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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de entrega de 920 unidades habitacionais do Condomínio Solar da Princesa 3 e 4, do Programa Minha Casa Minha Vida - Feira de Santana/BA

por Portal Planalto publicado 25/02/2015 12h50, última modificação 25/02/2015 18h02

Feira de Santana-BA, 25 de fevereiro de 2015

 

Bom dia.

Eu vou começar cumprimentando aqui a Jussara, a Azenaide, a Francisca, a Rilvânia e o Oseias.

E queria dizer, cumprimentando eles, cumprimentando todas as crianças que serão beneficiadas por esse programa Minha Casa, Minha Vida, eu queria dizer que eu não vou conseguir - eu li o bilhete de muita gente que me mandou - eu não vou conseguir entregar diretamente a chave para cada uma das famílias. Mas vocês podem saber de uma coisa: o meu coração está entregando para cada uma das 922 famílias a chave agora.

Vocês podem ter certeza que para mim é um momento de muita alegria estar aqui, mais uma vez, porque eu já estive aqui entregando, para famílias aqui de Feira de Santana, a chave de lares, a chave de moradias, a chave que abre aquele sonho, a porta para aquele sonho que é de todo mundo: ter sua casa própria e poder criar filhos e construir sua família.

No ano passado, em abril, eu entreguei aqui mais de 1.200 casas. E isso me faz hoje voltar aqui para essas mais 922. Quando a gente entrega uma chave, vocês vão lá… agora eu estive com a Rilvânia, ali na casa da Rilvânia, eu visitei a casa da Rilvânia, e quando ela colocou... E disse para mim: “Pode entrar, presidenta. Vamos entrar aqui na minha casa.”, eu vi na Rilvânia um imenso orgulho. Um orgulho de, sendo uma moça com todo um futuro pela frente, com duas crianças, a alegria de poder dizer: “Eu agora tenho a minha casa, eu não moro de favor com ninguém.” Eu não sei se ela pagava aluguel ou se ela não pagava, mas o fato que ter uma casa é um fator que tem uma simbologia. Sabe por quê? É um símbolo de uma nova vida. Porque quando você consegue vencer certas dificuldades, as coisas melhoram na vida. Uma das mais importantes é a casa própria. Por isso, eu queria dizer para vocês que eu tenho um imenso orgulho de vir a Feira de Santana. Porque aqui está acontecendo uma coisa excepcional. Com essas 922 somadas às que já estão contratadas com que já foram entregues, o nosso ministro disse serão 38 mil moradias que nós vamos entregar. Então vamos fazer só uma conta para iniciar a história: 38 mil moradias x 4 pessoas em média por casa, nós vamos ter, seu eu não me engano, 152 mil moradias. Se aqui em Feira de Santana moram 600 mil pessoas, vai haver em cada 4 pessoas, 1 que recebeu a chave do Minha Casa, Minha Vida. Por isso, eu fico muito orgulhosa de estar aqui nesse programa. Primeiro porque aqui está um exemplo de uma parceria bem sucedida. O governo federal, por meio da Caixa Econômica Federal, executa um programa que é o Minha Casa, Minha Vida. Quero dizer que eu precisava de parceiros e tive. Quero falar da parceria aqui na parceria que eu tive com o governador, primeiro, Jaques Wagner, que agora é ministro da Defesa e agradecer a ele. Agora, minha parceria é com o Rui Costa, e eu quero agradecer ao Rui,  porque o Rui era secretário do Jaques. E o Rui, desde logo, começou a fazer esse programa, como foi no meu caso com o Lula, eu era ministra do Lula, em 2009 nós lançamos este programa. Então, ao cumprimentar aqui o governador Rui Costa e o ministro Jaques Wagner, eu estou saudando essa parceria.

Queria também dizer que é muito importante a parceria com as prefeituras e saudar o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho. Eu sempre que venho à Bahia sou recebida pelos parlamentares, os deputados federais e os senadores. E hoje eu queria cumprimentar aqui um representante muito importante, presidente de Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Marcelo Nilo. Estou acompanhada pelo ministro das Cidades e ex-prefeito também, porque o Kassab foi prefeito de São Paulo. Portanto o ministro das Cidades é uma pessoa que tem sensibilidade para a questão fundamental do país que é o problema de viver em cidades, o problema da mobilidade urbana, os problemas das moradias.

Quero cumprimentar também o Thomas Traumann, ministro da Comunicação Social.

Cumprimentar os deputados federais, todos os deputados federais baianos, cumprimentando o deputado  Afonso Florence, o Fernando Torres. Dirigir um cumprimento muito especial ao Fernando Torres, à Moema Gramacho e Valmir Assunção.

Eu também quero mencionar os dois senadores, dois senadores da minha base, dois senadores extremamente importantes: primeiro, o senador Otto Alencar e o senador Walter Pinheiro.

Quero também cumprimentar aqui a presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior.

Cumprimentar os deputados estaduais Zé Neto, líder do governo na Assembleia; Gika Lopes; Joseildo Ramos; Maria de Fátima.

Queria cumprimentar o diretor da empresa construtora, o senhor Oyama de Figueiredo.

Cumprimentar aqui os senhores jornalistas, os senhores fotógrafos e cinegrafistas.

 

 

Mas voltando àquela minha conta que eu estava fazendo, nós aqui vamos fazer 38 mil moradias, o que vai transformar Feira de Santana num dos recordes do programa Minha Casa, Minha Vida. E Feira de Santana é um exemplo da importância que esse programa tem. De fato, nós já entregamos 2 milhões de moradias, esse ano e o ano que vem, até metade do ano que vem, nós vamos entregar mais 1 milhão e 750 mil moradias. Mas isso é uma parte da notícia, a parte boa da notícia é que nós vamos - eu vi muita gente também que me mandou seu bilhetinho dizendo: “Ó, eu sou uma mãe, tenho dois filhos, tenho de criar meus filhos e não tenho uma moradia.” Qual é o meu aviso para elas, como para aquela senhora ali, carregando o menininho: nós vamos este ano agora, ainda neste mês de março anunciar o Minha Casa, Minha Vida 3. E serão mais 3 milhões de moradias, então eu peço a vocês que cadastrem. Esse programa tem uma prioridade, sim. Essa prioridade ficou clara aqui hoje: é família, é criança, é adolescente, a mãe e o pai. Mas se a mãe está sozinha, é importante que vocês saibam, como a mulher é a parte assim que a gente sabe que segura filho, a gente faz qualquer negócio, mas filho não tem conversa, então o que acontece? Acontece que a casa tem de estar em nome, preferencialmente, da mãe. Preferencialmente. Porque mãe não vende - mãe não vende casa de filho, mãe não faz isso. Não estou dizendo que pai vende, não. Só estou dizendo que no Brasil tem muitas famílias que só tem a mãe e os filhos. E essas famílias são muito importantes para o país, principalmente, porque vocês sabem, que um dos programas mais importante nesse segundo mandato da minha presidência, é o programa de educação.

Nós vamos lançar também um programa de educação que foca nessa questão. Nós temos de garantir que o Brasil se erga através de oportunidades, como essas casas, o Brasil se erga também e fique de pé por conta da educação: ensino fundamental de qualidade, ensino médio, universidade. E quero dizer que nós temos muito orgulho da Universidade do Recôncavo Baiano, muito orgulho das quatro universidades que tem aqui e das escolas técnicas. E queria dizer que o nome desse solar aqui que nós estamos hoje entregando as 922 chaves, é muito bonito. Chama Solar da Princesa. E eu desconfio que chama isso por conta do Ruy Barbosa que falou que Feira era a Princesa do Sertão, desconfio. Então, é uma homenagem a todas as princesas que estão aqui, as princesas mais velhas, como eu, as mais novas e as crianças.

Eu quero dizer para vocês que nós, quando investimos no programa Minha Casa, Minha Vida, estamos fazendo duas coisas: primeiro, nós estamos investindo na dignidade, no conforto… no conforto. Sabe por que é conforto? Porque quando a gente entra numa casa para visitar - não é só uma cerimônia. Eu vou lá olhar se o piso está bem feito, se a parede está bem pintada se está adequada a cozinha e o banheiro. Porque nós queremos também que as pessoas tenham dignidade - dignidade.

Então, o que eu queria dizer e deixar claro, nós estamos, de fato, sim - vocês devem ter visto nos jornais - nós estamos, de fato, sim, fazendo duas coisas: de um lado nós estamos fazendo algumas correções. Porque você sempre tem de fazer correção para melhorar o seu programa, para melhorar e assegurar que ele seja melhor para quem se destina. E essas correções, elas dizem respeito ao fato que para o Brasil é muito importante focar os programas sociais, fazer com que eles beneficiem quem mais precisa deles. Quem não precisa, não pode ser beneficiado, só quem precisa. E esta, é uma condição para que o programa fique cada vez mais forte. Por que que vocês acham que nós chegar a mais de 6 milhões e 700 mil moradias quando chegar o final de 2018? Porque nós sempre aperfeiçoamos. Do Minha Casa, Minha Vida 1 para o Minha Casa, Minha Vida 2, a gente melhorou. Em quê que nós melhoramos? Na exigência de piso, nós melhoramos no tamanho das janelas, no tamanho do apartamento - está aqui a Miriam me soprando. E do Minha Casa, Minha Vida 2 para o Minha Casa, Minha Vida 3, nós também vamos melhorar. E aí eu quero falar para vocês: um programa social é uma coisa viva, portanto tem sempre de sofrer adaptações e melhorias. Agora nós vamos focar num dos maiores desafios, que é construir nas cidades grandes como Feira de Santana. Feira de Santana aqui a gente resolveu, mas chega em algumas cidades o preço do terreno fica muito caro. Então, nós vamos dedicar, usando de todas as formas para garantir que quem mais precisa tenha acesso à sua casa própria. Agora, eu queria usar isso para falar... Então eu disse que a gente tem de corrigir, tem coisa que você corrige. Agora nós precisamos também fazer ajustes. Agora ninguém faz ajustes por fazer ajuste. Eu faço ajuste no meu governo como uma mãe, uma dona de casa faz na casa dela. Nós precisamos agora de dar condições da gente retomar um novo ciclo de desenvolvimento econômico. Para quê? Para gerar mais emprego, para segurar mais renda e fazer com o que o Brasil continue a crescer de forma mais acelerada. Ninguém pense que por causa disso nós vamos parar programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida. Não vamos, não. Sabe por que nós não vamos? Ora, se a gente faz esses ajustes e correções para garantir que tenha mais oportunidade para os brasileiros e as brasileiras, por que nós iríamos acabar? Gente, eu engasguei comigo mesma... Por que que nós vamos acabar e não expandir programas da importância do Minha Casa, Minha Vida?

Por isso eu quero dizer para vocês: eu tenho coragem suficiente para fazer as mudanças que são necessárias. Porque eu tenho só um compromisso na minha vida: o compromisso com a população e a cidadania desse país, com o povo pobre desse país. E isso vai me fazer, não só continuar com esses investimentos aqui, fazendo mais Solar da Princesa por toda a Bahia e todo o Brasil, mas também com algo que está acontecendo aqui em Feira de Santana. Porque não é só… não foi só habitação, como essa aqui do Solar da Princesa, que nós fizemos. Nós aqui nos dedicamos a uma série de investimentos. Eu queria dizer algum deles. Não vou falar da BR-116, nem da 101. Não vou falar do BRT, que eu terei imenso prazer, se puder, vir comparecer, viu, prefeito? Não acredito que eu tenha como voltar aqui daqui a 20 dias. Mas o convite vale como sendo algo muito carinhoso que o senhor me fez. Muito obrigada. Até porque o BRT é algo do programa do governo. O governo tem no BRT e na mobilidade urbana um dos mais efetivos instrumentos para atacar um dos grandes problemas. E é bom que Feira de Santana, com 600 mil habitantes, faça logo o seu BRT para ter transporte de qualidade e não passar pelo que muitas cidades grandes hoje passam.

Eu queria dizer que eu tenho muito orgulho de ter também 27 médicos do Mais Médicos atendendo aqui em Feira de Santana. Esses 27 médicos deram qualidade de atendimento a uma parte expressiva da população aqui, a população feirense. Além disso, eu queria falar para vocês que nós vamos iniciar a implantação do Mais Especialidades. O Mais Especialidades é um programa de saúde, todo mundo queixa que está bom, na atenção básica até nós temos condições de ser atendidos. Mas o meu problema é exame e atendimento especializado. Eu prometi que nós iríamos tratar dessa questão e nós vamos. Nós vamos começar o Mais Especialidades através de 3 especialidades, que são aquelas mais procuradas que é: cardiologia, ortopedia e oftalmologia. O nosso objetivo é garantir que nessas áreas também as pessoas tenham atendimento de qualidade.

Eu queria cumprimentar aqui o nosso governador. E dizer para vocês que eu serei uma parceira do governador como fui parceira do Jaques Wagner. Acho que nós aqui em Feira de Santana temos de olhar a importância que Feira de Santana tem para, como centro logístico da Bahia e centro logístico do Nordeste. Daí a importância dessas rodovias. Tanto a que liga... que sai daqui e vai até Sergipe, como a que sai daqui até Serrinha e depois chegará na fronteira com Pernambuco.

Eu acabo de ver o Valdir Pires pelo canto do olho. Queria saudar esse grande baiano. Umas palmas para ele.

Bom, gente. Então, nós estamos num momento muito importante. Eu espero que vocês, primeiro, comemorem essa conquista. Mais uma vez eu quero dizer para as mães e para os senhores que eu gostaria de entregar para vocês, pessoalmente, as chaves. Não vou poder. Mas fique a entrega… vocês saibam que ao pegar a chave, abrir a porta, vocês entram para o sonho de vocês, que se torna realidade. E eu tenho certeza que celebrar hoje essa conquista de cada uma das 922 famílias é algo que nós começamos a fazer agora.

Por isso eu desejo a todas as famílias aqui muitas felicidades, sobretudo, muitas oportunidades para todos os seus integrantes, em especial, para as crianças.

Muito obrigada.

 

Ouça a íntegra do discurso (24min56s) da Presidenta Dilma