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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 30/09/2013 00h00, última modificação 03/11/2014 17h29

Rádio Nacional, 30 de setembro de 2013

Luciano Seixas: Olá! Bom dia, eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia para você que nos acompanha aqui no Café!

Luciano Seixas: Presidenta, a gente fala muito aqui no Café sobre a educação, porque eu sei que essa é uma das grandes prioridades do seu governo. Hoje, eu queria que a senhora contasse para a gente como está o Ciência sem Fronteiras – o programa do governo que dá bolsas para jovens brasileiros estudarem no exterior.

Presidenta: Olha, Luciano, o Ciência sem Fronteiras vai muito bem. Eu considero o Ciência sem Fronteiras um dos grandes programas do meu governo. Com ele, nós estamos levando os nossos melhores alunos para as melhores universidades do mundo. Para você ter uma ideia, Luciano, desde que lançamos o Ciência sem Fronteiras, há dois anos, mais de 53 mil estudantes brasileiros conseguiram uma bolsa para estudar fora do Brasil, com tudo pago pelo governo. E uma outra boa notícia: é que 14 mil desses universitários concluíram seu ano de estudo no exterior e agora estão voltando para o Brasil, com uma vontade enorme de aplicar o que aprenderam lá fora. Querem compartilhar os novos conhecimentos e, assim, ajudar a melhorar as nossas universidades. Nós sabemos, Luciano, que essa experiência é inesquecível e vai marcar para sempre a vida desses jovens. Mais do que isso, o Ciência sem Fronteiras vai dar uma grande ajuda para o nosso país, porque, depois que saírem da universidade, esses jovens vão contribuir com as nossas empresas, nossos centros de pesquisa e nas áreas em que atuarão profissionalmente. Com isso, vão contribuir com a nossa indústria e a nossa economia. Sem dúvida, Luciano, educação é o nosso passaporte para o futuro.

Luciano Seixas: Presidenta, e quais são as áreas atendidas pelo Ciência sem Fronteiras?

Presidenta: Olha, Luciano, o Ciência sem Fronteiras beneficia estudantes universitários das áreas de engenharias, medicina, ciências biomédicas, da computação, tecnológicas, ciências agrárias, enfim, todas as ciências exatas, como as áreas de química, física, biologia e matemática. Esses jovens têm uma bolsa para estudar um ano em universidades, em institutos de pesquisa de alta qualidade no exterior. Eles, Luciano, têm ainda a oportunidade de fazer estágio em alguns dos laboratórios e das empresas importantes do mundo.

Luciano Seixas: E por que essas áreas foram as escolhidas para o Ciência sem Fronteiras, presidenta?

Presidenta: Olha, Luciano, porque essas áreas são aquelas nas quais o país mais precisa para seu desenvolvimento científico e tecnológico, e para gerar inovação. Por isso, elas foram selecionadas pelo governo na criação do Ciência sem Fronteiras. Ciência, tecnologia e inovação, Luciano, são fundamentais para aumentar a produtividade e tornar a nossa economia cada vez mais competitiva. Quando esses jovens voltam às suas universidades, no Brasil, trazem novas ideias e experiências e, assim, agregam contribuição para a modernização do ensino e da pesquisa aqui no Brasil. Sabe, Luciano, com a nossa meta de oferecer 101 mil bolsas de estudo, o programa Ciência sem Fronteiras vai contribuir para nós darmos um salto na educação no Brasil. E, assim, teremos um país mais desenvolvido.

Luciano Seixas: Presidenta, a senhora disse que muitos bolsistas do Ciência sem Fronteiras já voltaram para o Brasil. O que eles contam sobre essa experiência?

Presidenta: Olha, Luciano, nossos jovens estão trazendo uma experiência de aprendizado fantástica. Nas universidades no exterior, os estudantes do Ciência sem Fronteiras têm a oportunidade de trabalhar em laboratórios superequipados, aprendem como se desenvolve experiências, como se enfrenta desafios, como se cria novos produtos, novos serviços e tudo isso botando a mão na massa, Luciano. Lá fora, ninguém fica só na sala de aula, ninguém fica sem aplicar o que aprendeu. E eles também, Luciano, são incentivados a desenvolver seus próprios projetos e têm que dar duro nas aulas teóricas e práticas. Porque também há uma exigência de carga de leitura extremamente significativa. Veja, por exemplo, Luciano, a história da Marília Cordeiro, mineira como eu, que estuda engenharia civil na Universidade Federal de Minas Gerais. A Marília voltou dos Estados Unidos em maio desse ano, ela voltou, Luciano, cheia de novidades para contar. Imagine você que, graças ao Ciência sem Fronteiras, ela passou um ano em uma importante universidade lá em Washington. Junto com o curso, ela tinha que desenvolver projetos e transformar esses projetos em realidade. Sabe, Luciano, um dos desafios que a universidade colocou para ela foi a criação de uma canoa de concreto, e a canoa, Luciano, tinha de ser leve e flutuar. Veja você, implica necessariamente que você tenha uma tecnologia especial para o concreto. A Marília e mais dois colegas montaram o projeto e fizeram a tal canoa. É lógico que, antes, estudaram também bastante. E olha que interessante, a Marília e os dois colegas ficaram entre os primeiros lugares em um campeonato que reuniu mais de dez universidades norte-americanas. Para a Marília, foi uma experiência incrível. Agora, ela traz essa experiência para o Brasil e ela está pensando em organizar, junto com os seus professores, uma competição parecida com essa na sua universidade. A ideia é despertar em cada um dos alunos a criatividade, o espírito cooperativo, mas também o espírito empreendedor e competitivo.

Luciano Seixas: Experiências como essas, presidenta, acabam estimulando e qualificando ainda mais os nossos estudantes, não é mesmo?

Presidenta: Olha, acaba sim, viu, Luciano?! E a gente tem muitas outras histórias como a da Marília para contar. Por exemplo, a Larissa Coutinho, estuda engenharia de produção na Universidade Estadual do Pará, e agora está lá na Coreia do Sul, pelo Ciência sem Fronteiras. Ela já fez um estágio, Luciano, em uma grande fábrica de automóveis e desenvolveu o projeto de um carro voltado para o público jovem, mais esportivo. Veja também, Luciano, um outro caso, o do Guilherme Torrens, da engenharia metalúrgica da USP, a Universidade de São Paulo. Ele voltou agora lá da Inglaterra. Junto com o curso, ele foi estimulado a desenvolver uma nova liga metálica para uma das maiores produtoras de alumínio do mundo. O Guilherme disse o seguinte, se não fosse o Ciência sem Fronteiras, ele jamais teria condições de estudar no exterior, ainda mais na Inglaterra.

Luciano Seixas: É mesmo, presidenta. O Ciência sem Fronteiras tem dado a chance de estudar no exterior a muitos alunos de famílias que não teriam recursos para pagar esses cursos, não é?

Presidenta: É verdade, Luciano! Quero te dizer uma coisa muito importante: o principal critério de seleção do Ciência sem Fronteiras é o mérito do estudante, independentemente da renda da sua família, da escola onde ele tem estudado, da sua cidade de origem e do seu sobrenome. Para participar, o estudante precisa ter feito, pelo menos, 600 pontos no Enem e ter um bom desempenho no curso superior que faz aqui no Brasil. O governo paga todos os custos do estudante no exterior, desde a mensalidade da universidade até o alojamento e alimentação. Então, Luciano, não importa se o estudante é pobre, rico ou de classe média para se candidatar a uma bolsa do Ciência sem Fronteiras, o importante é ele se esforçar, se dedicar e estudar muito, ter mérito. O que ele conquista com dedicação aos estudos, é isso que importa.

Luciano Seixas: Muito bom, presidenta. Quais são os principais países de destino e como fica a questão da língua, do outro idioma?

Presidenta: Olha, Luciano, os principais países de destino dos estudantes do Ciência sem Fronteiras são Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Alemanha e Coreia do Sul. Você sabe, o aluno tem que aprender o idioma do país onde vai estudar. Então, para facilitar o aprendizado de quem está indo, nós estamos oferecendo um curso de línguas de até seis meses lá no país de destino. Assim, quando as aulas começarem, o jovem já estará com o inglês, ou francês, ou alemão na ponta de língua. Até porque, sabe, Luciano, na Coreia do Sul, o curso é em inglês.

Luciano Seixas: E para quem está ouvindo o Café agora, vamos ter novas chamadas para estudantes brasileiros participarem do Ciência sem Fronteiras?

Presidenta: Vamos sim, Luciano. Agora, nesse mês de outubro, nós vamos abrir novas chamadas para universidades em 17 países. Basta entrar no site www.cienciasemfronteiras.gov.br e todas as informações sobre os cursos e as inscrições, e também esses depoimentos que nós falamos para vocês estão lá. São histórias de sucesso e de superação, que, com certeza, vão ajudar a melhorar a vida de cada um desses estudantes, dar a eles uma oportunidade e um horizonte maior. Por isso, vai ajudar também a melhorar o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico aqui no Brasil. Eu tenho certeza, Luciano, que esses jovens do Ciência sem Fronteiras vão nos ajudar a construir um país melhor, um Brasil do futuro, muito mais desenvolvido, porque o conhecimento é o que move o mundo. E o conhecimento, Luciano, como o nosso programa diz, não tem fronteiras. É como eu sempre digo aqui: nenhum país do mundo chegou a ser um país desenvolvido, a ser uma nação desenvolvida sem investir em educação. E o Ciência sem Fronteiras é o reconhecimento disso.

Luciano Seixas: Maravilha, presidenta! Infelizmente, o nosso tempo hoje chegou ao fim. Obrigado por mais esse Café.

Presidenta: Obrigada, você. Uma ótima semana para você e para todos os nossos os ouvintes.

Luciano Seixas: E você que nos ouve pode acessar esse programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Só para lembrar, todas as informações sobre o Ciência sem Fronteiras estão no site www.cienciasemfronteiras.gov.br. O Café coma Presidenta volta na próxima segunda-feira. Até lá!

Ouça a íntegra da entrevista (10min50s) da Presidenta Dilma