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Balanço de 2011 e perspectivas para 2012

por Portal do Planalto publicado 31/03/2012 00h00, última modificação 07/07/2014 12h25
Manutenção do rigor fiscal e da estabilidade econômica são as bases para garantir mais crescimento e geração de empregos em 2012.

Em 2011, o superávit acumulado do setor público consolidado (Governo Central, Governos Regionais e Estatais) foi de R$ 128,7 bilhões, equivalente a 3,1% do PIB.

Esse valor supera em R$ 820 milhões a meta de R$ 127,9 bilhões, já considerada a elevação da meta em R$ 10 bilhões efetuada pelo Governo. Representa, ainda, em termos nominais, um crescimento de 26,6% em relação a 2010.

A evolução das contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) foi fundamental para esse resultado. Em 2011, o superávit primário do Governo Central alcançou R$ 93 bilhões, montante 18,2% superior, em termos nominais, ao de 2010, e R$ 1,3 bilhão superior à meta de R$ 91,8 bilhões.

Para 2012, as metas de superávit primário do Governo Central e do setor público consolidado foram elevadas para R$ 97,0 bilhões e R$ 139,8 bilhões, respectivamente.

Para garantir o cumprimento das novas metas, o Governo efetuou um corte de R$ 55 bilhões nas despesas previstas no Orçamento Geral da União.

Em janeiro, os superávits primários do Governo Central e do setor público consolidado foram de R$ 20,2 bilhões e 26,0 bilhões respectivamente, os melhores resultados para o mês desde o início da série, em 2001. Com esses resultados, o Governo Central já alcançou 20,9% da meta prevista para o ano, e o setor público consolidado, 18,6%.

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Moderação na atividade econômica e crescimento do emprego
Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,7%. A economia manteve crescimento em todos os componentes da oferta e da demanda, embora tenha crescido em ritmo inferior ao registrado em 2010 (7,5%).

Por componentes da oferta, a Agropecuária teve o melhor desempenho em 2011, com crescimento de 3,9%, seguida do setor de Serviços (2,7%) e da Indústria (1,6%).

Na Indústria, os destaques positivos ficaram por conta dos subsetores de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (3,8%), Construção civil (3,6%) e Indústria Extrativa mineral (3,2%). A Indústria de transformação apresentou estabilidade (0,1%) em relação a 2010.

Na análise da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 4,7% em 2011, ritmo superior ao registrado para o Consumo das famílias (4,1%) que, por sua vez, assinala o oitavo ano seguido de expansão.

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Em 2011, o mercado de trabalho manteve-se em expansão, com geração de 1.944.560 empregos formais. No primeiro bimestre de 2012, foram gerados 293.987 empregos celetistas.

O desemprego medido nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE - Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e São Paulo -, manteve tendência de queda, tendo alcançado 4,7% em dezembro, a menor taxa estimada de toda a série iniciada em 2002, quando foi reformulada a pesquisa. A taxa de desemprego média de 2011 foi estimada em 6,0%.

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Nos primeiros dois meses 2012, as taxas de desemprego estimadas – 5,5% em janeiro e 5,7% em fevereiro - também correspondem às menores taxas verificadas para estes meses na série iniciada em 2002. A formalização do mercado de trabalho mantém-se ascendente, com forte crescimento, nos últimos doze meses terminados em fevereiro, do emprego com carteira assinada (+5,4%) e recuo do emprego sem carteira (-7,7%).

 

 

 

 

 11 bComportamento dos preços
Em 2011, o IPCA acumulado ficou em 6,5%, mantendo- se, pelo sétimo ano consecutivo, dentro do limite da meta de inflação fixada pelo Banco Central. No primeiro semestre de 2011, os índices de preços foram pressionados principalmente pelos preços dos alimentos, influenciados pelo comportamento das commodities no mercado internacional. Nesse contexto, para garantir a estabilidade de preços, o Governo Federal atuou por meio da elevação dos juros, combinada a medidas macroprudenciais de contenção do crédito e de consolidação fiscal.

Ao longo do segundo semestre de 2011 e no primeiro bimestre de 2012, o IPCA manteve-se em patamar significativamente inferior ao observado no primeiro quadrimestre de 2011, abrindo espaço para a convergência da inflação para o centro da meta de 2012.

Solidez internacional

Em 2011, o comércio exterior registrou os maiores volumes de transações da história: as exportações totalizaram US$ 256,0 bilhões, e as importações, US$ 226,3 bilhões. A corrente de comércio alcançou US$ 482,3 bilhões, crescimento de 25,7% em relação a 2010, na comparação pela média diária. O superávit comercial chegou a US$ 29,8 bilhões, crescimento de 47,8% em relação ao superávit obtido no mesmo período do ano anterior, também na comparação pela média diária.

Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) encerraram o ano de 2011 com volume também recorde de US$ 66,7 bilhões, montante 37,4% superior ao registrado em 2010, o que consolida o país como destino privilegiado de investimentos. Em janeiro de 2012, o volume de IED alcançou US$ 5,4 bilhões. O Tesouro Nacional segue reduzindo o custo de captação de recursos no exterior. Em janeiro, reemitiu seu título de referência de 10 anos, no valor de US$ 825 milhões, e a taxa de retorno para o investidor para esta emissão ficou em 3,449% a.a., a menor taxa dentre as emissões de bônus da dívida externa já realizadas pelo País.

As reservas internacionais fecharam o ano de 2011 em US$ 352,0 bilhões, crescimento de US$ 63,4 bilhões em relação a 2010. Em fevereiro de 2012, as reservas atingiram US$ 356,3 bilhões.