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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de anúncio da ampliação do Programa Brasil Sorridente e mutirão de próteses dentárias

por Portal do Planalto publicado 10/08/2012 13h12, última modificação 04/07/2014 20h12
A meta do programa é, até 2014, levar mil novas Unidades Odontológicas Móveis (UOM) às regiões mais necessitadas do país. O alcance da meta aumentará em mais de cinco vezes a capacidade de atendimento, com frota atual de 181 veículos

Rio Pardo de Minas-MG, 10 de agosto de 2012

 

Eu queria agradecer aqui essa recepção, que é uma recepção extremamente fraterna, extremamente calorosa.

Eu queria também agradecer a vocês todos porque eu estou com muita alegria de estar aqui. Estou com alegria de estar aqui porque eu nasci aqui no estado de Minas Gerais, e volto, com muita alegria, aqui para estar aqui em Rio Pardo de Minas.

Rio Pardo de Minas, para mim, representa uma volta às minhas origens, representa a volta, o encontro àquilo que os mineiros têm de mais caloroso, que é essa capacidade de transmitir sentimentos. Por isso, eu estou muito feliz de estar aqui.

Queria cumprimentar aqui o governador do estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia.

Queria cumprimentar o prefeito de Rio Pardo de Minas, Antônio Pinheiro da Cruz.

E a nossa querida Gláucia Coelho Cerqueira da Cruz, por intermédio de quem eu cumprimento todos os cidadãos aqui de Rio Pardo.

Cumprimentar o nosso ministro Alexandre Padilha e a ministra Tereza Campello, e também o mineiro Fernando Pimentel, o nosso querido Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral, e a ministra Helena Chagas. Todos esses são ministros que me acompanham aqui nesta viagem.

Cumprimentar o deputado federal José Silva,

O bispo diocesano de Janaúba, Dom José Ronaldo Ribeiro.

Cumprimentar a secretária de Saúde, e dizer à secretária de Saúde que eu fiquei extremamente impressionada com o nosso CEO hoje. Essa parceria que nós fizemos aqui.

Queria também saudar os cidadãos lá de Santo Antônio da Platina, os cidadãos de Ananindeua, de Caxias de Sul, de Água Branca, e através deles cumprimentar também todos os profissionais da área de saúde, todos os dentistas, todos os agentes de saúde, que são responsáveis pela saúde da população desses municípios.

Cumprimentando a Jussara Maçareli, a Alessandra Amaral Barbalho, o Raul Viggioli, o Antonio Francisco de Oliveira Filho, eu saúdo a todos eles.

Queria também cumprimentar aqui o senhor Lúcio Costa, presidente da Suggar.

Cumprimentar também os jornalistas, os fotógrafos e os cinegrafistas.

Eu queria também, aqui, dizer para vocês que esse é um momento muito especial para mim. É um momento muito especial porque eu acho que aqui se demonstra uma coisa: quando se faz e quando se tem a responsabilidade de dirigir um país, nós temos de olhar quem? Nós temos de olhar as pessoas deste país. Neste país em que as pessoas são o centro, é um país onde se pode fazer a política pública mais correta.

No passado ninguém olhava para a pessoa de uma forma completa. E aí, a gente tratava aqui no Brasil de várias coisas, mas esquecia que um dos elementos fundamentais para identidade de uma pessoa é ela ser uma pessoa inteira. Daí porque a importância que no Brasil Sorridente nós damos à saúde bucal, aos dentes e nós olhamos, não mais a pessoa como uma parte, uma pessoa que tem uma doença, mas olhamos o que pode dar saúde integral para ela, o que pode dar felicidade e o que pode dar sentido de plenitude na vida.

Assim, uma coisa que eu queria compartilhar com vocês é que eu assisti e presenciei o empenho do presidente Lula e o incomodo que ele tinha quando ele via um cidadão do nosso país, um brasileiro, um irmão, ou uma brasileira ou uma irmã sem os dentes. Por que isso? Porque nós precisamos de uma coisa importante no nosso país, que é a nossa autoestima. Olhar para nós mesmos e saber que esse país conta, fundamentalmente, conosco. Que ele conta conosco para enfrentar tantos os desafios como para assegurar que ele cresça, que ele distribua renda, que as pessoas mais pobres sejam atendidas. Esse é o país que tem de ser feito para a maioria de seus habitantes. Não pode ser feito só para uma parte dele. Tem de olhar o que é mais importante no país, e aí atendê-lo.

Nós, hoje, estamos enfrentando uma crise no mundo. O Brasil sabe, porque tem os pés no chão, que ele pode e ele vai enfrentar a crise e passar por cima dela, assegurando emprego para todos os brasileiros.

O que o meu governo vai fazer, e isso ele vai fazer, é assegurar empregos para aquela parte da população que é a mais frágil, que não tem direito à estabilidade, que sofre porque pode e esteve, muitas vezes, desempregada. Nós não queremos isso. Nós queremos todos os brasileiros empregados, ganhando seu salário e recebendo serviços públicos de qualidade.

Hoje, eu estava vindo para cá e me disseram que aqui mil e duzentas crianças, de zero a seis anos, saíram da extrema pobreza pelo Brasil Carinhoso. Por que o que é o Brasil Carinhoso? É você atribuir, você atribuir a uma família que tem uma criança de zero a seis anos a renda mínima de setenta reais per capita. Então, uma família que tem cinco pessoas, uma delas tem de zero a seis anos, todos os membros da família têm direito a receber setenta reais. Por que que nós fizemos isso? Porque nós sabemos que a criança não sai sozinha da pobreza. Ela, para sair da pobreza, ela precisa do pai, da mãe, dos irmãos. Por isso que nós fizemos o programa Brasil Carinhoso.

Além disso, por que que eu estou falando aqui, neste momento que nós estamos falando do Brasil Sorridente, eu estou falando de um programa que faz parte do Brasil sem Miséria e que é para acabar com a pobreza extrema em nosso país? É porque, assim como na saúde a gente trata da pessoa inteira – nós tratamos do intestino, do estômago, do pulmão, dos olhos e da boca – também num país a gente trata das condições de vida integrais.

O que é que nós queremos? Nós queremos que as crianças tenham o mínimo necessário e que esse mínimo necessário dê condições dignas para ela e para sua família.

Nós queremos que os jovens tenham acesso à educação, nós queremos que tenham acesso aos dentes. Tudo isso, leva-nos a uma política integrada para todas as pessoas.

Eu fico muito feliz de estar aqui em Rio Pardo. Eu sei que a zona norte de Minas precisa muito de desenvolvimento. Eu sei que esta região é uma região estratégica porque ela também se liga, ela é a ponte do Sudeste com o Nordeste.

Por isso, fiquei muito interessada e satisfeita quando soube que vão explorar o minério desta região, de uma forma a aumentar as oportunidades aqui em Rio Pardo e em toda a Região Norte.

Agora, eu queria falar uma coisa para vocês: aqui, eu vi muitas crianças, vi muitos jovens, vi muitas mulheres, e vi também muitos homens. Mas eu acredito que nós temos um compromisso com o futuro do nosso país, e esse compromisso, ele passa pelas crianças, ele passa pelos jovens. E isso, eu queria dizer e fazer uma observação sobre o Brasil Sorridente: no passado, a gente, os mais velhos, perdiam os dentes porque não tratavam, porque não tinham dinheiro, porque não podiam pagar o dentista.

Agora, não pode perder dente, não pode deixar que jovem perca os dentes, ou que criança não tenha acesso ao dentista. Então, eu vou fazer um apelo: junto com uma prótese, que a gente fala um mutirão de prótese – eu vou falar como o povo fala – junto com o mutirão de dentadura, nós temos de falar também no mutirão para tratar dos dentes de cada criança.

Melhorar a refeição melhora os dentes das crianças. Melhorar também o atendimento, aprender... isso que o nosso governador falou: não ter mais medo do dentista, não ter medo de sentar lá no consultório, porque ali o que ele vai fazer é um tratamento para garantir que nunca ele seja obrigado a botar prótese.

Então, eu estou falando aqui: aqueles que precisam, coloquem prótese, porque ela é fundamental, porque ela garante uma condição de vida melhor. Mas, sobretudo, vamos evitar que os jovens e as crianças sejam obrigados a perder seus dentes por falta de tratamento.

No mais, eu queria dizer a vocês que eu me orgulho, como o Juscelino, – vocês vejam, dois presidentes mineiros, o Juscelino e eu – de ter estado aqui nesta cidade.

Não vou esquecer vocês, não vou esquecer esta recepção.

E quero dizer para vocês que eu sei, e fico sempre muito feliz, de ver essa forma tão amigável que Minas recebe a gente. Um abraço para vocês.

 

Ouça a íntegra do discurso (12min40s) da Presidenta Dilma.