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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais em Barreiras/BA e entregas simultâneas de unidades habitacionais em Feira de Santana/BA, em Irecê/BA e em Dias D’Ávila/BA do Programa Minha Casa Minha Vida - Barreiras/BA

por Portal Planalto publicado 07/10/2015 18h27, última modificação 07/10/2015 18h28

Barreiras-BA, 07 de outubro de 2015

 

 

Boa tarde. Boa tarde, povo de Barreiras e de Luiz Eduardo Magalhães. Boa tarde a todos os meus queridos baianos.

Eu quero iniciar cumprimentando aqui a Andréia, a Edineide, a Maria de Lourdes e a Ivaneide. Todas elas receberam as chaves da casa própria aqui no Residencial São Francisco. Mas eu queria mesmo era abraçar a cada uma das famílias, a cada uma das mulheres, dos homens, das crianças, dos adolescentes que recebem hoje a chave da sua casa própria. Recebam um forte abraço, cada um de vocês.

Quero também, quero também saudar os prefeitos das cidades contempladas: o prefeito Antônio Henrique de Souza Moreira, de Barreiras, e a senhora Antônia, a sra Antônia Predroza; o prefeito José Reinaldo de Carvalho, de Feira de Santana; prefeito Luizinho Sobral, de Irecê; prefeita Jussara Márcia, de Dias D’ávila.

Quero saudar também as ministras Tereza Campello, Nilma Lino Gomes e a presidente da Caixa, Miriam Belchior.

Agora me dirijo aqui para vocês, aqui de Barreiras. Saúdo o governador em exercício João Leão.

Os ministros de Estado. em nome de todos eles eu quero saudar esse ministro determinado que é responsável pelo programa Minha Casa Minha Vida, que é o ministro Kassab.

Vou cumprimentar também os deputados federais: o Cacá Leão e também a Moema Gramacho. A Moema e o Cacá hoje foram prometidos em casamento. Parece que é um casamento político, porque ambos concorreram à prefeitura e eu acredito que há controvérsia sobre a característica do casamento, viu Moema? Teve gente ali atrás que ficou dizendo que não era bem assim.

Bom queria também cumprimentar o deputado Antonio Henrique Junior,

Cumprimentar também os prefeitos que estão aqui presentes,

Cumprimentando o Marcelo Mariani, que é presidente da União dos Municípios do Oeste da Bahia (…) e prefeito de Cotegipe,

Queria também cumprimentar a Maria Quitéria Mendes de Jesus, que é presidente da União dos Municípios da Bahia, a UPB e prefeita de Cardeal da Silva,

Queria pedir a todos vocês uma salva de palmas para todos os prefeitos aqui presentes.

Queria cumprimentar o vice-prefeito aqui de Barreiras, Carlos Augusto Paê Barbosa,

Saudar os empresários responsáveis pela obra, Heron Guimarães Teixeira e Mauro Prates da Metro Engenharia,

Saudar os representantes dos movimentos sociais, Hélio da Silva Costa, da CTB Bahia; O Edson Rodrigues do Santos, da CUT da Bahia; O José de Jesus Santana da Fetraf; E o Siquara, do MST. A todos eles uma salva de palma também,

Quero cumprimentar os senhores fotógrafos, os senhores jornalistas e os senhores cinegrafistas.

 

Ô gente, veja bem, o número é 2.781. 2.781. Que número é esse? É o número de casas que nós, hoje, nessa cerimônia, participamos desse momento de comemoração que é a entrega da chave da casa própria. Aqui, aqui em Barreiras, são 1.476. Mas em Feira de Santana foram 732, e lá em Irecê, 452 e, em Dias D’avila, 121. O total é esse: 2.781. São 2.781 famílias que têm realizado o sonho da casa própria. Pensem comigo: nós, brasileiros, compartilhamos vários sonhos em comum. Tem um deles que todo mundo sonha, não interessa a classe social, não interessa de onde vem, não interessa o que que a pessoa vai ser na vida, mas todos nós, cada um de nós, os que estão aqui nesse palco e vocês que estão aí, sempre queremos ter a casa própria da gente. Não viver pagando aluguel, não viver de favor, não viver de forma precária, mas viver numa coisa que é da gente, que é… que é da família da gente.

Eu acho que é uma coisa emocionante. Eu me emociono quando eu vejo uma família que vai passar a ter a segurança de saber que ali, naquele espaço, que não é só o tijolo, o cimento, a massa corrida, a tinta da parede, mas que é um lugar onde se constrói afetos, carinho, onde a gente se recolhe, onde a gente protege a família, os filhos, e onde a gente vive. Que vai ter aquilo, e aquilo vai ser um patrimônio de cada uma das famílias. É isso que nós estamos fazendo aqui.

Eu acho esse nome, “Minha Casa Minha Vida”, um nome muito correto, porque a casa é onde a gente vive uma parte importante da vida da gente. A outra a gente passa no trabalho, na escola, enfim, na sociedade, visitando outros. Mas a vida como a gente vive a gente passa em casa. Por isso, era algo que desafiava, desafiava qualquer governo: ser capaz de fazer um programa que não podia ser um programa pequenininho porque o Brasil nunca tem um problema que é pequenininho. Por quê? Porque nós não somos um país de 10 milhões de habitantes. Nós não somos um país de 20 milhões, nem de 100 milhões. Nós somos um país de mais de 200 milhões. E as pessoas não tinham acesso à casa própria. Se você entrasse em um banco e pedisse financiamento, você não conseguiria pagar esse financiamento, a não ser que você tivesse uma poupança razoável. A maioria das pessoas, que precisavam de um apoio do governo federal para chegar à sua casa própria, não tinha esse apoio.

O que eu acho que é muito importante, e duvido que daqui para a frente algum governo vai ousar interromper esse programa, é que nós mudamos a regra do jogo. Hoje, a regra do jogo é a seguinte: é importantíssimo que a população brasileira que não tenha condições sozinha de pagar a sua casa própria, aquela parte da população que mais precisa, é aquela que o governo vai dar suporte, vai apoiar.

Por isso é que, hoje, o ministro Kassab perguntou aqui: quantos pagam 200 reais de aluguel? E uma parte levantou a mão, e foi perguntando. Com esse programa, vocês não pagar no máximo até 80 reais. É o máximo que se paga na faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. Isso significa que vocês vão poder manter a casa de vocês e vão lembrar o seguinte: até aqui, nós fizemos a nossa parte. Daqui para a frente é com vocês. São vocês que têm de conservar esses prédios. São vocês que vão botar um pouco de cada um na moradia, no apartamento ou na casa que for morar. Se eu passar aqui daqui a um ano, agora tudo está parecido, daqui a um ano, quando eu passar aqui, em cada lugar vai ter um detalhe que reflete a pessoa que está morando. Vai ter uma árvore. Vai ter algo que vai dar aquela característica, aquela feição, aquela cara para cada uma das moradias. Porque aqui vão viver pessoas. Aqui eu espero que vocês construam o caminho do futuro. Principalmente isso, construam o caminho do futuro.

Quero dizer a vocês que eu estou muito feliz de estar aqui. Hoje eu gostaria de comentar com vocês algumas coisas. A primeira coisa que eu quero comentar é que eu quero dizer para vocês que o Minha Casa Minha Vida vai continuar. Nós vamos fazer o Minha Casa Minha Vida 3. Nós vamos continuar com o que falta entregar do Minha Casa Minha Vida 2. Dos quatro milhões, nós já entregamos 2 milhões e mais de 300 mil casas. Então está faltando entregar 1 milhão e 600 mil.

Todo dia esse número, eu pergunto para o Kassab: “escuta Kassab, ele não diminui?”. Ele diz: “Não, porque todas as vezes a gente contrata mais”. Então, as que vão saindo outras vão entrando. Então sempre tem uma a mais que a gente contrata. Mas nós vamos entregar essa parte, e vamos lançar o Minha Casa Minha Vida 3. Vamos começar a fazer o Minha Casa Minha Vida 3.

Eu queria dizer para vocês que nós, nós, temos tido no Brasil dificuldades sim. Temos enfrentado essas dificuldades. Todos aqui sabem que nós tivemos que adotar medidas para reequilibrar os gastos do governo, reduzir a inflação e garantir, como qualquer família faz, garantir que as coisas fiquem estáveis. O que quero dizer? Quando alguém tem alguma dificuldade, tem de conciliar duas coisas: tem de diminuir a despesa, mas ao mesmo tempo, tem de dar continuidade àquilo que considera importante. É o que nós estamos fazendo, duas coisas: nós estamos reduzindo as nossas despesas, mas nós não interrompemos nem paramos aquilo que nós achamos importante para a família brasileira.

Uma chefe de família que precisa fazer as despesas caberem no orçamento, ela faz isso. Por isso que eu quero dizer para vocês como é que nós fizemos as duas coisas. Primeiro, nós cortamos algumas despesas que, apesar de importantes, elas podem esperar. Reduzimos oito ministérios, cortamos 30 secretarias, diminuímos 3 mil cargos. E se a moda pega - viu, prefeito e governador? - é bom vocês saberem que nós cortamos 10% do salário do presidente, do vice e dos ministros.

Cortamos vários gastos, mas nós preservamos os programas sociais. E aqui, na Bahia, eu vou falar pra vocês que, neste ano, que foi um ano difícil, está sendo um ano difícil, ano de 2015, só neste ano, aqui na Bahia, por exemplo, nos primeiros nove meses deste ano nós já entregamos 17 mil e 700 casas do Minha Casa Minha Vida. O que significa esse número? 17.700. Significa entregar quase três casas por hora, todos os 279 dias deste ano. Significa isso. Mesmo com dificuldade, nós fizemos isso.

Outro exemplo, somente neste ano, nós colocamos mais 388 médicos do Mais Médicos aqui na Bahia. Agora são 1.700 médicos, novos, que o governo federal arca com todos os custos para garantir que em cada município do Brasil tenha médicos, o que não acontecia antes. Além disso, nós estamos melhorando a infraestrutura de saúde. Neste ano de 2015, entregamos 83 postos de saúde novos, reformamos 376, entregamos oito UPAs. No último mês, 313 mil baianos retiraram medicamentos gratuitos para diabetes, hipertensão e asma na rede Aqui Tem Farmácia Popular.

Eu garanto a vocês que nenhum desses programas vão parar, porque são todos programas muito importantes para o País. Aqui, em 2015, nós tivemos milhares de jovens entrando nas universidades. Milhares de jovens entrando no Pronatec. Centenas de crianças indo para as creches. Por que estou citando esses números? Para provar uma coisa, um governo comprometido com a população, ele sempre tem de agir de dois jeitos. Ele tem de cuidar sim, das finanças. Não pode jogar dinheiro pela janela. Tem sempre de procurar fazer mais com menos, mas sempre tem de fazer mais para aqueles que mais precisam. É para eles que nós temos de fazer mais.

Eu tenho certeza que cada uma das 2.781 famílias daqui, de Irecê, de Dias D´avila, de Feira de Santana, todas elas, todas essas famílias, ao abrir a porta da casa, ao entrar na casa, terão a certeza de uma coisa, eu sou uma família proprietária do meu lar, do lugar onde eu vou morar e onde eu vou construir o futuro do meu País.

A casa é importante, agora, mais importante ainda é o espírito com que a gente entra nela e com o qual a gente enfrenta a vida. Diante das dificuldades, o que nós temos de ter é coragem e determinação para enfrentar o problema. A gente não pode se atemorizar nunca diante da dificuldade. Só tem um jeito de superar a dificuldade, é enfrentando. É, de fato, com humildade. Não é com prepotência, não é se achando melhor que os outros. Com humildade, mas enfrentando, enfrentando com firmeza. E é isso que o meu governo está fazendo. Nós estamos enfrentando com firmeza as dificuldades.

E aí eu asseguro para vocês: essa travessia, desse momento anterior para um novo momento, em que nós vamos crescer de forma mais acelerada, vamos criar mais empregos, vamos garantir igualdade de oportunidades para todos, essa travessia, ela pode ser curta. Nós somos um povo que tem um otimismo enraizado na alma. Um povo que tem um otimismo enraizado na alma como o povo brasileiro tem, ele é capaz de superar qualquer dificuldade. Sabe por quê? Porque o Brasil é muito maior, muito mais forte, com muito mais riqueza do que qualquer problema momentâneo que nós tenhamos. Juntos nós somos imbatíveis, principalmente quando a gente coloca os interesses, o interesse aqui de Barreiras, o interesse da Bahia, o interesse do Brasil acima de qualquer outro tipo de interesse pessoal, partidário ou de qualquer espécie. Na verdade, o Brasil, a Bahia, Barreiras e qualquer cidade do nosso país tem de estar acima de qualquer outra consideração quando o interesse da população estiver em questão.

Eu agradeço. Eu gosto muito aqui, de vir à Bahia. Fico muito feliz por saber que o prefeito tinha um ano quando o último presidente, que foi o Dutra, não é, prefeito?  O presidente Dutra visitou Barreiras. Eu tenho muito orgulho de ter vindo a Barreiras. Orgulho porque tenho um compromisso com vocês. E lá, na minha biografia, vai estar escrito: “a presidenta visitou, em outubro, Barreiras”.

Muito obrigada.

 

 Ouça a íntegra (23min57s) do discurso da Presidenta Dilma Rousseff