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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de inauguração da BR-448/RS - Canoas/RS

por Portal Planalto publicado 20/12/2013 16h40, última modificação 04/07/2014 20h20

Canoas-RS, 20 de dezembro de 2013

  

Bom dia, meus queridos gaúchos e gaúchas.

Queria saudar o governador do Rio Grande do Sul, um grande parceiro e também um grande companheiro, o governador Tarso Genro,

Cumprimentar os ministros que me acompanham aqui hoje: o ministro dos Transportes, César Borges; – os baianos sempre gostaram dos gaúchos, né, César? – o ministro Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; a Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos.

Cumprimentar o deputado Paulo Odone, presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul,

Dirigir um cumprimento especial ao prefeito Jairo Jorge, de Canoas, e à senhora Thaís Oliveira Pena,

Cumprimentar o nosso senador Paulo Paim,

Os deputados federais presentes nesse ato: Assis Melo, Dionilso Marcon, Elvino Bohn Gass, Fernando Marroni, Henrique Fontana, Luiz Carlos Busato, Marco Maia, Mendes Ribeiro, Renato Molling, Vilson Covatti, Ronaldo Zulke. Ao cumprimentar o Zulke, eu cumprimento e agradeço a maquete da ponte da BR-448, oferecida pelos membros do comitê de acompanhamento das obras de infraestrutura viária da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Cumprimento o João Victor Domingues, secretário de infraestrutura, por meio de quem eu saúdo todos os secretários estaduais e municipais,

Cumprimento o prefeito José Fortunati, de Porto Alegre e a senhora Regina Becker,

Cumprimento Gilmar Antônio Rinaldi, de Esteio; o Vilmar Ballin, de Sapucaia do Sul,

Dirijo um cumprimento especial ao diretor geral do DNIT, general Jorge Ernesto Fraxe,

Dirijo um cumprimento muito especial e um agradecimento aos trabalhadores que construíram essa obra. A eles, ao esforço deles, os nossos mais sinceros agradecimentos.

Cumprimento os integrantes do consórcio: Roberto Capobianco, presidente da Construcap; Silvano Macatrozzo, diretor-presidente da Ferreira Guedes; Marcos Queiroz Galvão, diretor-presidente da Queiroz Galvão; César Mata Pires Filho, vice-presidente da OAS; Abrão Loiferman, diretor-presidente da Brasília Guaíba; Ricardo Portela, diretor-presidente da Sultepa; e Humberto Busnello, diretor-presidente da Toniolo, Busnello. A esses empresários, também, nossos agradecimentos.

Queria cumprimentar os senhores e as senhoras jornalistas, os senhores fotógrafos e cinegrafistas,

 

Quero dizer para vocês – estou vendo que hoje tem uma cinegrafista, uma mulher cinegrafista. Uma.  Não está aí não, está aqui na frente, ela olhou para vocês. Nunca tem uma mulher cinegrafista, já falaram para mim que é porque é muito pesado carregar o equipamento. Mas eu tenho ainda esperança. Participar da inauguração da BR-448, a nossa Rodovia do Parque, para mim tem um significado especial, especialíssimo. Eu acompanho as decisões e as ações que viabilizaram essa rodovia, desde quando eu era ministra-chefe da Casa Civil do governo do nosso presidente Lula.

A partir do momento em que esta obra, ou a solução para uma questão extremamente grave, que era o tráfego na Região Metropolitana da Grande Porto Alegre, a partir desse momento, em que nós incluímos essa rodovia, que até então era uma rodovia estadual, no sistema rodoviário federal, a partir desse momento eu acompanhei a historia dessa rodovia. Aliás, o governo federal decidiu construí-la diante de um debate que tinha aqui no Rio Grande do Sul que, se eu me lembro bem, era entre duas propostas: uma que chamava Polão e outra que chamava Arco. E, em determinado momento, eu compareci à prefeitura de Canoas – era prefeito o Ary Vanazzi, né, Ary? São Leopoldo, aliás, foi São Leopoldo, isso mesmo. A vida e o tempo tira da gente uma parte da memória. E eu lembro que era um dia muito calorento, e nós estávamos nesse debate. Alguém me disse que haveria um pedágio bastante elevado em qualquer uma das propostas. E o grande problema era que essa era uma zona metropolitana. A partir daí, o governo federal assumiu a construção da rodovia como sendo uma rodovia federal. Passou a ser federal o com nome de BR-448 e nós construímos um modelo de obra pública. Por que é que nós construímos um modelo de obra pública? Porque o governo federal considera que não é correto pedagiar estradas em zona urbana ou zona metropolitana. Principalmente quando a obra é estratégica e enseja para as pessoas um custo absurdo que é o custo de viver onde vivem e de se deslocar. Você não pode pedagiar o deslocamento dentro da sua casa, você não pode pedagiar o deslocamento dentro do seu bairro, você não pode pedagiar o deslocamento entre o seu trabalho e a sua casa, entre a sua universidade e a sua casa, entre locais que você tem acesso até para exercer a condição mais elementar de vida. Daí porque nós assumimos a obra. Ele tinha essas duas características: era urbana, não podia ser pedagiada, e também essa obra era estratégica. A gente sabia que ela era estratégica.

Quem não conhece essa região pode estranhar que tenham sido necessários quatro anos desde a emissão da licença de instalação para que a gente construísse essa BR de 22 quilômetros e pouco. Mas nós que estamos, e que somos daqui, e que conhecemos a realidade, sabemos, e sempre soubemos, que a Rodovia do Parque não seria uma obra simples. Construir uma estrada paralela ao Rio dos Sinos, cortando áreas que inundam, um parque estadual, uma área de proteção ambiental e que exigia o reassentamento humanizado de 600 famílias residentes no entorno da obra, não ia ser uma tarefa fácil.

Nós, por meio do DNIT, e aqui eu cumprimento mais uma vez todos os funcionários do DNIT ao cumprimentar o general Fraxe, nós sabemos que foram executados aqui 22 programas ambientais. 22 programas. Além do reassentamento das famílias, das 600 famílias no programa Minha Casa, Minha Vida, construindo habitações decentes e dignas, a casa própria tão sonhada por essas pessoas. Nós investimos na BR-448 R$ 1,3 bilhão. E todo o esforço despendido e cada centavo que nós gastamos valeram a pena. A BR-448 agora é uma realidade.

Eu, que acompanhei essa obra, quero dizer para vocês que muitas vezes eu escutei dizerem que ela não iria sair do papel. Eu escutei depois que, se ela saísse do papel, ela não seria concluída. Recentemente eu escutei que no dia 20 eu não iria inaugurá-la. Então, quando eu digo que agora ela é uma realidade, eu digo com a alma cheia de alegria: ela é uma realidade! E não é, e não é uma rodovia qualquer. Em uma rodovia o que custa mais caro é o que chamam de obras de arte. E aqui vai ter obra de arte assim: nós temos dez viadutos e três pontes, sendo que uma das pontes é estaiada sobre o Rio Gravataí – eu parei lá hoje e ela, de fato, é muito bonita –, tem 268 metros suspensos por cabos e mais de 63 metros de altura. Ela já é um marco nessa rodovia. Mais importante que a beleza dela, da obra, mais importante do que o fato que, de fato, ela respeita o meio ambiente, ela passa por regiões extremamente delicadas, tem uma parte suspensa para não comprometer o meio ambiente, mais importante ainda que isso – e olha que isso é importante – é, certamente, que ela beneficia a população dessa região do Rio Grande do Sul. Ela, sem dúvida, é um dos empreendimentos mais importantes do meu governo, porque ela melhora as condições de mobilidade de um lugar essencial para os brasileiros, que é esse pólo. É um dos principais centros econômicos e sociais do Brasil. Essa região, esse centro, com 22 municípios, a Região Metropolitana de Porto Alegre ocupa mais de 6.800 km², corresponde a 3% da área do Rio Grande do Sul e aqui estão em torno de, gaúchos e gaúchas, representando em torno de 30% da população do estado e mais de 40%, ou em torno de 40%, do Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul. É um pólo de grande desempenho nas mais variadas áreas: área industrial leve e pesada, refinaria, pólo petroquímico, siderurgia, metalmecânica, são alguns dos exemplos que traduzem a importância dessa região para o Brasil e para o Rio Grande [do Sul].

Aqui, nós temos todo um tráfego para um dos mais importantes portos do Brasil, que é o porto de Rio Grande. Daqui se desloca a população que vem da Serra, que vem desse entorno. São em torno de nove importantes universidades da Grande Porto Alegre que utilizarão essa rodovia. Somando mais de 160 mil estudantes.

A BR-448, ela liga municípios importantes do estado, além de beneficiar todo esse entorno. Sapucaia, Esteio, Canoas, Porto Alegre formam de um lado um arco metropolitano, mas ela é mais que um arco, ela é como se fosse um sistema que vai irrigar o tráfego da Serra, do Vale dos Sinos, do Vale do Caí e do Vale do Paranhana. Obra que nós construímos com recursos inteiramente do PAC, do Programa de Aceleração do Crescimento. E, finalmente, é também por aqui que boa parte da produção do Rio Grande [do Sul] é escoada.

Eu tenho certeza que os moradores dessa região estão felizes. A Rodovia do Parque, ela é sinônimo de rapidez, de segurança e de melhor qualidade do transporte. O ministro Pepe Vargas estava me falando, em matéria de rapidez, que ele vai poupar em torno de 45 minutos. Ele disse uma hora, mas eu diminuo. Em torno de 45 minutos mais ou menos. Porque ele vem lá de Caxias e me disse isso agora, ali sentado.

Eu considero para mim um imenso motivo de felicidade estar aqui nas vésperas do Natal entregando essa obra para todos os gaúchos e as gaúchas. Na verdade, essa obra é um presente para vocês, mas é também um presente para mim. E é um presente para mim como presidenta, mas também como moradora do Rio Grande do Sul, né? Eu sou parte interessada. Daí porque também me considero presenteada.

Nós, eu queria dizer, nós temos um compromisso com o crescimento do país e com a melhoria de vida da nossa população. E isso exige que nós tenhamos uma atuação em todos os estados da federação. Eu assumi aqui no Rio Grande [do Sul] o compromisso de dar continuidade à BR-448, com a construção de mais 32 quilômetros entre Sapucaia e Estância Velha. O estudo técnico e ambiental, ele está em andamento e nos permite dizer que vamos poder lançar o edital em torno da metade de 2014.

Nós, eu vou falar só o que nós vamos fazer. Nós também vamos fazer melhorias na [BR-]116 entre Porto Alegre e Novo Hamburgo. O edital deve ser publicado também no início de [20]14. A segunda ponte do Guaíba, que é algo essencial para Porto Alegre, mas essencial para o Rio Grande do Sul, quero dizer que ela vai sair do papel. Vai sair do papel e vai se tornar realidade como a [BR-]448 se tornou.

Nós publicamos o edital em novembro – eu vim aqui e avisei: ‘Oh, publicamos o edital. As propostas vão ser abertas em fevereiro e, em até 60 dias depois, faremos a contratação para início das obras.’ Aqui, hoje, eu quero dizer para vocês, ao entregar a [BR-]448, nós também assinamos a ordem de serviço da BR-290, de dois trechos. É bom lembrar sempre que a BR-290 é a principal rodovia transversal do Rio Grande do Sul, com uma extensão total de 720 quilômetros. Nós estamos falando em 115 quilômetros. Ela começa em Osório e vai até Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Ela integra o corredor do Mercosul, corta o Rio Grande [do Sul], como eu já disse, transversalmente, e é a principal ligação com a Argentina, com o Paraguai e com o Chile. Por isso essa obra é relevante e nós a faremos.

Falo de todas essas obras para evidenciar o compromisso do governo federal com duas coisas: primeiro, mas não em ordem de importância, elas são simultâneas, primeiro, a mobilidade na Região Metropolitana de Porto Alegre, que é exemplo a [BR-]448, mas também com o sistema rodoviário do estado do Rio Grande do Sul. Nós estamos fazendo importantes e volumosos investimentos nas rodovias do estado, porque nós temos clareza da importância do Rio Grande do Sul para o desenvolvimento do Brasil e dos brasileiros, gaúchos e gaúchas, e também os adotados, como eu. Parabéns a todos os gaúchos, parabéns por essa bela rodovia.

E ao falar do Natal, eu vou aproveitar e fazer uma lembrança que é, aproveitando a imprensa, falando para todo o Brasil: que é lembrar a todos os brasileiros e a todas as brasileiras que a segurança no trânsito, nas cidades e nas rodovias de todo o país deve ser uma preocupação ainda maior neste período de festas. Queremos que essas festas de final de ano, as férias e o carnaval sejam, para todos, datas a serem lembradas com muitos sorrisos e com muita alegria. Por isso, nós lançamos, pelo terceiro ano consecutivo, a operação RodoVida. Aqui no Rio Grande do Sul, eu sei que todo mundo viaja para as praias, e que começa hoje e isso vai até o carnaval. No Brasil também, em todo o Brasil isso ocorre. Nós estamos intensificando a fiscalização nas rodovias federais para diminuir os acidentes e as mortes em nossas estradas. Meu governo está inteiramente engajado na operação RodoVida. Convido a todos, gaúchos, gaúchas, brasileiros e brasileiras, a participarem também, se comprometendo com práticas de direção seguras nas cidades e nas rodovias. Vamos juntos preservar vidas e garantir que as festas de final de ano sejam motivo de celebração.

Finalmente, eu desejo a todos vocês um feliz e muito próspero Natal, e um mais feliz e mais próspero ainda Ano Novo. E um 2014 cheio de realizações. E parabéns para todos vocês pela [BR-]448.

 

Ouça a íntegra (23min36s) do discurso da Presidenta Dilma