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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia alusiva à primeira viagem do navio petroleiro “Zumbi dos Palmares”

por Portal do Planalto publicado 20/05/2013 16h10, última modificação 04/07/2014 20h17

 

Ipojuca-PE, 20 de maio de 2013


Eu só posso começar cumprimentando as trabalhadoras e os trabalhadores metalúrgicos e marítimos aqui desse estado guerreiro, o estado de Pernambuco. Cumprimento vocês e, sobretudo agradeço, agradeço vocês. Por mostrar que o Brasil pode sim construir um navio desse tamanho, um gigante desse tamanho chamado Zumbi dos Palmares.

E aí eu queria também dizer a vocês que esse processo foi um processo longo. Quando eu olho para trás, eu lembro que nós saímos, em 2003, na indústria naval do Brasil inteiro, tinham dois mil trabalhadores, e hoje são 54 mil. É uma história de conquista, e nessa história vocês são os vitoriosos.

Querido governador de Pernambuco, Eduardo Campos;

Querida Renata Campos;

Querido senador Renan Calheiros, presidente do Senado Federal;

Prefeito de Ipojuca, Carlos Santana;

Ministros e ministras de Estado que me acompanham: Edison Lobão, de Minas e Energia; Fernando Bezerra, da Integração Nacional, pernambucano; Aldo Rebelo, do Esporte; Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação;

Prefeito do Recife, senhor Geraldo Júlio;

Senhores senadores Armando Monteiro e Humberto Costa;

Senhores deputados federais Eduardo da Fonte; Fernando Ferro; João Paulo Lima; Pedro Eugênio; Severino Ninho;

Senhora Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras; e Sérgio Machado, presidente da Transpetro. Ao cumprimentar ambos eu saúdo todos os diretores e funcionários da Petrobras e das subsidiárias da Petrobras aqui presentes.

Querida diretora geral da Agência Nacional do Petróleo, Magda Chambriard;

Senhoras e senhores empresários do estaleiro Atlântico Sul, responsáveis pela construção do navio Zumbi dos Palmares;

Senhor Carlos Alberto Costa, comandante do Zumbi dos Palmares;

Senhor Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação da Construção Naval e Off-shore (Sinnaval);

Senhor Ricardo Ponzi, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Transporte Aquaviário;

Senhor José Antonio Moraes, coordenador da Federação Única dos Petroleiros;

Eu queria cumprimentar, aqui, a Zezé Motta, cuja interpretação traduziu toda a força, toda a verdade da poesia, expressando esse resgate do Zumbi dos Palmares, um grande brasileiro, responsável pela nossa dignidade, que lutou contra a absurda, a condenável, a lamentável discriminação mais grave, porque escravizava populações negras do Brasil.

Queria cumprimentar também a Vânia Lúcia Claudino, funcionária da Transpetro, madrinha do Zumbi dos Palmares.

Minhas queridas Vanessa Cunha e Divanete Maria da Silva, que me saudaram em nome das trabalhadoras e dos trabalhadores dos setores marítimos e metalúrgicos.

Meus caros Janine do Espírito Santo e Vítor Oliveira, em nome de quem saúdo todos os docentes e alunos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante aqui presentes.

Senhores jornalistas e senhoras jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas,

Meus amigos e minhas amigas,

 

Eu gostaria de contar para os senhores e para as senhoras aqui presentes um pouco dessa trajetória que leva e desemboca na construção deste navio, o Zumbi dos Palmares.

Durante a campanha de 2002, o presidente, o candidato a presidente então, o nosso Lula, prometeu na sua campanha que os estaleiros do Brasil não seriam mais entregues às gramas que cresciam por entre as pedras que marcavam o vazio de pessoas que estavam nos estaleiros, que então floresciam principalmente concentrados lá no Rio de Janeiro. O Brasil tinha a segunda potência naval nos anos 80, a segunda potência naval. E um processo extremamente desagregador, desempregador, contra o crescimento autônomo do país tinha destruído essa indústria naval e, como eu disse, reduzido o seu número de trabalhadores a poucos 2 mil trabalhadores e trabalhadoras, que basicamente faziam a manutenção, que não construíam mais nenhum navio, nenhuma plataforma, jamais tinham construído sondas. Quando o presidente é eleito pelo voto dos brasileiros e das brasileiras, o presidente Lula, ele me escolheu como ministra de Minas e Energia e, logo no início do governo – ele tomou posse em janeiro –, no início do governo ele me chamou e disse: “Ministra, vamos construir aqui o que puder ser construído aqui. Então, fica a sua responsabilidade garantir que a indústria naval do Brasil ressurja”. Aí, então, era minha secretária de petróleo e gás a então... – a agora, né? – presidente da Petrobras, Graça Foster. E eu e a Maria das Graças Foster fomos providenciar que o Brasil voltasse a ter indústria naval.

Nesse processo, encontramos pessoas das mais variadas origens. Encontrei o agora diretor da Promar, Ariovaldo, que representava o Sinnaval junto com outros empresários. Conversamos com muita gente. Naquela época... e eu estou contando isso porque é muito importante que a gente saiba disso. Naquela época, em 2003, diziam para nós: “Ah, o Brasil não consegue construir navios. Sequer conseguirá fazer chapas e unir chapas de aço porque não tem tecnologia para isso”. Insistiam, sistematicamente, na nossa incapacidade: “Nós... o Brasil não é capaz de fazer, e se fizer vai dar errado. Se fizer não vai ser um produto de boa qualidade”.

Nós sabíamos que era fundamental que a capacidade de compra, de demandar plataformas, navios, sonda, navios como este, de transporte, grandes petroleiros, barcaças, barcos, embarcações ia ser crescente no Brasil, ia ser cada vez maior. Por isso, a grande preocupação do governo em produzir aqui, porque, caso contrário, a gente ia importar navios e exportar empregos. Muito felizes ficariam os grandes países produtores da indústria naval que, ao contrário de nós, tinham sobrevivido aos anos 80 e 90. Por isso, uma das decisões mais importantes, tomadas ainda durante o governo Lula, foi a política de conteúdo nacional, que era: produzir no Brasil, produzir no Brasil o que era possível produzir no Brasil.

E aí nós conseguimos, através de uma grande mobilização, porque nenhum de nós fazia navios há muito tempo e, portanto, foi necessário, sim, aprender, não tem nenhuma vergonha nisso. Foi importantíssimo que nós tivéssemos ousado trilhar esse caminho da aprendizagem. No início a gente comete alguns erros, mas assim como todos que construíram a sua indústria naval, nós superamos esses erros, os nossos trabalhadores se formaram, se capacitaram, e hoje nós temos, de fato, uma grande indústria naval. E mais: o potencial dessa indústria naval é dado pelos milhões de brasileiros que vão usufruir disso. Primeiro, diretamente os trabalhadores e suas famílias; depois, aquele potencial que, ao se ter trabalhadores qualificados como vocês aqui, vão produzir nas suas regiões.

Foi uma luta. Esta luta significou que o Brasil, hoje, produz plataforma. Aquele país que não poderia produzir nada, hoje produz plataformas, hoje é capaz de fazer este navio. E isso tudo é uma conquista de cada um de nós. Foi preciso a determinação de vocês em aprender solda, montagem, pintura, serem eletricistas, enfim, aprenderem e gostarem da sua profissão. Foi preciso a vontade política e a continuidade, porque uma indústria dessas exige continuidade. Foi preciso a ousadia dos empresários. Foi preciso a determinação política de que o Brasil podia e ia construir navios. Sobretudo foi preciso – e eu tenho certeza que vocês têm isso – um grande amor pelo nosso país, uma grande determinação por nós, que vivemos nesse presente, mas também por nossos filhos e os filhos de nossos filhos.

Eu tenho certeza que hoje, aqui, nós estamos comemorando um momento de muita força do nosso país. E mais uma coisa, a indústria naval, ela não podia nascer concentrada, ou melhor, renascer concentrada, e ela se espalhou pelo Brasil afora. Ela tem hoje, aqui no Estaleiro Atlântico Sul e no Estaleiro Promar, um polo, aqui, forte no Nordeste. Ela tem outro polo na Bahia. Ela tem um polo no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, no Rio Grande do Sul. Hoje a indústria naval brasileira, ela perpassa todos esses estados e essas regiões, e leva desenvolvimento e oportunidades para todas essas regiões.

E eu quero, dessa história, contar o melhor para vocês. O melhor não está aqui hoje, no presente só. O presente é o momento que nós temos de comemorar, mas o melhor é o futuro, e acho que uma das coisas importantes que a Graça Foster falou aqui é que a Petrobras vai produzir, daqui a pouco, quatro milhões de barris. Depois ela vai produzir, daqui mais um pouco, cinco milhões de barris. Não há como produzir isso sem construir plataformas, navios, equipamentos. Não há como produzir petróleo sem empregos qualificados.

Portanto, nós estamos falando de uma indústria que tem futuro. Nós estamos falando de uma indústria que vai passar gerações e isso é muito importante porque nós queremos ser não só um grande produtor de petróleo e gás. Nós queremos ser um grande produtor de navios, um grande produtor de plataformas, de equipamentos para a Petrobras. E é isso que fazem aqueles que apostam no país, apostam no seu desenvolvimento, aqueles que apostam no desenvolvimento do país, e não ficam só e simplesmente tratando as questões pelo lado negativo, eles – aqueles que apostam no país –, eles olham o horizonte e sabem que quem constrói o futuro deste país somos nós.

E eu queria dizer mais uma coisa para vocês: não acreditem nos pessimistas e, sobretudo, não acreditem nos boatos, porque os boatos, neste país, às vezes ocorrem de forma surpreendente. Eu queria aproveitar esta oportunidade e falar aqui com vocês. Brasileiros ainda têm e durante algum tempo terão de receber o benefício do Bolsa Família.

Pois muito bem, o que aconteceu no Brasil sábado? Espalhou-se um boato falso, negativo, um boato que leva intranquilidade às famílias mais pobres deste país, que são aquelas que recebem o Bolsa Família. Qual era o boato? O boato era que o governo federal não ia pagar o Bolsa Família. É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Por isso, além de ser desumano, ele é criminoso, por isso nós colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem de um boato que tinha por objetivo levar a intranquilidade aos milhões de brasileiros que nos últimos dez anos estão saindo da pobreza extrema.

Eu queria deixar, e aproveitar aqui a imprensa e deixar claro: o compromisso do meu governo com o Bolsa Família é um compromisso forte, profundo e definitivo. Nós não abriremos mão do Bolsa Família, assim como não abriremos mão do nosso compromisso com o conteúdo nacional para a indústria naval.

Hoje existem no Brasil, existe no Brasil um cadastro, esse cadastro é um cadastro com 36 milhões de pessoas que precisam do Bolsa Família para poder ter o mínimo de dignidade na vida. Nós temos muito orgulho de ter conseguido que todos esses 36 milhões de brasileiros e brasileiras recebam o mínimo de renda, de R$ 70 por pessoa. E quero dizer para vocês que esse dinheiro do governo é sagrado, ou seja, nós iremos garantir sempre esse recurso, sempre, enquanto for necessário e tiver algum brasileiro vivendo abaixo da linha da pobreza, nós iremos buscar esse brasileiro, essa família, essa mãe, iremos garantir a ele esse direito de cidadania, que é viver com um mínimo de dignidade no nosso país.

Um governo tem de ter compromissos claros, um governo tem de ter compromissos com aquilo que ele considera fundamental. Um dos meus compromissos é o Bolsa Família e o Programa Brasil Sem Miséria. O outro meu compromisso é o conteúdo local. Eu... vocês podem ter certeza, eu vi esse programa nascer. Algumas vezes nós não sabíamos aonde nos dirigir, como fazer, mas ele deu certo, ele deu certo por esse empenho, e hoje esse compromisso está refletido em 26 estaleiros em operação no país e 11 em implantação. Tem estaleiros grandes, estaleiros médios, estaleiros menores, mas o fato é que esta indústria é uma indústria em crescimento acelerado. E a carteira de encomendas dos estaleiros brasileiros hoje soma quase 400 obras, e, além disso, nós temos a terceira maior carteira de encomenda de petroleiros do mundo.

Então, eu quero dizer a vocês que nesses dois programas – e eu peguei dois programas muito diferentes – têm a vontade política do governo brasileiro de transformar o nosso país numa grande nação, numa nação em que os brasileiros que antes não tinham oportunidades agora tenham. E a gente sai da situação de mais dificuldades, a situação de pobreza, de pobreza extrema através de dois caminhos. Um caminho para os adultos. O caminho para os adultos é o emprego, e aí nós também temos muito orgulho de, nos últimos dez anos, termos criado quase 20 milhões de carteiras assinadas, de oportunidades de trabalho com carteira assinada. Só nos últimos dois anos e quatro meses – e os senhores fazem parte desse número – nós criamos quatro milhões, um pouco mais de quatro milhões de novos empregos com carteira assinada. Esse é um caminho fundamental para a gente garantir um Brasil mais desenvolvido.

O outro caminho é para as crianças e para os jovens. É educação, educação e mais educação, formação profissional, creche, direito de fazer um curso profissionalizante, acesso à universidade, acesso a estudar no exterior.

E eu queria falar para vocês sobre cursos profissionalizantes, cursos profissionais, formação profissional. Em todos os países desenvolvidos, em todos os países desenvolvidos que se prezam, a relação e a importância da formação profissional, da formação técnica profissional, ela é estratégica. Para cada um estudante ou para cada um universitário são cinco técnicos necessários, e a remuneração é muito similar nos países avançados. Nós somos um país que precisamos de formar cada vez mais e melhor seus profissionais.

Por isso, eu considero muito importante que, além do centro tecnológico mencionado aqui pela presidente da Petrobras, nós tenhamos também, na indústria naval, um cuidado muito grande em sistematicamente garantir aos senhores o acesso ao que há de mais moderno na formação profissional. E isso significa que vocês vão ganhar salários melhores, sabe por quê? Porque o trabalho de vocês vai valer mais, cada vez mais, é a qualidade do trabalho de vocês. É fundamental que nós tenhamos essa capacidade de, cada vez mais, melhorar a nossa formação profissional. Nós queremos um país em que todas as pessoas tenham direitos, e o direito começa não só pelo direito democrático de participar, de dar a sua opinião, de dizer o que pensa, de se organizar, de reivindicar, enfim, o direito é isso, mas tem um outro direito que é tão importante quanto: o direito da mãe de querer que seu filho estude numa creche de muito boa qualidade; o direito da mãe de querer que seu filho tenha acesso a escola em tempo integral; que seu filho estude, estude na melhor escola técnica da sua região; o direito da mãe de querer que seu filho entre numa universidade; o direito dos homens de querer um carro, uma casa melhor, um computador para o jovem.

Este país tem de ser um país que assegure o acesso da sua população aos bens de consumo. Por isso também eu vi hoje, na programação, uma coisa que me chamou atenção: era a alegria de uma das moças por sua casa, por sua casa própria. E aí eu quero dizer para vocês que um outro programa que muito me orgulha é o programa Minha Casa, Minha Vida, que leva oportunidade de moradia para milhões de brasileiros.

E, finalmente, eu queria dizer para vocês uma das coisas que é muito importante. Eu anunciei aqui que nós... eu anuncio aqui, aliás, que nós hoje também estaremos, aqui em Pernambuco, inaugurando o sexto estádio para a Copa das Confederações e, com isso, encerrando o primeiro ciclo de estádios para a Copa. Fortaleza, Minas Gerais... Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Brasília e Pernambuco são as cidades da Copa das Confederações. Hoje nós também mostramos, mais uma vez, que nós somos capazes de entregar, em parceria com o governo de Pernambuco, mais um estádio de alta qualidade. Mais um estádio de alta qualidade o governo do estado de Pernambuco, com financiamento do governo federal, entrega para a população de Pernambuco, para o Brasil e para o mundo mais um estádio da Copa das Confederações.

Me mostraram, me mostraram... eu estou muito curiosa porque, governador, me mostraram retratos do estádio e me disseram que é um dos mais bonitos, e eu tenho certeza que eu vou ter mais uma grande felicidade, que é ver um extraordinário estádio de futebol. Por que é importante? Porque também nos estádios diziam: “Ah, eles não vão entregar os estádios! Ah, não vai ficar pronto o estádio!”. Pois vocês veem que o estádio não só está pronto como nós vamos entregá-lo.

Eu queria dizer isso aqui porque eu considero este um momento especial para o Brasil, o momento em que nós vamos entrar em campo e jogar o que nós sabemos jogar, jogar bem, que é o futebol, mas, ao mesmo tempo, nós temos de mostrar que o país também joga bem, que o país é capaz de fazer estádios, de cumprir com seus compromissos perante a Fifa e, dentro do estádio e fora dele, apresentar um futebol de alta qualidade.

E eu não poderia deixar de dizer para vocês que, para mim, estar aqui é algo muito importante. Eu tenho feito uma excelente parceria, tanto com as prefeituras, como com o governador do estado, principalmente no que se refere ao combate à seca.

Hoje não é dia da gente falar sobre a seca, mas eu sempre gosto de acrescentar um aspecto. Estaremos também aqui hoje anunciando, já foi anunciado, mas comemorando o fato de que mais um passo foi dado no combate à seca e, junto com o governador e o presidente do Senado, que foi um grande defensor dessa medida, um grande sensibilizador, junto com a bancada de Pernambuco, a bancada federal de Pernambuco e a bancada de senadores, e também a bancada de Alagoas, que é a subvenção para produção de cana-de-açúcar. São esses três eventos que um vim fazer hoje aqui em Pernambuco e quero garantir aos senhores que eu estou muito feliz.

E finalmente eu encerro fazendo uma homenagem, e essa homenagem é sobre uma parte, talvez o veio mais rico da nossa nação, que é aquele que recebeu a contribuição da raça negra. Nós temos hoje o nome nessa embarcação, nesse grande navio petroleiro, Zumbi dos Palmares. Esse nome representa, sem dúvida, a luta contra a escravidão no nosso país, representa algo que tem que estar sempre presente na construção da nossa democracia que é o repúdio à discriminação racial e o absoluto reconhecimento da cultura negra, o reconhecimento de que uma parte fundamental do que nós somos nós recebemos junto com toda a contribuição que passa por todo o nosso povo em termos de alegria, de capacidade de trabalho, de criatividade, de inteligência e de competência da raça negra. Nós temos muito orgulho do Zumbi dos Palmares. Ele é um dos nossos heróis.

E finalmente, mais uma vez, trabalhadoras e trabalhadores, metalúrgicos, marítimos, pernambucanos, brasileiros, nordestinos. É uma imensa honra receber pelas mãos dos senhores, pela capacidade de trabalho dos senhores, pela inteligência dos senhores, esse gigante dos mares, o Zumbi dos Palmares.

 

Ouça a íntegra (34min20s) do discurso da Presidenta Dilma