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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 02/07/2012 08h43, última modificação 03/11/2014 17h27

Rádio Nacional, 2 de julho de 2012

 

 

Luciano Seixas: Olá, eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, Presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia aos ouvintes que nos acompanham aqui no Café!

Luciano Seixas: Presidenta, hoje eu queria conversar sobre o Plano Agrícola e Pecuário que a senhora lançou na semana passada.

Presidenta: Olha, Luciano, o Plano Safra, que nós lançamos para financiar a agropecuária comercial de 2012/2013, é o maior de todos os tempos. Nós colocamos à disposição dos produtores rurais e de suas cooperativas R$ 115,2 bilhões de crédito. Esse dinheiro vai servir para aumentar a produção das lavouras e rebanhos e, também, para os produtores comprarem sementes, adubo, máquinas, equipamentos variados. A outra boa notícia, sabe, Luciano, é que as linhas de crédito ficaram mais baratas. Para a compra de adubo e sementes, por exemplo, Luciano, nós reduzimos os juros de 6,75% para 5,5% - isso é praticamente comprar com juro zero. Sabe, Luciano, os homens e as mulheres que são empreendedores rurais no Brasil têm aproveitado bem as vantagens do nosso clima e do nosso solo. E eles têm combinado essa vantagem da natureza com muito trabalho, muito esforço e com o uso de tecnologia e boas práticas de produção. É isso que traz excelentes resultados para a região do campo, para a produção de alimentos para o mundo e para a nossa economia.

Luciano Seixas: Presidenta, os médios produtores vão ter condições especiais de financiamento nesse plano?

Presidenta: Ah, Luciano, vão sim. Para os médios produtores, que são aqueles com renda até R$ 800 mil por ano, nós aumentamos o crédito que eles terão para o custeio da produção. Além disso, os juros para esses empréstimos caíram para 5% ao ano. Para você ter uma ideia do que essa queda representa, Luciano, vamos pegar um exemplo de um agricultor da classe média rural do Paraná, que na safra passada fez um empréstimo de R$ 270 mil para plantar 250 hectares de soja. Por esse empréstimo ele pagou R$ 16.800,00 de juros, o que já era um valor baixo se comparado a outros financiamentos que existem por aí no mercado. Mas agora, com o novo Plano Safra, se ele pegar os mesmos R$ 270 mil no banco, ele vai economizar R$ 3.300,00 em juros. Sabe, Luciano, quando o crédito fica mais barato, o produtor rural pode concentrar o seu esforço na produtividade da sua lavoura e do seu gado, na modernização de sua propriedade e, Luciano, se preocupar muito menos com o banco.

Luciano Seixas: Presidenta, esse é um estímulo e tanto para a agropecuária brasileira, não é mesmo?

Presidenta: É sim, Luciano. E tem mais uma novidade importante nesse plano: nós melhoramos o seguro que é feito pelo produtor para garantir o pagamento dos empréstimos que ele tomou no banco para financiar a sua safra, chamado de Proagro. Para os médios produtores, nós dobramos o valor de cobertura e eles vão poder segurar até R$ 300 mil por safra. Fizemos isso, Luciano, porque a agricultura é uma atividade que envolve riscos: uma seca prolongada, chuvas em excesso ou uma geada forte demais. Essa segurança, com certeza, vai incentivar ainda mais a agricultura em todo o Brasil, porque dá tranquilidade a quem produz.

Luciano Seixas: Mas para melhorar a produção é preciso também aumentar os investimentos na propriedade, não é mesmo?

Presidenta: Olha, foi bom você perguntar isso, Luciano. Porque nesse Plano Safra nós também aumentamos os valores e reduzimos os juros em todas as linhas de crédito para investimento. Com esse crédito, o produtor pode comprar equipamentos para irrigação, tratores, máquinas, pode construir cercas e galpões, por exemplo, Luciano, para armazenar a produção. Assim, ele pode aumentar a produção, melhorar a sua renda e, ao mesmo tempo, movimentar a nossa indústria. Tem mais uma coisa, Luciano, se o produtor investir, por exemplo, na integração lavoura/pecuária, ou no plantio direto sobre a palha, ou mesmo na recuperação de áreas degradadas, que existem milhares de hectares no Brasil, os empréstimos vão ter juros ainda menores. Temos muito orgulho em dizer que o Brasil hoje investe no aumento da produtividade, baseado em todas as tecnologias que a nossa Embrapa criou. Estamos mostrando que o crescimento da produção não é incompatível com a preservação do meio ambiente. Olha, Luciano, o agronegócio é um setor estratégico para a economia, porque gera empregos, porque investe em tecnologia. Só no ano passado, esse setor foi responsável por 38% de tudo o que o Brasil exportou para o mundo. O objetivo agora, Luciano, é fazer a nossa agricultura e pecuária ampliar ainda mais a sua capacidade de produção e sua competitividade. Assim, o nosso campo vai continuar orgulhando o Brasil pela sua grandiosidade e pela sua capacidade de oferecer ao mundo comida farta, a preço justo e com respeito ao meio ambiente.

Luciano Seixas: Presidenta, infelizmente, o nosso tempo hoje chegou ao fim. Obrigado por mais este Café.

Presidenta: Obrigada, Luciano. E semana que vem nós vamos continuar falando sobre agricultura, só que agora sobre a produção na agricultura familiar, que também orgulha muito o nosso país. Boa semana para você, Luciano, e para os nossos ouvintes!

Luciano Seixas: Você que nos ouve pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira, até lá!