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Redução da taxa de juros e manutenção da estabilidade econômica

por Portal do Planalto publicado 31/03/2012 00h00, última modificação 07/07/2014 12h25
No primeiro semestre de 2012, a política macroeconômica conciliou a redução da taxa de juros com estabilidade econômica e expansão do emprego

Em julho, a taxa Selic atingiu seu menor nível histórico, com meta fixada pelo Comitê de Política Monetária – COPOM em 8,0% ao ano. A redução dos juros desonera o investimento produtivo, favorece o resultado fiscal e diminui a pressão do movimento de capitais sobre a taxa de câmbio.

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A taxa de inflação mantém-se em declínio. No primeiro semestre de 2012, o IPCA acumulou variação de 2,32%, o menor índice para o período desde 2007.

O índice acumulado de julho/2011 a junho/2012 registrou variação de 4,92%, a nona queda seguida do índice acumulado em 12 meses. O comportamento do IPCA aponta para o encerramento do ano com a inflação acumulada próxima ao valor central da meta, de 4,5%.

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Resultado fiscal 
O superávit primário do setor público consolidado (Governo Central, Governos Regionais e Estatais) foi de R$ 62,87 bilhões no acumulado de janeiro a maio, correspondentes a 3,55% do PIB. Esse resultado equivale a 45% da meta de 2012 (R$ 139,8 bilhões). Nos primeiros cinco meses de 2012, o superávit do Governo Central – que inclui, além do Governo Federal, o Banco Central e o INSS – correspondeu a R$ 46,04 bilhões (2,60% do PIB), praticamente igual à meta para os oito primeiros meses do ano (R$ 46 bilhões).

O superávit alcançado no período janeiro-maio equivale a 47,5% da meta fixada para o ano, de R$ 96,97 bilhões.

A manutenção de superávits primários sucessivos tem permitido a redução constante do endividamento público. Em maio de 2012, a dívida líquida do setor público correspondia a 35% do PIB.

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Comércio externo e investimento 
No primeiro semestre de 2012, a corrente de comércio ficou em US$ 227,4 bilhões, patamar superior ao do mesmo período de 2011. As exportações totalizaram US$ 117,2 bilhões, recuo de 1,7% pela média diária em relação ao primeiro semestre de 2011, e as importações, US$ 110,1 bilhões, crescimento de 3,7% na mesma base de comparação.

Em decorrência, houve recuo do saldo comercial de US$ 13,0 bilhões para US$ 7,1 bilhões, quando comparados os dois períodos.

A conta capital e financeira apresentou superávit de US$ 40,4 bilhões de janeiro a maio de 2012, frente a US$ 62,6 bilhões no mesmo período de 2011. Os investimentos estrangeiros diretos recuaram de US$ 27,0 bilhões para US$ 23,3 bilhões.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior saltaram de US$ 2,6 bilhões para US$ 6,1 bilhões.

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Atividade econômica e emprego
No primeiro trimestre de 2012, o Produto Interno Bruto a preços de mercado cresceu 0,2% na série com ajuste sazonal. No acumulado de quatro trimestres, o crescimento do PIB foi de 1,9%, com ampliação de 0,7% na Indústria, 2,1% nos Serviços e 0,8% na Agropecuária.

O desempenho dos setores econômicos nos primeiros meses de 2012 foi diferenciado. O Comércio varejista acumula alta de 9,0% no volume de vendas e de 11,9% na receita nominal até maio, com ajuste sazonal.

Quanto à produção industrial, houve redução de 3,4% do volume de produção no acumulado de 2012 até maio. Em 12 meses, o recuo é menor: -1,8%. Contudo, a indústria mantém-se em um patamar elevado de produção e os efeitos da atual fase da crise internacional são menos intensos que os registrados na crise de 2008.

 11bO mercado de trabalho se manteve em expansão. Nos primeiros cinco meses de 2012 foram gerados 877.909 empregos formais, crescimento de 2,32% em relação a dezembro de 2011.

A taxa de desemprego medida pelo IBGE nas seis maiores regiões metropolitanas manteve a tendência de queda, registrando 5,8% em maio, a menor taxa para este mês desde 2002, início da atual série da pesquisa.

11cA formalização do mercado de trabalho mantém- -se ascendente, com crescimento, nos últimos doze meses, do emprego com carteira assinada em 3,9%, e recuo do emprego sem carteira (-6,9%).


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