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Na conversa de hoje a presidenta Dilma Rousseff fala sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil

por Portal Planalto publicado 17/06/2014 09h00, última modificação 03/11/2014 17h43

Conversa com a Presidenta

 Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

 

Esta Copa é a Nossa Copa

 

Desde a semana passada, os olhos e os corações do mundo estão voltados para o Brasil, acompanhando a maior Copa do Mundo de futebol da história. Pelo menos três bilhões de pessoas vão se deixar fascinar pela arte das 32 melhores seleções de futebol do planeta. Para o Brasil, sediar a Copa do Mundo é motivo de satisfação, de alegria e de orgulho e, em nome do povo brasileiro, saúdo a todos que chegaram e estão chegando para esta que será, também, a Copa pela paz e contra o racismo; a Copa pela inclusão e contra todas as formas de violência e preconceito; a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento.

Para qualquer país, organizar uma Copa é como disputar uma partida, com direito a prorrogação e disputa nos pênaltis. Mas o resultado e a celebração final valem o esforço. O Brasil venceu os principais obstáculos e chegou preparado para a Copa, dentro e fora do campo.

Para que esta vitória seja ainda mais completa é fundamental que todos os brasileiros tenham uma noção correta de tudo que aconteceu. Uma visão sem derrotismo ou distorções. No jogo, que apenas começou, os pessimistas já entraram perdendo. Foram derrotados pela capacidade de trabalho e pela determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca.

Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios. Os estádios estão aí, prontos. Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos aeroportos. Praticamente, dobramos a capacidade dos nossos aeroportos. Eles estão prontos e atendendo os que vieram nos visitar e os muitos que virão até o fim da Copa. Prontos para dar conforto a milhões de brasileiros agora e depois da Copa.

Chegaram a dizer que haveria racionamento de energia. Quero garantir às brasileiras e brasileiros: não haverá falta de luz durante a Copa, nem depois dela. O nosso sistema elétrico é robusto, é seguro, porque trabalhamos muito para isso. Chegaram ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno no Brasil!

A Copa acelerou obras que já estavam previstas no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Construímos, ampliamos ou reformamos aeroportos, portos, avenidas, viadutos, pontes, vias de trânsito rápido e sistemas de transporte público. Fizemos isso, em primeiro lugar, para os brasileiros.

Tenho repetido que os aeroportos, os BRTs e os estádios não voltarão na mala dos turistas. Ficarão aqui, beneficiando a todos nós. Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida.

Também temos estádios modernos e confortáveis, à altura do nosso futebol e dos nossos torcedores. Além de servir ao futebol, serão estádios multiuso. Vão funcionar também, como centros comerciais, de negócios e de lazer, e palcos de shows e festas populares.

Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação. Escuto e respeito essas opiniões, mas não concordo com elas. Trata-se de um falso dilema. Só para ficar em uma comparação: os investimentos nos estádios, construídos em parte com financiamento dos bancos públicos federais e, em parte, com recursos dos governos estaduais e das empresas privadas, somaram R$ 8 bilhões.

Desde 2010, quando começaram as obras dos estádios, até 2013, o governo federal, os estados e os municípios investiram cerca de 1 trilhão e 700 bilhões de reais em educação e saúde. Ou seja, no mesmo período, o valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o valor investido nos estádios.

A Copa não representa gastos apenas. Ela gera negócios, injeta bilhões de reais em nossa economia. Cria empregos, é fator de desenvolvimento econômico e social.

De uma coisa os brasileiros podem ter certeza: as contas da Copa estão sendo analisadas minuciosamente pelos órgãos de fiscalização. Se ficar provada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos com o máximo rigor.

O Brasil de hoje é muito diferente daquele país que, em 1950, recebeu sua primeira Copa. Hoje somos a sétima economia do planeta e líderes, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio. Nos últimos anos, nosso país promoveu um dos maiores processos de distribuição de renda, de aumento do nível de emprego e de inclusão social. Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, levando, em uma década, 42 milhões de pessoas à classe média e retirando 36 milhões de brasileiros da miséria.

Somos também um país que, embora tenha passado por uma ditadura há poucas décadas, tem hoje uma democracia jovem, dinâmica e pujante. Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar nossas instituições democráticas, instituições que nos respaldam tanto para garantir a liberdade de manifestação como para coibir excessos e radicalismos de qualquer espécie.

 


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