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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal planalto publicado 02/12/2013 08h25, última modificação 03/11/2014 17h27
Presidenta Dilma Rousseff fala sobre o Ciência sem Fronteiras, o programa do governo federal que dá bolsas para jovens brasileiros estudarem no exterior

Rádio Nacional, 02 de dezembro de 2013


Luciano Seixas: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta!


Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia para você que nos acompanha aqui no Café hoje!


Luciano Seixas: Presidenta, hoje, eu queria voltar a falar aqui no Café sobre o Ciência sem Fronteiras, o programa do governo federal que dá bolsas para jovens brasileiros estudarem no exterior. Já tem muita gente estudando lá fora, presidenta?


Presidenta: Ah, Luciano, tem muita gente, sim. Olha que coisa boa, na semana passada, Luciano, nós atingimos uma marca extraordinária do Ciência sem Fronteiras. Em dois anos, concedemos 60 mil bolsas para jovens brasileiros estudarem nas melhores universidades do mundo. Já são 60 mil, veja bem, hein, Luciano, 60 mil. Dessas bolsas, 48 mil são para estudantes da graduação, para que eles façam uma parte do seu curso no exterior e, depois, voltem para concluir o curso na faculdade aqui no Brasil. Essa experiência no exterior, Luciano, está enriquecendo muito a formação desses jovens. Eles têm acesso às últimas novidades em suas áreas de conhecimento e se preparam para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Com o Ciência sem Fronteiras, Luciano, nós também estamos formando os pesquisadores que vão acelerar a nossa produção científica e tecnológica, que vão desenvolver as nossas inovações, novos produtos, novos serviços, novos processos produtivos e vão ajudar as nossas empresas a inovar e melhorar cada vez mais. Eu tenho certeza, Luciano, de que, com a nossa meta de oferecer 101 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras até o final do ano que vem, são 75 mil oferecidas pelo governo federal e 26 mil oferecidas pelas empresas, nós vamos acelerar o nosso passo rumo à economia do conhecimento.


Luciano Seixas: E tem mais uma boa novidade no Ciência sem Fronteiras, não é, presidenta?


Presidenta: Olha, Luciano, tem sim. O Ciência sem Fronteiras começa a oferecer, a partir de hoje, bolsas de estudo no exterior também para o mestrado profissional. Sabe o que é que é isso, Luciano? O mestrado profissional é aquele curso de até dois anos que oferece, para o aluno, uma formação muito especializada, voltada para o mercado de trabalho. Ele é perfeito para quem já concluiu o curso superior e precisa desenvolver ou aperfeiçoar seu conhecimento para aplicá-lo na sua vida profissional, na empresa ou na indústria onde trabalha. Nós, Luciano, precisamos desse tipo de profissional para que a ciência desenvolvida nas universidades e nos centros de pesquisa seja transformada e rapidamente aplicada, melhorando os nossos produtos e serviços, gerando mais tecnologia, mais riqueza para o nosso país. Por isso, nós vamos começar oferecendo bolsas de estudo para o mestrado profissional nas melhores universidades dos Estados Unidos, como Harvard, Columbia, MIT, Illinois, Stanford, Carnegie Mellon e Yale, só para citar alguns exemplos. Tem outra coisa importante para a gente lembrar, viu, Luciano, essas bolsas de mestrado profissional são para as mesmas áreas prioritárias do Ciência sem Fronteiras, como Engenharia, Ciências Exatas, como Matemática, Química, Física, Biologia, Ciências Médicas, Ciências da Computação, Ciências da Área de Energia e Ciências da Natureza. Eu tenho certeza, Luciano, que essa nova modalidade de bolsa do Ciência sem Fronteiras vai ajudar a dar um salto na formação profissional e tecnológica dos trabalhadores nas nossas empresas.


Luciano Seixas: Que novidade boa, presidenta. Agora, no começo da nossa conversa, a senhora falou que, nesses dois anos, já foram 60 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras. Tem gente que já está voltando, não é, presidenta?


Presidenta: É verdade, Luciano. Veja só, 14.600 estudantes já terminaram os estudos no exterior e voltaram para o Brasil para continuar o curso superior. Eles voltam muito satisfeitos, trazendo na bagagem o conhecimento que adquiriram e a experiência fantástica de ter convivido com outras culturas. Trazem, além disso, Luciano, uma rede de relacionamentos com estudantes e com pesquisadores do mundo todo, e uma vontade enorme de realizar mudanças. Os jovens do Ciência sem Fronteiras, Luciano, estão voltando com novas ideias, buscando melhorar o processo de ensino da sua própria universidade. Veja só, por exemplo, o que está acontecendo lá no ITA, que é Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Os bolsistas do Ciência sem Fronteiras voltaram do exterior e já estão propondo, lá no ITA, mudanças no ensino e na pesquisa que eles têm na sala de aula. E olha, Luciano, que o ITA já é uma das nossas melhores escolas de Engenharia. Esse é só um exemplo dessa saudável revolução que os alunos do Ciência sem Fronteiras vão ajudar a fazer e que começa a se espalhar pelas universidades do nosso país.


Luciano Seixas: E isso estimula mais estudantes a tentar uma bolsa, não é, presidenta, afinal, eles veem os colegas voltando com novas experiências. Então, conta para a gente, tem seleção do Ciência sem Fronteiras aberta, presidenta?


Presidenta: Tem seleção aberta sim, Luciano. O Ciência sem Fronteiras está com uma seleção aberta para alunos de graduação em vinte países: Estados Unidos, Alemanha, França, Japão, China, Coreia do Sul, Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Áustria, Noruega, Suécia, Finlândia, Holanda, Bélgica, Itália, Espanha, Hungria e Irlanda. Veja, Luciano, que essa é uma grande chamada do Ciência sem Fronteiras e é bom todo mundo ficar atento porque as inscrições terminam nessa próxima sexta-feira, dia 06 de dezembro. Só lembrando, Luciano, para participar do Ciência sem Fronteiras, o estudante precisa ter feito, pelo menos, 600 pontos no Enem e ter um bom desempenho na universidade aqui no Brasil, que pode ser uma universidade pública ou privada. O governo federal paga todos os custos da viagem, a mensalidade da universidade lá fora, o alojamento, Luciano, alimentação e também um curso para quem precisa melhorar o domínio sobre o idioma do país em que está cursando a universidade no exterior.


Luciano Seixas: Esse apoio do governo é ótimo, porque dá oportunidade de estudar no exterior para quem não tem condições, não é, presidenta?


Presidenta: Exatamente isso, Luciano. Antigamente, apenas os estudantes de famílias mais ricas tinham condições de estudar lá fora, no exterior. Agora, com o Ciência sem Fronteiras, abrimos essa oportunidade para todo mundo e o único critério que empregamos para escolher alguém é o do mérito. A única condição é ser um bom estudante. Temos estudantes brilhantes, esforçados, estudantes de muito valor, mas que não tinham condições de pagar um curso lá fora, um curso que pode significar uma mudança de vida para sempre, uma melhoria, não é, Luciano? Agora, essas pessoas, esses estudantes, esses brasileiros podem ir. Esse, Luciano, é o caso, por exemplo, do Ian Pierre Gomes, lá de Salvador, na Bahia. O Ian é um garoto muito batalhador, que sempre teve o sonho de estudar no exterior. Ele foi aluno, Luciano, de uma escola pública a vida toda, se esforçou muito para tirar uma boa nota no Enem e conseguiu, sim, uma vaga no curso de Sistemas de Informação na Universidade Federal da Bahia. Lá na universidade, o Ian soube do Ciência sem Fronteiras e viu nele a grande chance de realizar seu sonho. Então, ele fez a inscrição no Ciência sem Fronteiras e conseguiu a bolsa para passar um ano na Universidade do Estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Veja, Luciano, com o Ciência sem Fronteiras, nós queremos que muitos outros jovens esforçados e dedicados como o Ian também tenham essa mesma oportunidade que ele teve.


Luciano Seixas: Tenho certeza que o Ian vai fazer muito bonito lá fora, presidenta.


Presidenta: Ah, vai sim, Luciano, ele vai se juntar aos nossos outros jovens que já estão fazendo um grande sucesso nas universidades estrangeiras, demonstrando suas habilidades, seus conhecimentos e o entusiasmo pelo estudo. Uma dessas jovens é a Letícia Cabral, que estuda Engenharia Mecânica na Unicamp. A Letícia já vai voltar para o Brasil agora em janeiro, Luciano, depois de um ano e meio de muito estudo na Universidade de Sydney, na Austrália. Ela contou para a gente que lá, em vez de provas, os estudantes são avaliados por meio de trabalhos e mais trabalhos, o que exige muito esforço de cada um. No caso da Engenharia, por exemplo, exige o desenvolvimento de produtos para resolver problemas complexos. Olha, Luciano, a dedicação da Letícia ao curso foi tão grande que ela recebeu o Prêmio de Estudante Internacional do Ano no estado onde está sua universidade lá na Austrália. Não é um sucesso? Você não acha, Luciano?


Luciano Seixas: A Letícia está de parabéns, presidenta! Agora para terminar, onde os estudantes encontram mais informações sobre o Ciência sem Fronteiras?


Presidenta: Luciano, todas as informações sobre o Ciência sem Fronteiras estão no site www.cienciasemfronteiras.gov.br. Esse site tem tudo, Luciano, mas tudo mesmo sobre o programa. Eu tenho certeza que o Ciência sem Fronteiras é o começo de uma grande transformação nas nossas universidades, nas nossas empresas, na produção científica e tecnológica de nosso país. E é parte do grande investimento que meu governo está comprometido a fazer na educação, e está fazendo para melhorar da creche ao pós-graduação em nosso país.


Luciano Seixas: Maravilha, presidenta! Agora, infelizmente, o nosso tempo hoje chegou ao fim. Obrigado por mais esse Café.


Presidenta: Obrigada, Luciano. Uma ótima semana para você e para os nossos ouvintes.


Luciano Seixas: Você que nos ouve pode acessar o Café com a Presidenta na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira. Até lá!

 

Ouça a íntegra da entrevista (11min19s) da Presidenta Dilma