Você está aqui: Página Inicial > Mandatos de Dilma Rousseff (2011-2015 e 2015-2016) > Discursos > Discursos da Presidenta > Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de assinatura do chamamento público para reconstrução da região serrana do Rio de Janeiro

Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de assinatura do chamamento público para reconstrução da região serrana do Rio de Janeiro

por Portal do Planalto publicado 03/06/2011 18h02, última modificação 25/06/2014 08h53
Na cerimônia, que acontece às 15h30, no Palácio Guanabara, a Presidenta assina o chamamento público para a construção de 6.874 empreendimentos na região, contratos para recuperação e reconstrução de 97 pontes e para a contenção de 66 encostas das áreas afetadas

 

Rio de Janeiro-RJ, 03 de junho de 2011

 

Obs: Este áudio contém falhas e será substituído posteriormente.

 

... mas eu queria cumprimentar o nosso governador Sérgio Cabral, o vice-governador Pezão, e dizer para vocês que é muito importante que, no Brasil, se consolidem parcerias tão fortes como esta que existe entre o governo federal e o governo do estado. É uma parceria de sangue, já. E quando a gente divide dificuldades, como essa que ocorreu na região serrana, parece que a gente vai ficando, inclusive, mais próximos.

Queria cumprimentar também a ministra Miriam,

O ministro Luiz Sérgio,

Cumprimentar o nosso Regis Fichtner,

E queria saudar os prefeitos: o prefeito Laerte Freitas, de Areal; Paulo Barros, de Bom Jardim; Demerval Barbosa, de Nova Friburgo; Paulo Mustrangi, de Petrópolis; Adilson Faraco, de São José do Vale do Rio Preto; Juarez Gonçalves Corguinha, de Sumidouro; e o Jorge Mário, de Teresópolis. Cumprimentá-los porque também eles demonstraram uma grande capacidade de luta diante daquela imensa adversidade que se abateu sobre a região serrana.

Queria cumprimentar também os senhores empresários, que demonstraram também essa solidariedade cívica, tão decisiva para momentos como aquele que nós enfrentamos em janeiro.

Eu queria dizer a vocês – e aqui fazer um testemunho – da competência e da dedicação das pessoas com as quais eu convivi naquele momento. Eu queria fazer esse reconhecimento da dedicação do governador Sérgio Cabral, e da emoção que eu sinto, até hoje, quando eu lembro da atitude do Pezão, ficando lá na região, não se afastando da região. E quero dizer para vocês que o Pezão, ele superou uma série de dificuldades para entrar em contato com o governo federal, no primeiro dia. Para vocês terem uma ideia, ele me ligava de uma padaria, e aí eu conversava com o Pezão (falha no áudio) gente que lida com a questão pública, quando as pessoas dedicam o melhor de si, diante de situações de catástrofe que atingem os moradores, os brasileiros e as brasileiras que moram nessas regiões. Porque diante da catástrofe, muitas pessoas se sentem impotentes e inativas (falha no áudio) tinha toda a determinação para enfrentar o problema porque era muito difícil.

Quando você enxerga os dramas pessoais, quando você vê pessoas que perderam entes queridos não desistirem, nesses momentos também esses exemplos se tornam muito fortes para cada um de nós.

E, na região, a gente percebe a força desse povo que, diante da catástrofe, não desiste nunca e sai atrás, tentando resgatar seus entes queridos.

Eu queria dizer que, para mim, é muito importante estar hoje aqui e ver que nós começamos a segunda etapa desse processo, porque a primeira etapa era resgatar as pessoas, era impedir - como o Ítalo fazia - que o processo continuasse e atingisse mais vidas humanas. Era também tirar as pessoas de áreas de risco.

Esta segunda etapa, que é a reconstrução, eu acho que ela tem dois aspectos que são muito importantes: um deles é que nós não podemos mais permitir que as pessoas fiquem nas áreas de risco porque, se ficarem nas áreas de risco, não há prevenção, não há contenção de encosta que segure o desastre. Daí porque eu estou muito feliz de estar aqui e parece, Pezão, que a conta é mais de 7 mil casas e, contando com as doações, dá em torno de quanto, Pezão? Sete e seiscentos. Sete [mil] e seiscentos unidades habitacionais. Elas significam que essas pessoas não vão mais estar em áreas de risco. Nós tivemos momentos extremamente tensos, quando a gente sabia que, se continuasse a chover naquela proporção, o desastre poderia ser maior.

Então, ao ver, hoje, que nós estamos conseguindo dar início a um projeto com soluções, com terreno já escolhido, com todos os procedimentos... porque as pessoas olham e acham que, quando uma obra demora a começar, sabe, Sérgio, é porque ninguém fez nada. Pelo contrário, a obra, a hora em que ela começa, uma parte do... nós já subimos e descemos duas vezes o Everest da burocracia e da solução de problemas.

Então, hoje, eu fico muito feliz porque está solucionado um dos processos mais difíceis, que é esse que dá início à obra. Então, eu quero dizer, assim, do fundo do coração: Parabéns ao estado do Rio de Janeiro, aos prefeitos, por nós termos conseguido esse feito.

A segunda questão é que eu acho que agora também certas obras para além da habitação, que é a contenção de encostas e depois será a drenagem – e eu estava aqui conversando com a Miriam – nós temos, dentro do PAC 2, que está sendo aberto já, nós temos recursos para drenagem. E vão ser muito importantes drenagem e contenção de encostas. Eu acho que, nesse segundo momento, são obras de maior vulto, e isso será muito importante para aquela região.

Além disso, eu considero que a reconstrução das pontes é um processo que tem de ser acelerado, porque ele implica até na mobilidade das pessoas saindo e entrando na região.

Então, eu queria saudar, assim, o governo do Rio e os prefeitos. Acho que nós demonstramos que somos capazes de tomar medidas de reconstrução, e teremos de ser capazes também de acelerar essas medidas, que são preventivas.

E queria comunicar aos senhores que nós estamos, aceleradamente, construindo a nossa Central de Prevenção de Acidentes e Desastres. Eu, inclusive, falei ontem com o presidente do Banco Mundial, porque nós queremos, com o nosso processo já em andamento, também ter aporte de experiências de outros países – porque eles têm – no sentido de aprimorar o nosso sistema. E saber que a gente também só terá um sistema de prevenção de acidentes e desastres naturais nesse processo de cooperação.

Não há como sem... em um país continental, em que a Federação é um elemento essencial, nós tenhamos condições de fazer prevenção de desastres e acidentes sem essa relação que nós estabelecemos de uma forma, eu acho assim, exemplar: União, estado do Rio e municípios.

Gostaria de concluir e dizer para vocês o seguinte: Nós vamos estar também, até metade deste mês, lançando o Minha Casa, Minha Vida 2. Nós começamos o Minha Casa, Minha Vida 1 com 1 milhão de moradias; vamos fazer o Minha Casa, Minha Vida 2 com 2 milhões de moradias. E aí eu saúdo os empresários brasileiros, que demonstraram que são capazes. Porque, logo no início, eu recebi, até... Durante a crise, nós resolvemos acelerar o processo de construção de moradias que, ao mesmo tempo em que melhorava a vida das pessoas, aumentava os empregos. E, aí, eu fui conversar com os empresários, Sérgio, e eles me disseram o seguinte: “Não, nós conseguimos fazer só 200 mil”. E, hoje, 200 mil, para nós, é um número que o setor da construção civil brasileira demonstrou que faz de uma forma extremamente tranquila, porque nós contratamos 1 milhão. Duzentas mil é mais ou menos o que sairá por mês, ou de dois em dois meses, neste país, nos próximos anos, porque agora o desafio é maior: nós vamos contratar, até 2014, 2 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida, sendo que para a população de zero a três [salários mínimos] nós iremos ter em torno de 1 milhão e duzentas.

Então, é algo que será muito importante. E nós vamos lançar. Tem várias alterações, eu não vou dizê-las aqui, porque senão eu lanço aqui. Tem várias alterações, melhorias, faz parte do aprendizado, na segunda etapa de um Programa, você melhora ele. Então, nós temos várias inovações neste Programa.

Eu queria agradecer ao Sérgio, dizer que foi muito importante essa minha agenda aqui. A gente vem lá de Angra, lançando a Plataforma P-56, que é um exemplo de que este país pode produzir plataforma.

Governador Sérgio Cabral: Mas, Presidenta, em meados de julho nós já teremos condições de mostrar ao país essa parceria com a senhora, com o governo federal, desde o presidente Lula e, agora, com a senhora, inaugurando, em julho, mais de 800 residências em Angra dos Reis, atendendo a todos os desabrigados de Angra dos Reis. E os sete prefeitos da região serrana estão especialmente convidados para se inspirarem e verem como o governo da presidenta Dilma trata o povo do Rio de Janeiro e os desabrigados, lá em Angra dos Reis. 

Presidenta: Finalizando, então, eu queria dizer que hoje foi um dia muito produtivo para nós, e muito simbólico. Acho que o Brasil mudou, e que nós vamos trilhar esse caminho da mudança, principalmente quando nós somos capazes, também, União, estado e município, de construir um Programa de parceria, como é o programa Brasil sem Miséria, que quer eliminar a miséria do nosso país e nos transformar, de fato, numa grande nação.

Muito obrigada.

 

Ouça na íntegra o discurso (12min40s) da Presidenta Dilma.