Você está aqui: Página Inicial > Mandatos de Dilma Rousseff (2011-2015 e 2015-2016) > Caderno Destaques > Julho 2013 > Inflação sob controle e robustez fiscal

Inflação sob controle e robustez fiscal

por Portal do Planalto publicado 03/08/2013 18h15, última modificação 07/07/2014 12h24
Índices de preços apresentam tendência de queda e manutenção de superávits primários permite diminuição da dívida pública

EVOLUÇÃO DOS PREÇOS

Ao longo do primeiro semestre de 2013 os índices de preços assumiram uma tendência de queda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,26% em junho, após alcançar 0,86% em janeiro de 2013.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou variação de 0,28% em junho, após atingir 0,92% em janeiro de 2013. No acumulado de 2013, os índices alcançaram, respectivamente, 3,15% e 3,30%.

01 - Evolução mensal do índice de preços ao consumidor

ROBUSTEZ FISCAL

O superávit primário do setor público consolidado (Governo Central, governos regionais e empresas estatais) foi de R$ 52,2 bilhões no primeiro semestre de 2013 correspondendo a 2,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Já o superávit do Governo Central – que inclui, além do Governo Federal, o Banco Central e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – correspondeu a R$ 33,7 bilhões (1,46% do PIB).

A manutenção de superávits primários sucessivos tem permitido uma queda consistente do endividamento público. Em junho de 2013, a dívida líquida do setor público correspondia a 34,5% do PIB. Dívida líquida do setor e necessidade de finaciamento

A maior robustez fiscal do Estado brasileiro é confirmada também pelo fato dos três maiores grupos de despesas do Governo Central – previdência, despesas com pessoal e despesas com juros da dívida pública – permanecerem sob controle. O mais importante é que todas devem alcançar, em 2013, patamares inferiores aos anos precedentes.

Nos últimos anos, a necessidade de financiamento do Regime Geral da Previdência Social tem se mantido em patamar inferior ao da década passada. Em junho de 2013, alcançou 1,2% do PIB.

No período de janeiro a maio de 2013 as despesas com pessoal e encargos sociais corresponderam a 4,2% do PIB. Na comparação com 2002, essas despesas devem se reduzir em 0,6 pontos percentuais (p.p.) como proporção do PIB em 2013.

As despesas líquidas com juros da dívida pública devem alcançar, em 2013, a menor taxa dos últimos anos, situando-se em 4,7% do PIB.

Despesas com pessoal e juros

SETOR EXTERNO

Os principais indicadores de vulnerabilidade externa têm apresentado melhoras consistentes nos últimos anos. Em 2000, enquanto a dívida externa total representava 36,6% do PIB, as reservas internacionais correspondiam a 5,1% do PIB. Em junho de 2013, a dívida externa total foi reduzida para 14,1% do PIB, enquanto as reservas internacionais passaram para 16,2% do PIB. Já a dívida externa líquida passou de 29,5% em 2000 para 3,1% em junho de 2013, como proporção do PIB. 06 - Indicadores de vulnerabilidade

O ingresso líquido de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil continua elevado, acumulando até junho US$ 30 bilhões, dos quais US$ 19,1 bilhões referem-se ao aumento de participação em capital de empresas e US$ 10,9 bilhões a empréstimos intercompanhias. O IED acumulado em 12 meses atingiu US$ 65,6 bilhões (2,87% do PIB).

ATIVIDADE ECONÔMICA E EMPREGO

No primeiro trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto a preços de mercado cresceu 0,6% em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Este resultado foi influenciado, positivamente, pelo desempenho do Setor Agropecuário, que cresceu 9,7% no período. A formação bruta de capital fixo cresceu 4,6%, após ter alta de 1,3% no último trimestre de 2012. De fato, os investimentos vêm se recuperando, indicando uma melhora no perfil de crescimento.

Em quatro trimestres, o PIB acumula alta de 1,2%. Nos componentes da oferta, destaque para a agropecuária, que apresentou crescimento de 3,9%.

Para 2013, a sexta estimativa do IBGE para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 185,7 milhões de toneladas, 14,7% superior à safra recorde de 2012.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB vem apresentando taxas crescentes, atingindo 1,9% no primeiro trimestre de 2013.

Nos primeiros meses de 2013, a produção industrial alternou resultados negativos e positivos, acumulando crescimento de 1,7% até maio.

Destaca-se o setor de bens de capital, que acumulou crescimento de 13,3% no ano e de 12,5% em relação ao mesmo mês de 2012.

As vendas no comércio varejista continuam em expansão e acumulam nos 12 meses encerrados em maio aumento de 6,1%. No mesmo sentido, o comércio varejista ampliado continua em expansão, registrando aumento de 7,6% no mesmo periodo.

O mercado de trabalho continua apresentando resultados robustos, com continuidade da geração de empregos formais e crescimento da renda real dos trabalhadores. No primeiro semestre de 2013, foram criados 826,2 mil empregos formais, crescimento de 2,1% em relação a dezembro de 2012. Entre janeiro de 2011 e junho de 2013 foram gerados 4,4 milhões de postos de trabalho, crescimento de 10,1% no período.

A taxa de desemprego medida pelo IBGE nas seis regiões metropolitanas pesquisadas permanece em patamares baixos, registrando 6,0% em junho, taxa próxima à verificada no mesmo período de 2012. A formalização do mercado de trabalho mantém-se ascendente. Em junho, o número de ocupados com carteira assinada cresceu 3,2% em relação a junho de 2012, enquanto o número de trabalhadores sem carteira recuou 9,9% no mesmo tipo de comparação. O rendimento médio real dos trabalhadores apresentou crescimento de 0,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Variação do PIB e Evolução da taxa de desemprego