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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 13/02/2012 09h46, última modificação 03/11/2014 17h26
Presidenta Dilma fala sobre programas de saúde oferecidos à população

 

Rádio Nacional, 13 de fevereiro de 2012

 

Max Gonçalves: Olá, você em todo o Brasil! Eu sou o Max Gonçalves e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, Presidenta!

Presidenta: Bom dia, Max! E bom dia a todos que nos acompanham!  

Max Gonçalves: Presidenta, hoje vamos falar de saúde! Há um ano, a senhora anunciou a distribuição gratuita de remédios para o tratamento de hipertensão e da diabetes. Já temos um balanço desse programa?

Presidenta: Temos sim, Max, e os números mostram que o Saúde não Tem Preço é um sucesso! Lançamos o programa em fevereiro do ano passado, de lá para cá, mais que triplicou o número de diabéticos e hipertensos que recebem remédio de graça na Farmácia Popular. Somente em janeiro deste ano, 3,238 milhões de pacientes tiveram acesso ao medicamento gratuito. Há um ano, quando o usuário ainda pagava 10% do valor do remédio, esse número era bem menor, era 853 mil pacientes. Nesse primeiro ano do programa, Max, mais de 7,8 milhões de pessoas retiraram esses medicamentos na rede Aqui tem Farmácia Popular.

Max Gonçalves: A falta de dinheiro não é mais motivo para a pessoa interromper o tratamento!

Presidenta: É isso mesmo, Max. Como os medicamentos são gratuitos, as pessoas podem se tratar e ter uma vida normal. É claro que, para isso, as pessoas também devem se cuidar, ter uma rotina mais saudável. Nós já temos mais de 20.300 farmácias no programa Aqui tem Farmácia Popular, em mais de 3.200 municípios. Além dos remédios gratuitos para a pressão alta e diabetes, nessas farmácias, pessoas também podem procurar medicamentos com desconto de até 90% para tratar asma, colesterol alto, osteoporose, rinite e ainda anticoncepcionais e fraldas geriátricas.

Max Gonçalves: Presidenta, essa expansão na rede também alcançou municípios do interior?

Presidenta: É verdade, Max. No ano passado, a Farmácia Popular chegou a 781 municípios, que não tinham nenhuma farmácia credenciada no programa. O Ministério da Saúde identificou onde está a população mais pobre, tanto nas grandes cidades como no interior do Brasil, e está estimulando o credenciamento de novas farmácias nesses municípios, cada vez mais perto das populações.

Max Gonçalves: E isso facilita a vida das pessoas, não é, Presidenta?

Presidenta: Ah, facilita muito. A ampliação do Aqui tem Farmácia Popular já melhorou a vida de muita gente. Vou te dar o exemplo do Sr. Bartolomeu, um senhor de 86 anos que mora lá em Boca da Mata, no interior de Alagoas. O Sr. Bartolomeu tem hipertensão, tem problemas no coração e paralisia nas pernas, quem cuida dele é a filha, Maria Alba. Como lá não tinha nenhuma farmácia credenciada, a Maria Alba tinha que viajar 70km até a capital Maceió para retirar os medicamentos do pai. Os remédios eram de graça ou tinham grandes descontos, mas, assim mesmo, ela gastava, Max, R$ 100 com a viagem. No ano passado, Boca da Mata ganhou uma Farmácia Popular, e agora a Maria Alba gasta menos de cinco minutos para ir até a farmácia e pegar os remédios do pai.

Max Gonçalves: Esse é um grande programa, Presidenta.

Presidenta: Olha, Max, esse programa do governo é o de maior cobertura na distribuição gratuita de remédios do mundo. Neste ano, vamos investir, por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS, R$ 7,7 bilhões só na compra de medicamentos. Além dos remédios que são distribuídos no Aqui tem Farmácia Popular, o SUS garante os remédios para o tratamento contínuo de pacientes com câncer, Aids, doenças renais, hepatites, Alzheimer, que são acompanhadas nos hospitais e nas unidades de saúde. São investimentos que beneficiam toda a população e, por isso, são muito importantes. Nós melhoramos a qualidade de vida das pessoas e ainda economizamos recursos do SUS.

Max Gonçalves: É mesmo, Presidenta?

Presidenta: É sim. Sabe por que, Max? Porque o número de internações no SUS por conta de diabetes e de hipertensão diminuiu. Em 2011, foram menos 8.400 internações por causa da hipertensão, e 2.700 a menos por causa da diabetes. Outro resultado importante do programa, Max, foi o aumento do controle da distribuição dos medicamentos. Quando uma pessoa pega o remédio, a farmácia tem que tirar uma cópia da receita, com o registro do médico e o CPF do paciente para o controle do Ministério da Saúde.

Max Gonçalves: Tudo isso melhora muito o serviço da saúde pública prestada à população, não é mesmo?

Presidenta: Ah, com certeza. Sabe, Max, oferecer saúde pública gratuita e de qualidade é um grande desafio. Ainda temos muito que avançar, mas estamos enfrentando o desafio com ações como estas: a distribuição gratuita de remédios, um investimento nas emergências dos hospitais, o atendimento dos doentes em sua casa e outras ações que contribuem para melhorar os serviços prestados e dar mais eficiência ao SUS. Eu fico feliz de ver que essas ações estão dando certo, porque todos os brasileiros e as brasileiras merecem, igualmente, ter serviços de saúde de qualidade.

Max Gonçalves: Presidenta, infelizmente, o nosso tempo acabou. Obrigado pela sua presença aqui no Café.

Presidenta: Eu também agradeço a sua companhia e dos nossos ouvintes. Desejo a todos uma ótima semana e um bom carnaval!

Max Gonçalves: Você que nos ouve pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br.

 

Ouça a íntegra da entrevista (06min11s) da Presidenta Dilma no programa "Café com a Presidenta".