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Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

por Portal do Planalto publicado 07/10/2013 08h53, última modificação 03/11/2014 17h29
Presidenta Dilma Rousseff fala sobre o Pronatec, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, que está completando, agora em outubro, dois anos

Rádio Nacional, 07 de outubro de 2013

Luciano Seixas: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia a todos os ouvintes que nos acompanham aqui hoje!

Luciano Seixas: Presidenta, o Pronatec, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, está completando, agora em outubro, dois anos. Conta para a gente, como é que está o Pronatec Brasil afora?

Presidenta: Olha, Luciano, o Pronatec é um sucesso, ele é um marco na história da formação profissional e da educação no nosso país, está mudando a vida de muita gente. Até agora, 4,6 milhões de pessoas já fizeram ou estão fazendo um dos cursos oferecidos pelo Pronatec em todo o Brasil. Nós estamos trabalhando, Luciano, em três eixos com o Pronatec, primeiro: oferecendo ensino técnico para quem está cursando o Ensino Médio. Segundo: oferecendo mais e melhores oportunidade de qualificação profissional para o jovem ou o adulto que deseja uma melhor formação profissional. E terceiro: oferecendo cursos para as pessoas que estão no programa Brasil sem Miséria conseguirem, Luciano, uma profissão e, assim, terem um trabalho melhor remunerado. Estamos formando profissionais para encarar o mercado de trabalho que exige, Luciano, cada vez mais qualificação. E estamos formando pessoas que querem abrir ou ampliar seu pequeno negócio. Você sabe, um país só se desenvolve quando seus trabalhadores são capazes de ter um trabalho qualificado. Sabe, Luciano, eu tenho visto o sucesso do Pronatec de perto nas viagens que eu faço para acompanhar as formaturas, para entregar os diplomas e vejo a emoção dos alunos pelo Brasil afora. É sempre muito bom vivenciar aquele momento, Luciano, que marca uma conquista, que marca uma vitória para aquelas pessoas, aqueles brasileiros e aquelas brasileiras que fizeram os cursos, que se dedicaram e que se esforçaram. Um dos formandos lá em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, disse que nós estamos criando uma nova geração de profissionais, a chamada ‘Geração Pronatequiana’. É isso mesmo, são os brasileiros e as brasileiras que agarraram essa oportunidade de ouro e fizeram cursos e se atualizaram. Quase 70% deles, sabe, Luciano, são jovens com até 29 anos; 60% deles são mulheres; e 1/3 dessas matrículas, sabe, Luciano, é no Nordeste. A procura tem sido, sem sombra de dúvida, enorme. E nós estamos trabalhando firme e vamos cumprir a nossa meta de matricular 8 milhões de alunos até o final de 2014.

Luciano Seixas: E os cursos são todos de graça, presidenta?

Presidenta: Tudo, tudo é de graça. O aluno ganha a matrícula, os livros, o uniforme, o material para usar nas aulas práticas e até um auxílio para alimentação e o transporte. E quem paga todo esse curso, Luciano, somos nós, o governo federal. Nós pagamos os professores, construímos novos laboratórios, modernizamos e ampliamos os existentes, fazemos apostilas e criamos todos aqueles instrumentos necessários para tornar o curso, de fato, muito mais dinâmico. Nós estamos investindo R$ 14 bilhões no Pronatec até o final de 2014. Firmamos parcerias estratégicas com o Sistema S, colocando recursos em torno de R$ 4 bilhões, além do acordo que fizemos com eles, chamado acordo de gratuidade. Assim, nós temos cursos oferecidos, no Senai, na área da indústria; no Senac, na área do comércio; no Senar, na área da agricultura; e no Senat, na área do transporte. Os cursos também são dados pelas universidades federais, aulas, por exemplo, nas escolas de enfermagem, pelos institutos tecnológicos federais e pelas escolas técnicas estaduais.

Luciano Seixas: Presidenta, que tipo de cursos o Pronatec oferece?

Presidenta: Oferece dois tipos de curso. O primeiro são os cursos técnicos de maior duração, que variam, em média, de um ano e meio a dois anos. São cursos complementares ao Ensino Médio, feitos, na maioria dos casos, por jovens. Eles fazem o curso técnico junto ou depois de terminar o Ensino Médio. O segundo tipo são os cursos de qualificação profissional de curta duração, que vão de dois a três meses até seis meses.

Luciano Seixas: Então, presidenta, vamos começar explicando como são esses cursos de qualificação profissional.

Presidenta: Olha, Luciano, até agora, mais de 3,1 milhões de pessoas já se matricularam nesses cursos que duram até seis meses. Você quer saber, Luciano, quais são os mais procurados? São os de operador de computador, de eletricista, instalador predial, costureiro, pintor, pedreiro, mecânico, desenhista, soldador, Luciano, torneiro mecânico, ferramentista, auxiliar administrativo, recepcionista, funcionário de hotelaria, balconista, modelista, operador de caixa, costureira industrial e muitas outras opções. Esses cursos, Luciano, ajudam muito aqueles jovens e trabalhadores que querem crescer e aprender uma nova atividade. Ajudam também os que querem se atualizar para manter o emprego, arrumar um outro melhor ou se tornar um pequeno empreendedor. Esses cursos também têm sido fundamentais, sabe, Luciano, para muitos dos nossos jovens conseguirem o seu primeiro emprego, a sua primeira assinatura na carteira de trabalho. Nas formaturas que eu vou eu vejo essa cerimônia. Temos muitas histórias para contar, por isso, eu vou te contar algumas. Por exemplo: o Rodrigo Capila, de 21 anos, que mora em Belo Horizonte, ele conseguiu o seu primeiro emprego depois de passar por um curso de mecânica de motores do Pronatec, oferecido na nossa parceria com o Senai. Antes mesmo de terminar o curso, ele já estava empregado em uma concessionária de automóveis. Por isso que eu falo, Luciano, as pessoas devem se dedicar, devem estudar, porque é só com estudo e aproveitando as oportunidades que aparecem que a gente consegue mais.

Luciano Seixas: Que legal, presidenta! E o curso técnico para o pessoal que está fazendo ou que já terminou o Ensino Médio?

Presidenta: Olha, Luciano, esses cursos têm tido uma grande procura, são importantíssimos porque melhora a qualidade do ensino técnico e forma os trabalhadores para as nossas empresas em todas as áreas. Sabe, Luciano, nos países desenvolvidos, a qualidade do ensino técnico de nível médio faz diferença e ele é extremamente valorizado. Na Alemanha, para dar um exemplo para você, para cada um universitário, formam-se dez técnicos de nível médio – daí a qualidade dos produtos alemães quando se trata de máquinas e de equipamentos de alta precisão. Com o Pronatec, nós estamos nesse caminho, sabe, Luciano, e mais de 1,5 milhão de jovens já se inscreveram no ensino técnico de nível médio. Os mais procurados são o de técnico em mecânica, eletrônica, eletrotécnica, técnico agrícola, movimentação de cargas, técnico em segurança do trabalho, em informática, enfermagem, radiologia, em logística, técnico em edificações e em automação industrial.

Luciano Seixas: Presidenta, o Pronatec, como a senhora disse também, oferece cursos para o pessoal do Brasil sem Miséria, não é?

Presidenta: É sim, Luciano. E é importantíssimo falar dessa parceria do Pronatec com o Brasil sem Miséria. Um milhão de vagas no Pronatec está reservado para os beneficiários do Brasil sem Miséria. Essa é uma oportunidade de ter uma profissão e, depois, Luciano, sair do Brasil sem Miséria – é uma porta de saída. Até agora, mais de 750 mil pessoas do programa já se inscreveram nos cursos do Pronatec. Isso tudo deixa claro que o brasileiro, incluindo os mais pobres, tem uma enorme vontade de aprender, de conquistar o seu próprio futuro. O Pronatec está dando para as pessoas, como a Rosângela Juracy Santos, que mora em Água Clara, no Mato Grosso do Sul, essa oportunidade. A renda da família dela vinha de pequenos trabalhos, do marido e dela própria, que, mesmo sem saber costurar, ganhava um dinheirinho trocando um zíper aqui, consertando uma roupa alí. O restante era complementado pelo Bolsa Família. A Rosângela resolveu dar um novo passo na sua vida e fez um curso de costureira industrial pelo Pronatec. Ela comprou uma máquina de ‘overlock’ e agora ela costura, faz roupas, vestidos e blusas e vende. Sabe o que mais me emociona, Luciano? É que o caminho traçado pela Rosângela é seguido por milhões de outras mulheres.

Luciano Seixas: E os cursos técnicos, presidenta?

Presidenta: Olha, Luciano, os cursos do Pronatec, aqueles com duração de até dois anos, como eu já disse, são dados nos nossos institutos federais de educação e também nas escolas estaduais. Por isso, o meu governo está fazendo um grande investimento para ampliar a rede de ensino técnico no país. Até agora, Luciano, só na expansão da rede federal de ensino técnico, nós já investimos R$ 2,7 bilhões. A meta do meu governo é criar 208 novas escolas técnicas, espalhadas por todo o Brasil. A meta é interiorizar o ensino técnico no país, garantindo a todos o acesso a uma formação profissional de qualidade. Dessas escolas que eu estou te falando, Luciano, 92 já estão em funcionamento. Nós estamos também investindo nas escolas técnicas estaduais. Essas escolas técnicas estaduais receberam do governo federal quase R$ 1 bilhão para se modernizar e ampliar a oferta de vagas.

Luciano Seixas: Presidenta, o Pronatec se tornou um sucesso, as pessoas estão muito interessadas, não é?

Presidenta: Estão sim, Luciano. O Brasil nunca teve um programa de formação profissional com a dimensão do Pronatec. Estamos em mais de 3.200 municípios, em todos os estados do país. Buscamos atender também, Luciano, as demandas regionais por formação, porque elas são diferentes. No Amazonas, o curso mais procurado é o de técnico em informática, por conta da Zona Franca, onde os formandos têm mais oportunidade de trabalho. O Pronatec, Luciano, também chegou no campo. Veja você, mais de 65 mil pessoas que moram em áreas rurais tiveram acesso a cursos do Pronatec. Os cursos são muito variados, vão de viveirista de plantas e flores, passando pela agricultura orgânica, até cursos para operador de grandes máquinas agrícolas e de sistemas de irrigação. Esses cursos estão mudando também a vida das pessoas no campo. E a história do José Carlos Mendes é um exemplo. O José Carlos tinha uma pequena plantação de abacaxi lá em Araguatins, no Tocantins. Ele e a mulher, a Jaciara, fizeram três cursos diferentes do Pronatec, aprenderam adubar melhor a terra e descobriram técnicas mais modernas de cultivo de frutas e hortaliças. Hoje, o negócio cresceu e eles estão vendendo seus produtos na feira da cidade. A renda da família, que era de R$ 400 reais subiu agora para mais de R$ 1.000 reais. Esse exemplo mostra que o brasileiro tem uma grande vontade de melhorar de vida. Com o Pronatec, nós estamos dando oportunidade para que essas pessoas ajudem a construir um Brasil muito melhor.

Luciano Seixas: Que belos exemplos, presidenta. Infelizmente, o nosso tempo chegou ao fim. Obrigado por mais esse Café.

Presidenta: Obrigada, você, Luciano. E, para quem está ouvindo a gente, eu quero lembrar que todas as informações do Pronatec estão na internet, no site pronatec.mec.gov.br. Você que nos ouve pode fazer a inscrição lá, direto no site. Uma boa semana para vocês e para você, Luciano!

Luciano Seixas: Obrigado, presidenta, por mais esse encontro. E você que nos ouve pode acessar esse programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. O Café com a Presidenta volta na próxima segunda-feira. Até lá!

Ouça a íntegra da entrevista (12min36s) da Presidenta Dilma