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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de inauguração da Cervejaria Uberlândia Ambev - Uberlândia/MG

por Portal Planalto publicado 04/02/2016 15h00, última modificação 04/02/2016 16h07

 

Bom dia a todos os funcionários da Ambev, bom dia governador de Minas Gerais, meu amigo Fernando Pimentel,

Bom dia, senhor Vitório Carlos de Marchi, co-presidente do Conselho de Administração da Ambev,

Bom dia, senhor Bernardo Paiva, presidente da Ambev, senhor Pedro Mariani, vice-presidente jurídico e de relações corporativa  da Ambev,

Queria cumprimentar, também, Flávio Torres, vice-presidente Industrial da Ambev,

Cumprimento os ministros de Estado que estão me acompanhando nesta viagem: o ministro Armando Monteiro Neto, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; o ministro Miguel Rossetto, do Trabalho e da Previdência Social,

Cumprimento o secretário Nacional da Previdência Social, Carlos Gabas,

Cumprimento o senhor Mauro Borges, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e atual presidente da Cemig,

Queria dirigir um cumprimento todo caloroso para o prefeito Gilmar Machado, prefeito de Uberlândia, e a senhora primeira-dama, Rosângela Paniago Machado,

Queria cumprimentar também, de uma forma muito calorosa, o prefeito de Uberaba, Paulo Piau, em nome de quem cumprimento todos os prefeitos e autoridades, os vereadores aqui presentes,

Cumprimentar o deputado Luis Tibé,

Cumprimentar o mestre cervejeiro - que me acompanhou de uma forma muito efetiva, me explicando os mistérios e, eu acredito, esse desafio que é a sedução da cerveja -, Alessandro Medeiros,

Cumprimento também, os senhores e senhoras jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

 

Senhoras e senhores,

 

Eu fico muito feliz de participar de uma cerimônia como essa, porque é a construção pela Ambev, uma grande empresa brasileira, mas também uma grande multinacional. Sempre que eu estou na Bélgica há uma disputa, saudável, entre nós e os belgas, para discutir de quem que é Ambev. Se é nossa ou se é deles. Então, geralmente a gente chega em um acordo, uma parte maior é nossa e uma parte menor é deles. Eles querem o oposto, mas esse é sempre um acordo que nós fazemos. Temos, de fato, uma grande empresa representando o Brasil no mundo entre as várias empresas brasileiras que estão no mundo.

Eu acredito que a decisão da Ambev, de escolher Uberlândia para estabelecer uma das suas grandes unidades, é algo muito bem-vindo. É muito bem-vindo para Uberlândia, porque reafirma e consolida o papel regional aqui de todo o Triângulo Mineiro. Que vem tendo e vem assistindo se deslocar, aqui para o Triângulo, um conjunto de unidades produtivas. Transformando o Triângulo, que já é uma região bastante importante do nosso País e do estado de Minas,  num centro industrial, um centro também pecuário, um centro agrícola. E isso é algo muito importante para nós, por quê? Porque consolida o futuro aqui da região. E, se consolida, o futuro da região, se consolida o futuro do Brasil.

Então, nós temos duas razões para comemorar. Uma, como disse o nosso governador Pimentel - porque também eu aprendi que o primeiro nome de Minas era Liberdade, porque estava escrito na bandeira: “Libertas Quæ Sera Tamen. E o segundo, é trabalho. O mineiro é um povo trabalhador.

Então, consolida esse lado extremamente importante que nós temos em Minas Gerais, o libertário e, ao mesmo tempo, o compromissado e responsável com o País. E também consolida para o Brasil, mostra que nós, que temos uma empresa do porte da Ambev decidindo o investimento nessas proporções, é porque ela sabe que as dificuldades que o Brasil vem enfrentando são momentâneas. E, portanto, posto que são momentâneas, aqueles que se colocarem melhor terão também um resultado melhor. Então, eu saúdo também a Ambev por isso. Saúdo a demonstração de confiança que ela dá no futuro do nosso País.

Além disso, eu queria, também, dizer para vocês: todos nós sabemos que enfrentamos dificuldades. Nós tivemos um ano de 2015, um ano bastante desafiador. E nós, agora, estamos buscando transformar o ano de 2016 no ano da retomada do crescimento. Não só buscando investimentos, em todas as áreas que nós possamos, investimentos privados, mas também, dentro das nossas possibilidades, investimentos públicos e a manutenção de programas sociais.

Daí porque eu acredito ser muito importante esse exemplo aqui, da Ambev. Não só ele se combina com todo o esforço que faremos, ao longo do ano, nas áreas de leilões para concessão de ferrovias, portos, aeroportos e rodovias, mas também dentro de um quadro de busca de ampliação de investimentos privados.

Nós temos toda uma estratégia para esse momento. Eu não vou aqui descrevê-la para os senhores, até porque ela está sendo amplamente divulgada por outros métodos. E eu queria aproveitar esse momento e agradecer enormemente a Ambev, na pessoa do seu presidente. Porque ele participou de uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e, lá, nós fizemos um apelo encarecido, para que nós nos uníssemos.

Aliás, a gente tem de se unir para superar as crises. Qualquer crise você só supera unidos. Alguém já disse, esse alguém foi o equivalente nos Estados Unidos ao chefe da Casa Civil, diante da crise de 2009, ele falou algo que eu acho muito importante. Ele disse que uma crise era algo muito doloroso para ser desperdiçado. Porque numa crise você pode usar de todos os seus esforços para superar desafios, encontrar novos caminhos, enfrentar de novas formas seus problemas. E é nesse aspecto que ela é... ela não pode ser desperdiçada. Nós não podemos desperdiçar a nossa crise. Por isso, nós temos uma série de proposta no campo tributário, no campo de regulação e, principalmente, também, da Previdência e da melhoria do ambiente de negócio para o Brasil.

Mas eu quero falar do combate a uma outra crise, que é uma crise reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como sendo uma crise internacional. Tanto é assim que a Organização Mundial de Saúde decretou um quadro de Emergência Internacional na área de saúde. Que é o fato de que um mosquito determinado, que nós conhecemos como o mosquito da dengue, e cujo o nome científico é Aedes aegypti, ele agora transmite um outro vírus. Um vírus que chegou recentemente ao Brasil - as primeiras notificações são da metade para o fim do ano passado - que é... ele transmite um vírus que se chama zika. Zika é uma montanha de uma região, se eu não me engano, na África. E esse... por isso o nome dele. Ele é daquela região. E ele veio para o Brasil, ele não é um vírus que foi aqui que ocorreu aqui.

E esse vírus, o pessoal do Ministério da Saúde fez uma investigação porque foi reportado, de outro lado, que havia um crescimento muito grande de crianças com microcefalia. Crianças recém-nascidas cujo perímetro do cérebro não era aquele que estava no protocolo do Ministério da Saúde. Portanto, se caracterizava como a doença da microcefalia. Tem normalmente um percentual de crianças com microcefalia em qualquer país do mundo. E esse padrão no Brasil, ele foi superado. Então havia uma coisa absolutamente inesperada, que era muitas crianças com microcefalia. Isso começou no final de outubro, por uma avaliação do governo do estado de Pernambuco, que é o estado do ministro Armando Monteiro.

E, a partir daí, o Ministério da Saúde começou a investigar e chegou à conclusão que havia uma relação entre o vírus zika e a microcefalia. O vírus zika ataca os tecidos neurológicos e, principalmente em crianças, que não têm esse tecido desenvolvido, nas primeiras fases da gravidez, ele provocaria essa terrível doença que, nós sabemos, quem é mãe ou quem é pai sabe perfeitamente qual é o drama que existe neste fato, de uma criança com microcefalia.

Então, a partir daí, o Ministério da Saúde fez todo um processo de discussão e um processo de ação conjunto com estados e municípios. No dia 13 nós vamos envolver todos os 220 mil contingentes das Forças Armadas, como também todos os integrantes dos serviços de saúde nos estados, tanto os agentes comunitários de saúde como os agentes de endemia que estão espalhados pelo Brasil todo - e que montam a acima de 250 mil pessoas. Vamos mobilizar os funcionários públicos para fazer a primeira grande movimentação federal. Eu falo isso porque os estados já estão se movimentando, prefeituras já estão se movimentando. E é muito importante que isso ocorra.

Agora porque estou falando isso para vocês? Porque dois terços de todos os criadouros, porque nós não temos vacina ainda, nós estamos lutando para ter vacina. Inclusive, eu, por meio do nosso governo, nós estabelecemos uma parceria com o governo Americano. Eu falei com o presidente Obama. para a gente ter uma parceria no sentido de desenvolver, o mais rápido possível, essa vacina. Estamos em tratativas, mas não podemos contar com isso agora. Então, até lá, o que que temos de fazer? Temos de eliminar os criadouros do vírus zika. Como é que eliminar os criadouros? É a água parada. É  isso que nós vamos fazer campanha nacional.

Eu queria lembrar aos senhores, que dois terços desses criadouros estão aonde? Dentro das residências. Um terço está fora das residências: em logradouros… por exemplo, água parada dentro do bueiro pode criar o mosquito, que vai transmitir a zika. Água parada em um vaso de flores também pode criar o zika. Então, bota areia no vaso de flores. Dependendo da situação do bueiro, coloca areia ou coloca larvicida.  

Enfim, nós temos de tomar uma medida para detectar onde tem água parada para poder, nesse período que não tem vacina, enfrentar isso.

Então, eu agradeço à Ambev por essa campanha que ela está fazendo,  “Juntos, por um mundo melhor”, que nada mais é do que usar toda a sua estrutura para combater o mosquito, porque o vírus nós vamos combater com a vacina. O mosquito, nós vamos impedir que nasça. Então, eu agradeço imensamente que a Ambev se utilize dessa estrutura imensa que possui, que são todos os bares e restaurantes desse País, que consome seus produtos -, ou a cerveja ou o guaraná.  

Em todos os lugares, me disseram que em todos os municípios tem um ponto de venda. Então, eu agradeço imensamente essa campanha. E mais, acho que é um exemplo para o Brasil de como uma empresa que tem responsabilidade social age. Então eu agradeço, assim, penhoradamente à Ambev.

Por outro lado, eu queria finalizar lembrando aos brasileiros e às brasileiras que nós estamos às vésperas do Carnaval. Eu peço, então, que todos aproveitem esses dias da melhor forma. São dias de imensa alegria e celebração no Brasil. Isso é uma característica nossa, seja nas suas casas, seja em viagens, seja nas praias, seja nas ruas, seja nas festas. Eu espero que nós possamos assistir essa verdadeira celebração da vida.

Respeitando o quê? Primeiro, a segurança nas estradas. Aquela campanha também: “Quando dirigir não beba”, é fundamental, use o táxi. Ou a gente tem uma outra forma, bicicleta, caminha etc. E, ao mesmo tempo, eu acho que nós temos de defender o consumo consciente e extremamente responsável de bebidas. Tanto nós todos aqui presentes, funcionários, a direção da Ambev, sabemos da importância que é para um país ter essa capacidade de ser alegre, responsável e garantir a segurança.

Nós queremos isso para o Brasil, essa alegria que nós temos, todos nós, que não há um brasileiro que não ache que é fundamental o samba. Não há um brasileiro também que não acha que tem de assistir futebol. E isso é sinônimo também de comemoração. E essa alegria ela tem de ser saudável, mas ela tem de ser segura também. Então agradeço muito à Ambev por essa ação, tanto de investimento como de responsabilidade social.

Muito obrigada.

 

 

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