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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 08/08/2011 12h35, última modificação 03/11/2014 17h25
A Presidenta conversa sobre a 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares, que acontecem no Rio de Janeiro, e diz que o evento prepara o país para a Copa do Mundo e as Olimpíadas

Rádio Nacional, 18 de julho de 2011

Luciano Seixas: Olá, eu sou Luciano Seixas, e a partir de agora você acompanha o “Café com a Presidenta”, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, Presidenta.

Presidenta: Bom dia, Luciano. Bom dia a todos os ouvintes que nos acompanham nesta manhã.

Luciano Seixas: Presidenta, a senhora abriu, no Rio de Janeiro, a quinta edição dos Jogos Mundiais Militares, é o maior evento esportivo militar do mundo. Podemos dizer que é a uma preparação para a Copa, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016?

Presidenta: Olha, Luciano, podemos dizer, sim. Além de ser o maior evento esportivo militar, é o terceiro maior evento esportivo do mundo, depois das Olimpíadas e da Copa. Por isso é, sim, uma preparação para a Copa e para as Olimpíadas, que vão se realizar no Brasil. Os Jogos Mundiais Militares estão reunindo nesta semana, no Rio de Janeiro, mais de seis mil atletas, vindos de 113 países. Por isso, construímos e reformamos centros esportivos onde vão ocorrer provas de 20 modalidades, como o atletismo, o judô, a natação, o vôlei, por exemplo. Montamos uma estrutura de primeira qualidade, tudo para garantir as melhores condições para os atletas e para receber bem os turistas que vão acompanhar as competições. Temos certeza de que eles vão levar do Brasil a lembrança de um povo que sabe acolher com alegria e de um país que investe e acredita no esporte. E o lema que encontramos para os Jogos deste ano é muito representativo desse espírito do brasileiro: são os Jogos da Paz.

Luciano Seixas: Mas para que tudo isso estivesse pronto foi preciso trabalhar duro, não é, Presidenta?

Presidenta: Foi, sim, Luciano. Foi um esforço que exigiu a união de forças civis e militares, que trabalharam juntas para erguer os centros esportivos e três vilas, com apartamentos, onde ficarão os atletas. Só na construção dessas vilas geramos mais de sete mil empregos diretos. Ao todo, estamos gerando, em todas essas obras, mais de 25 mil empregos.

Luciano Seixas: Agora, mudando um pouco de assunto, a senhora também participou, no fim de semana, da cerimônia de início da fabricação de cinco submarinos brasileiros, em Itaguaí, no Rio de Janeiro. É uma parceria com a França. Qual a vantagem para o Brasil?

Presidenta: Olha, Luciano, tem várias vantagens. A primeira é que o Brasil passa a fazer parte do pequeno grupo de países que têm conhecimento e tecnologia para construir submarinos. A capacidade de produzir submarinos é fator estratégico, tanto para a defesa do país quanto para o crescimento econômico. Quando fizemos o acordo com o governo francês para a construção desses submarinos, em 2008, durante o governo do presidente Lula, uma das condições que colocamos foi a de que os profissionais brasileiros pudessem aprender com os franceses como se faz todo o submarino. Não queríamos apenas comprá-los, queríamos aprender a construir os submarinos, construindo-os. E depois de fazer quatro submarinos convencionais, a diesel, nós estaremos prontos para desenvolver, sozinhos, um submarino movido por energia nuclear.

Luciano Seixas: E, com certeza, a indústria naval brasileira sai ganhando.

Presidenta: Não é apenas a indústria naval. Veja bem, cada submarino a ser fabricado no Brasil vai contar com mais de 36 mil itens, produzidos por 30 empresas brasileiras. A fabricação desses produtos vai exigir mão de obra qualificada. E aí entra mais uma vantagem: somente as obras de construção do estaleiro e da base naval, por exemplo, vão garantir mais de nove mil empregos diretos e outros 27 mil empregos indiretos. E na fase de construção dos submarinos a previsão é de que sejam criados em torno de dois mil empregos diretos e oito mil empregos indiretos permanentes.

Luciano Seixas: Presidenta, a senhora falou que a construção dos submarinos é estratégica para a economia e também para a nossa defesa. O Brasil é conhecido por não se envolver em guerras. Qual é, então, a importância dos submarinos?

Presidenta: Nós sabemos, Luciano, que o Brasil é um país pacífico. A paz e o diálogo sempre foram marcas nossas, e sempre teremos claro que é importante desestimular qualquer espírito de agressão. Mas soberania é soberania, e ter o submarino é uma garantia de soberania, porque a principal via de circulação do nosso comércio exterior é o mar. E não podemos nos esquecer do pré-sal, Luciano, uma riqueza incalculável que temos nos nossos mares e que precisa ser protegida como um tesouro. Esses submarinos vão nos ajudar a cuidar dessa riqueza.

Luciano Seixas: O submarino nuclear torna mais eficaz essa patrulha?

Presidenta: Muito mais eficaz, Luciano. Ele é mais rápido que os submarinos a diesel, e pode ficar meses submerso, sem que ninguém saiba onde ele está. Isso dá uma vantagem enorme para a nossa defesa. Essa tecnologia que estamos desenvolvendo aqui é dominada por pouquíssimos países. Somente a China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a Rússia detêm esse domínio. Em breve, o Brasil estará nessa lista.

Luciano Seixas: Então, ficamos por aqui, Presidenta. Até a semana que vem.

Presidenta: Olha, Luciano, muito obrigado a você. Tchau!

Luciano Seixas: Você pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos na segunda-feira, até lá.

Ouça a íntegra da entrevista (06min03s) da Presidenta Dilma no programa Café com a Presidenta