Conversa com a Presidenta

por Portal do Planalto publicado 05/06/2012 09h01, última modificação 03/11/2014 17h41
Presidenta Dilma conversa em sua coluna semanal sobre o Melhor em Casa, Luz para Todos e Ciência sem Fronteiras

 

 

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

 

 

 

Aluízio Ferreira de Araujo, 66 anos, artífice no bairro de Campo Grande, Rio de Janeiro (RJ) – O que a senhora pode fazer para tornar digno o atendimento médico-hospitalar da rede pública para a maioria dos brasileiros?

Presidenta Dilma – Estamos trabalhando firme para isso, Aluzío, para garantir atendimento de qualidade a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em novembro passado, por exemplo, iniciamos o programa de atendimento domiciliar, o Melhor em Casa, que reduz a lotação dos hospitais e dá atendimento mais humanizado, junto à família. No município do Rio de Janeiro já há 10 equipes, que atendem 600 pacientes por mês. E desde janeiro enviamos a Carta SUS aos paciente, para saber como ele foi tratado durante a internação. Criamos também as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24 Horas), que podem resolver 97% dos casos que recebem. O seu Estado tem 53 UPAs, e está também no programa SOS Emergência, que vai melhorar os hospitais Miguel Couto e Albert Schweitzer. E ajudamos os Estados a aumentar o número de cirurgias eletivas, o que fez os mutirões crescerem 65%, passando de 209,6 mil cirurgias, em 2010, para 345,8 mil, em 2011. Só as cirurgias de catarata aumentaram 96,4% no período. Desde 2011 também distribuímos medicação gratuita para hipertensão e diabetes, que você pode retirar nas 20 farmácias do seu bairro credenciadas no Aqui Tem Farmácia Popular. Em todo o País, são 20 mil farmácias, que já atenderam 10 milhões de pessoas, sendo 1,5 milhão no seu Estado. São exemplos, Aluízio, do esforço permanente para melhorar a saúde no Brasil, e que terá continuidade.

Afonso Miranda de Araújo, 76 anos, lavrador em Oliveira dos Brejinhos (BA) – Todos os povoados ao redor de onde eu moro (Grama) já receberam o Luz para Todos. Será colocada luz no meu povoado? Será que ainda vou ver luz?

Presidenta Dilma – Afonso, a luz está programada para  chegar à sua casa em 2013. A ligação da localidade em que você mora está prevista no projeto da região de Mulungu, segundo informações da Coelba. O projeto já foi aprovado pelo Comitê Gestor Estadual do Programa Luz para Todos da Bahia e vai atender a 58 famílias, como parte das metas acordadas  entre o governo federal e a Coelba, que realizará mais 104 mil novas ligações na Bahia, até 2014. Desde 2003, Afonso, o programa já beneficiou 2,9 milhões famílias em todo o Brasil, sendo 480 mil ligações somente na Bahia, que é o estado mais favorecido pelo programa. Ao garantir a chegada da energia à casa dessas famílias, estamos fazendo uma verdadeira revolução no Brasil. Com a energia, melhora a qualidade de vida das pessoas e aumenta a sua capacidade de produção. Para alcançar pontos isolados, como a região Amazônica, temos utilizado várias alternativas, aliando tecnologia e sustentabilidade, como sistemas de geração de miniusinas fotovoltaicas e distribuídas por minirredes. Utilizamos também materiais como cabos subaquáticos e postes de fibra de vidro, que podem ser transportados mais facilmente, até em canoas, para contemplar ilhas fluviais e oceânicas. Nosso objetivo é levar energia a todos os brasileiros, como você, Afonso, que em breve terá luz em casa.

Ronaldo Botelho Gomes, 24 anos, advogado em Belo Horizonte (MG) – O programa Ciência sem Fronteiras oferece bolsas para pós-graduação lato sensu?

Presidenta Dilma – Não, Ronaldo, o Ciência sem Fronteiras não oferece bolsas para pós-graduação lato sensu, que são programas de especialização que conferem ao aluno certificados. O foco do programa é oferecer bolsas de graduação, doutorado sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado nas áreas de ciências exatas, médicas e tecnológicas. Esta opção deve-se à necessidade de nosso país investir em áreas que permitam acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias e processos de inovação no Brasil. Até 2014, vamos enviar 101 mil estudantes ao exterior. Neste ano, haverá 20 mil bolsas para estudantes de física, química, matemática, biologia, ciências médicas e da computação e em todas as áreas de engenharia. Instituições de excelência, como a Universidade Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, oferecem vagas para nossos bolsistas. O critério de escolha do Ciência sem Fronteiras é o mérito, levando em conta o desempenho do estudante no Enem, o que dá oportunidade para todos, inclusive alunos de famílias pobres que jamais poderiam estudar no exterior. Os interessados devem fazer a inscrição na página do programa www.cienciasemfronteiras.gov.br.

 

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