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Declaração da presidenta da República, Dilma Rousseff, durante assinatura de contrato entre a Sabesp e o BNDES - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 25/06/2015 16h40, última modificação 25/06/2015 16h41

Palácio do Planalto, 25 de junho de 2015

 

 

Eu queria cumprimentar aqui, primeiro, o governador Alckmin,

Cumprimentar também os ministros que estão aqui presentes: Aloizio Mercadante, Nelson Barbosa, Gilberto Kassab e o ministro Edinho,

Cumprimentar os deputados federais aqui presentes: Antonio Goulart, Arlindo Chinaglia, Andres Sanchez, Bruna Furlan, Carlos Zarattini, Eduardo Cury, José Mentor, João Paulo Papa, Miguel Haddad, Paulo Teixeira, Samuel Moreira, Silvio Torres, Ricardo Tripoli, Vicente Cândido e Valmir Prascidelli.

Queria cumprimentar também o presidente do BNDES, Luciano Coutinho,

Cumprimentar todos os secretários estaduais que aqui estão, acompanhando o governador.

 

E quero dizer, senhoras e senhores, que desde o início dessa crise hídrica que se abateu sobre o Brasil, tanto no Nordeste como no Sudeste, e aí, o governador tem toda razão, ela é uma crise hídrica porque a hidrologia que nós tivemos nos últimos anos está completamente fora da curva, é das piores de todos os tempos. Então, diante dela nós tomamos uma atitude que foi, logo no início, procurar o governador e definir uma parceria entre nós.

Eu acredito que hoje é um momento especial, governador, porque essa interligação do Atibainha com o Jaguari é uma obra de fôlego. Ela apresenta uma solução, que não é uma solução emergencial, é uma solução estruturante. Então, eu queria parabenizar o governo do estado.

E queria dizer que nessa parceria nós temos tido uma atitude muito proativa, porque não só aqui no Atibainha, mas também no Projeto São Lourenço que, como o senhor disse, é água nova, e água nova significa também segurança hídrica e segurança e garantia de ter água disponível para a população de uma forma continuada, mesmo que esse sistema hidrológico permaneça. Porque é muito difícil a gente prever qual vai ser a hidrologia.

Muitas pessoas me perguntaram: “Mas por que vocês não sabiam, em julho de [20]14, que a crise ia se acentuar?” A gente não sabe, porque ninguém sabe.  Não somos nós, não sabe o sistema de previsão nos Estados Unidos, não sabe o sistema de previsão em lugar algum. A crise, ela tem um componente extremamente aleatório. E talvez, no futuro, quando tiver engenharia de algoritmo, a gente consiga se aproximar da previsão da hidrologia e saber como é que ela se comporta.

Além disso, isso também afetou - não é, governador? - não só a água em São Paulo, mas a água no Sudeste e Minas Gerais, e afetou também o uso de energia térmica no Brasil como um todo, o que elevou o preço das tarifas de energia de forma bastante acentuada.

Esse contrato de 747 milhões, ele vai viabilizar - junto com os recursos que o governo estadual colocará -, ele vai viabilizar maior segurança hídrica para o estado de São Paulo. Não é a única que nós apoiamos. Como eu disse, a gente está apoiando também sistema produtor de água de São Lourenço. E, em 2012, nós também tínhamos apoiado a construção do sistema adutor do Alto Tietê.

E quero dizer para o senhor que nós estamos aqui abertos e sabendo da necessidade premente do estado de São Paulo, com a sua população... e da cidade de São Paulo, com a sua população de mais de 20 milhões, nós estamos numa situação de parceria sistemática. Então, eu sei que o senhor tem projetos, temos sido parceiros, dentro das nossas possibilidades e continuaremos a sê-lo daqui para frente.

Então, eu acredito, governador, que selamos hoje um momento histórico. Porque, de fato, acho que se encaminha o processo de solução de médio prazo do abastecimento de água da maior cidade do país. Então, é um momento que a gente deve comemorar, e como todo momento que se comemora, no Brasil, a gente tem que se preparar para continuar trabalhando no minuto seguinte.

Boa sorte para todos vocês e bom trabalho. Brindar com um copo d’água? Podemos.

 

 Ouça a íntegra(05min17s) da declaração da Presidenta Dilma