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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 07/05/2012 08h54, última modificação 03/11/2014 17h27
Presidenta Dilma fala sobre a mudança na caderneta de poupança

 

Rádio Nacional, 7 de maio de 2012

 

 

Luciano Seixas: Olá, amigos! Eu sou o Luciano Seixas e estou aqui para mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, Presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E um bom dia para você, ouvinte, que nos acompanha aqui no Café!

Luciano Seixas: Presidenta, na semana passada, o governo anunciou uma mudança na caderneta de poupança, por que essa mudança foi feita?

Presidenta: Olha, Luciano, a caderneta de poupança é um patrimônio dos brasileiros, e o governo tem obrigação de protegê-la, torná-la cada vez mais segura e mais rentável para o pequeno poupador. É isso que estamos fazendo. Não podemos aceitar que agora, quando estamos baixando os juros, ela se torne uma forma de lucro fácil para aqueles que só querem especular. Você sabe que nós não cobramos nem Imposto de Renda nem taxa de administração sobre a caderneta, por isso quanto mais os juros baixam, mais atraente a caderneta se torna. Daí porquê nós fizemos uma mudança simples, justa e correta, capaz, ao mesmo tempo, de proteger o pequeno poupador e de permitir que as taxas de juros continuem caindo. Quem sempre acreditou e apostou na caderneta durante todo esse tempo será recompensado. As poupanças depositadas até 03 de maio de 2012 vão continuar a render 6,17% ao ano + a TR. As cadernetas vão continuar seguras, sem imposto e permitindo saque mensal. Vão, portanto, continuar protegidas.

Luciano Seixas: Hum... Entendi, Presidenta, o rendimento da poupança está garantido. Então, explica para a gente o que vai mudar daqui para frente.

Presidenta: Olha, Luciano, para quem já tinha algum dinheiro aplicado na poupança até o dia 03 de maio, que foi a última quinta-feira, não muda nada. O que nós fizemos foi criar uma regra para o futuro, para um futuro com taxas de juros mais baixas, que é o que nós queremos para o Brasil daqui para frente. Essa nova regra só vai valer para os depósitos ou para as novas contas de poupança abertas a partir do dia 04 de maio, sexta-feira da semana passada. Vou te explicar como isso vai funcionar, Luciano: quando a taxa básica de juros, a Selic, que é definida pelo Banco Central, cair para 8,5% ao ano, o rendimento desses novos depósitos na poupança passa a ser o equivalente a 70% da Selic + a TR. Mas isso só vai acontecer quando os juros baixarem um pouco mais. Para você ter uma ideia, hoje eles estão em 9% ao ano.


Luciano Seixas: Então, o poupador pode ficar tranquilo?

Presidenta: Ah, pode sim, Luciano. O rendimento dos depósitos antigos das 100 milhões de cadernetas de poupança que o país tem hoje não sofrerá qualquer mudança. Eu quero destacar, Luciano, três regras importantes que continuam valendo para todas as poupanças, velhas ou novas: a primeira, não há cobrança de Imposto de Renda; a segunda, a rentabilidade é segura; e a terceira, o poupador pode sacar o seu dinheiro a qualquer momento. A poupança, Luciano, continua sendo um investimento excelente, rentável e com a mesma segurança de sempre. Continua e continuará como o melhor tipo de investimento para a maioria dos brasileiros. Eu mesma tenho o meu dinheiro na poupança, e ele vai ficar lá.
Luciano Seixas: Presidenta, a taxa básica de juros vem caindo desde agosto, mas o impacto para o consumidor só começou a aparecer nas últimas semanas, não é mesmo?

Presidenta: Você tem razão, Luciano. Os bancos só agora começaram a repassar para os consumidores e para os empresários a redução da taxa básica de juros do Banco Central. O processo começou com os bancos públicos – a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil foram os primeiros a diminuir suas taxas de juros nos empréstimos para as compras de produtos como a televisão, geladeira, fogão, para o cheque especial e até no financiamento da casa própria e de automóvel, por exemplo. Depois disso, os bancos privados parece que também estão começando a rever suas taxas. A queda da taxa de juros para o consumidor, Luciano, é um caminho sem volta, sabe por quê? Porque o Brasil tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos do mundo, e pode perfeitamente fazer a sua parte e ajudar o país diminuindo os juros que cobram dos trabalhadores e dos empresários. Essa força dos bancos e a segurança da nossa economia têm de permitir que eles ofereçam crédito mais barato para o povo brasileiro.
Luciano Seixas: É, Presidenta, mas como o cidadão pode pagar juros mais baixos?

Presidenta: Olha, Luciano, os nossos cidadãos têm uma arma poderosa para negociar. Fazer os depósitos de sua renda naqueles bancos que vão cobrar as menores taxas de juros quando eles precisarem de empréstimos. Ouvinte, isso é um direito seu! Quando você vai à feira ou quando vai comprar uma geladeira ou uma TV, você faz uma pesquisa para saber onde o produto está mais barato, não é mesmo? Com os bancos, tem que ser do mesmo jeito. O banco é um prestador de serviço, então é preciso comparar as melhores ofertas, as menores taxas de juros para você escolher onde vai receber seu salário e onde vai pegar um empréstimo.


Luciano Seixas: Presidenta, eu quero agradecer à senhora por todas essas explicações.

Presidenta: Obrigada, Luciano. E também a você, ouvinte, pela companhia nesse bate-papo de hoje.


Luciano Seixas: Você que nos ouve pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira, até lá!

 

Ouça a íntegra da entrevista (06min13s) da Presidenta Dilma