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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 28/06/2011 16h37, última modificação 03/11/2014 17h25
A presidenta Dilma conversa sobre o lançamento do programa Rede Cegonha, para apoiar a mulher e o bebê até o segundo ano de vida, e sobre a criação das Casas da Gestante e do Bebê

Rádio Nacional, 28 de março de 2011

Luciano Seixas: Olá, bom dia. Eu sou Luciano Seixas, e começamos agora mais um “Café com a Presidenta”, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, Presidenta.

Presidenta: Bom dia, Luciano.

Luciano Seixas: A senhora está indo hoje a Belo Horizonte lançar o programa Rede Cegonha, mais uma novidade dirigida às mulheres. A senhora já falou do Rede Cegonha aqui, rapidamente, mas gostaríamos de saber mais, pode ser?

Presidenta: Pode, sim, Luciano. Você sabe que uma das grandes preocupações do meu governo é a assistência à mulher e ao bebê. Um país só pode ser medido pela atenção que dá às suas mães e às suas crianças. O Rede Cegonha é um programa que vai dar atendimento à mulher do início da gravidez até o segundo ano de vida do bebê. Vamos agir bem cedo, sabe por quê? Porque o futuro de uma criança começa muito antes do nascimento dela. Começa na qualidade de vida da mãe, nas condições da gravidez e nas condições do parto. Vamos investir R$ 9 bilhões até 2014, para garantir um atendimento integral.

Luciano Seixas: Em que esse dinheiro vai ser aplicado?

Presidenta: Nós vamos construir uma rede para as mulheres, a Rede Cegonha, ligada ao Sistema Único de Saúde, trabalhando em conjunto com os estados e os municípios. A ideia é a seguinte: no momento em que uma mulher chegar a uma unidade de Saúde informando que está grávida ou que suspeita de gravidez, ela vai entrar imediatamente em uma corrente de cuidados especiais. Primeira coisa: a gestação vai ser confirmada ali mesmo, sem demora. A mulher vai fazer um teste rápido, aquele que dá o resultado na hora.

Luciano Seixas: Ali, na hora?

Presidenta: Isso mesmo, sem perda de tempo. Vamos começar o pré-natal ali, no primeiro contato com a gestante, para incentivá-la a fazer um pré-natal completo, como é o recomendado. O governo federal vai garantir os recursos inclusive para o transporte, se for preciso, para que ela possa comparecer a todas as consultas e aos exames recomendados.

Luciano Seixas: Mesmo os exames mais complexos, mais caros?

Presidenta: É claro, Luciano, mesmo esses. Hoje o SUS já recomenda 20 tipos de exames às gestantes. Com o Rede Cegonha, além desses exames, vamos garantir recursos para que cem por cento das gestantes façam, por exemplo, o ultrassom. Se ela tiver uma gravidez de risco, outros nove tipos de exames complementares também terão recursos garantidos. Tudo isso para evitar ou prever problemas futuros e mais graves para a mãe e para o bebê.

Luciano Seixas: A senhora disse que o Rede Cegonha vai pagar a passagem de ônibus das gestantes, é isso?

Presidenta: Isso mesmo, vai sim. Para a gestante comparecer a todas as consultas previstas, vamos dar um vale-transporte. Ao final do pré-natal, se cumprir todas as consultas recomendadas, ela vai receber um vale-táxi para ir para a maternidade. Assim, a mulher vai estar preparada e vai chegar mais tranquila ao momento do parto. Hoje a maioria das mulheres – quase 90% – já faz as quatro consultas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, mas nós queremos ir além: que elas façam pelo menos seis consultas e todos os exames necessários. Queremos que a mãe seja assistida mais de perto e que ela seja bem informada sobre sua gestação.

Luciano Seixas: Como, Presidenta, a rede de Saúde pode dar mais tranquilidade à gestante?

Presidenta: Primeiro, oferecendo a ela um ambiente acolhedor. Por exemplo, no Rede Cegonha vamos garantir que a gestante conheça previamente qual será a maternidade onde ela terá o bebê. A maternidade conhecida passa a ser uma espécie de porto seguro. Também vamos criar as Casas da Gestante e do Bebê.

Luciano Seixas: O que é isso?

Presidenta: Olha, Luciano, essas Casas ficam nas maternidades de alto risco. A mulher pode precisar ficar nessas Casas antes do parto, caso não tenha indicação de ficar internada, mas precise continuar sendo observada. Podem também ser indicadas depois do parto, quando o bebê está em uma UTI ou então não possa, por qualquer motivo, ir para casa. Além disso, como gravidez e parto não são doenças, vamos implantar de forma segregada, nos hospitais gerais, as “maternidades alas” ou “centros” para parto normal ou de risco.

Luciano Seixas: E, melhor ainda, se for parto normal, não é, Presidenta?

Presidenta: Ah, sem dúvida! Vamos mostrar às mulheres as vantagens do parto normal. É mais saudável, a recuperação é mais rápida e, Luciano, é melhor para o bebê. Mas o fato é que a mulher precisa sentir segurança para chegar confiante ao parto normal. Então, além de um bom pré-natal, vamos criar um ambiente favorável que respeite a individualidade da mulher. Por exemplo, se quiser, a mulher poderá ter o acompanhamento de uma pessoa de confiança.

Luciano Seixas: Presidenta, o papo está ótimo, mas chegamos ao fim. Muito obrigado e até semana que vem.

Presidenta: Obrigada, Luciano. Boa semana para os nossos ouvintes, boa semana para o Brasil. Tchau!

Luciano Seixas: Você pode acessar este programa na internet. O endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos segunda-feira, até lá.

Ouça a íntegra da entrevista (06min04s) da Presidenta Dilma no programa Café com a Presidenta