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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 13/08/2012 09h11, última modificação 03/11/2014 17h28
Presidenta Dilma fala sobre a importância do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais

Rádio Nacional, 13 de agosto de 2012


 

Luciano Seixas: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, Presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E um bom-dia aos ouvintes que nos acompanham aqui no Café!

Luciano Seixas: Presidenta, na semana passada, a senhora lançou o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais. Qual é a importância desse plano?

Presidenta: Olha, Luciano, esse plano é muito importante, porque ele vai nos ajudar a salvar vidas. Com ele, o governo federal vai se antecipar, e ajudar as pessoas a se prevenirem contra os efeitos dos desastres naturais, inundações, deslizamentos de terra e secas prolongadas. Nós vamos investir, Luciano, mais de R$ 18 bilhões, até 2014, para fazer as obras de prevenção, para comprar equipamentos, monitorar as áreas em situação de risco e, junto com os governos estaduais e as prefeituras, fazermos os alertas sobre a proximidade de um desastre natural, de uma chuva muito forte, por exemplo, com risco de inundação.

Luciano Seixas: Presidenta, que regiões vão ser beneficiadas?

Presidenta: Esse plano vai ajudar a proteger a população de todas as regiões do Brasil, tanto dos efeitos das chuvas como dos efeitos da seca muito intensa. Nós estamos mapeando 821 cidades, que são aquelas que mais sofreram nos últimos 20 anos com desastres naturais, para que os técnicos consigam prever quais comunidades serão afetadas por deslizamentos ou por enchentes no caso de uma chuva muito forte.

Luciano Seixas: E como esse mapeamento ajuda na prevenção de tragédias, Presidenta?

Presidenta: Sabe, Luciano, é como uma radiografia de cada município. A partir dessa radiografia, nós podemos alertar a população sobre o risco de um deslizamento. Assim, essas pessoas, elas podem sair de casa e deixar a área de risco para se proteger. Mas o mapeamento também permite que a gente avalie onde e quais os investimentos precisam ser feitos pelo governo para evitar as tragédias, para prevenir. Nós reservamos mais de R$ 15 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, para essas obras, que serão feitas em parceria com os estados. É o caso de contenção de encostas e drenagem na região serrana do Rio de Janeiro e na região da Bacia do Paraíba do Sul, na Baixada Campista. É também o caso da drenagem urbana e da contenção de encostas na região metropolitana de Belo Horizonte e na região dos rios Doce e Paraíba do Sul, em Minas Gerais. E, também, das sete barragens que serão feitas no Vale do Itajaí para evitar o desastre dos alagamentos em Santa Catarina. Ao mesmo tempo, nós vamos selecionar um conjunto de obras, e isso vai beneficiar estados como o Rio Grande do Sul, o Paraná, São Paulo, a região metropolitana de Salvador, do Recife, de Fortaleza, o estado do Maranhão, o Amazonas, a região metropolitana de Vitória e o Piauí.

Luciano Seixas: E para as regiões atingidas pela seca, Presidenta, o que está sendo feito?

Presidenta: Ah, Luciano, a seca também é um grande desafio que a natureza nos impõe, e pode provocar perdas enormes para a população e para a economia. Por isso, estamos fazendo uma grande obra para o semiárido, que é a interligação do Rio São Francisco. Mas também, Luciano, nos estados, estamos fazendo um conjunto de obras que eu gostaria de lembrar: no Ceará, o Cinturão das Águas; na Bahia, a Adutora do Algodão, em Guanambi, e Adutora do Feijão, em Irecê; já em Pernambuco, a duplicação da Adutora do Oeste; na Paraíba, Adutora das Vertentes Litorâneas; a construção da Barragem dos Milagres, no Piauí; em Alagoas, o Canal do Sertão Alagoano; e em Sergipe, Adutora do Alto Sertão.

Luciano Seixas: Presidenta, e como o governo está usando a tecnologia para evitar que os desastres naturais se transformem em tragédias nas cidades?

Presidenta: Olha, Luciano, a tecnologia é importantíssima para acompanhar o clima, para mapear, para monitorar e avaliar as áreas de risco. Por isso nós estamos comprando mais nove radares meteorológicos, 286 estações hidrológicas e 4.100 pluviômetros. Assim, teremos informações precisas, para agir antes que os desastres ocorram. Mas, além desses equipamentos, Luciano, nós estamos investindo na formação das pessoas, de especialistas. Por exemplo, criamos a Força Nacional de Emergência, com geólogos, hidrólogos, assistentes sociais e também a Força Nacional do Sistema Único de Saúde, SUS. Esses profissionais vão reforçar e complementar o trabalho da Defesa Civil. Nós todos sabemos, Luciano, que não podemos controlar a natureza, as chuvas fortes ou a seca, mas nós podemos, sim, e estamos usando a nossa capacidade de investimento, tecnologia de ponta e a união com governos estaduais e municipais para diminuir os efeitos e os prejuízos que esses desastres naturais causam à população.

Luciano Seixas: Presidenta, infelizmente, o nosso tempo chegou ao fim. Obrigado por mais esse Café.

Presidenta: Eu é que agradeço a sua companhia, Luciano, e dos nossos ouvintes nesse nosso programa de hoje.

Luciano Seixas: Você que nos ouve pode acessar o Café com a Presidenta na internet. O endereço é www.cafe.ebc.com.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira, até lá!

 

Ouça a íntegra da entrevista (06min17s) da Presidenta Dilma