Você está aqui: Página Inicial > Mandatos de Dilma Rousseff (2011-2015 e 2015-2016) > Discursos > Discursos da Presidenta > Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de entrega de 564 unidades habitacionais do Complexo de Manguinhos - Rio de Janeiro/RJ

Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de entrega de 564 unidades habitacionais do Complexo de Manguinhos - Rio de Janeiro/RJ

por Portal Planalto publicado 01/06/2014 14h17, última modificação 01/06/2014 14h19

Rio de Janeiro-RJ, 01 de junho de 2014

 

 

Boa tarde a todos aqui. Eu vou começar cumprimentando a Benedita, a Isabel Patrícia, a Denair, a Maria Madalena e o Delson, que receberam as chaves aqui. E cumprimentando ele eu quero cumprimentar cada morador, cada moradora, criança. Ih, pifou. Cumprimentar a todos que moram aqui nesse novo residencial CCPL. Eu quero dizer para vocês que estou muito feliz de estar aqui porque eu vi as fotos e as imagens do que havia aqui antes. Então ver hoje essa nova realidade só pode encher o coração da gente de alegria.

Queria saudar especialmente a Cândida. A Cândida, porque a Cândida lutou, se mexeu, correu atrás, e hoje a realidade mudou bastante. As Cândidas do Brasil estão de parabéns porque são elas também que levam as coisas para frente.

Queria cumprimentar o Pezão, nosso parceiro aqui no Rio de Janeiro, e a primeira-dama Maria Lúcia.

Queria dizer que há muitos anos, precisamente eu acho que oito anos, nós fizemos uma parceria aqui no Rio de Janeiro. Primeiro era o governo do presidente Lula. No governo do presidente Lula foi feita uma parceria, primeiro, com o Sérgio Cabral, que era governador. Depois, o presidente Lula e o Sérgio Cabral construíram uma parceria com o Eduardo Paes. E aí, agora, nós temos o Pezão. O Pezão sempre esteve nessa parceria. Ele era vice-governador e o Sérgio Cabral tinha colocado o Pezão como responsável pelas grandes obras aqui no Rio de Janeiro: Complexo do Alemão, Complexo de Manguinhos, essa, justamente esse residencial aqui da CCPL e todas as obras que foram feitas aqui no Rio de Janeiro e da qual nós nos orgulhamos muito. Então, eu fico muito feliz de estar aqui com esses parceiros.

            Queria cumprimentar também os ministros que me acompanham: Gilberto Occhi, das Cidades; Miriam Belchior, do Planejamento; e o Thomas Traumann, da Comunicação.

            Cumprimentar o nosso presidente, aqui, da Assembleia, Paulo Melo, que agora é vice-governador também, além de ser presidente da Assembleia.

            Queria cumprimentar o vice-prefeito desse querido prefeito Eduardo Paes, o Adilson Pires,

            Cumprimentar o Maurício Muniz, que é secretário nacional do PAC,

            O Oswaldo Garcia,

            Cumprimentar os secretários estaduais, ao cumprimentar o Leonardo Espíndola, o Hudson, o João Carlos Mariano da Costa e o José Geraldo Machado, eu estendo o meu cumprimento a todos os secretários do Pezão.

            Cumprimentar o Ícaro. O Ícaro, que é presidente da empresa de obras públicas do estado e que eu vejo há muito tempo correndo atrás das obras.

            Cumprimentar o Pierre Batista e, por meio do Pierre, eu cumprimento todos os secretários municipais.

            Cumprimentar os representantes das empresas, Luiz Rogério Magalhães e Flávio Werneck.

Quero dizer para vocês, também, que apesar de não estarem aqui representados, eu queria cumprimentar os trabalhadores que construíram esse residencial.

            Cumprimentar os jornalistas, os fotógrafos e os cinegrafistas.

 

Queria dizer para vocês que tem várias coisas no Brasil que a gente deve se orgulhar delas. E eu acredito que o Brasil tem melhorado muito. Eu vou dizer em quê que o Brasil melhorou, e algumas pessoas ficam muito incomodadas quando a gente diz que o Brasil melhorou. Primeiro, é um absurdo que há 10 anos atrás, 12 anos atrás, se chegava aqui e se via criança, adulto em contato com a lama, com ratos, em condições precárias e subumanas. Por quê que era um absurdo? Porque essa realidade, ela vinha de muito antes e ninguém fazia nada para mudar. Ficava tudo por isso mesmo. No Brasil, milhões de pessoas não tinham acesso à habitação. Milhões de pessoas. E ninguém também fez nada. Até que nós, ainda no governo do presidente Lula, e de forma ainda mais intensa no meu governo, consideramos que as pessoas tinham o direito de ter a casa própria. Que pessoas? Não eram os ricos, os ricos pagam pelas suas casas. Quem tinha direito de ter acesso a esse sonho que é ter uma casa digna para morar só podia ser os mais pobres.

E aí, o quê que o governo fez? O governo federal – que tem o dinheiro, a Cândida tem razão. A gente tem dinheiro, um pouco mais que o governador, que tem dinheiro também, e do prefeito, que também tem dinheiro – mas o governo federal botou a mão no seu próprio bolso, no seu próprio bolso, e fez um programa de habitação popular chamado Minha Casa, Minha Vida. Esse programa é um programa que sucedeu outros programas que haviam do governo federal e que deram origem a esses imóveis aqui, a essas casas e apartamentos, que era o PAC. Mas hoje, esse programa do PAC se chama Minha Casa, Minha Vida.

E aí, eu quero dizer para vocês que é muito importante o acesso à casa própria digna. E aqui, o que nós estamos vendo? Casa própria digna. Quando cada um de vocês, que receberam a chave hoje, a Benedita, a Isabel, a Denair, a Maria Madalena e o Delson, botar a chave na fechadura, abrir a porta, está entrando em algo que é fundamental. Não é porque tem tijolo, cimento e concreto armado, é porque tem relações de afeto, que é o lar, o seu lar, onde você mora, onde você cria seus filhos, aonde você recebe os seus amigos, seus parentes, aonde você enfrenta a vida. É lá, é de dentro da casa que a gente enfrenta a vida.

Então a casa, ela funciona como o lugar que nos protege também. Por isso, é um direito fundamental do povo deste país o acesso à casa própria. No Minha Casa, Minha Vida, que nós estamos fazendo em vários lugares, aqui no Rio de Janeiro. Hoje, inclusive, eu tinha uma inauguração lá em Santa Cruz de 1.248 casas próprias. Mas, tendo conhecido, tendo escutado, tendo passado e vivido a experiência que foi feita aqui, eu considerei que era fundamental que eu viesse aqui. Porque aqui é uma prova, é uma prova de como uma comunidade, uma comunidade junto com o governo, com os governos, muda a realidade. Porque aqui teve essa parceria, a parceria representada pela Cândida aqui, pelo Sérgio e o Pezão, e pelo Eduardo Paes, e por mim e meus ministros.

E aí eu falei: não, eu não vou lá em Santa Cruz hoje. Deixo para ir depois. Vou aqui, vou lá na CCPL, porque lá houve algo diferente no Brasil. Essa mobilização da comunidade que trouxe vocês a entrar por essa porta de cabeça erguida nesses apartamentos.

E isso tem um nome, gente. Tem um nome, chama dignidade, chama dignidade. E aí, eu cumprimento cada uma das famílias, cada uma das famílias, porque casa e família é sinônimo: casa e família. Cumprimento cada uma das famílias. E os nossos queridos companheiros homens vão me desculpar, mas eu quero cumprimentar as mulheres. As mulheres. E aí eu estou com a Cândida, concordo com a Cândida: mulher bota as coisas para frente.

Então, cumprimento cada uma de vocês que estão aqui hoje e que tem, a partir daqui, uma outra condição para criar seus filhos, seus netos, para ajudar seus parentes, porque todo mundo precisa do seguinte: como é que a coisa é, você precisa do seu esforço, do seu esforço, o esforço de cada um que corre atrás, que trabalha, que vai, que procura, que briga como a Cândida. Precisa do apoio da família, porque também ninguém é sozinho no mundo. Agora, tem uma coisa que é fundamental: é oportunidade. E quem pode dar oportunidade é quem está no governo. A minha obrigação é olhar pelos mais pobres deste país, porque eles são maioria, e dar a eles oportunidade para construir uma vida melhor. É isso que é a minha obrigação.

E eu quero dizer a vocês: por que eu acho que o Brasil mudou? Porque a gente vem dando oportunidade para milhões e milhões de brasileiros. Começa pela oportunidade que é a sua casa própria, passa pela oportunidade de acessar um trabalho, com carteira assinada, porque nesse período nós, só no período do meu governo, nós temos mais de 4,3 milhões carteiras assinadas, trabalho regular, trabalho formal. Se a gente contar desde a época lá do Sérgio, do Lula, nós chegamos a mais de 20 milhões, porque são mais de 8 anos. Nós já temos 12 anos, os oito do Lula e os quatro meus dão 12 anos. O Sérgio entrou junto… não, no segundo mandato do presidente Lula

Bom, e eu queria dizer para vocês uma outra coisa. Queria dizer que Minha Casa, Minha Vida, Pronatec... Prestem atenção, Pronatec é um programa muito importante, porque é um programa de qualificação profissional. Nós... E ele serve também para todas as pessoas que estão no Cadastro Social. É ter acesso a uma profissão. Nós estamos hoje chegando a oito milhões de matrículas. Estamos em 7,3 milhões. Por que eu falo aqui no Pronatec? Porque o Pronatec faz com que as pessoas melhorem o seu trabalho, tenham acesso a uma ocupação melhor, e o curso é de quatro meses, até quatro meses. É gratuito, é dado pelo Senai, pelo Senac, pelo Senar e pelo Senat. E o governo federal paga o curso. Então vocês entrem em contato com a prefeitura, com o estado que vocês terão acesso a esse curso.

E, finalmente, eu quero dizer: estou muito feliz de estar no Rio aqui, hoje. Hoje, eu fui com o Eduardo Paes, o Pezão, o Sérgio, a Miriam, o Occhi, o Traumann, fui com o Melo, o Paulo Melo, todos aqui presentes, nós fomos inaugurar a Transcarioca. Quero dizer para vocês que a Transcarioca é uma coisa de qualidade, que deve orgulhar o Rio de Janeiro porque é transporte de qualidade para o povo desse estado e dessa cidade. E aí, eu estava sentada aqui e o Pezão me disse: ali na frente está o metrô. Então, anda um pouquinho… Vamos supor que uma pessoa mora aqui e trabalha na Barra. Caminha ali, entra no metrô. E aí… eu já guardei o Vicente de Carvalho, e eles repetem para mim. Eu sei, é Vicente de Carvalho a estação. Para lá na estação Vicente de Carvalho, sobe no BRT e vai para a Barra direto. Eu andei, quero dizer para vocês: o ônibus é da qualidade de trem, de metrô, o ônibus é uma maravilha, e me disseram que todos os ônibus vão ter ar condicionado. Progressivamente chegarão... todos já. Todos já terão ar condicionado. Aí, é aquele conforto, e uma rapidez total porque aquela via é só para o BRT. Então, o BRT pode andar numa rapidez muito grande. O Eduardo Paes, inclusive, hoje estava implicado com uma moça dirigindo e muito bem, diga-se de passagem. E dirigindo muito bem, viu, mulheres aqui? A moça dirigia muito bem, com segurança, com rapidez, dirigia muito bem.

E eu fiquei, de fato, muito orgulhosa, porque é muito bom quando a gente vê que o dinheiro federal, o dinheiro que vocês pagam impostos para o governo federal, para o estado e para o município, é um dinheiro que volta para o povo e é muito bem usado. Fazendo transporte de qualidade. Porque não é transporte qualquer que o nosso povo merece. O nosso povo merece o que nós tivermos de melhor para dar. Por isso, eu hoje estou muito feliz e quero dizer para vocês que fiquei ainda mais aqui, ao ver como a realidade mudou aqui na CCPL. Como esse residencial hoje tem outra cara, tem outra característica, outra energia, outro astral. E aí, eu fiz uma promessa para a Cândida. Eu falei para a Cândida: “Cândida, você vai organizar o pessoal aqui do condomínio para assegurar qualidade desse jeito?” A Cândida disse para mim: “Vou”. E aí eu prometi para a Cândida: “Cândida, daqui a um ano, eu volto para tomar um café contigo”. Um beijo para vocês.

 

 Ouça a íntegra(19min) do discurso da Presidenta Dilma Rousseff