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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal Planalto publicado 06/01/2014 00h00, última modificação 03/11/2014 17h29
Presidenta Dilma fala sobre Educação e faz um balanço sobre os programas educacionais que estão sendo executados no seu governo e que estão permitindo a transformação do ensino no Brasil, que vai da creche à pós-graduação

Rádio Nacional, 06 de janeiro de 2014

 

Luciano Seixas: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta!


Presidenta: Bom dia, Luciano! E um bom dia aos ouvintes que nos acompanha aqui no Café hoje!


Luciano Seixas: Presidenta, esse é o nosso primeiro programa de 2014 e eu queria aproveitar para falar sobre um assunto que todos nós sabemos que é prioridade do seu governo, é a educação.


Presidenta: Em 2014, Luciano, nós vamos melhorar e ampliar ainda mais os programas educacionais que estamos executando nos últimos três anos do meu governo. Vamos trabalhar sem descanso para atingir novas metas e continuar esse processo de transformação do ensino no Brasil, que vai da creche à pós-graduação. Quero começar, Luciano, falando da creche, que é o primeiro passo dessa caminhada. O meu governo já entregou quase 1.300 creches e outras 3.100 já está estão em construção. A nossa meta, Luciano, é encerrar este ano com 6 mil creches contratadas por todo o país. Nós vamos conseguir isso porque estamos usando agora um novo método construtivo. Com essa nova forma de construir, as estruturas, Luciano, e os acabamentos do prédio vêm prontos lá da fábrica, e a obra leva, no máximo, sete meses. Aí, Luciano, quando todas essas creches estiverem prontas e atendendo as nossas crianças, nós vamos avançar ainda mais no combate às desigualdades em nosso país. Sabe por que, Luciano? É na creche que a criança recebe os estímulos necessários para desenvolver a sua capacidade de aprendizado para o resto da vida. São estímulos por meio de jogos, música, arte, acesso a livros, socialização com outras crianças, enfim, os cuidados de que precisa. Então, garantindo o acesso às creches, damos a todos os brasileirinhos e brasileirinhas, seja qual for a renda de suas famílias, igualdade de oportunidades desde o início de suas vidas.


Luciano Seixas: Além das creches, as escolas em tempo integral são fundamentais para melhorar a educação das crianças, não é, presidenta?


Presidenta: É verdade, Luciano. Você sabe que nós temos um programa chamado Programa de Ensino Integral. E, com ele, já estamos levando educação em dois turnos para crianças e adolescentes de 49 mil escolas públicas de todo o Brasil. O nosso objetivo agora para este ano, Luciano, é chegar a 60 mil escolas com ensino de tempo integral. A boa notícia é que essas escolas são frequentadas por alunos beneficiários do Programa Bolsa Família. Veja só o esforço, Luciano, 60 mil escolas é quase o dobro da meta que nós definimos no começo do nosso governo. Nós avançamos, porque sabemos que o ensino em tempo integral melhora muito, mas muito mesmo o aprendizado das crianças e dos adolescentes. O aluno que recebe acompanhamento pedagógico e frequenta as aulas de reforço no contraturno têm muito mais chances, Luciano, de ser alfabetizado na idade certa, ou seja, até os oitos anos de idade, e daí seguir bem com os seus estudos. Para que isso aconteça, Luciano, é fundamental valorizar todos os nossos professores e, especialmente, o professor alfabetizador. Além disso, Luciano, fizemos o Programa Caminho da Escola, que são os ônibus amarelinhos, para garantir que as crianças das áreas rurais e dos municípios do interior cheguem mais rápido, com maior segurança e conforto à sala de aula. Hoje, sabe, Luciano, já são 17 mil ônibus só no meu governo.


Luciano Seixas: E como é que o governo está valorizando esses professores alfabetizadores?


Presidenta: Veja só, Luciano, 300 mil alfabetizadores, professores alfabetizadores já estão fazendo os cursos, de dois anos, que nós oferecemos para aperfeiçoar os métodos de ensino, conhecer novas técnicas e ajudar cada criança deste país a chegar aos oito anos já sabendo ler e a fazer as operações básicas de matemática. Além do professor alfabetizador, já estamos oferecendo também, para 400 mil professores do Ensino Médio, cursos de formação.


Luciano Seixas: Isso é novidade, hein, presidenta?!


Presidenta: É sim, Luciano, porque a base dessa transformação que queremos fazer também no Ensino Médio do país começa com a melhoria na formação dos nossos professores – esses profissionais tão dedicados, que são o alicerce da educação em qualquer país. Ao mesmo tempo, estamos reformulando o Ensino Médio com base no Enem, o nosso Exame Nacional do Ensino Médio. O Enem tem quatro áreas de conhecimento: matemática, ciências da natureza, ciências humanas e linguagem. A partir dessas áreas, vamos, em conjunto com os governos estaduais, reorganizar os currículos. E tenho certeza de que vamos melhorar o Ensino Médio, pois, de tão fragmentado que o Ensino Médio é, os jovens não têm o estímulo necessário nem têm seu interesse despertado, e muitos não continuam na sala de aula.


Luciano Seixas: E o Ensino Médio já está mudando no Brasil com a retomada do ensino técnico. Tem jovem que faz o Ensino Médio junto com o técnico, não é, presidenta?

Presidenta: É sim, Luciano. Têm jovens que fazem o ensino técnico simultaneamente ao Ensino Médio. E outros preferem fazer o ensino técnico depois que terminam o Ensino Médio. Nos dois casos, eles já saem do curso com uma profissão. Sabe, Luciano, o nosso governo retomou os investimentos no ensino técnico, porque formar bons técnicos é fundamental para dar mais oportunidades para os jovens no mercado de trabalho e para melhorar a qualidade e a produtividade do trabalho, o que também é importantíssimo para a nossa economia. Foi para isso que nós criamos, no meu governo, esse grande programa que é o Pronatec, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego. Em pouco mais de dois anos, o Pronatec já realizou 5,5 milhões de matrículas nos cursos técnicos ou de qualificação profissional que oferecemos de graça em parceria com o Sistema S – com o Senai, o Senac, o Senar e o Senat – e também com os institutos técnicos federais e as escolas estaduais. O governo federal está investindo R$ 14 bilhões no Pronatec. Com esses parceiros e o interesse das pessoas, eu tenho certeza que nós vamos atingir a nossa meta, que é chegar a 8 milhões de vagas nos cursos do Pronatec no final do ano de 2014. É bom lembrar, Luciano, que o governo federal estava proibido por lei, hein, de investir no ensino técnico federal. No governo Lula, essa proibição foi revogada por uma lei e, a partir daí, nós investimos naquele período e fizemos 214 novas escolas. Só no meu governo serão 208 novas escolas técnicas federais e essas escolas, Luciano, foram implantadas não nos centros, mas no interior do Brasil, levando o ensino técnico a todo o país.


Luciano Seixas: Que coisa boa, presidenta! Agora, além de ampliar o acesso ao ensino técnico, o governo também abriu as portas das universidades para os jovens brasileiros, não é, presidenta?


Presidenta: Abriu sim, Luciano. Só para você ter uma ideia, em dez anos, nós dobramos o número de matrículas nas universidades federais, que agora somam mais de 1 milhão de matrículas. Isso só foi possível, Luciano, graças ao nosso esforço para expandir a Rede Federal de Ensino Superior no Brasil, abrindo novos campos e criando novas universidades. Também no ensino superior, nós interiorizamos a educação. Veja que o meu governo já criou quatro novas universidades federais: a Universidade Federal do Oeste Baiano, a Universidade Federal do Sul da Bahia, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, e a Universidade Federal do Cariri. Ampliamos muitas opções para os jovens que querem entrar na universidade, uma dessas opções é o Sisu, o Sistema de Seleção Unificada, que oferece as vagas no ensino superior com base na nota do Enem. Outra conquista importante, Luciano, foi a implantação do sistema de cotas nas nossas universidades federais. Em 2014, 25% das vagas serão reservadas para os estudantes provenientes de escolas públicas e para os negros e indígenas. Aliás, Luciano, eu quero lembrar para os nossos jovens que as inscrições para o Sisu 2014 começam hoje. E, neste ano, nós batemos um recorde, serão mais de 170 mil vagas oferecidas para as nossas universidades federais. Agora, quem não conseguir uma vaga pelo Sisu terá nova chance com o ProUni ou com o Fies.


Luciano Seixas: A gente não poderia deixar de falar do ProUni e do Fies, não é, presidenta?


Presidenta: De jeito nenhum, Luciano. Só em 2013, nós concedemos, pelo ProUni, 177 mil bolsas de estudos e, assim, chegamos à marca de 1,2 milhão de bolsas. O ProUni, como você sabe, Luciano, concede bolsas de estudos aos estudantes que não têm condições de pagar uma faculdade particular, permitindo que eles realizem o sonho de fazer um curso superior. É bom lembrar aos nossos jovens ouvintes que as inscrições do ProUni serão abertas na semana que vem. Além do Sisu e do ProUni, o nosso governo estimula a entrada no ensino superior por meio do Fies, o Financiamento Estudantil. Já são mais de 1 milhão de financiamentos estudantis no meu governo, e com condições de pagamento muito favoráveis. Por exemplo, Luciano, a taxa de juros é de 3,4% ao ano. O estudante só começa a pagar 18 meses após a conclusão do curso. O prazo para pagar tem três vezes o tempo do curso mais um ano. Se for médico ou professor, cada mês de trabalho no serviço público reduz um mês da prestação. Para esse ano, a nossa meta é oferecer o financiamento a 400 mil estudantes para que eles possam cursar o ensino superior.


Luciano Seixas: Falta falar sobre o Ciência sem Fronteiras, que está levando os nossos grandes talentos para as melhores universidades do mundo.


Presidenta: Ah, Luciano, você sabe que eu gosto muito do Ciência sem Fronteiras porque ele é um grande investimento para ajudar a levar o nosso país rumo à economia do conhecimento. Desde que foi criado, há pouco mais de dois anos, o Ciência sem Fronteiras já concedeu 60 mil bolsas para estudantes brasileiros cursarem um ano da sua faculdade ou da pós-graduação nas melhores universidades do mundo. Até o final deste ano, queremos chegar a 101 mil bolsas concedidas, o que nunca foi feito na história deste país em um espaço de tempo tão curto.


Luciano Seixas: Maravilha, presidenta! Agora, para fazer tudo isso é preciso muitos recursos, não é mesmo?


Presidenta: Ah, com certeza, Luciano. Nós aumentamos os investimentos em educação a cada ano no meu governo, mas vamos fazer muito mais com os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social. Em 2013, Luciano, nós tivemos uma vitória histórica da educação brasileira, que foi a aprovação, no Congresso, da lei que nós enviamos e que destina recursos dos royalties do petróleo para investimentos em educação, 75% dos royalties. Essa lei ainda destina metade do Fundo Social do pré-sal, formado pelo excedente em óleo, para a educação. São bilhões de reais, Luciano, para fazer mais creches, mais escolas em tempo integral, para alfabetizar as nossas crianças na idade certa, para pagar melhores salários e para qualificar os nossos professores, para investir no ensino técnico e na educação superior. Enfim, Luciano, para fazer muito mais pela educação das nossas crianças e dos nossos jovens. Sabe, Luciano, eu sempre digo que a educação é o nosso passaporte para o futuro – para o presente de quem estuda e para o futuro do país. Já fizemos muito e vamos fazer ainda mais, trabalhando duro para que cada brasileiro e cada brasileira tenha condições de estudar e melhorar de vida.


Luciano Seixas: Presidenta, é um prazer começar o ano aqui ao lado da senhora. Agora, infelizmente, o nosso tempo hoje chegou ao fim. Obrigado por mais esse Café.


Presidenta: Obrigada, Luciano. Uma boa semana para você e para os nossos ouvintes que nos acompanharam até agora. E um Feliz Ano de 2014, cheio de realizações para você e para todas as famílias brasileiras e para o Brasil.


Luciano Seixas: Obrigado, presidenta. Você que nos ouve pode acessar o Café com a Presidenta na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira. Até lá!

 

Ouça a íntegra da entrevista (13min37s) da Presidenta Dilma