Conversa com a Presidenta

por Portal do Planalto publicado 11/09/2012 09h03, última modificação 03/11/2014 17h41
Presidenta Dilma conversa em sua coluna semanal sobre plataformas de petróleo construídas no Brasil, Política de Garantia de Preços Mínimos e sobre exportações

 

 

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

Candice Renner, 29 anos, professora de Macaé (RJ) – Tenho uma dúvida quanto às plataformas de petróleo que existem no litoral brasileiro. Nós, brasileiros, já construímos plataformas? Já temos plataformas fabricadas aqui no Brasil?

Presidenta Dilma – Sim, Candice, nós temos plataformas construídas no Brasil e estamos construindo muitas mais. A primeira plataforma de perfuração de petróleo construída no Brasil foi a P-I (Petrobras I), que entrou em operação em 1968, em Sergipe. Mas na década de 90 nossa indústria naval quase deixou de existir, pois comprávamos todas as plataformas prontas no exterior. Em 2003, o presidente Lula determinou que nossas plataformas passassem a ser construídas no Brasil, para recuperar nossa indústria naval e para gerar emprego e renda no país. Como resultado dessa política, a primeira plataforma integralmente construída no Brasil, a P-51, com mais de 75% de conteúdo local, saiu do Estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis (RJ). Destinada a águas profundas, desde janeiro de 2009 ela produz petróleo e gás no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos (RJ). Os estaleiros brasileiros estão com encomendas de 21 plataformas de produção e 30 sondas de perfuração. Tudo isso representa geração de emprego e renda no Brasil e mais impulso à nossa indústria naval.

Erno Walter Schmidt, 55 anos, agricultor de Navegantes (SC) – Sou agricultor e gostaria de saber o que é a política de preços mínimos e como é que isso beneficia a nós, agricultores.

Presidenta Dilma – Erno, a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento para ajudar o produtor rural a vender sua produção por um preço que remunere seu trabalho - mesmo quando os preços agrícolas estão excessivamente baixos - e também para regular os preços pagos pelos consumidores, evitando os efeitos de altas excessivas. Isso acontece de duas formas: o governo federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), compra a produção e a destina para estoques estratégicos e a programas sociais ou emergenciais, ou complementa, para o produtor, a diferença entre o preço mínimo e o que ele receber vendendo seu produto no mercado. Hoje, a PGPM é aplicada a 64 produtos estratégicos para o abastecimento e que precisam de estímulos do governo federal. Entre eles está o milho, o arroz, o feijão e a mandioca. Desde 2011, o governo tem uma linha específica da PGPM para a agricultura familiar. Para entender melhor como funciona a PGPM, veja o exemplo do milho que, neste ano, foi afetado pela estiagem e teve os preços no mercado aumentados para até R$ 35 a saca de 60 quilos. Para não prejudicar os produtores de suínos, aves e leite que usam milho na ração animal, o governo vendeu a saca de milho a R$ 21 no Sul e a R$ 18,10 no Nordeste. Por outro lado, se o preço ficar muito baixo, o governo pode comprar pelo preço mínimo estabelecido pela PGPM. Desta forma, Erno, a política beneficia tanto os produtores quanto os consumidores.

Carlos Alberto e Silva, 54 anos, gerente no Rio de Janeiro (RJ) – Presidenta, como está a nossa pauta de exportações? Pretendemos crescer?

 

Presidenta Dilma – Carlos, temos uma pauta de exportações diversificada. Vendemos desde produtos primários, como minerais e alimentos, até produtos industrializados – de alimentos processados a aparelhos eletroeletrônicos e aviões. Neste ano, as exportações brasileiras somaram US$ 160,6 bilhões até agosto, valor próximo ao recorde histórico de US$ 166,7 bilhões, alcançado entre janeiro e agosto de 2011. Trabalhamos para aumentar este valor, ampliar o conjunto de bens que exportamos e conquistar novos mercados, especialmente na Ásia, na África, na América Latina e na Europa Oriental. O Plano Brasil Maior trouxe várias medidas para elevar a competitividade dos produtos brasileiros, sobretudo dos industrializados. Fizemos várias reduções de tributos que, em 2012, representarão um montante de R$ 43,4 bilhões. São benefícios que envolvem a folha de pagamento de diversos setores e estímulos às micro e pequenas empresas, entre outros, gerando incentivos às exportações. Também aprimoramos os mecanismos de defesa dos interesses dos produtores brasileiros nos fóruns internacionais e investimos em tecnologia, inovação e segurança sanitária. Essas ações estão garantindo que, mesmo diante de um cenário internacional adverso, o Brasil tenha bons resultados na balança comercial e continue com nossa economia crescendo.

 

 

 

 

 

 

 

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