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Declaração à imprensa da Presidenta da República, Dilma Rousseff, após cerimônia de assinatura de atos

por Portal do Planalto publicado 11/03/2013 19h53, última modificação 04/07/2014 20h16

Palácio do Planalto, 11 de março de 2013


Eu queria saudar o senhor John Key, primeiro-ministro da Nova Zelândia; cumprimentar e saudar também os integrantes das delegações da Nova Zelândia e do Brasil, dizer a todos muito bem-vindos. Cumprimentar os jornalistas, as senhoras jornalistas, os fotógrafos e os cinegrafistas.

Eu recebo com grande satisfação o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key. Sua visita ocorre em um momento promissor das nossas relações bilaterais, desde a abertura da Embaixada do Brasil em Wellington, em 1997, os vínculos entre os nossos dois países têm se fortalecido de forma consistente. Hoje nós identificamos oportunidades de uma cooperação mais estreita ainda. A Nova Zelândia é parceira bem-vinda no processo de desenvolvimento do Brasil. Nós hoje estamos modernizando a nossa infraestrutura, investindo na logística e na energia em nosso país, nos preparando para os grandes eventos. Por isso, muitas são as oportunidades  que se abrem para intensificar e diversificar  o fluxo bilateral de comércio e investimento, tanto o Brasil na região do Mercosul, aqui na América Latina, quanto a Nova Zelândia nos seus fóruns regionais, nos permitirão uma aproximação entre as nossas duas regiões, o que, do ponto de vista econômico, também será muito importante.

É grande o interesse do Brasil nesta aproximação. Nós compartilhamos com a Nova Zelândia um interesse, um comprometimento com a agricultura, a agropecuária, quanto mais eficiente, competitiva, quanto melhor para os nossos países e para os nossos povos. Nós temos o reconhecimento de que a Nova Zelândia é uma das grandes produtoras de derivados do leite e saudamos a presença de cooperativas da Nova Zelândia aqui no Brasil em parceria com outras empresas ou sozinhas.

Nós fizemos, como vocês viram, um acordo com oito universidades da Nova Zelândia na cooperação, principalmente, no amparo do Programa Ciência sem Fronteiras, que para nós é muito importante. A gente sabe que a Nova Zelândia é um destino de estudantes brasileiros, 4 mil estudantes brasileiros estão hoje na Nova Zelândia e vários convênios vêm sendo assinados.

Um dos convênios inclusive foi assinado sobre o Programa de Férias e Trabalho, que é uma opção para aprender inglês na Nova Zelândia, o que para nós também é muito importante. Assinamos hoje o Acordo de Serviços Aéreos, que vai contribuir para a conexão entre os nossos países, somos países distantes, e essa providência é uma providência necessária a qualquer aproximação, porque ela nos colocará como se fosse uma ponte que ligará países tão distantes.

Eu acredito que outra área importante – e o primeiro-ministro é um especialista nessa questão do turismo – e essa parceria enseja, é estreitar ainda mais as nossas relações nesse campo. Para nós é muito importante, também na área dos esportes, a questão do rúgbi, porque tanto equipes femininas como equipes masculinas de rúgbi serão muito bem-vindas na nossa Olimpíada. A nossa Olimpíada, pela primeira vez, aliás, as Olimpíadas aqui no Brasil pela primeira vez  vai incorporar isso. Então também essa é uma parceria muito importante.

Acredito também que apesar da distância geográfica que nos separa, o Brasil e a Nova Zelândia têm grandes valores que compartilham: valores culturais, valores éticos e valores morais, sobretudo em matéria de democracia, de desenvolvimento sustentável, de Direitos Humanos, de paz e de segurança coletiva. Somos também países que têm uma relação muito especial no que se refere à questão das armas nucleares. Somos regiões e países livres de armas nucleares.

Nós partilhamos dos objetivos de reforma da ONU e acredito que a presença da Nova Zelândia como parceiro, como representação não-permanente no Conselho é algo que o Brasil considera apoiar. Nós também sabemos e tanto o Brasil quanto a Nova Zelândia têm interesses a construir nas nossas regiões: a Nova Zelândia aqui na América Latina, porque a América Latina é um continente de oportunidades e, sem dúvida o Brasil naquela região da Ásia e do Pacífico.

E nesse momento em que a crise internacional afetou os maiores mercados do mundo, como é o caso da Europa, nada mais oportuno que nós cooperemos no sentido de viabilizar através e por meio dessa cooperação, uma efetiva ampliação das nossas oportunidades comerciais e de investimento.

Nesse sentido, eu queria dizer que para o Brasil essa visita do primeiro-ministro é algo muito importante, é algo importante não só porque estreita a relação entre os nossos povos, mas também porque cria mais um patamar na ampliação dessas relações. Por isso, eu queria dizer ao primeiro-ministro que ele seja muito bem-vindo, que a viagem seja muito produtiva e acredito que nós iremos aprofundar cada vez mais a nossa cooperação.

 

Ouça a íntegra da declaração à imprensa (07min23s) da Presidenta Dilma