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Presidenta Dilma Rousseff fala sobre a transposição do Rio São Francisco

por Portal do Planalto publicado 22/10/2013 00h00, última modificação 04/07/2014 20h28

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

Dárcio Alexandre, faturista em  Belo Horizonte – A quantas andam as obras de transposição do Rio São Francisco? Já que somente a parte que é feita pelo nosso Exército Brasileiro é completada, porque não deixar a obra inteira por conta dele?

Presidenta Dilma – Dárcio, as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco estão em pleno andamento, com mais de 6.500 trabalhadores em seus canteiros e mais de 1.800 equipamentos em atividade. Em quatro trechos do empreendimento, as construtoras estão trabalhando 24 horas por dia: São José de Piranhas (PB), Salgueiro (PE), Cabrobó (PE) e Jati (CE). A obra será concluída em 2015, mas já em 2014 teremos os primeiros 100 quilômetros concluídos em cada eixo do empreendimento, o Norte e o Leste.

Aliás, Dárcio, as obras do São Francisco nunca foram interrompidas, sempre contaram com mais de 3 mil trabalhadores em seus canteiros. Mesmo quando houve paralisação em algum trecho, nos outros os trabalhos continuaram. Nos trechos com problemas, contratos foram renegociados, empresas foram trocadas e o ritmo das obras já se intensificou. Nos últimos meses, dez novas ordens de serviço foram emitidas para a expansão da obra nos dois canais e foram contratados mais 2 mil trabalhadores.

As águas do São Francisco serão levadas numa extensão de 470 km, quase a distância de São Paulo a Belo Horizonte, e também beneficiarão 325 comunidades que residem a uma distância de até cinco quilômetros de cada margem dos canais. O Governo Federal também investe fortemente em outras obras de infraestrutura hídrica para o semiárido. A cada R$ 1 investido no São Francisco, outros R$ 3 são aplicados em outras barragens, adutoras e canais, que já estão transformando o semiárido brasileiro. Pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os investimentos mais que triplicaram, passando de R$ 7,2 bilhões no PAC 1 para R$ 28 bilhões no PAC 2.

A participação da engenharia do Exército tem sido importante no projeto do São Francisco, em um trabalho complementar ao das construtoras privadas. Os canais de aproximação dos Eixos Norte e Leste foram concluídos pelos militares. O Exército está construindo ainda estradas de acesso às estações de bombeamento e cuidando de obras em outras áreas,  como estradas e aeroportos. A parceria entre o setor público e o privado, com o auxílio do Exército, é boa para a infraestrutura do  país, pois ao mesmo tempo em que constrói soluções para gargalos estruturais, mantém a equipe técnica militar sempre mobilizada e em contato com as mais modernas tecnologias construtivas.

Que benefícios a distribuição de máquinas aos pequenos municípios está trazendo para o Brasil? (*)

Estamos doando, para todos os municípios com até 50 mil habitantes, e aos que estão em situação de emergência por causa da seca, um kit de máquinas contendo uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão-caçamba. Para aqueles municípios em situação de emergência do semiárido, também estamos doando mais um caminhão-pipa e uma pá-carregadeira. Ao todo, serão beneficiados 5.061 municípios brasileiros e já distribuímos 7.689 equipamentos. Tenho viajado por todo o Brasil para entregar esses kits e visto os benefícios que trazem. Essas máquinas estão ajudando a melhorar a vida nas pequenas cidades porque dão condições aos prefeitos de cuidar, sobretudo, das estradas vicinais, por onde passam pessoas, passa produção agrícola, ambulâncias do Samu e ônibus escolares, além de fazer pequenas obras de saneamento. As máquinas são novas e a prefeitura não tem que pagar nenhum centavo por ela. Está incluído também, o que é muito importante, um curso para quem vai operar cada uma das máquinas. Todo esse esforço significa um investimento de R$ 5 bilhões do governo federal, mas significa muito mais para cada prefeitura, porque estamos dando autonomia para elas enfrentarem os seus problemas diários. Outro fator importante a destacar é que essas máquinas são compradas aqui no Brasil, priorizando a produção no país. Isso estimula vários setores da nossa economia. As empresas que fabricam essas máquinas estão produzindo com toda a sua capacidade por causa dos nossos pedidos. Com isso, geramos emprego e renda nos municípios em que estas fábricas estão situadas. No fim das contas, com esse programa de doação de máquinas para pequenos municípios, nós estamos beneficiando todo o país.

(*) Esta pergunta, que precede a Mensagem, foi formulada pela Secretaria de Imprensa para melhor entendimento do conteúdo.

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