Conversa com a Presidenta

por Portal do Planalto publicado 17/04/2012 09h01, última modificação 03/11/2014 17h41
Presidenta Dilma conversa em sua coluna semanal sobre os programa de incentivo científico e tecnológico, Crack, é possível vencer e Fies

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

Aarón Holanda Lino, 34 anos, instalador de portas de garagem em Miami, Flórida (EUA) – Com a crise, muitos cientistas, engenheiros de tecnologia etc., da Europa e dos Estados Unidos, estão precisando trabalhar. Por que não atrair para o Brasil estas pessoas, que podem passar suas experiências para os brasileiros?

Presidenta Dilma – Aarón, além de enviar mais de 100 mil estudantes para o exterior até 2014, o Ciência sem Fronteiras abrange dois outros programas, que visam justamente atrair estrangeiros e brasileiros que atuam em outros países. O primeiro é o Atração de Jovens Talentos, que objetiva trazer para o Brasil jovens pesquisadores, de preferência brasileiros, que participem de destacada produção científica e tecnológica no exterior. O programa prevê uma bolsa mensal, além de recursos para pesquisas, passagens aéreas, auxílio deslocamento e auxílio instalação. O segundo programa é o Pesquisador Visitante Especial, voltado para fomentar o intercâmbio e a cooperação internacional, atraindo lideranças científicas durante um a três meses por ano, por um período de dois a três anos. Entre os benefícios, destaco a mensalidade de R$ 14 mil e o auxílio à pesquisa no valor de R$ 50 mil anuais. Nossos estudantes vão aprender nas melhores universidades do mundo e pesquisadores consagrados no exterior virão ao Brasil para nos transmitir suas experiências. Essas iniciativas ajudarão a alçar o Brasil para um novo patamar científico e tecnológico.

Juliana de Almeida Correa, 34 anos, advogada em São Paulo (SP) – Conheço um caso de pessoa viciada em crack e vejo o sofrimento dos pais e do próprio usuário, que se mata a cada tragada. O que o governo tem feito para resolver o problema?

Presidenta Dilma – Essa é uma pergunta que surge com muita frequência aqui na coluna. Isso confirma a seriedade do problema e o acerto em darmos prioridade ao seu enfrentamento. Nossa principal iniciativa é o programa Crack, é possível vencer, para o qual estamos direcionando R$ 4 bilhões até 2014, para investimento na prevenção ao uso de crack e outras drogas, no tratamento de saúde e na repressão ao tráfico. A iniciativa envolve o trabalho conjunto dos ministérios da Saúde, da Justiça, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além de outros órgãos. Mas para ser bem-sucedido, Juliana, nós sabemos que o programa depende de mais parcerias. Isoladamente, ninguém conseguirá vencer essa luta. Por isso, estamos estruturando um trabalho conjunto com prefeitos, governadores, com os demais poderes da República e com a sociedade civil. Pernambuco, Alagoas e Rio de Janeiro já se engajaram no programa e assinaram o termo de adesão, assim como as capitais Recife, Maceió e Rio de Janeiro. Nesta semana aderem o Rio Grande do Sul e a capital do Estado, Porto Alegre. Aos poucos, chegaremos a todo o Brasil. Com determinação e com as parcerias que estamos realizando, certamente superaremos mais este desafio.

Ana Lúcia de O. Moreira, 47 anos, servidora em Petrópolis (RJ) – Gostaria de pedir que a senhora reformasse o Fies, para as prestações ficarem mais baixas.

Presidenta Dilma – Nós promovemos uma ampla reforma no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em janeiro de 2010, e temos continuamente aperfeiçoado suas condições. O objetivo, Ana, é justamente facilitar a contratação do financiamento e reduzir o valor das prestações. Os juros, que eram de 9%, baixaram para 3,4% ao ano. E a nova taxa passou a valer também para o saldo devedor dos contratos antigos, firmados antes de 2010. A própria Caixa Econômica Federal recebe os pedidos de renegociação e faz as simulações dos novos valores. Além do mais, ampliamos o prazo para o pagamento do financiamento, que passou a ser de três vezes o tempo de utilização do benefício, acrescido de 12 meses. E tudo isso só começa a contar depois de uma carência de 18 meses após a formatura. Se um curso dura quatro anos, por exemplo, o estudante terá 14 anos e meio para pagar. O programa financia até 100% da mensalidade e os estudantes de licenciatura e medicina, que atuarem nas redes públicas de educação e saúde, amortizam 1% da dívida por mês de trabalho. Ou seja, o curso pode até sair de graça. E acabou também a exigência do fiador para bolsistas parciais do ProUni e para estudantes de licenciatura que vêm de famílias com renda mensal por pessoa de até 1,5 salário mínimo. Como você vê, Ana, estamos criando as condições para que todas as pessoas, que tenham o sonho de fazer um curso superior, possam realizá-lo.

 

 

 

 

 

 

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