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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante a cerimônia de assinatura do Memorando de Entendimento para realização da Competição Mundial de Formação Profissional Brasil 2015

por Portal do Planalto publicado 14/11/2012 14h08, última modificação 04/07/2014 20h12

São Paulo-SP, 14 de novembro de 2012

 

Boa tarde a todos.

Eu queria cumprimentar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Dizer a ele do meu prazer de estar aqui.

Cumprimentar o governador de Minas Gerais, o nosso querido Antônio Anastasia,

Cumprimentar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab,

Cumprimentar também os ministros que me acompanham: Aloizio Mercadante, da Educação; Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio; Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral.

Queria dirigir um cumprimento especial ao senador Armando Monteiro Neto, ex-presidente da CNI,

E foco o meu cumprimento especial a um brasileiro que eu considero que deu uma grande contribuição na parceria entre o governo e a indústria, para promover a educação técnica, para promover a inovação e para promover a indústria brasileira, que é o nosso presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade.

Queria cumprimentar o senhor Simon Bartley, presidente da WorldSkills,

Cumprimentar o senhor Fernando Haddad, prefeito eleito de São Paulo,

Cumprimentar o senhor Paulo Skaf, presidente da Fiesp, por intermédio de quem cumprimento todos os presidentes das federações das indústrias aqui presentes,

Queria cumprimentar os senhores jornalistas, senhores fotógrafos e cinegrafistas.

Para mim é uma grande honra, sem dúvida, participar desta 7ª edição da Olimpíada do Conhecimento, que já é a maior competição de educação profissional das Américas. E é uma grande honra estar aqui, porque eu acho que são momentos como esses que mostram que o nosso país vem avançando no rumo correto, que é o rumo da educação. Esses 640 estudantes que foram selecionados, dos cursos técnicos e profissionalizantes do Senai e Senac, em todo o país, eles evidenciam a importância que nós, sociedade e governo, devemos dar à questão da educação profissional e da capacidade que a educação profissional tecnológica e técnica, tem para o nosso país.

O sucesso dessa Olimpíada, ele deve-se, sem dúvida nenhuma, a esses estudantes talentosos, jovens brasileiros e brasileiras. Mas eu acredito que se deve a uma parceria entre o Senai, o Senac e a CNI. E, por isso, eu queria dar a essas entidades os meus aplausos e os meus parabéns.

A certeza da qualidade da formação profissional oferecida pelo Sistema S, motivou o governo federal a firmar com o Sistema S a nossa principal e estratégica parceria no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego, o Pronatec. Justamente porque nós reconhecemos essa excelência é que nós procuramos essa parceria.

Nós queríamos contar, quando fizemos essa parceria, com a alta qualidade, a alta capacidade de especialização que as escolas, o Sistema S, estavam evidenciando. Porque nós queríamos vencer um desafio. E desafios a gente vence melhor quando vence em conjunto com parceiros. E qual era esse desafio? É dar um passo significativo no que se refere à formação técnica tanto no ensino médio brasileiro quanto na formação de jovens e de trabalhadores. Por isso, esse desafio era chegarmos em 2014 com oito milhões de vagas em cursos técnicos de nível médio e em cursos de qualificação profissional no Brasil.

Passado pouco mais de um ano de lançamento do nosso programa, eu posso afirmar que, graças a essa parceria, o Brasil ganhou, e muito. Nós já oferecemos dois milhões e duzentas mil vagas para jovens e para trabalhadores. Isso, dados de outubro. Porque já houve uma evolução para novembro. Mas eu vou dar os dados fechados em outubro.

Hoje, nós temos 736 mil jovens cursando o ensino técnico de nível médio. Uma grande parte deles, hoje, fazem isso com essa parceria com o Senai e o Senac, com o Sistema S. Nós temos, também, outros 1,5 milhão de jovens e de trabalhadores que estão fazendo cursos de qualificação. Mais de 90% deles, no Sistema S. Para não deixar dúvidas sobre a importância dessa parceria, me permitam repetir: desses dois milhões e duzentas mil vagas, em torno de 1 milhão e 600 são com o Sistema S.

Esses resultados são muito bons. E se tornarão cada vez mais expressivos. Eu tenho certeza disso. Porque nós também estamos tomando outras medidas - como expandir o acordo de gratuidade que estabelecemos ainda quando o atual prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, era  ministro da Educação, que foi o acordo de gratuidade em que pelo qual nós permitimos que jovens sem recursos para pagar o curso pudessem acessar a ele. E isso do ponto de vista da inclusão social, mas, também, da capacitação profissional e, portanto, do crescimento econômico, é algo essencial.

Essa parceria também vai ser reforçada pelo extraordinário investimento que o Senai está fazendo, também com o apoio do governo federal. O BNDES ofertou R$ 1 bilhão e 500 mil, para que o Senai construísse algo que eu considero muito importante, que é a nossa jóia da coroa, que são os Centros de Inovação e Tecnologia Industrial, os Institutos de Inovação, as unidades móveis – que para um país com a nossa extensão territorial, elas vão fazer uma diferença muito grande –, os laboratórios, enfim, melhoria nas escolas, o que eu considero que seja um momento importante na capacitação profissional no Brasil.

Agora, uma coisa, para mim, é o mais importante dessa parceria: é a formação de uma nova geração de jovens, tanto no ensino médio, de jovens que estão entrando no mercado de trabalho, de trabalhadores, em cursos de alto nível, mas – e aí eu acho que está a questão essencial – sintonizados com as necessidades da indústria brasileira. Essa sintonia, que permite que esses cursos tenham a ver com as necessidades da nossa indústria, é que é a característica que eu considero revolucionária neste programa.

Portanto, governo e indústria, ao trabalharem juntos para garantir para as nossas empresas mão de obra de qualidade, dá um passo no sentido de assegurar mais competitividade, porque a qualificação, a capacidade de agregar conhecimento à produção é, de fato, o grande diferencial deste século XXI.

Por isso, senhoras e senhores, essa sintonia que se faz, quando as parcerias são generosas, não se olha a quem ou para quem ela se dirige, não importa a cor, o gênero, não importa o sobrenome, importa pura e simplesmente que nós queiramos transformar as condições de formação da mão de obra no Brasil. Por isso, essa sintonia, ela é estratégica.

Eu acredito que nós damos um passo, também, porque a partir dessa edição da Olimpíada, as escolas federais de ensino técnico e tecnológico, elas passam também a participar das exposições, o que é uma excelente notícia, aproximando cada vez mais as escolas técnicas federais do sistema de formação profissional da indústria.

Esses 640 jovens que competem nesse torneio, eles são exemplos de criatividade, de persistência, de entusiasmo, e a gente nota, de paixão pelos estudos e pela diferença em alterar a realidade e mexer com a tecnologia e, de fato, inovar. São jovens que aceitam desafios e que ultrapassam as fronteiras. E nós queremos que o nosso país seja integrado por jovens empreendedores, criadores e, de fato, trabalhadores deste tipo.

Eu desejo a todos os participantes desta 7ª edição da Olimpíada do Conhecimento, especialmente aos 680 jovens, muito sucesso e muito boa sorte. Aos que forem selecionados para participar da 42ª edição da WorldSkills, em 2013, em Leipzig, na Alemanha, saibam que o Brasil estará torcendo por eles, orgulhosos por seus jovens tão dedicados e talentosos, e torcendo também para que a gente dê mais um passo e, do segundo lugar, cheguemos ao primeiro. E essa ousadia é uma ousadia sadia, porque uma das características desses jovens, eu tenho certeza, é uma imensa autoestima.

E aí eu queria agradecer aos senhores e dizer, mais uma vez, para o presidente da CNI, o presidente da Fiesp, em nome de quem eu estou falando para todos os presidentes de federações e diretores de federações de indústria aqui presentes: nós somos um país que precisamos da nossa indústria, o nosso país não pode e nem será um país ou de serviços ou um país só de um setor. Nós somos uma sociedade complexa. E se nós queremos, de fato, aumentar a nossa taxa de crescimento, se nós queremos, de fato, termos o desafio de chegarmos a ser uma sociedade cada vez mais avançada, nós precisamos da nossa indústria, tanto dos empregos de qualidade que ela gera como da capacidade da indústria de gerar inovação, de gerar ciência, aliás, de aproveitar ciência e gerar tecnologia. Mas, sobretudo, também, pelo fato de que a indústria, ela provoca, também, efeitos muito positivos nos demais setores, tanto na agricultura como no setor serviços. Aliás, eu acredito, sinceramente, que nós caminhamos para um mundo em que o conceito de serviço e o conceito de indústria vai se mesclar.

Por isso, esse é um momento muito especial, e eu agradeço a todos e, mais uma vez, digo da minha honra de estar aqui.

Muito obrigada.

 

Ouça a íntgra do discurso (11min57s) da presidenta Dilma