Conversa com a Presidenta

por Portal do Planalto publicado 08/08/2011 13h26, última modificação 03/11/2014 17h40
Presidenta Dilma Rousseff conversa em sua coluna semanal sobre interiorização das universidades, trabalho para jovens que moram no campo e ações para diminuir danos causados pelas chuvas

 

 

 

 

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

Maurício Quichaba Silva, 25 anos, eletrotécnico de Brumado (BA) – Brumado, no sudoeste da Bahia, é um polo regional e ainda é carente de ensino superior. O que pode ser feito para descentralizar as universidades federais?

Presidenta Dilma - Maurício, nós concordamos plenamente com a necessidade de descentralização das universidades. Tanto que começamos a fazer esse trabalho já no governo passado. Desde 2003, criamos 14 novas universidades, das quais 10 são voltadas para a interiorização do ensino superior público. Criamos também 126 novos campi de universidades públicas, que hoje estão implantados em 230 municípios das 27 unidades da Federação. Com essas iniciativas, o número de vagas de ingresso nas universidades federais, que era de 109 mil em 2003, subirá para 243 mil em 2012. Na Bahia, que conta com três instituições – Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) – o número de campi pulou de dois para nove, e essa expansão foi toda em cidades do interior. Estamos oferecendo mais oportunidades aos nossos jovens, em suas próprias cidades, ou em cidades vizinhas, o que está contribuindo para a redução das nossas desigualdades sociais e regionais.

José Aílton Nunes de Alencastro, 19 anos, agricultor de Araguatins (TO) - Qual é a política de seu governo de incentivo aos jovens que moram no campo, mas que têm poucas oportunidades de emprego?

 

Presidenta Dilma - O governo federal tem diversas ações voltadas para a juventude rural. Uma delas é o Pronaf Jovem, linha de crédito especial para o financiamento de projetos de agricultores familiares com até 29 anos de idade. O programa ajuda a desenvolver ações que geram renda, como projetos agropecuários, de turismo rural, artesanato e de pomares e hortas. No Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, vamos ampliar o limite de financiamento para esses projetos de R$ 10 mil para R$ 12 mil, com juros de 1% ao ano. Outra ação é a linha de crédito Nossa Primeira Terra, do Programa Nacional de Crédito Fundiário, que financia a compra de terra por jovens da área rural com idades entre 18 e 28 anos. Todas essas ações são no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Além disso, os jovens podem participar de outros programas, que são direcionados para todos os agricultores familiares, sem distinção de idade. É o caso do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que conta com R$ 16 bilhões para o financiamento da safra 2011-2012, com juros que variam de 0,5% a 4,5% anuais.

Andressa Thomaz, 32 anos, fonoaudióloga de São Paulo (SP) – Todo ano a cena se repete: basta chover forte no Nordeste e milhares de pessoas são atingidas. O que o governo está fazendo para evitar a repetição anual dessa tragédia?

 

Presidenta Dilma – Andressa, nós estamos trabalhando em várias frentes com os governadores e prefeitos para evitar essas tragédias e, quando elas forem inevitáveis, para  minorar o sofrimento da população. Por exemplo, vamos dividir com o governo de Pernambuco o custo de R$ 650 milhões para a construção de cinco barragens na bacia do Rio Una, para controlar a vazão das chuvas na região. Já assinamos, no mês passado, convênio para a construção das duas primeiras, que custarão R$ 65 milhões, sendo R$ 50 milhões do governo federal. O Ministério de Ciência e Tecnologia está desenvolvendo um sistema de monitoramento e alerta em áreas de risco, para fornecer essas informações à Secretaria Nacional de Defesa Civil, que coordenará as ações. Os programas habitacionais retirarão muitas famílias dos locais sujeitos a enchentes e deslizamentos de terra. A Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC), do Ministério da Integração, está desenvolvendo estudos para criar cinco escritórios regionais, modernizando o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e treinando agentes dos estados e municípios. O objetivo é criar as condições para a evacuação, antecipamente, das pessoas em áreas de risco. No final de maio, a SEDEC realizou, pela primeira vez no Brasil, exercícios simulados de preparação para desastres em Alagoas, Pernambuco e Bahia. E em abril, realizamos o Seminário Internacional de Defesa Civil, ocasião em que pudemos tomar conhecimento das melhores práticas de prevenção em todo o mundo. Como você pode ver, estamos criando os instrumentos para reduzir drasticamente os prejuízos materiais, e principalmente humanos, resultantes de desastres naturais.

 

 

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