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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de entrega de 1.500 unidades habitacionais dos Residenciais Caminhos do Mar I, II e III, do programa Minha Casa Minha Vida

por Portal Planalto publicado 30/04/2014 18h49, última modificação 04/07/2014 20h22

Camaçari-BA, 30 de abril de 2014

 

Agora vamos dar um bom dia desses de abalar o dia. Bom dia! Ô gente, eu quero dizer que estou muito feliz de estar aqui em Camaçari.

Bom, gente, eu queria começar cumprimentando a Esmeralda, a Ângela, a Aline, a Andréia e a Andréia Oliveira e a Siréia, a Siréia. Olhem vocês, é impressionante como são mulheres com 3 a 4 filhos – eu ia pedir também para dar uma olhada na senhora ali que está falando.

Bom, enquanto eles olham para ver o que aquela senhora está querendo… Bom, mas eu estava dizendo que nós podemos olhar que eram mulheres com filhos que vinham aqui, e aí antes de eu saudar todas as autoridades e as pessoas aqui presentes, eu quero dizer que eu fico muito feliz de ver que o programa Minha Casa, Minha Vida é um programa que trata das crianças e trata das mulheres e das famílias e, portanto, trata de todos os homens e as mulheres deste país. Mas ele tem uma característica que deve nos orgulhar, que é o fato de que no programa Minha Casa Minha Vida, preferencialmente quem recebe a chave, quem recebe o cartão do Minha Casa Melhor são as mulheres, porque são as mulheres aquelas pessoas que cuidam dos filhos, que olham e que dão para os filhos até em benefício deles mas fazendo sacrifícios por elas mesmas. Por isso, é muito bom ver aqui mulheres com filhos, 3, 4 filhos, recebendo o direito a uma casa. Por isso, Esmeralda, Ângela, Aline, Andréa e Andréa Oliveira, Siréia, todas as Marias, todas as mulheres que são beneficiárias dos 1.500, meus parabéns.

Quero cumprimentar nosso governador, Jaques Wagner, que deu ótimos conselhos para os moradores, sendo que o principal eu acredito que é se organizar, se organizar para desfrutar desse condomínio e da nova casa.

Queria cumprimentar o nosso prefeito, Ademar Delgado. O nosso prefeito... a primeira-dama Edla Chagas. Quero agradecer ao prefeito pela parceria e pela hospitalidade que mostra que o povo de Camaçari, o povo baiano é um povo afetivo mesmo.

Queria cumprimentar o ministro das Cidades, Gilberto Occhi.

Queria cumprimentar o vice-governador da Bahia, Otto Alencar, grande parceiro do governo federal nos programas Minha Casa, Minha Vida, Pronatec, todos os programa de educação como creche e dizer que eu tenho muito orgulho também de estar aqui com o ex-governador da Bahia, Waldir Pires. Uma pessoa das mais corretas, íntegras e competentes.

Queria cumprimentar o deputado presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, outro parceiro.

E dirigir uma saudação especial a esse baiano que, como secretário da Casa Civil do governador Jaques Wagner, coordenou toda a relação do governo federal com o governo do estado, Rui Costa. Portanto eu tenho muito orgulho dessa relação com Rui Costa porque nós, de fato, aqui na Bahia tanto no governo do presidente Lula como no meu governo construímos muitas obras. Eu tenho certeza que o governador Jaques Wagner com o apoio do seu secretário da Casa Civil, Rui Costa, deixam um legado para o povo baiano de imensa qualidade. Obras das mais variadas desde obras de mobilidade urbana, como é a solução ali do Largo do Abacaxi, da Via do Abacaxi, Rótula do Abacaxi, que virou, segundo eles, quando eu fui lá inaugurar, uma rota diferente, uma rótula diferente a Rótula do Quiabo, a Rótula que saí abacaxi tranca e o quiabo flui. Agora, até o Minha Casa, Minha Vida, o Pronatec, hoje inclusive, eu tive orgulho de ver mais uma creche excepcional mostrada pelo governador Jaques Wagner e pelo vice Otto Alencar. Então, eu tenho certeza que o que nós fizemos de parceria com os prefeitos, como é o caso do Ademar, resultou em muita coisa boa. Mais principalmente porque todos nós olhamos para as pessoas em primeiro lugar. E em primeiro lugar também por aqueles que mais precisam.

Queria, antes de continuar, convidar para vir aqui para o palco o ex-prefeito Caetano. O Caetano esteve com a gente durante alguns anos aqui nessa parceria que eu acabo de dizer. Não vou chamar os outros prefeitos, e aqui eu me refiro a minha querida Moema, porque também aqui não cabe, não vai ficar um palco cheio de tanta gente que nos ajudou nesse período. Mas receba, viu, Moema, um grande beijo nas duas bochechas.

Queria cumprimentar os deputados estaduais: Álvaro Gomes, Bira Corôa, Fátima Nunes, Luiza Maia e o Oiticica.

Queria cumprimentar o secretário estadual de desenvolvimento urbano, Manoel Ribeiro,

O Jorge Hereda, presidente da Caixa, saudar o superintendente e todos os funcionários da Caixa que ajudam o Brasil, não é só o governo, ajudam o Brasil a fazer esse programa Minha Casa Minha Vida.

A nossa vice-prefeita de Camaçari, tão simpática, a Carmem Siqueira,  o Vereador Teobaldo Ribeiro, presidente da Câmara, o João Bosco, secretário municipal de Habitação, queria cumprimentar o diretor da Gráfico Engenharia, o senhor Carlos Henrique Passos.

Agora eu quero dirigir uma saudação muito especial ao Wilson Carlos Faustino da Cunha, representante dos beneficiários. E queria dizer que de fato um dos programas também que eu mais me orgulho no governo federal é o Viver Sem Limites, porque o Viver Sem Limites reconhece a igualdade de cidadania para as pessoas com deficiência. O Viver Sem Limites defende a acessibilidade e ao fazê-lo não é só acessibilidade física, que é muito importante, mas acessibilidade a todos os serviços públicos, a todos os serviços que estão disponíveis neste país, que têm de ser, sim, adaptados às necessidades das pessoas com deficiência. Por isso, aqui no Minha Casa Minha Vida, nesses condomínios e também em todos os outros do Minha Casa Minha Vida, nós exigimos um percentual, e obviamente no térreo, para as pessoas com deficiência, exigimos as portas adequadas, exigimos as rampas de acesso, e também todos os equipamentos que são necessários, principalmente nos banheiros. Quero dizer que muito me orgulha de ver que escolheram como representante de vocês uma pessoa com deficiência, mostrando que os brasileiros são solidários e percebem como é importante entender que eles podem viver sem limites.

Queria cumprimentar os nossos jornalistas, nossos fotógrafos, os cinegrafistas.

 

Dizer para vocês que Camaçari é conhecida como um dos polos mais importantes, polos industriais mais importantes do Brasil, do Nordeste. E também pelo nome de Arembepe é conhecida como uma das mais bonitas praias deste país. Eu mesmo já passei férias aqui perto e quero dizer para vocês que quem mora ou quem nasceu, como eu, no centro do país, que não tem praia, ou morou no Rio Grande do Sul onde as praias são mais frias, vir aqui em Camaçari, em Arembepe e entrar no mar é um vício porque depois você não quer entrar em nenhum mar frio, o que se torna um grande problema para as pessoas. Mas eu fico muito feliz de estar aqui, nessa outra parte de Camaçari, lançando os residenciais Caminhos do Mar I, II e III.

E fico muito feliz porque um país só consegue se conceber, só consegue pensar “bom, eu sou um país que tem riqueza, mas eu só virarei um país rico se meu povo for rico”, senão não adianta ser rico. Não adianta ser rica uma pequena parte, para o resto todo ser pobre, isso não adianta num país. Por isso que a gente tem de falar que nós queremos uma nação rica, nós queremos uma nação rica, porque para a nação ser rica o povo tem que ser rico.

E nós aqui estamos falando, sim, de riqueza. Sabe por que nós estamos falando de riqueza? Porque a casa é o patrimônio, é o patrimônio, é o maior patrimônio que uma família tem, porque é lá que a família existe, a família existe na casa, a família existe criando seus filhos, existe quando tem as suas relações afetivas, com seus parentes, com seus amigos, na sua comunidade. É assim que nós todos existimos. Por isso é que a casa é lar. A casa é lar é porque a casa é um lugar de afeto, e é também o lugar onde as pessoas e as famílias sonham juntas. É onde um pai e uma mãe olham e falam: “Esse menino tem de estudar, esse menino vai virar doutor”, ou “esse menino vai ter um ótimo emprego”, ou “essa menina tem de casar direito”. Enfim, todos aqueles sonhos que passam pela cabeça de pai, de mãe, de avó, de avô, passam também pelos irmãos, pelos parentes e pelos cunhados. Isso é casa.

Mas essa casa, podem ter certeza, do Minha Casa Minha Vida, é também patrimônio. É o fato de que hoje nós temos aqui 1.500 famílias que têm acesso à riqueza, à riqueza, sim, porque esses apartamentos custaram R$ 57 mil. Eles vão valorizar. Sabe como é que eles vão valorizar sabe como? Eles vão valorizar se vocês fizerem um condomínio e cuidarem dele. Se vocês fizerem aqui no meio jardins, se vocês plantarem árvores, ele se valoriza. E a cada vez que ele se valoriza, nesses 10 anos, quando falarem para vocês o que vocês têm, vocês tiveram o direito de ter a casa própria, a casa de vocês. Aqui você podem abrir a porta, como falou aqui o nosso querido representante Wilson, o nosso querido representante aqui, Wilson, que falou em nome de todos vocês, disse uma coisa, disse assim: “Aí a gente bota a chave na fechadura e torce, e entra sim, com dignidade, mas de cabeça erguida, nesse apartamento”. Nesse apartamento, porque ele agora é de vocês, vocês estão pagando a prestação.

Mas ele é de vocês, e eu sempre falo isso porque acho importante: vocês não devem ele nem ao prefeito, nem ao governador e nem a mim. Vocês devem ele ao fato que o povo deste país paga imposto. Quando o povo deste país paga imposto, vocês pagam imposto, eu pago imposto, ela paga o imposto, todos aqui pagam imposto, o jornalista paga imposto. E vocês me elegem. Eu decido, junto com minha equipe toda, ouvindo a sociedade, em que eu vou investir.

E aí eu quero dizer porque eu investi em Minha Casa Minha Vida: porque havia um rombo, um rombo na habitação popular neste país. Por que um rombo? Porque não se fazia habitação popular neste país, não se fazia. Vamos lembrar qual era a conversa? A conversa era assim: é muito feio o governo... a conversa antiga e bastante fiada, como diz o nosso povo, conversa fiada, mas era assim: porque é que alguém pode ser beneficiário do subsídio gratuito do governo? O certo é solução só de mercado. Solução de mercado significava milhões de brasileiros sem teto, sem casa, sem lar. Isso era solução de mercado. Solução de mercado implica que vocês vão lá no banco, qualquer banco, e fala: “Me empresta aí os 54 mil para mim fazer, para ter uma casa”. E ele te diria: “Ah, é, é? Qual é a garantia que você dá, você tem imóvel?”. Aí você respondia: “Não, não tenho, se eu tivesse eu não estava aqui pedindo dinheiro emprestado para fazer uma casa”. “Ah, mas se você não tem imóvel, qual é a garantia que você dá?” Ai, não ia ter empréstimo, porque você não tinha garantia para dar, e ele te cobraria um juro de mercado. Daí você não conseguiria pagar os 54 mil. O que nós fizemos? Nós temos certeza disso, porque fomos eleitos para fazer isso. O meu governo foi eleito para olhar para aqueles que mais precisam: aqueles que não tinham casa e ainda não têm. E por isso, nós, de fato, destinamos uma parte dos recursos arrecadados dos tributos para fazer o Minha Casa Minha Vida.

Por isso que todo mundo aqui pode entrar na casa de cabeça erguida. De uma outra forma, vocês também pagaram por essa casa. Daí não devem nada a ninguém, devem às suas famílias, à sua comunidade e à organização desse condomínio, e devem ao Brasil, porque este país é grande se nós formos solidários uns com os outros, se nós formos capazes de olhar uns para os outros como aquilo que somos. Nós somos irmãos.

Daí porque eu quero falar outra coisa para vocês. Nós fizemos o Minha Casa Melhor porque, muitas vezes, as pessoas que mais precisam, elas não têm acesso ao crédito. Aí fizemos um cartão. Como é um cartão que é para milhões de pessoas, esse cartão vai beneficiar muito, muito, as empresas que produzem televisão, geladeira, fogão, móveis. Vai beneficiar também todas as empresas que vendem, que vendem e que comerciam, as chamadas empresas do varejo. E vai beneficiar sobretudo as famílias. Vocês não precisam, é óbvio, se você não tiver essa geladeira que o Jaques Wagner fala, que está amarrada com elástico ou está segurada pela porta, se a sua geladeira for boa, você não precisa de trocar. Se a sua televisão não é igual a uma televisão que eu tive, que tinha antena – vocês lembram delas – e que a gente botava bombril, se a sua televisão for decente, você também não precisa de comprar. Agora, se o seu filho não tem computador, vai lá e compra. Se a sua televisão é de bombril, vai lá e compra. Você poderá pagar em condições que você não encontra no mercado, não encontra.

E aí, eu estava ali, com o vice-governador, e o Jaques estava falando que vocês têm de barganhar, porque vocês têm o cartão, porque eles não podem cobrar além do preço que acertaram com o governo federal e com a Caixa. Mas o vice me contou uma coisa muito interessante, me disse o seguinte, que lá no sertão o pessoal olha para o cartão, quando vai na loja, e começa a falar: “Quanto é que o senhor vai me cobrar por isso, por aquilo?” E a pessoa, o dono da loja, o gerente, começa a conversar, o nosso sertanejo lá, diz: “Olha, o dinheiro está escutando”. Aponta para o cartão e mostra que o dinheiro está escutando. Quando o dinheiro escuta, gente, é uma sorte, porque aí a gente pode barganhar e barganhar.

Então, eu fico muito feliz com esse programa Minha Casa Minha Vida. E queria dizer para vocês, também, que eu estou muito feliz com um outro programa que eu faço questão de falar para vocês. Primeiro aqui, em Camaçari: nós temos uma boa parceria, iniciada com Caetano, continuada com o Ademar, e que é a ampliação dos serviços de saneamento e de oferta de água.

Conto uma outra historinha para vocês. Eu já estava como chefe da Casa Civil do presidente Lula, e aí um funcionário graduado da Fazenda, mais especificamente do Tesouro Federal, quem controla o dinheiro, veio muito feliz para mim e disse: “Olha, ministra, nós conseguimos aprovar uma liberação do Fundo Monetário Internacional para que a gente invista 500 milhões no Brasil inteiro. Vejam bem, naquela época a gente estava submetido ao Fundo Monetário Internacional, logo depois o Lula pagou, e nós nunca mais dependemos do Fundo Monetário Internacional. Mas não foi só isso, não. Os 500 milhões dele eram uma coisinha à toa para o Brasil, era água que desaparecia na areia.

Então, eu estou contando isso porque aqui em Camaçari nós estamos investindo 561 milhões, que equivale a todo o dinheiro que o Brasil tinha para saneamento e água em 2005. Aí eu quero dizer também que, por isso, as obras de urbanização da bacia do rio Camaçari têm condições de andar para frente.

Quero falar também das escolas. Eu acho que escola é algo que nós todos aqui temos de defender. Daí por que aqui nós temos de olhar para onde as crianças vão para a escola. Então eu tenho certeza que será construída aqui creche e escola para todos os meninos daqui. Nós temos orgulho, aqui em Camaçari, com o prefeito, de ter 57 escolas em dois turnos aqui no município, e que já oferecemos 12 mil vagas, matrículas para jovens no Pronatec.

E queria falar também dos médicos que Camaçari pediu, os dois médicos do programa Mais Médicos. Um já chegou e o outro chega na próxima semana, e a gente cumpre o que o prefeito pediu. Mas é bom lembrar que no Brasil são 14 mil médicos, 14 mil médicos, e que são 14 mil médicos espalhados pelo Brasil, em 3.866 municípios, atendem 49 milhões de pessoas ao longo de um ano, ou seja, dão cobertura de saúde para 49 milhões de pessoas.

Por isso eu também estou muito feliz de estar aqui com um programa desse tipo, e em toda a Bahia. Em toda a Bahia também fico feliz de a gente estar este mês cumprindo a meta. E isso significa mais de 4 milhões de pessoas com cobertura aqui, na Bahia. Aliás, aqui na Bahia, junto com São Paulo, São Paulo, vejam vocês, o estado mais rico do Brasil, foi o que, em números absolutos, mais pediu médicos. Mas aqui, a Bahia, tem um número muito significativo que vai dar cobertura para mais de 4,5 milhões de pessoas, aqui na Bahia.

Eu queria finalizar dizendo para vocês o seguinte: ao longo dos anos, sempre que houve qualquer problema no mercado internacional, qualquer problema com qualquer economia desenvolvida, mais cedo ou mais tarde, como é o caso sempre, os efeitos disso atingem os países que não tinham crise e que não produziram a crise. Até aí é algo que a gente entende. O que a gente não entende? É que quando chegava a crise aqui, quem é que pagava o pato da crise? Pagava o pato da crise o povo brasileiro. Obviamente, as camadas mais ricas não pagavam o pato. Por que pagavam? Porque quando a crise vinha, eles vinham com a necessidade de fazer medidas impopulares, medidas impopulares que significavam o arrocho salarial, o arrocho, o não aumento de salário e também a redução do emprego. Significava sempre isso: diminui o salário e diminui o emprego. Quero dizer para vocês que conosco não, a gente pode falar igual ao povo da minha cidade falava: “Mas não mesmo, violão”. Não tem vez, não será o povo que paga por isso no Brasil, por quê? Porque não é necessário, nem nunca foi necessário.

Aqui nós temos a maior taxa de emprego em toda a história brasileira, 4,8 milhões novas vagas de emprego com carteira assinada. Nunca houve essa taxa de criação de empregos, o que resulta no seu oposto: chegamos à menor taxa de desemprego. E também o nosso salário, a nossa renda real tem crescido 70%. Muitas vezes se pinta a realidade com cores negras para se aproveitar das circunstâncias. Nós não vamos deixar este país novamente cair nas tradicionais políticas de arrocho salarial porque não é necessário, não é necessário que o povo brasileiro passe por isso. O Brasil tem todas as condições de enfrentar qualquer crise internacional, porque tem US$ 376 bilhões de reservas. A poupança do povo brasileiro é US$ 376 bilhões. Tem a inflação sob controle. Em alguns momentos, a seca e crises específicas aumenta o preço dos alimentos. Logo depois, isso diminui. A inflação média do Brasil, nos meus três anos de governo, se comparada com outros governos, é a mais baixa. Além disso... Ah, comparado com os outros governos nos primeiros 3 anos. Do governo antes do Lula a inflação média chegava a 12%.

Além disso, eu quero dizer para vocês que nós temos recursos e não vamos interromper nenhum programa social porque alguém queira. E o dinheiro que este país tem é para ser gasto com a sua população, e será gasto com sua população.

Muito obrigada a todos vocês.

 

Ouça a íntegra (35min13s) do discurso da Presidenta Dilma