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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de anúncio de ações para o semiárido e entrega de máquinas a municípios da Bahia

por Portal Planalto publicado 29/04/2014 18h57, última modificação 04/07/2014 20h22

Feira de Santana-BA, 29 de abril de 2014

 

Boa tarde. Boa tarde. Eu queria, primeiro, dirigir aqui um cumprimento especial a todos os moradores de Feira de Santana, a todos os baianos, a todos os brasileiros. Alagoinha.

Dirijo também um cumprimento especial aos nossos prefeitos aqui presentes, aos prefeitos, às prefeitas, porque a Bahia tem muitas prefeitas.

Quero também dirigir um cumprimento aos secretários municipais, aos senhores vereadores, a todos aqueles que participam da gestão da prefeitura, aos funcionários de todas as prefeituras que estão aqui presentes.

E queria saudar também os agricultores, familiares, os produtores rurais, os pequenos produtores rurais que estão aqui hoje nessa cerimônia.

E aí eu queria dizer para vocês que eu agradeço a parceria e passo também a falar de uma grande parceria que nós temos aqui na Bahia com o governador Jaques Wagner. Essa parceria que temos aqui, que nós desenvolvemos, ela é fundamental e mostra a força da união que nós conseguimos quando a gente faz essa parceria, apesar do Jaques Wagner ter levantado e ir ali fora, na hora que eu estava falando dele, vocês viram, na hora. Não, ele é meu amigo, então a gente perdoa. Os amigos a gente perdoa quando eles levantam e saem por aí. Mas eu estava falando justamente da importância dessa parceira. Ninguém faz as coisas sem equipe ou faz as coisas sozinho. Não existe isso. Principalmente quando nós somos governo de mudança, porque mudar não é fácil. Mudar, implica que a gente saiba que às vezes há um obstáculo, e que daí você não tem de se atemorizar diante do obstáculo, você tem de enfrentar, superar e continuar mudando, melhorando o país. Por isso é que eu quero dizer que essa parceria aqui na Bahia entre o governo federal e o governo do estado foi muito importante, e tem sido muito importante. A parceria também que nós fazemos com os prefeitos e com as prefeitas, a parceria que nós fazemos com instituições como a ASA, a parceria que nós fazemos com os movimentos sociais.

Então, eu queria saudar também uma pessoa muito importante para mim aqui na Bahia, que é presidenta das Voluntárias Sociais, a minha querida amiga Fátima Mendonça.

Cumprimentar o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, que nos recebe aqui hoje com tanta fraternidade.

Eu saúdo também os ministros que me acompanham aqui -, porque hoje nós começamos com essa cerimônia, mas ainda temos uma formatura do Pronatec e uma entrega de 1.200, mais de 1.200 casas do Minha Casa, Minha Vida. Então, eu saúdo a Tereza Campello, que falou aqui para vocês, que é ministra do Desenvolvimento Social e do Combate à Fome; o ministro Miguel Rossetto, que também falou na entrega das máquinas, das retro, das motos, dos caminhões caçambas, da pá carregadeira e de todas as máquinas; o ministro da Integração, Francisco Teixeira, responsável por todos os programas de infraestrutura hídrica; o ministro Henrique Paim, da Educação; o ministro Gilberto Occhi, das Cidades.

Cumprimento um outro parceiro fundamental aqui na Bahia, que todos vocês do interior e da capital conhecem, o vice-governador Otto Alencar. O vice-governador Otto Alencar tem sido uma pessoa comprometida nesse esforço conjunto que nós fazemos de levar o desenvolvimento às pessoas, levar o desenvolvimento a todas as regiões da Bahia e criar, justamente, essa política de convivência com a seca, que é muito diferente do combate.

Queria também agradecer o deputado Marcelo Nilo pela sua cooperação, o presidente aqui da Assembleia Legislativa.

Agradecer aos deputados federais aqui presentes pelo que ajudam o governo federal lá em Brasília: a deputada Alice Portugal, Daniel Almeida, Fernando Torres, José Rocha, José Nunes, Josias Gomes, Luis Alberto, Luiz Argôlo, Nelson Pelegrino, Waldenor Pereira e Valmir Assunção.

Eu queria dirigir um agradecimento todo especial ao deputado Rui Costa. Esse cumprimento se deve ao fato que, como secretário da Casa Civil nos últimos anos, ele foi o coordenador das ações de convivência com a seca no semiárido nordestino e aqui em especial na Bahia. Ele foi um grande parceiro para todas as realizações que nós fizemos em conjunto com o governo do estado.

Cumprimentar também o Jorge Hereda, presidente da Caixa e responsável pela execução de vários programas do governo.

Cumprimentar o presidente do Banco do Nordeste, Nelson Antonio de Souza.

Quero também agora dirigir um cumprimento especial aos prefeitos, presidentes de associações.  E em nome deles cumprimentar mais uma vez os prefeitos: o Antônio Carlos Paim Cardoso, que é prefeito de Amélia Rodrigues e também presidente do Consórcio Portal do Sertão; o prefeito de Quixabeira, Eliezer Costa de Oliveira, que é presidente do consórcio Bacia do Jacuípe; o prefeito de Serrinha, Osnir Cardoso, presidente do consórcio Consisal; o prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, presidente do consórcio Chapada Forte.

Mais uma vez cumprimento a todos os participantes dos governos municipais.

Queria cumprimentar também o presidente da Petrobras Biocombustível, Alberto Oliveira Fontes Júnior.

Cumprimentar os representantes dos movimentos sociais: o Naidison de Quintella Batista, coordenador nacional da Articulação do Semiárido Brasileiro, a ASA, presidente da Associação Programa 1 milhão de Cisternas. Ao cumprimentá-lo, agradeço pela parceria que nós temos desenvolvido nos últimos anos.

Cumprimento o Cláudio Bastos, presidente da Fetag Bahia,

O senhor Rosival da Silva, do Fórum da Agricultura Familiar,

A Elisângela, da Federação da Agricultura Familiar, a FETRAF,

O Ubiramar Bispo dos Santos, coordenador nacional da Rede de Colegiados Territoriais.

Cumprimento também os senhores jornalistas, os senhores fotógrafos e cinegrafistas.

 

Primeiro, eu quero dizer que eu estou muito feliz de estar aqui em Feira de Santana, que é a segunda cidade mais populosa da Bahia. E, sobretudo, é um grande centro econômico cultural, e uma encruzilhada logística, rodoviária, ferroviária, e que será, sem dúvida nenhuma, um dos grandes locais de crescimento do Nordeste do país. Nós aqui estamos no principal entroncamento rodoviário do Norte e do Nordeste brasileiro. Cruza aqui a 101, a 116 e a 324, junto com várias rodovias estaduais. É de fato o Portal do Sertão. É também a princesa do Nordeste.

E eu quero dizer que eu estou falando isso porque por aqui passaram milhares e milhões de retirantes ao longo da nossa história. Por aqui muitas pessoas que abandonavam o Nordeste saindo das condições de abandono que a seca, na época, condenava o povo brasileiro, passavam, sofridos, olhando ainda um pouco para trás, mas já se interrogando qual que seria a minha vida no resto do país. Agora, nós estamos vendo que aqui passam nordestinos voltando para casa. Voltando para o Nordeste. Nós queremos que continue a passar por aqui aqueles que voltam para o Nordeste, porque encontram no Nordeste e no semiárido, uma situação de oportunidades, uma situação de melhoria de vida, e uma nova visão do que é a seca.

Eu queria usar as palavras do Neidson e dizer o seguinte: de fato, é muito estranho que aquele pessoal que mora lá no Norte do planeta passe, todos os anos, por uma brutal situação de neves intensas, que destrói completamente a produção, que se eles não recolherem os bichos e a criação, morre tudo de frio. Como é que, ao longo de anos, de meses, de séculos, conviveram com a neve e superaram a neve, construindo civilizações desenvolvidas? A mesma coisa nós achamos que é possível fazer nos semiárido. Até, vou dizer para vocês, com uma força maior, com uma força maior.

Daí porque nós estamos aqui, hoje, com dois atos que parecem diferentes, mas, na verdade, eles têm a mesma raiz, que é essa convivência. As máquinas são porque os municípios precisam, para escoar sua produção, precisam de ter autonomia. Então, uma retroescavadeira, motoniveladora, um caminhão-caçamba para aqueles municípios que não são do semiárido e, para os municípios do semiárido, mais uma pá carregadeira e um caminhão-pipa. Para eles terem autonomia para construírem suas estradas, por onde passa aquele caminhão amarelinho que estava há pouco na tela... aquele caminhão, não, aquele ônibus amarelinho que estava na tela, e é o ônibus que leva as crianças para a escola, passa ambulância do Samu, que um dos prefeitos me pediu, passa, enfim, as pessoas que moram nessas regiões, e beneficiam os produtores rurais. Beneficiam, no semiárido, aqueles municípios que vão precisar de cisternas, que é outra coisa que nós estamos fazendo aqui, tratando daquilo que se chama segurança hídrica. Porque, para conviver com a seca é necessário segurança hídrica. Muito bonita a fala do presidente da ASA, que disse: “Olha, a água era propriedade de uns poucos, agora nós estamos distribuindo a água”. Nós estamos distribuindo a água com cisternas.

Eu acredito que esse esforço nosso de cisternas é o maior esforço feito para que a gente chegasse a uma situação, no semiárido, de resolução da convivência com a seca. Vejam vocês, nós já conseguimos chegar, no meu governo, na marca dos 500 e poucos. No governo Lula, foi mais de... foi 350. Nós vamos chegar no fim do ano com 750 mil no meu governo, mais os 350 mil do governo Lula, nós conseguimos fazer, nesse período, 1 milhão de cisternas, 1 milhão de cisternas. É importantíssimo que o produtor tenha lá a cisterna, tanto para consumo dele como essas novas que nós estamos construindo, para a produção, para ele poder ter uma horta, para ele poder ter uma produção de palma forrageira, de palma forrageira, para alimentar o seu rebanho, que ele, enfim, tenha condições de, perto da sua casa, na sua propriedade, ele tenha acesso a esse bem que é igual ao princípio da vida: a água.

Agora, nós não achamos que é necessário fazer só uma coisa. É preciso fazer várias coisas. Daí porque, em segurança hídrica, nós temos de fazer também grandes obras. E aqui eu quero dizer para vocês que nunca, no Nordeste, se investiu tanto em segurança hídrica com grande obra, obra estruturante. São R$ 33 bilhões. Em que obras eu estou falando? Não estou falando só da interligação do São Francisco. Até porque para cada real, 1 real que nós gastamos no São Francisco, a gente gasta 3 reais nessas outras obras.

Então, eu vou falar para vocês quais são essas obras. São obras importantes para todos os estados do Nordeste, muito importante. Elas consistem, por exemplo, no Ceará, no Eixão das Águas e no Cinturão das Aguas. Elas também têm uma característica: elas são obras que vão garantir que os estados do Nordeste tenham uma situação de conforto hídrico e de segurança hídrica. E aí, vou ler para vocês quais são: as adutoras de Piaus e de Bocaina, no Piauí; Adutora do Alto Oeste e Seridó, no Rio Grande do Norte; Canal da Vertente Litorânea, na Paraíba; Ramal do Agreste, Adutora do Agreste do Pajeú, em Pernambuco; Canal do Sertão Alagoano, em Alagoas; Adutora do São Francisco, em Sergipe; Adutora do Algodão e a do Feijão, como exemplos aqui, na Bahia.

Então, nós temos o programa de cisternas e o programa de segurança hídrica. É importante vocês saberem que aqui, no Nordeste, tem mais obra de segurança hídrica que nos estados mais ricos da Federação, e que têm problema de abastecimento de água, por falta dessa política feita pelos estados do Nordeste, que se precaveram, aprenderam e estão construindo soluções estruturantes. Queria dizer também para vocês que revitalizar o rio São Francisco beneficia todos os estados, e que isso é muito importante para o Nordeste.

Além disso, nós temos de mudar a segurança produtiva, produtiva. Daí porque, no meu governo, nós lançamos, mesmo considerando a seca mais brava dos últimos 50 e, às vezes, dos últimos 100 anos, nós lançamos um programa Safra do Semiárido. Por que eu lancei um programa Safra do Semiárido?  E que a partir de agora, que melhorou as condições, que começou a chuva, graças a Deus começou a chuva, nós vamos ter de implantar? É o seguinte: durante a seca, nós tivemos de trazer, aqui para o Nordeste, e ainda continuamos trazendo milho do resto do Brasil e, inclusive, em alguns momentos, importamos milho para trazer aqui para o Nordeste. Nós temos de saber agir para a segurança produtiva. Eu fiquei muito feliz de ver que a decoração aqui, hoje, é com palma forrageira, porque essa planta verde, ela é uma das mais importantes fatores de segurança produtiva aqui. A gente tem de plantar palma forrageira para garantir a segurança da alimentação da nossa criação.

Mas, sobretudo, nós temos de agir – e aí eu cumprimento o governador por esse ato que nós fizemos aqui, no final, em que foi dada a palma forrageira, a semente de milho, e vinha, gente, vinha um bodezinho, porque o bode é fundamental, e aí o pessoal não deixou botar o bode, porque falaram que não ia ser o bode na sala. Eu acho que não seria o bode na sala, porque aqui não é um lugar fechado. O bode podia ter vindo, e o bode é um símbolo, um símbolo de uma produção que mostra a força da resistência que não está só nas pessoas, está na natureza e nos animais.

Quando a gente vê aquela fala do nosso grande autor dos sertões, que diz o seguinte: “O nordestino é, antes de tudo, um forte”. Ele está mostrando que o nordestino é capaz de conviver e, além de conviver, eu não vou falar derrotar, eu vou falar superar, superar a seca. É isso que nós temos de fazer aqui: nós temos de superar a seca. Daí a importância do bode, sim, daí a importância da cabra, sim, daí a importância da palma forrageira, sim. Eu acredito que nós espalhamos cisternas por todo o Nordeste. E cada vez que eu voo sobre uma parte do Nordeste, vejo aqueles pontinhos brancos, eu tenho certeza que pontinho branco no céu é estrela, mas, graças a Deus, na Terra, é cisterna.

Queria dizer para vocês também que várias coisas foram feitas para a gente chegar num momento de maior segurança social. Eu falei da segurança hídrica, falei da segurança produtiva, quero falar da segurança social. Uma das coisas que mais orgulha o meu governo é que nós atravessamos a pior seca dos últimos... tem gente, já falei, que diz dos últimos 100 anos, há um acordo mínimo que é dos últimos 50 anos, e não houve invasão de supermercado, não houve aquela fome horrorosa, porque ninguém desenvolve só com obras. Tem de ter ações para as pessoas, ações que beneficiam as pessoas. Aí eu quero lembrar, sim, do Bolsa Família, mas quero lembrar também do Bolsa Estiagem. E quero anunciar aqui, hoje, que nós prorrogamos a Bolsa Estiagem para que as pessoas tenham condições de passar por esse período de transição da seca para a chuva sem sofrer solavanco na sua vida.

Lembro também do Minha Casa Minha Vida, lembro do Pronatec, lembro da quantidade de investimentos que o governador Jaques Wagner atraiu para a Bahia, e que significou empregos, uma maior quantidade de empregos. Então, essa segurança social, eu quero dizer para vocês, que ela também é forte. Nós não vamos voltar atrás, e eu tenho certeza que o povo brasileiro não vai retroagir, voltar atrás, desistir disso que nós conquistamos: a maior redução da desigualdade social em nosso país. Da maior criação de empregos que o Brasil teve, nos últimos anos, nos últimos 3 anos e 4 meses do meu governo, nós criamos 4 milhões e 800 mil novos empregos. Esse é um processo que tem a ver com a segurança social.

Outro processo que tem a ver com a segurança social é que nós não, diante da crise internacional, nós não fizemos e nem adotamos a alternativa conservadora. Qual é a alternativa conservadora que sempre, diante das crises, os governos adotavam, no Brasil, os governos mais conservadores. Era muito simples: recaía o peso da crise nas costas do trabalhador, e dê-lhe arrocho salarial, e dê-lhe perda de direitos, como fizeram na Europa e nos Estados Unidos. Nós passamos pela crise garantindo emprego e garantindo, por exemplo, a valorização do salário-mínimo. Nós passamos pela crise sem adotar aquelas medidas tradicionais, que significaram sempre que a conta era apresentada para o trabalhador, para o pequeno produtor, para a classe média do país.

Então, aqui no nosso querido Nordeste, sem o qual o Brasil não é um país desenvolvido. Sem o desenvolvimento do Nordeste o Brasil nunca será um país desenvolvido. É por isso que a gente tem de desenvolver, mas eu quero dizer justamente isso: a conta sempre foi paga pelos trabalhadores e pelos mais pobres. Mas, gente, vamos lembrar também que a conta era paga pelas regiões mais pobres do país. Na época, a conta era paga pelo Norte... mais pelo Norte e pelo Nordeste.

É isso que hoje nós estamos aqui comemorando não ter acontecido. Chegar a 500 mil cisternas, 540 mil, implantar 750 mil cisternas é um ato de afirmação. Primeiro, é possível conviver com a seca. Segundo, é direito do cidadão que mora no semiárido, não é favor do governo. É essa mudança de ótica, é essa afirmação de cidadania que eu acho que faz a diferença.

            E eu queria finalizar falando uma coisa para os prefeitos. Eu estou muito feliz aqui na Bahia porque uma outra coisa também nós conquistamos nos últimos tempos. Eu estou falando do programa Mais Médicos. Eu sei que para os prefeitos do interior, para a população do nosso país que vive na periferia das grandes cidades e das regiões metropolitanas, no interior do Brasil, no Norte, no Nordeste, mas também lá na periferia de São Paulo, não tinha médico. Então, eu estou muito orgulhosa porque esse mês nós chegamos aos 14 mil médicos, necessários para dar cobertura para 49 milhões de brasileiros. E é bom que a gente lembre sempre: no posto médico, você consegue resolver 80% dos problemas de saúde que uma pessoa tem ao longo da vida, problemas do tipo de pressão alta, diabetes, asma, um acompanhamento da gestante, o pré e o pós-natal. É possível fazer, quando você tem médico que atenda as pessoas no posto médico. E essa atenção tem de ser humana, o médico tem de encostar na pessoa, ele tem de tratar a pessoa como um outro ser humano. Aliás, eu acredito que nós temos hoje um padrão importante de atenção médica com esses 14 mil médicos que vieram para o Brasil ou que vieram do Brasil para o programa Mais Médicos.

E quero dizer para vocês que, finalizando, segurança hídrica, segurança produtiva e segurança social são os três eixos que permite que a gente possa enfrentar qualquer desafio, inclusive a convivência com a seca. Por isso, quero dizer para vocês, finalmente, que eu tenho certeza, quando eu venho aqui no Nordeste, não só desse imenso calor humano que eu vejo não só aqui, mas também quando eu ando pelas ruas e que o povo diz, como falou o Jaques: “Ói ela”. Eu gosto muito do “Ói ela”. O “Ói ela” mostra uma coisa que é fundamental: presidente e povo têm de ser próximos, tem de ser participantes dessa mesma sensação. Somos brasileiros, somos baianos, agora, também faremos a melhor Copa do Mundo. E aí, vitória para nós dentro e fora dos estádios. Um abração para todos.

 

Ouça a íntegra (34min49s) do discurso da Presidenta Dilma