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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de entrega de 500 unidades habitacionais do Residencial Volterra, do Programa Minha Casa Minha Vida - Duque de Caxias/RJ

por Portal Planalto publicado 09/04/2015 14h00, última modificação 09/04/2015 14h06

 

Bom dia a todos e a todas.

Queria cumprimentar aqui as representantes dos moradores do Volterra que receberam a chave, as representantes e o representante: queria  cumprimentar, então, a Heloisa Helena, a Tânia Regina, a Marta Francisca, a Adriana e Áureo. Eu queria entregar a chave para cada uma das famílias que hoje estão recebendo essas 500 moradias. Mas, como isso é muito impossível, entregar para cada uma das 500 famílias, eu cumprimento e abraço cada uma família aqui que recebeu sua chave e que vai morar de forma digna aqui nesse Residencial Volterra, do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Queria cumprimentar um parceiro, um grande parceiro do governo federal aqui na Baixada e em todo o Rio de Janeiro, o nosso governador Pezão.

Queria também cumprimentar o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso e a senhora Tatiane Lima. Vejam vocês que eu concordo com o ministro Kassab, que disse: “vocês têm sorte, vocês têm um governador de primeira e um prefeito de primeira também”. E eles são de primeira porque estão comprometidos com os interesses da população aqui da Baixada e de Duque de Caxias, em especial. E aí o ministro Kassab e eu estamos aqui representando essa parceria que deu certo. Porque dá certo quando a gente consegue mostrar o que foi feito. Deu certo, sim. Nessa parceria nós estamos conseguindo entregar, hoje aqui para as famílias, 500 moradias. Mas não foi só isso que nós fizemos. E aí, antes de dizer o que nós fizemos e estamos fazendo e vamos fazer, eu queria cumprimentar os dois deputados federais que também ajudaram nesse processo - porque nós tivemos, para fazer o Minha Casa, Minha Vida, de aprovar uma lei lá no Congresso. Então cumprimento a deputada Jandira Feghali, uma grande guerreira, e o deputado Washington Reis, que também nos ajudou. Cumprimento a presidenta da Caixa, Miriam Belchior. A Caixa é, também, um instrumento para que a gente possa realizar isso, como está escrito ali, o maior dos sonhos, que é ter a casa própria. Queria cumprimentar também o André Corrêa, secretário de Ambiente do Rio de Janeiro; o Marco Aurélio Damato, presidente do Instituto Estadual do Ambiente; os deputados estaduais Dica, Iranildo Campos, Rosemberg Reis; o vereador Eduardo Moreira, presidente da Câmara Municipal de Duque de Caxias, e queria também saudar os prefeitos aqui: Nelson Bournier, de Nova Iguaçu, Timor, de Japeri, Max Lemos, de Queimados. Queria saudar o Luiz Edmundo Costa Leite, secretário de Planejamento, Habitação e Urbanismo de Duque de Caxias. Queria também cumprimentar os representantes dos movimentos sindicais: Sérgio Abade Neto, secretário-geral dos Petroleiros de Duque de Caxias; Josimar Campos de Sousa, presidente do Sindicato de Construção Civil de Duque de Caxias. Cumprimentar o senhor Régis Pinheiro Gomes, presidente da Emccamp  a construtora que fez as obras aqui no Residencial Volterra. Cumprimentar os senhores jornalistas, os senhores fotógrafos, os senhores cinegrafistas.

Eu queria dizer para vocês que, para mim, mais uma vez, é uma imensa realização estar aqui entregando as chaves dessas moradias aqui em Duque de Caxias. Como essas moradias, eu venho entregando muitas outras pelo Brasil. Agora, aqui hoje, eu tenho um especial orgulho, por quê? Porque eu sei que essa é uma região do estado do Rio, uma região muito importante. Essa região, ela congrega milhões e milhões de brasileiros cariocas fluminenses, e ela tem um grande desafio colocado para mim, para o Pezão e para o Alexandre, que é melhorar a qualidade de vida daqueles que habitam a grande Região Metropolitana, a grande Região Metropolitana do Rio do Janeiro. Por isso que eu fiquei tão satisfeita quando nós inauguramos o Arco Rodoviário. Porque o Arco, ele permite para essa região duas coisas: acesso mais fácil, mas também permite que se desenvolva aqui perto da Região Metropolitana, um conjunto de atividades econômicas que vão gerar emprego, maior desenvolvimento, renda de qualidade e oportunidade para os moradores daqui. Mas eu sei que de todas as coisas que a pessoa necessita, uma delas ela é fundamental, faz parte daquilo que qualquer ser humano busca: o abrigo, o lugar para se abrigar, para construir seu lar, para construir sua família…Daí que a moradia, entre todas, entre todas as infraestruturas - porque a moradia é uma infraestrutura -, a moradia tem um sentido especial. Não só é o melhor dos sonhos, mas é também a maior das realizações. Ter uma casa digna para morar, protege a família, protege a criança, protege os jovens. Daí porque uma das coisas que é importante falar para vocês, hoje, aqui, que vão pegar essa chave, vão abrir a porta e vão entrar para dentro de um sonho que virou realidade, é a seguinte: vamos manter isso. Nós procuramos dar a melhor casa possível, nós procuramos construir aqui a melhor casa possível, contamos com trabalhadores e contamos com os empresários. O governo entrou com os seus recursos, o governo federal colocou dinheiro aqui. O governo estadual e o governo municipal também apresentaram a sua contribuição. Nós pegamos juntos e fizemos isso que eu considero uma obra, que é uma obra de dignidade, antes de ser uma casa com cimento e argamassa.

Então, quero dizer para vocês: sei que muitos de vocês vieram de áreas alagadas, áreas afetadas pela enchente, áreas que foram comprometidas porque não eram adequadas para ter uma moradia e abrigar pessoas com crianças e jovens. Agora não, agora vocês vão ter um outro caminho, um outro destino. É isso que nós celebramos aqui hoje: um outro caminho. É o caminho que começa agora. É o caminho de uma nova vida e de uma esperança forte, baseada na realidade, não baseada em um sonho que nunca se materializa.

Eu tenho muito orgulho de ter hoje no Brasil, já entregues, com as pessoas já com a chave na mão, já tendo mudado para dentro de suas casas com todos os seus bens, os seus filhos, os seus netos… então, eu tenho muito orgulho de ter entregue 2,132 milhões de moradias no Brasil todo.

A primeira boa notícia que ainda está em construção e, portanto, nós vamos continuar entregando ao longo do ano, mais de 1,6 milhão de moradias. Algumas são daqui, daqui de Duque de Caxias, porque nós já entregamos com essas hoje 3,8 mil e faltam 6,5 mil moradias para serem entregues. São quase... são um pouco mais de 10 mil famílias que vão receber, nessa fase, as chaves de suas casas.  Mas aí vem a segunda boa notícia. A segunda boa notícia é qual? É que esse programa vai continuar. Aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de participar do programa, se cadastrar e ter acesso à sua casa própria vão ter, porque nós iremos fazer até 2018, portanto nos próximos quatro anos, mais três milhões de moradias. E quando eu digo que nós vamos fazer, é porque nós vamos fazer. Quero lembrar que logo no início do programa, em 2009 e 2010, inventaram que o programa era um factóide, uma fantasia, uma coisa que não ia acontecer, chegaram a dizer até que era algo que nós estávamos fazendo, eu e o presidente Lula, por causa da campanha eleitoral. Nós começamos fazendo um milhão aí eu fui eleita, nós fizemos mais 2,75 milhões e agora é com essa credencial, é mostrando essa realidade que nós podemos dizer alto e bom som, nós temos sim, não só competência, mas o compromisso com os brasileiros que mais precisam fazer mais três milhões de casas.

Por isso, o Minha Casa, Minha Vida vai ter sim a terceira etapa. Nós estamos olhando e nós estamos agregando ao Minha Casa, Minha Vida 3 tudo que nós achamos que pode melhorar, ficar melhor. Sabe, eu vou lembrar uma coisa aqui: no Minha Casa, Minha Vida 1, o chão não era de cerâmica, o chão era de cimento, aí quando fomos para o Minha Casa, Minha Vida 2 nós vimos que tinha de fazer o chão de cimento.. não, vamos fazer de cerâmica - cerâmica é melhor. Aqui tem muita mulher, todo mundo sabe que um chão de cerâmica a gente mantém, a gente mantém limpo, a gente tem certeza que ele dura. Um chão de cimento não dura. Então, nós melhoramos. Nós melhoramos também porque todas as mulheres aqui, - os homens também, porque homem cozinha - sabem que em uma cozinha é melhor ter azulejo até uma altura acima da pia. Então, nós introduzimos azulejo nas cozinhas. Agora, nós estamos procurando ver todas as melhorias que nós temos de fazer, e aí começar a contratar as três milhões de moradias que nós temos obrigação, de até o final de [20]18, ter elas contratadinhas.

Mas eu quero aproveitar e falar mais algumas coisas para vocês. A primeira coisa que eu me orgulho, sabe, Alexandre, é do programa Mais Médicos, que trouxe 48 médicos do Mais Médicos aqui para Duque de Caxias. O Mais Médicos é outro programa que nós também estamos ampliando. Com o primeiro Mais Médicos, nós atendemos e cobrimos 50 milhões de pessoas. Agora nós expandimos o Mais Médicos. E a boa notícia é que muitos brasileiros médicos aderiram agora ao programa. Então, nós vamos ser capazes de atender, não 50 milhões, mas 70 milhões até o final de 2018.

Tem uma coisa aqui que me orgulha muito: é esse compromisso que nós assumimos, em conjunto, de que a Baixada não vai continuar sem água. Eu venho aqui, eu olho e esse é, talvez, o grande compromisso que nós temos, sabe com quem? Com as crianças da Baixada. Nós temos compromisso com a saúde dessas crianças, de dar a elas acesso à água tratada. Por isso, eu quero dizer para o Pezão, eu fico muito feliz de você, com a sua competência, já ter comprado os seus tubos, a sua tubulação, os seus 800 quilômetros, Pezão. Você só imagina o que são 800 quilômetros de tubulação. Vai daqui até aonde? Até São Paulo, ida e volta, de tubulação. Então, isso para mim é a prova de que nós vamos realizar essa atividade fundamental, que é levar água para as pessoas poderem viver com dignidade.

Eu vou te dizer, Pezão, depois do Minha Casa, Minha Vida, é disso que eu mais me orgulho. Eu quero dizer também, e aproveitar - eu vi que aqui tem gente do Petróleo - e dizer, falar uma palavra aqui sobre a Petrobras. Aqui está a maior refinaria que existe no Brasil, a Reduc. Nesse período, nós investimos R$1,6 bilhão na Reduc. Quero dizer para vocês que habitam aqui, que têm a vida ligada à questão da nossa grande empresa nacional, a maior das empresas, a Petrobras, que a Petrobras está de pé. Que a Petrobras, ela limpou o que tinha de limpar, tirou aqueles que tinham de tirar lá dentro e que se aproveitaram das suas posições para enriquecer os seus próprios bolsos. Mas a Petrobras, ela continua de pé. E mais, vocês podem ter certeza de uma coisa, podem ter certeza de uma coisa: essa empresa, não só ela já deu a volta por cima como ela hoje mostrou a que veio. A Petrobras bateu todos os recordes. Diziam que ela não ia conseguir produzir petróleo tirado do pré-sal. Pois ela chegou a 700 mil barris em tempo recorde. O resto do mundo reconhece isso, tanto é que a Petrobras, por causa da sua capacidade de inovação, pela qualidade de seus funcionários, ela vai receber a maior premiação que o mundo dá para empresas de petróleo, agora nos próximos dias, lá nos Estados Unidos, em Houston. E eu quero falar mais uma coisa sobre a Petrobras: A Petrobras superou esta fase, ela agora vai tomar o rumo.

E vocês podem ter certeza e eu, concordo com aquilo: defender a Petrobras é defender o Brasil. Não se deixem enganar - e olha que eu não tinha visto vocês aí, de laranja, hein… eu acho que vocês têm de ter certeza de uma coisa, mas certeza profunda de uma coisa: a Petrobras é uma empresa que vai nos dar muito orgulho, mas muito orgulho, mais do que ela já deu até hoje. Aqui, em Duque de Caxias, nós temos essa compreensão do papel da Petrobras. Mas eu quero dizer para vocês uma coisa, eu tenho certeza que até onde não tem refinaria no Brasil, no lugar mais distante deste país, tem uma pessoa, tem um conjunto de brasileiros, tem um conjunto de cidadãos que sabem que ela é um dos maiores orgulhos nossos. E se a seleção é a Pátria de chuteiras, como dizia um saudoso fluminense, eu quero dizer que a Petrobras, de macacão, é também a Pátria de macacão e mãos sujas de óleo.
Muito obrigada.

 

Ouça a íntegra do discurso (22min55s) da presidenta Dilma

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