Conversa com a Presidenta

por Portal do Planalto publicado 20/12/2011 09h15, última modificação 03/11/2014 17h41
Presidenta Dilma conversa em sua coluna semanal sobre o Plano Estratégico de Fronteiras, financiamento da casa própria e o Programa Nacional de Banda Larga

 

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

 

 

 

Rosangela Boueri, 49 anos, dona de casa em São Paulo (SP) – Quando as mães deste país poderão dormir tranquilas e garantir que seus filhos fiquem seguros?

Presidenta Dilma – Como mãe, eu compreendo as suas preocupações, Rosângela, e estou absolutamente empenhada em criar as condições para que todos os brasileiros tenham uma vida segura. Para isso, estamos atuando em várias frentes. Temos apoiado a instalação de UPPs no Rio de Janeiro, por exemplo, que permitem a retomada de territórios antes dominados pelo tráfico. Implantamos o Plano Estratégico de Fronteiras, com as Forças Armadas e as forças de segurança federais e estaduais operando juntas para evitar que drogas e armas cheguem às nossas cidades. Há duas semanas, lançamos o plano Crack, é possível vencer, um conjunto de ações para enfrentar o crack e outras drogas. A iniciativa, além de garantir o atendimento dos dependentes, vai fortalecer a prevenção e combate ao tráfico, com foco nas cracolândias. Nossas políticas voltadas para o crescimento e a geração de empregos, com aumentos reais dos salários, aliadas aos programas sociais, têm também um papel importante na segurança, ao garantir um país com mais justiça social. Quanto à educação, além da construção de 6 mil creches e pré-escolas, continuamos implantando escolas técnicas e universidades no interior e criamos o Pronatec, para oferecer oportunidades de educação profissional e qualificação a oito milhões de jovens e trabalhadores brasileiros. Essas são algumas iniciativas para garantir que tenhamos um país mais seguro e com mais harmonia.

Gilberto Ribas da Silva, 50 anos, agente educacional em Marechal Cândido Rondon (PR) – Por que, quando uma pessoa vai à Caixa para financiar a casa própria, ela tem que fazer um investimento, um seguro, ou abrir uma poupança?

Presidenta Dilma – Para obter financiamento, o cliente da Caixa não precisa comprar seguros, cartão de crédito, fazer investimento, nem abrir caderneta de poupança. Embora a Caixa tenha todo interesse em vender seus produtos e serviços, a decisão de comprar é sempre uma opção do cliente. Caso essa orientação seja descumprida, Gilberto, o fato deve ser comunicado ao Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). Pelo telefone 0800 726 0101, que funciona 24 horas por dia, de segunda a domingo, você pode registrar sua reclamação. Se nesta instância o seu caso não for resolvido, você deve entrar em contato com a Ouvidoria da Caixa pelo telefone 0800 725 7474, que funciona nos dias úteis, no horário comercial. Você receberá uma resposta no prazo máximo de 15 dias corridos. Um caso ou outro pode ser resolvido facilmente. A Caixa é e continuará sendo o principal instrumento do governo para viabilizar o acesso à moradia. Somente na segunda fase do Minha Casa Minha Vida, vamos investir, de 2011 a 2014, R$ 125,7 bilhões, dos quais R$ 72,6 bilhões serão subsídios para viabilizar a aquisição da casa própria pelas famílias de mais baixa renda. A Caixa desempenha papel fundamental na implementação do MCMV e também nos demais programas habitacionais do governo.

Erno Walter Schmidt, 55 anos, agricultor em Navegantes (SC) – Na minha cidade, a cobertura de internet é boa, mas no interior é fraca. A senhora acredita que teremos internet boa em todas as regiões?

Presidenta Dilma – Erno, nosso governo está trabalhando a todo vapor para que a internet em banda larga esteja disponível em todos os municípios até 2014. Nossa meta é elevar para 60% o total de casas com acesso rápido à rede mundial de computadores. Hoje, apenas 27% dos domicílios têm internet. Já reduzimos à metade o preço médio das assinaturas, que antes era de R$ 70 e agora está em R$ 35, para uma velocidade de 1 megabit por segundo. Com o Programa Nacional de Banda Larga e a participação da Telebras, vamos levar as conexões de internet para áreas mais afastadas, para as cidades do interior do Brasil, incluindo a Amazônia, onde as empresas de telefonia ainda não oferecem o serviço. Você é agricultor e, por isso, eu gostaria de dizer que vamos dar atenção especial também à questão da internet no campo. Em abril, a Anatel vai fazer um novo leilão para permitir que todas as áreas rurais do Brasil contem com serviços de telefonia e conexão à internet. Vamos, inclusive, conectar 100% das escolas rurais. Por último, quero destacar que a Anatel aprovou recentemente novas regras de qualidade para banda larga fixa e móvel. Agora, as empresas terão que oferecer conexões de internet com a velocidade efetivamente contratada.

 

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