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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de assinatura de contrato de concessão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves - Confins/MG

por Portal Planalto publicado 07/04/2014 12h05, última modificação 04/07/2014 20h21

Confins-MG, 07 de abril de 2014

 

 

 Bom dia a todos.

Eu queria iniciar cumprimentando aqui o ministro Moreira Franco, da Secretaria de Aviação Civil.

O ministro da Educação, Henrique Paim.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauro Borges.

            E o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.

            E o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann.

            Queria cumprimentar os deputados federais George Hilton, Miguel Corrêa, Newton Cardoso.

            Cumprimentar o deputado estadual Elismar Prado.            Cumprimentar os prefeitos: o companheiro Márcio Lacerda, de Belo Horizonte, grande parceiro; e os prefeitos aqui presentes, o Geraldo Gonçalves dos Santos, Pezão, de Confins – tem outro Pezão lá no Rio de Janeiro –; o prefeito, doutor Fernando Pereira, de Lagoa Santa; queria cumprimentar a prefeita de Pedro Leopoldo, Heloísa de Tadeu; e o prefeito de Vespasiano, Carlos Murta.

            Cumprimentar o presidente da Anac, Marcelo Guaranys.

            Cumprimentar o presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

            E cumprimentar o presidente, o diretor-presidente da concessionária do Aeroporto Internacional de Confins, Paulo César de Souza Rangel.

            Dirigir um cumprimento todo especial aos representantes das empresas que fazem parte da concessionária: a minha queria Ângela Gutierrez, da Andrade Gutierrez; o da Camargo Corrêa, Luiz Ortiz Nascimento; da CCR, o Renato Alvez Vale, da operadora do Aeroporto de Munique, Thomas Bayer; da operadora do aeroporto de Zurique, o Martin Schmidler.

            Queria cumprimentar também os empresários, executivos dos setores de aviação aqui presentes,

            Cumprimentar os jornalistas, os fotógrafos e os cinegrafistas.

Esta cerimônia, ela marca mais um passo na transformação do setor aeroportuário brasileiro. Nós temos, no setor, uma grande empresa que é a Infraero. E essa grande empresa, que é a Infraero, está fazendo parcerias estratégicas com concessionários que têm, são integrados por empresas nacionais e empresas estrangeiras. O objetivo deste modelo é, de fato, providenciar a modernização do setor, um setor que tem crescido extraordinariamente e que reflete uma característica do nosso modelo de crescimento econômico, que é o fato de que é um modelo que incluiu milhões de brasileiros.

Quando nós elevamos para a classe média 42 milhões de brasileiros e tiramos da pobreza extrema em torno de 36 milhões de brasileiros, nós criamos um mercado que demanda serviços e que cria também todo um processo de necessidades novas. As pessoas que não viajavam nesse país, 10 anos atrás, hoje viajam. As pessoas que vieram do Nordeste para o Sudeste voltam para visitar suas famílias no Piauí, no Ceará, no Rio Grande do Norte. As pessoas do Sul do país, com imensa curiosidade em relação às praias belíssimas do Nordeste, vão passar as suas férias no Nordeste. Todas essas pessoas que nunca tiveram acesso ao avião, que nunca tiveram acesso a viagem rápida neste país continental passaram a ter.

Então, o que aconteceu com o país? Esse processo de distribuição de renda, ele foi mais rápido do que o processo de melhoria da infraestrutura. E nós agora estamos criando as condições para que isso ocorra o mais rapidamente possível. Aí, nos interessa duas coisas: primeiro, nos interessa ter acesso ao que há de melhor na gestão aeroportuária, porque essas pessoas, elas querem cada vez mais, elas querem melhor serviço aeroportuário, elas querem que as suas malas sejam acessadas o mais rapidamente possível, querem um trânsito dentro do aeroporto, que seja o mais fluido, o mais suave, o mais rápido, querem, enfim, um padrão de atendimento da melhor qualidade. E qual é a nossa obrigação como gestores? A nossa obrigação como gestores, governo federal, governos dos estados e prefeituras é garantir o melhor serviço público possível.

Para isso, nós temos de fazer duas coisas: introduzir o que há de melhor nos padrões internacionais de gestão aeroportuária, e isso temos feito. Vejam vocês que, de fato, as empresas que fazem a gestão aeroportuária em Zurique e Munique são consideradas empresas de alta qualidade, estando nos primeiros lugares internacionais. A mesma coisa se dá com o aeroporto do Rio de Janeiro, do Galeão, onde a Changi, de Cingapura, também é considerada uma das melhores empresas. E nos demais aeroportos isso também fica claro, tanto no aeroporto de Brasília, como no de Viracopos e o de Guarulhos. A mesma coisa acontece com essa iniciativa que é completamente diferente desse processo de concessão, que é com o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Lá é um aeroporto que começa do zero, ele não existia, está sendo construído para operar, praticamente, uma zona livre de exportação.

Mas, no que nós estamos fazendo aqui hoje, coincide ascensão econômica de milhões com a sua demanda por serviço aeroportuário, com a nossa necessidade, também, de dar um passo além e qualificar cada vez mais a nossa empresa Infraero, empresa de Infraestrutura Aeroportuária. Por quê? Porque esse processo de concessão faz parte de uma visão da necessidade do Brasil de ter aeroportos regionais. Nós utilizaremos essas outorgas aqui obtidas para investir nos aeroportos regionais do país. São 270 aeroportos regionais que estão planejados e em processo de execução, com apoio do Banco do Brasil, tanto no que se refere aos projetos financeiros como de engenharia.

Para a gente ter uma ideia, em 2013, 100 milhões de passageiros desembarcaram nos nossos aeroportos. Então, necessariamente, nós vamos ter de dar um salto de qualidade na gestão. Para isso, essas concessões são fundamentais, e essas concessões vão trazer, justamente, este saber. Nós, aqui em Confins - o 5º maior aeroporto do país -, tivemos uma movimentação de passageiros, no ano de 2013, de 10,4 milhões de passageiros, o que mostra a força... e esse é um crescimento que cresce à taxas que, no passado, se chamariam de asiáticas, em torno de 10%.

Por isso, as parcerias que nós temos feito são muito importantes, e os resultados dos leilões mostram e evidenciam isso. Os concessionários vão lucrar, necessariamente, com a exploração dos espaços comercias, com a melhoria dos serviços, com todas aquelas iniciativas necessárias para garantir que esse espaço se transforme num verdadeiro espaço aeroportuário. As companhias aéreas também vão se beneficiar, porque vai melhorar o fluxo e, portanto, vai haver maior rapidez.

A Infraero continua controlando 49% dos aeroportos e vai se beneficiar ao absorver todas as inovações de gestão.

E eu queria dizer que essa relação entre a concessionária privada, que é composta por empresas nacionais e internacionais, será extremamente benéfica para o país pela diversidade de experiências que serão absorvidas. Eu aproveito aqui para me dirigir também aos funcionários da Infraero, daqui de Confins e de todo o Brasil. O nosso propósito é que a Infraero se expanda, e se expanda no sentido qualitativo da palavra. Queremos ela como protagonista desse processo de modernização, e a paixão dos servidores, vai fazer com que esse trabalho seja melhor, seja melhor executado.

Com isso tudo nós temos um conceito muito claro, que é o conceito de parceria, de compartilhar ganhos, de compartilhar experiências, enfim, de garantir mais eficiência e mais conforto. Por isso, a expansão, a melhoria, a modernização do Aeroporto Tancredo Neves vai trazer também grandes ganhos para a economia mineira, e aqui eu digo para toda a região. Na verdade, o Aeroporto Tancredo Neves, o Aeroporto de Confins é um aeroporto geral, é um aeroporto geral no sentido que ele beneficia o conjunto da economia mineira. Obviamente, afeta de forma especial e qualitativa aqui essa região: Confins, Lagoa Santa, Vespasiano, Belo Horizonte e toda a região. Mas também cria aqui todas as condições para se ter um parque, uma retaguarda que vai beneficiar as indústrias e os serviços da economia mineira, além de permitir uma qualidade que está à altura do que exige a sociedade deste estado. Ele será portanto, cada vez mais, âncora para atrair investimentos, para atrair toda a sorte de serviços.

Eu também quero destacar aqui que nós estamos investindo nesse processo de aeroportos regionais no sentido de assegurar a construção de uma rede também de viagens regionais e, para isso, o governo está disposto a estruturar um processo no qual se utilize de subsídios para assegurar que haja aeroportos espalhados pelo Brasil inteiro, em especial aqui em Minas Gerais, que nós estamos planejando com 33 aeroportos regionais a serem bancados com essa nossa política global de aeroportos. Então, a nossa política é clara: nós vamos fazer parceiras, através das concessões vamos realizar os investimentos urgentes e necessários ao país, e também vamos focar nos aeroportos regionais.

Por isso, eu acredito que, junto com o que está sendo feito nos grandes aeroportos desse país, Minas Gerais e o aeroporto de Confins não podiam ficar de fora. Teria de fato de ter acesso a grandes investidores. E a qualidade que representa essa concessão chamada aeroporto... esse aeroporto de Minas Gerais, essa concessão. E eu queria parabenizar e dizer para o nosso gerente, que agora vai ser o responsável, que sempre um trabalho de parceria é mais fácil. Então, que o senhor utilize, sim, todos os recursos que a Infraero tem e a experiência que ela tem, que o senhor utilize também, eu acho, todos os recursos que as concessionárias que dão suporte a este aeroporto, elas oferecem para nós. E fico feliz, o senhor pode ter certeza, porque eu acho que é um passo. Nós estamos dando um passo na direção da qualidade e, o que é melhor ainda, na direção da quantidade de serviços, que daqui para frente, é inexorável que o seu aeroporto preste.  Até porque tem planejado para ele todo um crescimento de demanda.

Eu acredito que o potencial de demanda, tanto na retroárea do aeroporto, quanto também em todos os serviços que possam ser prestados internamente é muito maior do que a gente tem noção. Mesmo porque nos outros aeroportos a demanda que é atendida é de uma população que teve, durante anos e anos a fio, acesso a serviços comerciais, a prestação, enfim, aquela grande quantidade e diversidade de serviços que as populações que atingem um patamar de consumo têm.

Então, eu acredito que o aeroporto no Brasil vai ter papel de fornecer e atender as demandas novas que o nosso povo tem, a demandas novas.

Por isso, eu tenho certeza que é um projeto com grande futuro, mas mais do que um grande futuro, com grande e pressionado presente, é urgente atender a melhoria na qualidade do serviço. Por isso eu desejo a vocês muito bom trabalho.

 

Ouça a íntegra do discurso (16min44s) da Presidenta Dilma