. Porque eles são usados em doenças que muitas, mas muitas pessoas, muitos brasileiros e muitas brasileiras sofrem, no Brasil. Segundo, porque era algo que nós tínhamos de fazer para melhorar a qualidade de vida daquelas pessoas que não tinham acesso a esses remédios e que, para ter uma vida normal, precisavam tomá-lo.

Depois, nós olhamos uma questão muito cara também para quem quer tratar dessa questão da saúde, que foi o Rede Cegonha. Porque o Rede Cegonha - e aqui, na Policlínica há uma Rede Cegonha - é o tratamento da mãe antes do parto, durante a gravidez, no parto e depois, no pós-parto o tratamento da mãe e da criança. Em todas essas fases, a gente olha duas pessoas que são essenciais para a saúde do povo brasileiro: a mãe e a criança. Por isso, o Rede Cegonha é para mim, também, um programa muito importante.

Lançamos, em seguida, o Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo de Útero e do Câncer de Mama. E, aí, nós iniciamos um processo de radicalização... desculpa, de racionalização e de buscar o melhor gasto para o dinheiro do povo brasileiro, que foi levantar a situação dos mamógrafos no Brasil, e verificamos que o Brasil tinha mamógrafos, alguns estavam subutilizados. A partir daí, o Ministério da Saúde tem obrigação de transformar esses mamógrafos em mamógrafos que podem beneficiar cada uma das mulheres deste país.

Para vocês terem uma ideia, nós, no Saúde Não Tem Preço, aquele dos remédios, beneficiamos milhares de pessoas que até então não tomavam, não tinham acesso a esses remédios.

Nós, aqui, temos um exemplo que eu acho imprescindível, que é esse exemplo do Samu. O Samu representa um respeito a todas as pessoas que, diante da urgência e da emergência precisam ser atendidas com qualidade. E, sobretudo, o Samu, ele tem um papel muito importante: ele impede que as pessoas, diante de um ataque mais grave, diante de um acesso mais grave ou de um problema mais grave, por ausência de atendimento possam chegar até a morrer. Portanto, eu acredito que o Samu, seja quando ele trata de casos graves de infartos, quando ele trata do Samu chamado neonatal, que é a criança que está passando, correndo risco de vida e que pode ser salva se for tratada rapidamente. O Samu representa um passo no sentido do tratamento humano do povo brasileiro.

Uma das coisas mais importantes que eu vi aqui hoje é que essa Central de Atendimento vai atender mais 27 municípios cearenses. Passaremos de 14 para 41 municípios, e o que mais me interessa é saber quantas pessoas vão ser beneficiadas. E aí nós podemos ver que serão 1,760 milhão de pessoas. Por isso, eu estou muito feliz de estar aqui e quando a gente olha que foram adquiridas mais de 24 ambulâncias e 5 UTIs móveis, que vão contar com equipes bem treinadas, eu tenho certeza de que nós estamos no caminho certo.

Eu queria dizer para vocês que nós hoje demos um passo à frente. Essa nova policlínica também vai beneficiar os municípios de Cascavel, Chorozinho, Horizonte, Ocara, Pindoretama e Pacajus. E isso é algo que me trouxe aqui e me deu muita alegria.

Finalmente, eu queria dizer duas palavras para vocês, não da área da saúde, mas sobre o que está acontecendo no mundo e como o Brasil vai reagir a isso. Vocês estão vendo quando olham a televisão, quando olham jornais, quando escutam rádio, que existe uma crise no mundo, mais uma vez existe uma crise nos outros países. Pois bem, eu queria deixar claro aqui para vocês, primeiro: que o Brasil hoje está forte o suficiente para enfrentar essa crise. E está forte porque hoje eu estive aqui no Ceará dando início, junto com o governador Cid Gomes, a algo impressionante, que vai ser a siderúrgica do Ceará. Está forte também porque nós não vamos parar de trabalhar, nós vamos continuar fazendo todos os programas, como o Minha Casa, Minha Vida 2, que vai construir 2 milhões de moradias. O Brasil hoje está forte porque nós, hoje, temos mais reservas internacionais do que tínhamos quando ocorreu aquela outra crise, em 2008. Temos US$ 350 bilhões de reserva, temos também recursos para financiar, para garantir que as nossas empresas não parem.

Estamos garantindo Bolsa Família para aqueles brasileiros e brasileiras que precisam. Estamos assegurando a criação de empregos. Vocês vejam que esse país, até julho... até junho, criou 1 milhão e 400 mil novos postos de trabalho; que a construção civil vai continuar, vai continuar construindo residências para a população de mais baixa renda no Minha Casa, Minha Vida e também para as pessoas de classe média; que o nosso país vai continuar buscando a distribuição de renda e a garantia do desenvolvimento dos estados do Nordeste, do estado do Ceará, por exemplo, que é o estado que vai ter siderúrgica, refinaria, além de todas as outras indústrias, como a indústria têxtil que ele já tem muito forte. E nós vamos dar toda a força também para o microempreendedor individual; é aquela pessoa que quer ter o seu negócio, que muitas vezes são mulheres, quase 55% do pequeno negócio é de mulheres. Nós vamos continuar dando força.

Esse é o meu recado, também, final. É uma fala de otimismo, não porque eu quero aqui chegar e criar uma impressão que não seja verdadeira. Não. É um recado de otimismo porque é a verdade. O Brasil mudou. Mudou porque o povo brasileiro teve oportunidades e o povo brasileiro quando tem oportunidades ele sabe agarrar com as duas mãos e utilizá-la.

Por isso, agradeço muito a vocês, estou muito feliz de estar aqui, parabéns! Meus parabéns mesmo ao governador Cid Gomes! E um cumprimento muito afetivo, amoroso, à Isabelle. E em nome dela a nossa saudade da doutora Márcia Moreira Meneses.

Ouça a íntegra do discurso (24min18s) da Presidenta Dilma.