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Declaração à imprensa da Presidenta da República, Dilma Rousseff, após visita à Feira Internacional de Tecnologias da Informação e das Comunicações (CeBIT 2012)

por Portal do Planalto publicado 06/03/2012 10h31, última modificação 07/07/2014 10h52

Hannover-Alemanha, 06 de março de 2012

 

Começar cumprimentando a chanceler Angela Merkel, e dizer que eu considero esta viagem à Alemanha, tanto pelas relações bilaterais como pela CeBIT, extremamente produtiva. Hoje nós tivemos oportunidade – se vocês nos acompanharam –, nós vimos uma imensa quantidade de atividades em que se pode usar a tecnologia da informação e cooperarmos. Vimos empresas brasileiras, como a Embraer, por exemplo, que é especializada em aviões de médio porte, que usa a tecnologia da informação como um mecanismo de segurança na área do voo e também vimos outras soluções que tentam, também, garantir a segurança do usuário quando acessa os sistemas de computação e os sistemas de informação.

Vimos de empresas especializadas na elaboração de jogos para crianças até empresas que estão usando da mais recente tecnologia, tanto na fabricação de equipamentos... até porque a Chanceler e eu tivemos oportunidade de assistir um iPad sendo colocado dentro de um aquário, portanto, capaz de suportar um teste na água e também de cair no chão e não quebrar.

Mas, para além dessas características, o que eu considero muito importante foi que Brasil e Alemanha reiteraram a importância de suas relações que, aliás, foram construídas ao longo dos últimos, praticamente, cem anos. Num determinado período, as empresas alemãs ajudaram no desenvolvimento industrial no Brasil, e ainda estão presentes no Brasil mais de 1.600 empresas alemãs. Agora, o que se trata é de ampliar também as nossas relações não só comerciais, mas as nossas relações focadas numa parceria que envolva a inovação, a ciência e a tecnologia, a pesquisa.

Eu agradeço as iniciativas do governo alemão no sentido de viabilizar o Programa Brasil [Ciência] sem Fronteiras. Esse Programa Brasil [Ciência] sem Fronteiras é um programa que tem recebido uma adesão muito grande de estudantes no Brasil, e nós gostaríamos de enfatizar que o destino alemão é o primeiro destino, aliás, é o segundo destino dos estudantes, no Brasil, que estão utilizando da bolsa de estudos para fazer cursos especializados na área de ciências exatas, engenharias, ciências médicas, e eu considero muito importante também a presença de cientistas juniores e seniores nesse Programa.

Por outro lado, além desse aspecto, que é a nossa cooperação e que ela vai, cada vez mais, se aprofundar na medida, inclusive, de que no ano que vem está sendo previsto o Ano Brasil-Alemanha e nós queremos focar muito nessa parceria, nós temos uma relação comercial muito significativa entre os dois países, um fluxo de comércio muito significativo.

Nas reuniões bilaterais, eu manifestei para a chanceler Merkel a preocupação do Brasil com a expansão monetária que vem ocorrendo por parte dos países desenvolvidos, que começou com os Estados Unidos e, obviamente, com uma parte muito mais significativa do que a da União Europeia, mas que agora, com a expansão monetária na União Europeia, provoca a desvalorização das moedas, o que nós consideramos bastante adverso para o comércio internacional do Brasil.

Nós também acertamos que cada governo, entendendo os problemas das suas respectivas regiões, irá buscar as melhores formas de cooperação, no sentido de ultrapassar esse período, que é um período adverso, eu acho, para a economia internacional, uma vez que não só os países desenvolvidos estão sofrendo pressões nas suas taxas de crescimento, mas também os países emergentes. Na verdade, o que tem acontecido é que os países emergentes têm visto as suas taxas de crescimento diminuírem.

Eu afirmei para a chanceler Merkel que o governo brasileiro terá uma posição pró-ativa no sentido de ampliar, cada vez mais, a taxa de crescimento no Brasil de forma sustentável, respeitando o equilíbrio macroeconômico com finanças públicas e uma estrutura fiscal sólida, ao mesmo tempo em que gostaríamos de contar com a presença das empresas alemãs na expansão do investimento no Brasil, tanto na área de infraestrutura quanto na área dos grandes eventos, como a Copa e as Olimpíadas.

 

ouça a íntegra da declaração (06min16s) da Presidenta Dilma