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A Conversa de hoje reprisa algumas questões apresentadas no pronunciamento do Dia do Trabalhador

por Portal Planalto publicado 06/05/2014 09h00, última modificação 03/11/2014 17h43

Conversa com a Presidenta

 Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

 

A propósito do Primeiro de Maio

 

Nesta nossa conversa, quero hoje reprisar algumas questões que apresentei em meu pronunciamento do Dia do Trabalhador. Em primeiro lugar, afirmo que não tenho dúvidas de que um país que consegue vencer a luta pelo emprego e pelo salário nos dias difíceis que a economia internacional atravessa, é capaz de vencer muitos outros desafios. 

Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar a promover todas as mudanças necessárias. O que significa continuar a luta contra todo tipo de dificuldades e incompreensões. E quais são essas mudanças? São aquelas reformas que aperfeiçoam a política, que combatem a corrupção, que aumentam a transparência, que fortalecem a economia e melhoram efetivamente a qualidade dos serviços públicos.

Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador. Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do Brasil sem Miséria, para assegurar que todos continuem acima da linha da extrema pobreza definida pela ONU.

Anuncio igualmente meu compromisso de continuar a política de valorização do salário-mínimo, que tantos benefícios vem trazendo para milhões de brasileiros e que tem sido um instrumento efetivo para a diminuição da desigualdade e para o resgate da grande dívida social que ainda temos com os nossos trabalhadores mais pobres. Algumas pessoas reclamam que o nosso salário-mínimo tem crescido mais do que devia. Para elas, um salário-mínimo melhor não significa mais bem-estar para o trabalhador e sua família. Essas pessoas dizem que a valorização do salário-mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores. Nosso governo, porém, nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador. Será sempre o governo do crescimento com estabilidade, do controle rigoroso da inflação e da administração correta das contas públicas.

Nos últimos 11 anos, tivemos o mais longo período de inflação baixa da nossa história. Foi também o período histórico em que mais cresceu o emprego e em que o salário mais se valorizou. Nesse período, o salário do trabalhador cresceu 70% acima da inflação, geramos mais de 20 milhões de novos empregos com carteira assinada, sendo que 4,8 milhões no atual governo. Nesse mesmo período também conseguimos a maior distribuição de renda da história do Brasil.

Quero reafirmar o compromisso do meu governo no combate incessante à corrupção. O que pode envergonhar um país não é combater a corrupção, é varrer tudo para baixo do tapete. O Brasil já passou por isso no passado e os brasileiros não aceitam mais essa hipocrisia. É com essa franqueza que quero falar da Petrobras. A Petrobras é um símbolo de luta e afirmação do nosso país. É um dos mais importantes patrimônios do nosso povo. Por isso jamais vai se confundir com atos de corrupção. O que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo rigor. Mas, como brasileiros que amam e defendem seu país, não podemos permitir que problemas sejam utilizados para tentar destruir a imagem da nossa maior empresa.

Vocês lembram dos pactos que nós firmamos, após as manifestações de junho. Eles já produziram muitos resultados.  O pacto pela educação, gerou a lei que permitirá que a maior parte dos royalties e dos recursos do pré-sal seja aplicada na educação. O pacto pela saúde viabilizou o Mais Médicos, e em apenas seis meses já colocamos mais de 14 mil médicos em 3.866 municípios. O pacto pela mobilidade urbana está investindo R$ 143 bilhões, o que permite a melhora do sistema viário e do transporte coletivo público nas cidades brasileiras. Precisamos ampliá-los muito mais. Além disso, é preciso tornar realidade o pacto da reforma política. Sem uma reforma política profunda não teremos condições de construir a sociedade que almejamos. Por isso encaminhei ao Congresso Nacional uma proposta de consulta popular para que nosso povo possa debater e participar da reforma política. Sempre estive convencida que sem a participação popular não teremos a reforma política que o Brasil exige. Por isso, além da ajuda do Congresso e do Judiciário, preciso do apoio de cada um de vocês. Temos o principal: coragem e vontade política. E temos um lado: o lado do povo. E quem está do lado do povo pode até perder algumas batalhas, mas sabe que no final colherá a vitória.

 

 

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