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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de entrega da Estação de Bombeamento EBI-2 e de 45 Km de Canal do Eixo Norte, do Projeto de Integração do Rio São Francisco - PISF - Cabrobó/PE

por Portal Planalto publicado 21/08/2015 20h31, última modificação 21/08/2015 20h33

Cabrobó-PE, 21 de agosto de 2015

 

 

Eu quero fazer agora uma saudação especial aos trabalhadores e às trabalhadoras que construíram essa obra. E que vão continuar construindo os trechos que faltam. Nós todos, aqui, vamos dar para vocês uma salva de palmas, porque foram vocês que realizaram esse feito.

Queria cumprimentar o governador Paulo Câmara, governador aqui de Pernambuco,

Queria cumprimentar o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Farias,

Queria cumprimentar a vice-governadora do Ceará, a Maria Izolda Cela de Arruda. Para nós é muito importante estarmos aqui, juntos, os governadores que vão beneficiar-se com essas obras aqui da integração do São Francisco.

Quero cumprimentar também os ministros, os ministros que tiveram uma relação com essa obra. Primeiro, o ministro Gilberto Occhi, da Integração Nacional, que está sendo responsável por essa obra muito importante nos dias de hoje. Mas quero também cumprimentar o ex-ministro da Integração, Francisco Teixeira, que colocou também aqui seu trabalho. E o senador Fernando Bezerra Coelho,  ex-ministro da Integração, também, que ajudou a fazer essa obra. Quero cumprimentar a Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento e Combate à Fome. Quero cumprimentar o nosso pernambucano e ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, o nosso querido Armando Monteiro.

Cumprimento ainda a senadora Fátima Bezerra,

O senador, ex-ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves,

O senador Humberto Costa,

E o senador Zé Pimentel,

Cumprimento os deputados federais aqui presentes: o José Guimarães, líder do governo na Câmara; o Alberto Cavalcanti, o Beto Rosado, o Fernando Monteiro, o João Fernando Coutinho, José Maria Macedo, a Luciana Santos, o Caio Maniçoba, Odorico Monteiro, o nosso Silvio Costa e o Zeca Cavalcante - o Silvio Costa é gostado aqui, hein?

Queria cumprimentar também o senhor Auricélio Menezes Torres, prefeito de Cabrobó,

Cumprimentar o senhor Oswaldo Garcia, secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração,

Queria dirigir um cumprimento especial ao magnífico reitor Julianeli Tolentino de Lima, da Univasf, Universidade Federal do Vale do São Francisco,

Queria cumprimentar o João Paulo Lima e Silva, superintendente da Sudene,

Queria cumprimentar o Maurício Muniz, secretário nacional do PAC,

Queria dirigir um cumprimento, também, ao presidente da Mendes Junior, Murilo Mendes,

Queria dirigir um cumprimento especial, especial, aos representantes da sociedade civil aqui presentes: ao Cícero Santos, das Vilas Produtivas Rurais; ao Antônio Nestor, representante das comunidades rurais e presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais de Cabrobó. Quero também cumprimentar ao Neguinho Truká, das etnias indígenas; cumprimentar a Joana Angélica da Silva,  das comunidades quilombolas, cumprimentar o Adailton Cardoso, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra,

Quero cumprimentar os senhores jornalistas, os senhores fotógrafos e os senhores cinegrafistas.

 

Vocês não vão acreditar, mas há exatamente um ano, no dia 21 de agosto de 2014, eu estive aqui quando a - você me deu um abraço, isso aí. Eu já dei outro hoje -, quando a água do São Francisco começou a fluir em direção à essa Estação de Bombeamento. Eu estive aqui com uma pessoa que foi responsável pelo início dessa obra, por ela ter sido iniciada e concebida. E por eu estar hoje aqui realizando essa cerimônia. Quem é? Vamos falar juntos: Luiz Inácio Lula da Silva.

Naquele dia, naquele dia, eu queria dizer para vocês que nós já ficamos impressionados com a chegada da água. Mas a gente achou que ainda era pouca água. Agora, nós ficamos ainda mais admirados com a grandiosidade dessa subestação que está aqui ao lado. Essa estação de bombeamento - e ainda estava em construção a subestação de energia. Mas essa estação aí de bombeamento, nós ficamos admirados. Admirados com a grandiosidade da obra. Porque essa obra não é só o canal. Essa obra também é essa estação de bombeamento, porque a bomba tira a água daqui, do nível do rio, e leva ela lá para cima usando energia elétrica. E aí nos disseram que essa estação tinha 12 metros e que, além disso, ela significava que a água saía daqui, como se entrasse num elevador, subisse 35 [36] metros e entrasse lá no canal, para poder trazer a água para o resto de todo esse eixo, que é o Eixo Norte.

Bom, tudo nesse projeto é grande, tudo é grandioso e tudo é complexo. O presidente Lula, de fato, queria muito inaugurar essa obra, queria muito. E eu assumi com ele o compromisso de que nós iríamos juntos inaugurá-la. E nós iremos inaugurá-la. Porque ela vai ficar pronta ainda no ano de 2016. E eu quero estar aqui, com ele, em dezembro inaugurando essa obra.

Agora, é bom que a gente conte para todo mundo o tamanho dessa obra,  porque muita gente falava: “Isso não sai do papel”. Pois saiu do papel, pois saiu do papel. São 477 quilômetros de canais, quase 500 quilômetros de canais; são nove estações como esta aí, como esta, são 27 reservatórios, quatro túneis e 14 aquedutos. Junto de cada uma dessas estações vai ter uma subestação de energia. Porque é a energia elétrica que eleva a água 35 [36] metros. Então, tudo nela é grande. Mas tem uma coisa que é a mais importante. Vocês podiam me perguntar: “Qual? qual? qual?” Pois bem, qual? É que ela vai beneficiar 12 milhões de pessoas. Porque a gente mede uma obra não pela quantidade de concreto que ela tem, não pelo tamanho dos andares, mas por quem ela beneficia. E ela beneficia 12 milhões de brasileiros e brasileiras diretamente, em 390 municípios do Nordeste. Para vocês terem uma ideia, 12 milhões é mais do que a população do Paraguai e do Uruguai somadas. Então, é como se fosse... como se a gente tivesse, dentro do Brasil, um Paraguai e Uruguai e esse Paraguai e Uruguai fossem beneficiados com essa obra de integração do São Francisco.

Eu quero dizer para vocês que para mim é hoje muito emocionante ter apertado lá o botão e ter visto a água jorrar. E saber que essa água já está jorrando e andando quase 46 quilômetros, quase 46 quilômetros. Se a gente pensar, 46 quilômetros é uma coisa bastante importante. E aí eu quero dizer para vocês: essa obra, ela vai beneficiar toda essa população de 12 milhões. Agora, ela não podia deixar de beneficiar quem? As comunidades que vivem aqui em torno do canal. Não podia deixar de beneficiar essas comunidades.

Por que  que eu estou falando isso? Porque uma obra, como eu disse para vocês, ela tem, ela tem de beneficiar a população. É para população que a gente faz uma obra dessas. Então eu quero dizer para vocês, para gente ter uma ideia, 80 mil pessoas serão beneficiadas nas pequenas comunidades que vivem em torno desse canal. São comunidades de agricultores, de pequenos agricultores rurais, de assentados da reforma agrária, populações quilombolas e populações indígenas. Serão beneficiadas por essa obra. Nós fizemos uma parceria com os governadores. A parceria que nós fizemos com os governos é para que a gente possa assegurar que essa obra tenha o acesso das populações que vivem em torno.  Porque seria um horror se o canal passasse e quem vive perto do canal não tivesse água, dai porque fizemos a parceria com os governadores. Nós garantimos os recursos, os governadores farão a obra e operarão a obra. O nosso querido governador aqui de Pernambuco, o Paulo Câmara, ele é o primeiro governador da parceria porque a obra começa aqui em Cabrobó, mas governadores do Ceará, do Rio Grande do Norte, Robson Faria, o Camilo e o governador da Paraíba, o Ricardo Coutinho, nós vamos fazer as mesmas parcerias com eles. Elas estão adiantadas. Porque nós queremos que o resultado da oferta da água seja imediato. Além disso, queria dizer para vocês que hoje nós vivemos um momento histórico. Nós vivemos um momento histórico, porque essa obra a primeira vez que ela foi concebida, me disseram que foi ainda quando Dom Pedro II era Imperador  do Brasil. E que teve um vereador, teve um vereador… um deputado do Crato, no Ceará, que tinha sugerido a obra. Então vocês vejam que tem 150 anos que essa obra não saia do papel.

Hoje, por que nós temos de comemorar? Porque nós estamos comemorando 150 anos depois. Ela é uma realidade.

Trabalhadores e empresários são responsáveis pela construção dessa obra. Eu cumprimento a todos aqui presentes que contribuíram para fazer um túnel - aqui está um dos empresários, o (incompreensível), que fez o túnel. Cumprimento os trabalhadores que participaram da construção do túnel, cumprimento a cada um de vocês que participaram do esforço para que essa obra tivesse esse resultado.

Nós tivemos, ao longo desse período, de enfrentar algumas dificuldades. E superamos essas dificuldades. E vamos continuar garantindo que, até o final do ano de 2016, ela esteja pronta.

Queria contar uma coisa para vocês: data, os primeiros relatórios que havia seca aqui na região do Nordeste, eles são do século 16. Ou seja, há mais de quatro séculos nós sabemos que essa região, ela sofre de seca. O objetivo dessa obra é ajudar a nós brasileiros, nordestinos, a conviver com a seca. Impedir que a seca ocorra, nós não podemos impedir. Só Deus pode impedir que não tenha ou tenha chuva. Agora, o que nós podemos fazer e fizemos? Nós podemos armazenar a água. Nós podemos trazer a água de um lugar e colocar em outro e garantir que, na hora da seca, a gente possa recorrer àquela água. O rei deu uma mãozinha viu? Porque o rei pelo menos falou que tinha de fazer.

Bom, mas aí eu queria dizer para vocês que há, nessa obra também, uma questão de vontade política. O que é isso que eu quero dizer? Eu quero dizer porque que eu sempre me refiro ao presidente Lula. Eu me refiro nessa obra ao presidente Lula pelo seguinte. Porque é uma obra que esteve colocada, como possibilidade, durante essa quantidade de ano, 150 anos. Daí precisou que um nordestino fosse eleito presidente. Que esse nordestino tivesse sido expulso, praticamente, da sua casa e tivesse, aqui em Pernambuco, e tivesse vindo para São Paulo e soubesse o preço, o custo, em termos de vidas, em termos de perspectiva de futuro e esperança que a seca impunha para a população do Nordeste. E ai, a vontade de fazer foi muito importante. Por isso eu sempre me refiro a ele. Ele teve papel decisivo para que essa obra ocorresse. Daí porque, eu quero dizer uma coisa para vocês: garantir que nós sejamos capazes de resistir à seca é um conjunto de ações. Várias adutoras que nós já estamos fazendo. Por exemplo, nós estamos fazendo, vou citar algumas para vocês, nós estamos fazendo, já concluímos a primeira etapa da adutora do Pajeú e a adutora do Oeste, aqui em Pernambuco. Os trechos 1 e 2 do Canal do Sertão Alagoano, em Alagoas,  a primeira etapa da adutora do Algodão na Bahia, o Eixão das Águas no Ceará, o Sistema Adutor do Congo,  na Paraíba, o sistema Piaus, no Piauí, o sistema Adutor do  Siridó, no Rio Grande do Norte. Todas essas obras se integram com essa grande: a nossa estratégia de que nós vamos conviver com a  seca e vamos ser capazes, de quando a seca vier, manter a vida praticamente normal. Esse é o nosso objetivo. Conviver com a seca é saber que mais cedo ou mais tarde ela chega. Mas, quando chegar, ela não nos pega sem proteção. É isso que nós queremos com esse canal de integração do São Francisco. E aí, se a gente imaginar uma árvore, o tronco da árvore é esse canal e os galhos mais fortes são essas adutoras. Mas os galhos é justamente essas obras que temos de fazer para as comunidades, para todos aqueles que vão se abastecer de água de boa qualidade. E aí queria dizer para vocês uma outra coisa: o Rio São Francisco é importante demais para o Brasil. Quando a gente sobrevoa o Rio São Francisco e vê que ele está tão baixo, as águas estão tão baixas, a gente pensa na seca. Mas a gente também tem outra coisa que nos temos que pensar, o rio tem de ser revitalizado. Nós não podemos achar que um rio com essa importância, com essa grande importância para a imensa população que vive aqui em cima do Nordeste, da Bahia para cima, não, não de Minas Gerais para cima, essa população pode deixar de considerar que o rio é uma das riquezas e um dos maiores patrimônios que nós temos. Por isso, tem de conservar o rio. Tem de proteger o rio. Nós dedicamos R$ 2,5 bi em proteção e conservação de nascentes, recomposição de matas ciliares, saneamento ambiental, esgoto e lixo e combate a processos erosivos. Todas essas quatro coisas fazem parte dessa iniciativa de revitalização. E revitalização não é mais nada do que o rio tem de viver. O Rio São Francisco tem de ter viva, recompor mata ciliar é algo fundamental para que ele não sofra além da seca. O rio também tem de ter essa dedicação, esse cuidado, porque daí que nos tiramos a riqueza, também, porque a água é condição para a vida. E é condição para produção, é condição para a criação, é condição para a agricultura,  é condição para tudo. Daí, eu quero dizer para vocês que a gente já investiu, desses R$ 2,5 bilhões, em torno de R$ 1.700 bilhão, em torno de 70%. E eu determinei ao ministro da Integração e ao ministro do Planejamento que eles apresentem, além disso, um plano de garantia da revitalização para os próximos dez anos. Porque eu quero deixar explicitado esse compromisso com a conservação do Rio São Francisco.

Eu quero dizer a vocês que nós temos um grande empenho em mudar uma situação de desigualdade que havia entre as regiões do País. E mudar também uma situação de desigualdade que havia entre a população do País. Nós tivemos um grande esforço para garantir que o Brasil tivesse uma pobreza menor e não tivesse miséria. Nós também nos esforçamos para desenvolver o Nordeste e o Norte do País, que eram tradicionalmente as regiões que não eram olhadas, para as quais não se destinava recursos. Esse projeto faz parte dessa visão de reequilibrar o País. Mas queria dizer pra vocês que é muito importante, também, perceber que o Brasil é integrado por um população trabalhadora, uma população que corre atrás, uma população que luta para ter seus direitos,  para ter suas oportunidades. Não é, não é muita gente fala que é o Estado que deu. Não é isso, não é assim que a gente tem de olhar as coisas. Quem luta e quem consegue é o povo. O que que o governo tem de fazer? Tem de fazer com que essa luta seja uma luta  mais igual. Tem de garantir as oportunidades, ele tem de garantir que ninguém que vai correr uma corrida, tenha 50 metros de vantagem e o outro não tenha os 50 metros de vantagem. Porque quem sair na frente vai ganhar e outro vai perder. Igualdade de oportunidade é garantir, por exemplo, que as crianças tenham acesso à creche desde pequeninhas. É garantir que muito mais pessoas tenham acesso à universidade, é garantir que as pessoas tenham Mais Médicos, é garantir que as pessoas possam  ter acesso à casa própria.

Eu acho que, nos últimos anos, algumas coisas dessas ocorreram. Eu vou falar aqui.de algo que é muito importante, que é a interiorização das universidades. E vou falar, porque tem uma universidade que nós construímos, e expandimos,  que é  a Universidade do Vale do São Francisco. E nós construímos essa universidade justamente no Vale do São Francisco, juntando vários estados da federação, se não me engano três estados, tá aqui o reitor, o estado do Piauí, não é reitor? O estado de Pernambuco e o estado da Bahia, são três estados. Essa universidade, está aqui o reitor, ela faz parte disso, do programa de interiorização das universidades brasileiras, que antes só ficavam nas grandes cidades.

E nós queremos que as pessoas que vivem no interior tenham oportunidade de se educar. Eu estou falando nisso porque, essa semana, nós fizemos uma conta. A gente queria saber, com essa conta, quantos alunos novos chegariam ao ensino superior no Brasil, chegariam a uma universidade. Porque muita gente está dizendo: ”Aa, eles estão passando dificuldades e vão então acabar com acesso à universidade”. Não é verdade isso. Na nossa conta, e é uma conta precisa, feita com o Ministério da Educação, 906 mil brasileiros, ou seja quase 1 milhão de brasileiros no ano de 2015, vão ter acesso à universidade através dos programas do governo federal. Ou seja, do acesso às novas universidades públicas, dos acessos à universidade privada através do Prouni. Do acesso à universidade privada através do Fies. E isso é muito importante e ai eu quero dar uma boa notícia, o  reitor vai me permitir que eu dê  uma boa notícia. Nós temos aquele programa Mais Médicos. Aquele programa Mais Médicos era um programa, e ainda é um programa, que está dando muito certo. Porque os prefeitos , o prefeito de Cabrobó, os prefeitos por aqui tudo não tinham um médico, muitos municípios não tinha nenhum médico para atender a chamada atenção básica, onde 80% dos problemas de saúde são resolvidos.

Nós queremos, achamos que a saúde não está bem. Queremos melhorar a saúde, então fizemos um programa Mais Médicos que, como a população não pode esperar,  usava médicos brasileiros e médicos que vieram de outros países, entre eles, Cuba. Esses médicos hoje estão nos municípios, estão atendendo 63 milhões de brasileiros que, antes, não tinham atenção médica. É um grande esforço que foi feito, mas a gente quer que sejam médicos brasileiros que venham atender. Nós tivemos esse período de transição, mas queremos que aumente o número de médicos. Como se aumenta o número de médicos? Tem de aumentar o número de cursos de  medicina. E ai aonde é que nós aumentamos o curso de medicina que nós escolhemos e classificamos como adequada para ter um curso, uma faculdade de medicina? Quem? a Univasf, a universidade do Vale do São Francisco. Por que isso? Porque  é importante que o médico também se forme, que seja médico daqui. O médico daqui tem mais possibilidade de ficar aqui, de casar aqui, de namorar aqui, de ficar aqui. E nós queremos justamente que os médicos do Brasil  atendam as populações do interior, das periferias de capital, dos quilombolas e a população indígena. Então, é por isso que falei pra vocês.

Quero falar ainda de uma outra coisa. Eu tenho certeza que tem muita coisa que falta pra gente fazer. Eu quero dizer para vocês que, assim como na casa de vocês às vezes vocês têm algumas dificuldade com o orçamento de vocês, o governo federal também teve. Mas, assim como vocês escolhem aonde que vocês vão apertar o cinto, nós também. E nós não vamos apertar o cinto nos programas que são essenciais para esse País seguir em frente. Que são os programas sociais e os programas como esse aqui. Quero dizer para vocês que eu dei hoje, aqui, alguns exemplos de como a gente tem de se esforçar para fazer as coisas. E falta muita coisa para fazer. Mas eu garanto a vocês que vou continuar trabalhando dia a dia, todo santo dia. E vou ter um foco. O meu foco é que o Brasil não tenha mais aquela situação, que nós víamos em todo o passado, que eram os nordestinos saindo do Nordeste para conseguir oportunidade fora do Nordeste. Nós queremos que as oportunidades, porque é isso que um governo faz. O governo tem de assegurar oportunidades iguais. Quando vocês virem um governo ele tem, você tem de olhar o seguinte, ele tá assegurando oportunidades iguais? Isso que nós nos esforçamos por fazer, assegurar oportunidades iguais.

Cada pessoa é diferente da outra, mas as oportunidades é que têm de ser iguais. As oportunidades têm que ser iguais. E daí eu quero dizer pra vocês:  eu sei que esse projeto do São Francisco é um sonho antigo. Eu sei que veio lá de Dom Pedro,  como nós já vimos, lá do deputado que é do Ceará, do Crato, nós sabemos disso, nós sabemos que precisou de um presidente nordestino, o Lula, para que esse projeto andasse. Nós sabemos de tudo isso, mas eu quero dizer para vocês uma coisa,  eu tenho certeza, absoluta certeza que juntos, nós todos aqui e todos os brasileiros de boa vontade, as brasileiras de boa vontade, nós vamos mudar essa história. Mas aqui, aqui mesmo, nesses canais aqui, nós sabemos que junto com a água ela também vai fluir a esperança que nós temos de ter no nosso País. Tem de fluir também a certeza que nós temos que esse País, vai ser um país cada vez mais próspero. Temos dificuldades? Temos sim, ninguém  tem de tampar o sol com a peneira,  mas não é a forma de achar que está tudo ruim, não é a forma pela qual a gente constrói canal. A gente constrói canal encarando a dificuldade de frente e  ultrapassando a dificuldade com muita força no coração e com muita esperança.

Um abraço para vocês, um grande beijo para vocês.

 

Ouça a íntegra (35min39s) do discurso da Presidenta Dilma Rousseff

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