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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais em Camaçari/BA e entregas simultâneas em Simões Filho/BA, em Juazeiro/BA, em Brasília/DF, em Campo Grande/MS, em Ponta Grossa/PR e em Santa Cruz do Sul/RS - Camaçari/BA

por Portal Planalto publicado 22/12/2015 17h25, última modificação 22/12/2015 17h25

Camaçari-BA, 22 de dezembro de 2015

 

 

Agradeço o carinho. Eu gostaria de começar cumprimentando… Obrigada. Esse pessoal aqui não está com fome. Está todo mundo aqui, firme.

Eu queria cumprimentar aqui a Solange, a Silvia, a Ionara, a Iraci.

E queria cumprimentar cada um de vocês. Aliás, eu queria cumprimentar aqui todos aqueles que hoje recebem, as famílias que recebem as chaves da casa própria desse programa que tem o nome que eu acho muito bonito: Minha Casa Minha Vida. Porque a casa é onde a gente vive, onde a gente constrói a felicidade possível desse mundo.

Então, eu queria cumprimentar a cada uma das famílias. Beijar as crianças, os jovens, as mulheres e os homens que representam essa unidade fundamental na vida de cada um de nós, que é a família.

Esse Residencial Vivenda dos Cardeais e Andorinhas e o Residencial Alpha 5 e 6, eles a gente vê, são muito bonitos. São bonitos também porque daqui a pouco vão estar cheios de vida e da felicidade de cada uma das famílias. Por isso, eu quero cumprimentar cada uma das famílias aqui presentes. Mas eu tenho também um dever e uma vontade imensa de estar junto das famílias que nas outras cidades do nosso País receberam a chave da casa própria.

Então, eu cumprimento as famílias lá em Santa Cruz do Sul, do Sul do País, no Rio Grande do Sul. Cumprimento a senhora Lilian Fabrícia Lau, foi ela que recebeu a chave. Cumprimento também a prefeita Helena Hermani e o nosso querido ministro do Trabalho e da Previdência, Miguel Rossetto.

Em Campo Grande, que é bem no Mato Grosso do Sul, eu cumprimento a Pamela, que recebeu a chave da casa própria, o prefeito Alcides Bernal, a ministra Tereza Campello e o governador Reinaldo Azambuja.

Em Juazeiro, aqui na Bahia, eu vou cumprimentar a Cássia Alberto da Silva, o prefeito Isaac e a ministra Nilma Lino Gomes.

Lá em Brasília, no Conjunto Paranoá, no Distrito Federal,  cumprimento a nossa querida Sandra Mara Souza de Morais, que recebeu a chave da casa própria em nome de todas as famílias. Cumprimento também a secretária de Mulheres, Eleonora Menicucci e o governador Rodrigo Rollemberg,

Em Ponta Grossa, eu cumprimento a Dilcélia Rodrigues Gonçalves, juntamente com prefeito Marcelo Rangel, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus, e o governador Beto Richa.

Agora, em Simões Filho, aqui na Bahia, a Flávia Santos Costa, a presidente da Caixa, Miriam Belchior, o prefeito Eduardo Alencar.

E queria dizer para vocês uma coisa: por que é que vocês assistiram todas essas participações através de um link? Porque nós temos 1 milhão e 600 mil moradias  em construção para entregar. Elas vão ficando prontas e nós temos de entregá-las às famílias. Nós não podemos estar presente em todos os lugares, então fazemos o link. Eu tenho certeza que vocês vão entender, eu sei que demorou muito e está todo mundo aqui com vontade de almoçar, exceto aquele pessoal ali que não tem fome, mas é importante que vocês vejam que muitas famílias nesse nosso enorme continental País, estão recebendo as chaves da casa própria. Sabe por que? Porque nós resolvemos, nós resolvemos fazer uma política, uma opção política.

            Qual era  a opção política? Era usar o dinheiro dos impostos, para quê? Para garantir que as famílias brasileiras que mais precisam tivessem acesso a um sonho que só -, é bom sonhar, mas o sonho -, só vira esperança e vira realidade quando a casa é construída e as pessoas entram para dentro da casa. Não adiantava vocês passarem na frente de qualquer banco.

Nunca, o financiamento de um imóvel como esse, entre 60 e 80 mil reais, ia caber no bolso das pessoas que ganham menos no Brasil. E é para elas, então, que nós destinamos os impostos. Foi uma decisão política, que começa com o presidente Lula e que tenho honra de manter. E aí, essa decisão política é o quê? É saber que as pessoas que precisam não podem ficar vivendo de aluguel, pagando aluguel, porque vai faltar no fim do mês. Vai faltar para outras coisas também importantes como o tratamento dos filhos, como uma outra iniciativa que aquela mãe ou que aquele pai quer tomar.

Então, nós resolvemos fazer esse programa. Além disso, tem pessoas que vivem de favor. É ruim viver de favor, morar de favor. É ruim para quem mora e para quem cede o espaço para a pessoa morar. É melhor ela ter sua casa própria, aquele lugar que ela sabe que ela vai viver bem, que ela vai ter aquele momento para curtir a família, para ter as suas amizades, enfim, para viver.

A outra grande questão do minha Casa Minha Vida é o pessoal que mora em área de risco. E vocês pensam que poucas pessoas moram em área de risco? Não. Por que as pessoas moram em área de risco? Porque ao longo dos anos não fizeram nenhum programa para construção de moradias. Não fizeram. E aí, o que aconteceu? Quando chega na hora de morar, a pessoa vai sendo empurrada para aqueles lugares que são mais perigosos: beira de rio, fundo de vale ou nas encostas de morro. E aí quando qualquer desastre acontece qual é a consequência? É perda de vidas.

Daí porque o programa Minha Casa Minha Vida tem esses três objetivos bem claros, que vira um só, que é ter a garantia que as pessoas vão morar na casa própria.

Por isso, eu queria iniciar cumprimentando os meus parceiros. Cumprimentando o governador Rui Costa, grande parceiro desse programa.

Cumprimentando também o prefeito de Camaçari, Adelmar Delgado, e a senhora Edila Chagas,

Cumprimentando o ministro Gilberto Kassab e a nossa senadora Lídice da Mata,

Cumprimentando os deputados federais que ajudaram a aprovar o Minha Casa Minha Vida, ajudaram a transformar o Minha Casa Minha Vida em lei, e foi uma briga. Então, eu cumprimento o deputado Daniel Almeida, o deputado Luiz Caetano. O Daniel e Luiz Caetano, assim como o governador, são de Camaçari de nascença política.

Cumprimento também o Valmir Assunção,

Cumprimento o nosso querido Maurício Muniz, que é secretário do PAC e comigo construiu o Programa Minha Casa Minha vida.

Cumprimento o deputado estadual Bira Coroa,

Cumprimento a Maria Quitéria. Maria Quitéria, da União dos Municípios da Bahia, prefeita de Cardeal da Silva.

Cumprimento a Maria do Carmo Siqueira, vice-prefeita de Camaçari,

Ao cumprimentar o Bosco Queireles, secretário municipal de Habitação, cumprimento todos os secretários,

O presidente da Câmara aqui, de Camaçari,  José Marcelino de Jesus,

Cumprimento, então, o superintendente da Caixa, o Adelson de Araújo Prata,

Cumprimento Humberto Santos Júnior, o sócio-diretor da Construtora Vertical,

Cumprimento o Sindulfo Torreão Neto, diretor da Construtora Casa,

Cumprimento os jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Mas, vejam vocês... Eu cumprimento vocês também, juventude do PT e da UJS.

Cumprimento a Unegro, União de Negros pela Igualdade. Coisa muito importante no nosso País.  Eu amo vocês. A gente pode fazer aqui…

Eu queria dizer para vocês que aqui, só aqui na Bahia, ali está escrito 7.555 unidades que a gente está entregando por link. Hoje, nós estamos entregando no link que vocês viram 7.555 unidades. Fora do link, entre ontem e até o dia 29 ou 30, nós vamos entregar no Brasil inteiro, ainda até o final do ano, portanto, 11.602 moradias. E isso para nós é muito importante. É muito importante porque significa que quase 50 mil pessoas, 46 mil pessoas, em torno disso, passarão o Natal e Ano Novo, ou o Ano Novo, na sua casa própria. E se tem uma coisa que rima com casa é Natal e Ano Novo. Rima com casa, sem sombra de dúvida. Porque uma casa, e aqui a gente está vendo casas que são bem construídas porque a gente foi melhorando. Nós começamos fazendo 1 milhão de casas, agora fomos para 2 milhões, no meu primeiro governo foram para 2,750 milhões, aí acabou chegando a um pouco mais do que isso. E nós vamos fazer a tentativa porque a gente sempre tem que uma meta... para correr atrás da meta, meta é para você correr atrás. A nossa meta, e que nós vamos tentar cumprir, se não conseguirmos até o final de 2018 vamos deixar contratada, que é 3 milhões, mais 3 milhões de moradias. Só aqui na Bahia, eu tenho orgulho de dizer que são 660 mil moradias. Isso é muito importante porque beneficia muitas pessoas. Fora do link então, só para vocês terem uma ideia, aqui na Bahia ainda vão ser entregues até o final do ano, casas…381 famílias vão receber casas em Senhor do Bonfim; 490, em Conceição do Jacuípe; 380, em Valença.

Então, esse é um processo que a gente nunca para. O prefeito já me convidou para voltar aqui. Farei o possível, viu prefeito. Bom, farei o possível, farei o possível. De qualquer jeito, eu quero dizer para vocês, é uma enorme felicidade entregar a chave da casa própria. Vocês ficam felizes, mas podem ter certeza que eu fico imensamente feliz. Porque um governo... sabe como é a história do governo? O governo é assim: governo tem de ser julgado de um jeito muito claro. Tem governo que não dá bola para o seu povo, que não faz aquelas ações que garantam uma questão fundamental, que é a igualdade de oportunidades. Como você pode ter igualdade de oportunidades se você não tem nem casa. Daí porque nós consideramos que é importante gastar o nosso dinheiro fazendo o Minha Casa Minha Vida, colocando esse dinheiro para fazer com que o pagamento - porque vocês também participam, vocês pagam a prestação -, mas aí fazendo que o pagamento da prestação que vocês pagam durante 10 anos  caiba no bolso de vocês. E aí, nós conseguimos equacionar esse problema de uma forma que antes a gente não conseguia.

E aí eu quero dizer para vocês que quando vocês abrirem com a chave da sua casa e derem entrada na casa, vocês pisem com orgulho porque a casa é o primeiro passo para um caminho em que vocês vão ajudar o País construindo oportunidades para seus filhos, para as crianças e para os jovens. Casa, também, além de Natal, rima com criança. Criança, é para ele que nós adultos temos de construir lares, lares que sejam seguros, que deem a eles perspectiva de vida, que crie um ambiente aqui. Porque esse ambiente do condomínio, tudo isso que o governador falou, tem sentido quando se cria aquele ambiente em que criança pode, não só viver, pode desabrochar. É eles que são o futuro do nosso País, é para eles que a gente tem de fazer todo o esforço. E uma coisa que a gente nota e que é verdade: vocês já viram que a maioria das pessoas que sobe nesse palco, dos adultos para receber a chave são mulheres? São mulheres. Por que são mulheres? Porque nós sabemos que a família brasileira -  e isso vale para os homens e para nós, mulheres adultas -, que mãe é uma coisa fundamental em uma família. A família se organiza em torno da mãe. Mas eu quero dizer para os homens que eles têm um papel muito importante nessa história toda. Eles também integram essas famílias, eles são parte desse destino nosso de trabalhar em conjunto para fortalecer esse que é o núcleo fundamental, que é a família. Nós já entregamos milhões de casas, mais de 2,430 milhões. Como eu disse para vocês, até já estão em construção, acabando, mais de 1,6 milhão de casas.

E aí, eu quero dizer para aquelas que ainda não receberam, não tiveram a oportunidade, não foram contempladas no sorteio: não deixem de se cadastrar, porque nós vamos continuar construindo moradias para o povo desse País.

Assim como nós conquistamos a casa própria, nós vamos construir e conquistar dias melhores no nosso País. É verdade que a gente está passando por dificuldades, mas é verdade também que, mesmo passando por dificuldades, nós não paramos, não. Nós continuamos construindo casas, nós continuamos pagando Bolsa Família, nós continuamos como fizemos hoje, lá em Salvador, entregando mais uma estação do metrô. Aliás, concluímos a linha 1. Se agora a gente vai ampliar a linha 1 até Cajazeiras é um adicional. E vamos, estamos construindo a linha 2.

Então eu posso garantir a vocês: o País não vai parar. Nós vamos continuar criando emprego, assegurando renda e vamos lutar todos os dias para vencer essa crise. Eu conto com vocês, o destemor de vocês diante da luta diária, é esse o destemor que nós unidos, juntos, iremos superar e vencer a crise.

No que se refere a toda essa questão que vocês estão vendo nos jornais, na televisão, sobre impeachment, vocês podem ter certeza, o Brasil é uma democracia forte, com instituições fortes que nós construímos, todos nós. Eu tive 54 milhões de votos, desses 54 milhões de votos eu devo milhões de votos ao povo baiano, milhões. Agradeço esses votos. Agora, a melhor forma de eu agradecer é eu honrar, primeiro com programas como esse do Minha Casa Minha Vida; segundo, honrar tendo a coragem de enfrentar as dificuldades desse momento de crise; e, terceiro, jamais deixando de enfrentar todos aqueles que acham que o melhor jeito para chegar à Presidência da República é atropelar a democracia. Atropelar a democracia não vão, não.

Eu tenho, eu tenho…Eu tenho uma biografia e uma vida pública absolutamente sem manchas. E tenho os meus compromissos com os recursos públicos desse País. Eles continuarão sendo dirigidos para aqueles que mais precisam. Sou presidente de todos os brasileiros. Agora, aqueles que mais precisam, aqueles que, ao longo da nossa história não tiveram voz nem vez,  no que depender de mim terão voz e vez. Por quê? Porque são cidadãos, porque são cidadãos, me escolheram democraticamente e me deram a sua confiança e o seu voto. Por isso, eu encerro agradecendo o voto de vocês.

 

 Ouça a íntegra (24min05s) do discurso da Presidenta Dilma Rousseff