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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 28/06/2011 17h24, última modificação 03/11/2014 17h25
A Presidenta conversa no programa sobre o salário mínimo de R$ 545,00 a partir de 1º de março e a aprovação das regras, pelo Congresso Nacional, das regras para o aumento do mínimo nos próximos quatro anos

Rádio Nacional, 28 de fevereiro de 2011

Luciano Seixas: Oi, gente, eu sou o Luciano Seixas e estamos começando mais um bate-papo com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, Presidenta. Tudo bem com a senhora?

Presidenta: Tudo bem, Luciano, tudo bem.

Luciano Seixas: Presidenta, definido o salário mínimo de R$ 545,00, valendo a partir de amanhã, 1º de março. E, junto com ele, o Congresso aprovou as regras para os aumentos do mínimo nos próximos quatro anos. Como é que vai ser isso, Presidenta?

Presidenta: Olha, Luciano, esse é um momento importante para o trabalhador. E o principal é que agora temos uma lei que dá segurança e estabilidade para o trabalhador e para a trabalhadora que ganha um salário mínimo. Na sexta-feira, eu assinei a lei que cria a política de longo prazo de valorização do salário mínimo. Com ela, todos sabem de antemão quais são as regras e os critérios de aumento do salário mínimo, daqui até 2015.

Luciano Seixas: E como estas regras vão funcionar?

Presidenta: Primeiro, Luciano, eu quero lembrar que a lei de valorização do salário mínimo consolida um acordo fechado pelo governo Lula com os trabalhadores, por meio das centrais sindicais, ainda em 2007. A primeira regra, Luciano, acertada é a seguinte: é preciso garantir que o salário mínimo não perca o valor e, para isso, ele precisa acompanhar a inflação. Porque se o preço do alimento subir, o preço do transporte subir, o preço das roupas subir, o salário também tem que subir junto.

Luciano Seixas: Isso é a chamada correção pela inflação, não é?

Presidenta: Isso mesmo, Luciano. Mas dar apenas a inflação não é suficiente para aumentar o poder de compra do salário mínimo, ao longo do tempo. Todo mundo merece melhorar de vida, não é? Então, o que ficou acertado é a segunda regra: além da inflação, o salário mínimo tem que ter um ganho real, uma valorização. E esse aumento real deve acompanhar o crescimento da economia. Você sabe, não é, Luciano, que o aumento da economia aparece em um número chamado Produto Interno Bruto, o PIB. É ele que, todo ano, diz se a economia cresceu ou não, e quanto ela cresceu.

Luciano Seixas: Sei. Nós, jornalistas, gostamos de simplificar, dizendo que o PIB mostra como foi a produção de riquezas do país.

Presidenta: É essa a ideia. Quando o país produz mais riquezas, o trabalhador também deve ganhar mais. É esse ritmo da economia que o salário mínimo passou a acompanhar, Luciano.

Luciano Seixas: Quer dizer, se a economia cresce, ótimo. Mas se ela cai, o trabalhador perde salário?

Presidenta: Não, Luciano, o trabalhador não perde salário. Quando a economia não cresce ou mesmo diminui, o cálculo do reajuste considera que o crescimento do PIB foi zero, nulo – não há desconto de salário mínimo. Mas o mínimo, ainda nesse caso, tem a correção pela inflação. É o que aconteceu em 2009. A economia caiu, o mínimo não caiu, ele vai ser corrigido agora pela inflação e, por isso, vai chegar a R$ 545,00.

Luciano Seixas: Então, o salário mínimo cresce menos, mas o poder de compra fica garantido?

Presidenta: Isso mesmo. O trabalhador, Luciano, fica protegido.

Luciano Seixas: Presidenta, com essa lei agora aprovada, já daria para imaginar o salário mínimo de 2012?

Presidenta: Olha, Luciano, fazendo uma conta rápida, já que ainda não temos todos os números, estará em torno de 13%, mais ou menos, o aumento. Porque a economia cresceu bastante no ano passado, acima de 7%, mais a inflação de 2011, vamos chegar, nós estamos calculando, a um salário mínimo de R$ 616,00 no início do ano que vem. Com essa regra aprovada no Congresso, Luciano, vai ser um ganho real importante, você não acha?

Luciano Seixas: A senhora tem uma avaliação dos resultados dessa política nos últimos anos?

Presidenta: Veja, Luciano, o que nós queremos é continuar a valorização do salário mínimo para gerar riquezas e para fazer a roda da economia girar com vigor, porque o salário mínimo tem impacto direto na vida das pessoas e na economia do país. Isso significa mais comida na mesa, uma vida melhor para muita gente, e mais dinheiro circulando, não é, Luciano, o que faz a roda da economia girar.

Luciano Seixas: É verdade. E quando a economia gira, aumenta a oferta de emprego.

Presidenta: É isso aí, uma coisa puxa a outra. O salário sobe, as pessoas compram mais, as vendas crescem, a produção aumenta e novos empregos aparecem. Uma comprovação disso é a quantidade de empregos criados agora em janeiro: 152 mil novas vagas. É um sinal importante. Olha, desde [19]92, o governo acompanha o mercado de trabalho, e nunca havia registrado um crescimento das vagas tão grande no mês de janeiro como aconteceu no ano passado e este ano. Isso é a roda da economia girando, Luciano. E se depender do empenho do meu governo, tenha certeza, essa roda vai girar mais e mais, vai ajudar o país a gerar riquezas, a reduzir a pobreza e a construir uma vida melhor para todos e todas. Por isso, Luciano, o lema do meu governo é: país rico é país sem pobreza.

Luciano Seixas: Você ouviu a presidenta Dilma Rousseff falando sobre emprego e sobre a nova lei de valorização do salário mínimo. Obrigado, Presidenta, pelas informações, e até a semana que vem.

Presidenta: Eu te agradeço muito, Luciano. Tchau.

Luciano Seixas: E lembre-se, você pode ouvir este programa na internet. O endereço é www.cafe.ebc.com.br. O “Café com a Presidenta” volta na próxima segunda-feira. Até lá.

Ouça a íntegra da  entrevista (06min18s) da Presidenta Dilma no programa Café com a Presidenta