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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante a cerimônia - Ano Olímpico para o Turismo - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 07/10/2015 14h20, última modificação 07/10/2015 14h42

Brasília-DF, 07 de outubro de 2015

 

Eu queria dar bom dia a todos.

Cumprimentar nosso vice-presidente da República, Michel Temer,

Cumprimentar as senhoras e os senhores embaixadores estrangeiros acreditados junto ao meu governo,

Cumprimentar os ministros de estado começando por um cumprimento especial ao Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo e a senhora Laurinda Arruda. E queria dizer que o Henrique tem uma energia que só a paixão e o amor por uma atividade dão à pessoa. Então, eu tenho certeza que o Henrique vai convencer a todos nós da importância do turismo. Mas não é convencer a todos nós porque nós já somos convencidos, não é isso. É que o Henrique vai fazer com que nós tenhamos certeza absoluta que a coisa mais importante para o Brasil é o turismo. E isso é fundamental no ministro, Então, Henrique, meus parabéns. Você hoje eu acho que comunicou a cada um de nós essa questão fantástica que existe desde o início dos tempos, a humanidade sempre viajou, o turismo talvez seja - eu estava pensando enquanto você falava - uma das mais antigas atividades, uma atividade que significa aquele impulso para conhecer, aquele impulso para ver o novo, aquela coisa fantástica que é a gente ser outra vez capaz de nos maravilharmos. Porque a gente quando é criança se maravilha com muita coisa. Agora, quando a gente fica adulto nós nos maravilhamos com o turismo. Então, você tem todas as condições para nos convencer que a questão toda nossa é o turismo.

Queria cumprimentar o George Hilton, do Esporte, que está dando junto com toda essa cooperação a qual o prefeito Eduardo Paes -, que eu vou saudar em especial - aqui mencionou, que está dando a nossa contribuição para fazer das Olimpíadas e das Paraolimpíadas um dos grandes sucessos do nosso país.

Cumprimentar o nosso ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira,

Cumprimentar o ministro interino da Cultura, João Brant,

Cumprimentar o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Elizeu Padilha,

Cumprimentar também o Helder, ministro dos Portos, o Helder Barbalho,

Queria dirigir um cumprimento especial a Rosalba Ciarlini, ex-governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba, meus comprimentos, tava te procurando.

Agora queria festejar muito com Eduardo Paes e contar para vocês, que Eduardo Paes tem muita sorte. Ele, segundo ele, é o prefeito da cidade mais bonita do planeta. Se fosse só do Brasil era algo trivial, mas é do planeta e ele é muito feliz por causa disso. E tenho certeza também, que o Eduardo é um dos prefeitos que se destacam pela sua capacidade de trabalho, mas no caso do Eduardo é mais que isso, se nós tivermos e seguramente teremos, uma das Olimpíadas que vai marcar época e história, não só por ser a melhor até agora, mas por ser uma  referência para o futuro, muito se deve ao esforço, a capacidade enorme de trabalho de Eduardo Paes. E por isso eu faço uma homenagem a todos os prefeitos das cidades que vão receber a tocha,  saudando o Eduardo Paes,

Cumprimentar as senadora Fátima Bezerra, cumprimentar os deputados federais, Alex Manente, Antônio Jácome, Beto Rosado, Celso Jacob, Herculano Passos, Magda Mofatto, Rafael Motta,

Cumprimentar o presidente interino da Autoridade Pública Olímpica, Marcelo Pedroso,

O presidente da Embratur, Vinícius Lummertz,

O presidente dos Correios, Vagner Pinheiro,

Cumprimentar todas senhoras e senhores secretários de Turismo estaduais e municipais que estão aqui presentes,

Cumprimentar os membros do Conselho Nacional de Turismo,

Queria dirigir um cumprimento especial pelo tanto que nos encantaram, o Dorgival Dantas e a Mariane Franciscon, que executaram o Hino Nacional, e ao Zé Paulo Becher, Laberte Marques e a banda que interpretaram esse pout pourri que também nos encantou,

Queria cumprimentar os senhores e senhoras jornalistas, os senhores fotógrafos e os senhores cinegrafistas.

 

Eu acho o tema desse encontro, um tema muito importante porque ele é sintético, Ano Olímpico para o Turismo. De fato, se tem algo que transforma um país num atrativo e num destino turístico as Olimpíadas o fazem desde que começaram, na Grécia Antiga. Era sempre durante as Olimpíadas que eles, os gregos, de todas as Cidades-Estados se dirigiam para aquele espaço. Por isso, para nós também essa é uma forte consciência: o mundo vai se dirigir para o Brasil.

Daqui a 303 dias vão começar os Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro. Não só eles irão se dirigir para cá, como mostra aquele vídeo que nós tivemos o prazer de assistir, vindo de todas as formas, só que você exagerou um pouco, né? Tem gente que vem pulando de paraquedas, outros vêm nadando por água. Mas, simbolicamente, todos virão e os olhos do mundo também já se estão dirigido ao Brasil. Estão dirigidos ao Brasil e se voltarão para nós. Essa proximidade dos Jogos Olímpicos, ela amplia não só a nossa emoção, mas a emoção de todos aqueles que vão participar dessa que é uma festa, nesse momento, muito importante para o mundo e para nós também que é a comemoração de um encontro de paz. De paz entre várias nações, entre, eu diria, a maior parte das nações competem e participam, a grande maioria participa desse momento. E é um momento de paz que também evidencia três coisas que eu acredito que são muito importantes: primeiro, que em qualquer circunstância só se chega ao pódio através do trabalho duro e árduo; segundo, que todo o espírito dos jogos implica, necessariamente, numa cooperação, numa atividade e de esforço comum. Isso vale para atletas e vale também para a parceria que nós estabelecemos desde que ganhamos o direito de recepcionar os Jogos Olímpicos Rio 2016, que é essa parceria que nós construímos com o governo do município do Rio de Janeiro, com governo do estado do Rio de Janeiro e o governo federal. Então em segundo lugar, nós também honramos o espírito olímpico com a cooperação e em terceiro, é a capacidade de aceitar a derrota quando ela chega. Porque tem vencedores e perdedores, então, é o chamado fair play, que também a atividade esportiva ensina a cada um de nós, ter fair play. Nós temos nos esforçados para fazer com que esses Jogos olímpicos sejam extremamente importantes para o Brasil e obviamente essa importância tantos dos olímpicos, e queria aqui frisar a importância dos Paraolímpicos, porque nós temos sido  tradicionalmente grandes campeões nas Paraolimpíadas e a Paraolimpíada mostra então o esforço maior e mostram que é possível para as pessoas com deficiência viver sem limites e um desses limites eles superam nos esportes e nossos esportistas paraolímpicos são de fato excepcionais. Além disso, eu queria dizer que o Brasil,  o sucesso dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos será medido pela eficiência da organização. O Eduardo já disse o que aconteceu na Copa. A Copa nós ganhamos todas as competições fora do estádio. Nós ganhamos a competição de aeroportos bem estruturados, ganhamos a competição da segurança, ganhamos a competição de estarmos prontos, ganhamos a competição da mobilidade. E queria dizer que o sucesso dos Jogos Olímpicos está e será medido pela organização que tenho certeza será impecável e acredito que essa demonstração dada pelo prefeito sobre o estágio da nossa matriz de responsabilidade é muito importante e sublinha que de fato, nos vamos ter uma grande Olimpíada. Vai  ser medido também pelo número de medalhas que conquistaremos e nossos atletas tem se preparado, não é, Jorge? Com afinco para as competições será medido também por nossa capacidade de aproveitar as oportunidades que serão abertas ao país como sede dos jogos. E aí  entra o turismo, aí entra que acredito ser a atividade que pode mais ganhar com as Olimpíadas. O Ministro Henrique Eduardo Alves tem razão ao se mobilizar para utilizar como plataforma de expansão do turismo os Jogos Olímpicos Rio 2016.

O Rio é a mais bela porta de entrada do nosso país, mais bela entrada do ponto de vista das suas belezas físicas, mas também será uma belíssima entrada em termos das realizações que nós tivemos a oportunidade de ver por essa exposição do prefeito. Agora, o Rio como porta de entrada e quanto mais belo ele for, mais vai permitir que nós atraiamos turistas para outros destinos dentro do Brasil. E essa é a ideia. Tanto durante os Jogos, mas, sobretudo depois dos Jogos, pós os Jogos. Daí por que a ação turística vai ter de ser extremamente dedicada durante esse período. Acho que bons aeroportos são um chamariz, mostram a disposição do país de bem receber.  Estrutura hoteleira adequada também.

Agora eu queria falar, sobretudo, de uma questão: a área turística tem a capacidade de congregar junto com grandes empreendimentos, que exigem grandes investimentos em capital que, necessariamente, empregam também bastante, tem uma rede imensa de micro, pequenos empreendimentos, médios, que tem um imenso poder de construir renda e riqueza num país. Daí quando ele fala que tem 11 bilhões de dólares de contribuição de PIB em Cancun, e eu olho para o mar de Cancun e olho para o mar do Nordeste, eu acho que de fato nós estamos perdendo tempo. Sem dúvida. A cor do mar de Cancun é belíssima, mas é mar aberto. O mar do Nordeste tem também uma cor belíssima, tem uma temperatura maravilhosa que só produz trauma nos sulistas desse País, porque uma vez que você entra no mar no nordeste, você fica com problemas para entrar em outros mares, não digo quais, mas tem uma imensa capacidade de nos atrair.  

E eu tenho certeza, que o  fato que a maioria das atividades esportivas serem realizadas no Rio,  não são obstáculos porque também  terão várias atividades realizadas nos outros estados,  como as nossas competições de futebol que ocorrerão em Manaus, Salvador,  Brasília, Belo Horizonte, São Paulo,  além do Rio de Janeiro, é claro.  Outra questão que eu acho muito importante é o fato de que os Jogos Olímpicos, eles vão perpassar todo imaginário de cada um dos brasileiros. Primeiro porque a tocha olímpica percorrerá 300 municípios, em um ritual de 100 dias, anteriores a abertura dos Jogos. Isso vai mobilizar em todos os cantos do  Brasil a  atenção das pessoas e vai permitir que nós mostremos ao mundo as belezas naturais e a diversidade cultural  do nosso imenso território, é praticamente uma propaganda dos 300 municípios e é isso que nós também  temos de aproveitar. Nós devemos abraçar desde já a tarefa de nos preparar para receber turistas estrangeiros. Eles sem sombra de dúvida virão ao Brasil. Acredito que toda experiência que tivemos na Copa nos anima muito. Por quê? 95% dos visitantes internacionais que vieram ao Brasil, manifestaram a intenção de voltar, uma inequívoca demonstração de nossa hospitalidade e um bom termômetro das  potencialidades turísticas, que eventos desse porte tem em um país como o Brasil. Eu acredito também que todo o trabalho importante é também  estimular o mercado interno de viagens. O Brasil teve uma mudança nos últimos 13 anos estrutural, quando se olha o mercado de viagens no Brasil, percebe-se a quantidade de pessoas que antes não tinham acesso ao avião que passaram a ter, isso inclusive elevou de tal forma a demanda dos aeroportos, que todas as nossas atividades nos aeroportos não se deram basicamente por conta da Copa do Mundo. A Copa do Mundo aproveitou, nem tão pouco por conta da Olimpíada, que também aproveitou, mas é, sobretudo, pela imensa quantidade de passageiros que passaram a transitar nos aeroportos brasileiros. Eu tenho certeza que isso expressa de forma clara a distribuição de renda, a melhoria na distribuição de renda que ocorreu aqui no País.

Nós hoje passamos por alguns momentos de dificuldades econômicas, elas são conjunturais, nós temos todas as condições de superá-las, o País hoje é mais robusto, o País hoje tem mais flexibilidade, mais resiliência do que em qualquer momento de crises anteriores. Tenho certeza que a atividade turística é uma forma de construir também o otimismo em nosso País. Acho que viajar, viajar com a família é um momento de otimismo é um momento em que se olha para frente.

Quero dizer que é muito importante que o nosso povo seja estimulado a aproveitar suas viagens, a conhecer uma cidade histórica, um parque nacional, aquela praia maravilhosa, uma festa cultural típica, se encantar com o Brasil. Nós realizamos uma série de atividades prévias à Olimpíada. Realizaremos, sem sombra de dúvida, com competência os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

Eu tenho certeza que todos os que conhecerão as instalações que receberão as Olimpíadas vão se encantar com elas. E acredito que nós faremos do Ano Olímpico para o Turismo um marco no processo de consolidação do Brasil como destino turístico. Afinal nós temos tudo aquilo que um povo pode oferecer, mas, sobretudo, além das belezas naturais, além da infraestrutura de qualidade, eu creio que nós temos - e isso ficou claro durante as Olimpíadas -, nós temos um povo muito especial, muito calorosos e capaz de grandes gestos, para mim ficou marcado na minha memória o que aconteceu no Rio Grande do Sul, vocês me desculpem, ele fala do Rio Grande do Norte,  eu falo do Rio Grande do Sul. Foi lá  no Rio Grande do Sul. Estava a banda holandesa vestida de laranja tocando e tinha separado debaixo de um viaduto assim,  a banda da Polícia Militar, chama Brigada Militar do estado do Rio Grande do Sul tocando também. A banda holandesa acostumou o ouvido ao que a banda da Brigada Militar  tocava e a cena mais interessante foi quando se abrem aquelas grades que cercavam a banda da Brigada Militar, a banda holandesa  vestida de laranja, adentra aquele cercado e passa a tocar junto a Aquarela do Brasil. Acho que o símbolo  de que no Brasil até os órgãos policiais têm uma imensa capacidade de ser civilizados,  tolerantes e saber receber estrangeiros de todas as partes. Então eu quero dizer que, fundamentalmente, nós queremos também que o Brasil se torne um destino turístico dos seus 200 milhões de habitantes, incluindo as crianças e os adolescentes.


Muito obrigada.